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2.1 ENDOMETRİYOZİS

2.1.8 Patoloji

2.1.8.1. Makroskopik Görünüm:

negativamente, que passos poderão/deverão ser dados para incrementar o peso/alcance

desta voz no futuro?”

Couto (Apêndice A, p. i) refere de modo muito interessante que, para ter voz credível, é necessário ter poder funcional ou material/moral e, segundo o autor, o poder funcional encontra-se no actual contexto estratégico em declínio; em relação ao material/moral, Couto expressa que “(…) um País que vive de mão estendida, em busca de créditos e subsídios, dificilmente terá voz activa entre aliados que, na sua maioria, são também seus credores”, adicionando que “Já não será mau se não cair no ridículo.”

Já Saraiva (Apêndice G, p. xxxii) menciona que a questão fundamental é o problema da política externa portuguesa não ser “totalmente coerente” pois, de acordo com autora, a posição de Portugal nas várias organizações de segurança e defesa, nomeadamente NATO, UE e ONU, nem sempre é coincidente. Saraiva apresenta igualmente a problemática da ligação com os Estados Unidos; a autora refere que Portugal se limita muitas vezes a seguir a posição americana no seio da NATO, sendo relevante no futuro repensar o posicionamento nacional nesta questão sem colocar em causa a relação transatlântica.

Rodrigues, por sua vez (Apêndice E, p. xxviii), expressa que Portugal tem um espaço limitado para se fazer ouvir e deter o mesmo peso institucional que qualquer outro estado membro. O autor refere que, embora esta realidade torne necessário seguir uma política “de alguma acomodação”, tal não deve impedir que o país seja um participante activo e dinâmico como é o caso de alguns outros membros da Aliança com dimensão semelhante à de Portugal.

Espírito Santo (Apêndice B, p. iv) refere de modo muito curioso que a NATO é “um clube onde conta é quem paga cotas e vai aos jogos.” O autor menciona que

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Portugal nem sempre tem respondido de maneira apropriada e adequada aos seus recursos ao que lhe é pedido; esta é uma situação que se poderá agravar no futuro, dada a denominada “decadência” das Forças Armadas apontada por Espírito Santo. A questão da participação nacional em missões da NATO apresenta aliás um ponto comum em respostas à questão número dois; Gaspar (Apêndice C, p. v) afirma que Portugal deve deter uma participação mais importante e mais concentrada nas missões militares internacionais da Organização do Tratado do Atlântico Norte, incluindo posições de comando e Rodrigues (Apêndice E, p. xxviii), refere que o nível de participação portuguesa em missões da NATO precisa de ser mais visível e, sobretudo, continuado.

Em tom mais positivo, Teixeira (Apêndice H, p xxxv) menciona que Portugal é um aliado “desde a primeira hora” mantendo-se confiável e credível, facto comprovado por ter participado em todas as missões da NATO, sempre com – segundo o autor – utilidade e visibilidade. Esta perspectiva é complementada pelas considerações expressas por Pinto (Apêndice D, p. ix) nas quais é afirmado que Portugal tem sempre todas as condições para fazer ouvir a sua voz, acautelar, proteger e afirmar os seus interesses na NATO; contudo, este é um ponto dependente da atitude de Portugal. De acordo com Pinto, muitas vezes no nosso país olha-se para a NATO (e União Europeia também) como se fossem entidades exteriores a nós e tal não é o caso. Deste modo, o autor afirma que se Portugal for empenhado, activo, atento e oportuno na afirmação dos seus interesses, criará um clima de proteção daquilo que pretende. Em oposição, se for omisso, não permite que tal aconteça. Pinto expressa que, na sua experiência junto à NATO, nunca percepcionou que a voz de nenhum país deixasse de ser ouvida com atenção; é necessário é que a intervenção seja oportuna.

A perspectiva expressa ao início por Couto é absolutamente fortíssima; o autor traça um retrato de Portugal extremamente acentuado no campo da dependência, culminando com a afirmação “Já não será mau se não cair no ridículo.” Esta é uma opinião extraordinariamente aberta e directa por parte de Couto82, reflectindo uma situação preocupante da condição portuguesa no seio da NATO (e, num âmbito mais geral, no próprio sistema internacional) e que se prende com a necessidade de exacerbar

82 Couto demostra aliás uma perspectiva bastante mais cerrada do que aquela evidenciada pelos seus

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as potencialidades nacionais actualmente (se nos é permitido o comentário opinativo) subaproveitadas. Contudo, cremos que o cair no ridículo não será um perigo particularmente presente, pois Portugal ainda dispõe de variados níveis de credibilidade entre os aliados.

O ponto levantado por Saraiva é extremamente relevante, pois uma acção coerente em termos de política externa é, com certeza, percurso útil para incrementar as perspectivas nacionais, sendo importante procurar deste modo evitar a “política de acomodação” referida por Rodrigues. Já a questão das Forças Armadas é algo surpreendente; as posições evidenciadas por Gaspar e Rodrigues afastam-se um pouco da tendência dominante ao longo da investigação na qual as Forças Armadas nacionais são frequentemente apontadas como fomentadoras de uma afirmação nacional muito significativa no contexto da sua dimensão [dimensão das Forças Armadas, não do país]. É preocupante (e certamente encontra-se em linha com algumas das questões expressas no capítulo III da presente investigação) a problemática apontada por Espírito Santo relativa à “decadência” das Forças Armadas nacionais em termos materiais. É importante que Portugal, enquadrado numa vasta instituição de segurança e defesa comuns possa deter os meios necessários para se afirmar convenientemente.

Esta questão traz-nos às perspectivas expressas por Teixeira e Pinto; Teixeira lembra que Portugal tem sido um aliado confiável e credível, afirmação que consideramos oportuna e Pinto expressa que depende muito da atitude nacional obter os resultados pretendidos. Embora compreendamos plenamente que existe um espaço extremamente significativo, evidente e relevante entre ser um aliado em pleno de vontade e um aliado em pleno de meios, não podemos negar que a atitude demonstrada é essencial e um clima de desapego não produzirá, naturalmente, quaisquer efeitos positivos.