4. GÜVENĠRLĠK MERKEZLĠ BAKIM BĠLEġENLERĠ
5.1 Enerji Ġletim Sistemleri
essência do Cristo na minha vida esta eu nunca perdi, então eu não frequento igreja por religião ou não. Eu sou cristão, nem gosto do termo evangélico, que isto ai hoje viro mais, sei lá uma sigla, não sei. A essência é Cristo, independente né, jamais (termo incompreensível). Eu acredito que muitos que ainda que a gente considere não salvo, por não ser cristão, quem sabe o que tem no coração de cada um? Mas, eu ouço muitos ai, “fui cristão, fui crente, mas hoje estou no candomblé, estou”, ai eu penso que realmente não teve um encontro com Cristo mesmo, o que eu acho na minha concepção improvável né, assim alguém que encontrou o senhor Jesus mesmo, voltar a alguma outra prática, ou coisa assim, conhecer e trocar, meio improvável na minha concepção, eu nunca pensei.
Pesquisador: Quero lhe agradecer pela entrevista, quero deixar um espaço se você quiser
fazer um comentário, se você quiser acrescentar algo, alguma coisa que eu poderia ter perguntado e que não perguntei, fique a vontade o espaço é seu:
K.C.S.M.: Pode falar mal. Bom, eu assim, até quando eu comentei na questão, da minha mãe
ou da minha família quando fala da igreja, deu ser ou não cristã ou evangélica, eu falo se for com relação às pessoas que já me julgaram, que já me criticaram eu poderia ser qualquer coisa, poderia estar em qualquer lugar, mas, eu nunca pensei em deixar a Cristo, por que a pessoa fez ou deixou de fazer por mim, e... eu deixar também a instituição igreja, é porque eu penso da seguinte forma, se você está dentro da igreja querendo ou não você tem que se submete a sua liderança que esta lá. É difícil você ficar num lugar e você não gostar, não aceitar, achar que está errado e continuar ali né, tanto que quando foi para eu sai da igreja, muitos falaram muitas coisas, muitos criticavam muito, muitos sabe, isto e aquilo, aquilo e
146 isso, lembram que na época ia ter uma assembleia, e, ia transformar o pastor... e muitos eram contra, e, aquela coisa toda, só que na hora mesmo de falar, se foi meia dúzia que foi lá e falou o que pensava foi muito. Então eu sempre fui muito verdadeira, não sei si isto é qualidade, mas assim às vezes me causou muita, como se diz, dificuldade por falar a verdade, falar o que pensa, até mesmo sabe, então no dia eu falei o que eu pensava, e não tem como eu ficar num lugar, que eu vejo que isso, e isso, e isso, não condiz com a palavra de Deus, não condiz mesmo, e tá aqui, por que se eu continuar, eu vou ter que obedecer a liderança, porque querendo ou não é a liderança da igreja. Então uma das razões que me levou a realmente não frequenta a igreja é isto, se eu não concordo ao invés de ficar falando mal, ao invés de eu ficar falando nos corredores, é melhor eu sair procurar um lugar que eu me sinta melhor, é isso também que eu acho que levam as pessoas a pularem para outras igrejas, mas eu acho que não vai resolver, porque isto eu acredito, esta acontecendo em todo lugar. A igreja tem se tornado uma empresa, né onde se você não tem a qualidade, troca você de ministério, vou tirar você do cargo vou colocar outro, na minha concepção, ridículo. Você vê ai casais que o marido passa mais tempo na igreja que com as esposa e os filhos, e na igreja é uma coisa, em casa é outra, então é bem complicado né... eu tive muito assim, eu não vou falar que eu guardo mágoa, mas, claro que a gente lembra, a gente é humano, tudo bem eu lembro de muitas coisas que eu passei, falaram, que julgaram, mas que eu to ai, sabe, continuo minha vida, seguindo graças a Deus, Deus tem ajuda a gente, indo na igreja ou não, mas se fosse levar em consideração, o que a igreja ou as pessoas da igreja já fizeram, desde quando eu era adolescente, sei lá, tinha que tá fazendo terapia, mas, não, então eu acho que eu tenho bastante experiência nesse, no que consiste sabe, i, a gente conhece, tem pessoas que a gente convive junto e ai fica complicado, você sabe que é uma coisa, que não é tudo aquilo e vai na igreja e vem falar de mim que não vou na igreja. Então eu acho (termo não compreensível), eu tenho um amigo, assim mais online que ele fala “comungar é preciso, porém não obrigatório”, eu gosto bastante desta frase, eu acho que é preciso a gente esta, mas que não seja uma imposição, que seja algo a vontade, gosto de você poder ser quem você é, de você poder compartilhar os seus medos, problemas, de você ter uma dificuldade e poder né, expor para o seu irmão, a comunidade eu acho que ela é feita para ajudar, né, num é feita para criticar ou né, eu lembro muito bem da época da igreja que para você conseguir uma cesta básica, tinha que passar por uma triagem que só Jesus, até passar a triagem já tinha morrido de fome. Quantos a gente né, mas é muito cômodo, até hoje mesmo eu estava comentando, com meu
147 marido é mais cômodo ir para a igreja você dar os dez por cento do seu dizimo lá e pronto, já fiz minha parte, não preciso fazer mais nada, é uma outra coisa também que é muito apelativo hoje né. Eu falo que o devorador é o garoto propaganda da igreja né, porque na hora dos dízimos e das ofertas chama de tudo, e é meio que amedrontador, “se você não contribuir, se você não dizimar, você vai, o negócio vai ficar feio para o seu lado”. E ai eu não tenho dinheiro para pagar minha conta de ligth, eu deixo de pagar meu aluguel, eu deixo de comer, mas eu dou o dizimo, eu acho que vai do medo, gera medo nas pessoas para que elas contribuam, pra quê? Enquanto está contribuindo na igreja, que seria para ajudar os da igreja tem gente dentro da igreja passando fome. Então uma coisa que a gente tem outra concepção hoje, é em questão desse negócio de dizimo, hoje se eu posso eu ajudo, que eu conheço, que tá com uma necessidade, eu ajudo minha mãe né, que não tem uma condição financeira, quantas vezes eu dei dizimo na igreja e minha mãe estava passando uma situação difícil, quantas vezes eu fui lá doar um tijolo, ajudar a quebrar a igreja e a casa da minha estava caindo aos pedaços. Então eu acho que a gente tem que pensar, na familiar nos que estão próximos, as vezes uma cesta básica para uma família na favela que está passando fome, enquanto que você dá o dizimo na igreja para trocar o microfone. Então eu hoje penso muito por este lado, coisa que antigamente eu não via, por que quando a gente se torna crente, a gente acha que tem que se afastar de todo mundo, pelo menos eu fui criada desta maneira, agora você só anda com crente porque se não você vai se contaminar. Ontem teve o jantar dos travestis, lá na missão, há alguns anos atrás se eu visse um travesti na rua, eu ia tirar o sarro, eu ia meu Deus. Hoje eu vejo que são homens, são pessoas com necessidade, são amigos, divertidos, eu abraço, eu sei que ali tem uma pessoa, i, mas quando você é criado na igreja, as pessoas te ensinam que não, que não é assim que você tem que ficar longe, se não vai te contaminar. Hoje a gente vê de uma maneira diferente, quem realmente precisa do evangelho, são estes que não tem realmente uma oportunidade. Então com o passar destes anos eu aprendi muito com isso e tenho aprendido ainda, mas assim, eu sofri bastante, com criticas, com, eu falo que a vinte anos atrás, lógico que ninguém tem, se eu tivesse a cabeça que eu tenho hoje, teria sofrido menos buling, mas, amém, a gente tá ai. Frequento a missão, assisto muito culto online, i continuo com a minha vida com Deus, graças a Deus.
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Entrevista 3
Nome Michel Ricardo da Silva
Idade: 31 anos.
Estudou onde? Em qual época? Seminário Evangélico Teológico do Betel Brasileiro em São Paulo, concluiu o curso. Estudou de 2002 a 2005.
Data da entrevista 22/12/2013
Local Casa do sujeito, localizada no bairro Vila
Alpina, na zona leste da cidade de São Paulo.
Entrevistador Allan Nilton dos Reis
Responsável pela transcrição Allan Nilton dos Reis Entrevista da pesquisa 3 de 8.
Notas do diário de campo: Solteiro, sem filhos.
Horário: Chegamos às 16:00 e a
entrevista iniciou às 16:45 e terminou às 17: 11.
Anotações das percepções: A recepção
foi muito boa, com acolhida e disposição para colaborar com a pesquisa, porém quando do início da pesquisa, percebemos o interlocutor muito sucinto em suas respostas.
Pesquisador: Eu quero primeiro agradecer a sua disposição em participar da nossa pesquisa e
149 queria que primeiramente você contasse um pouco sobre o que motivou a sua decisão por estudar teologia?