2.2. Rekabet Üstünlüğü
2.2.3. Rekabet Teorileri
2.2.3.1. Endüstriyel Örgüt Teorisi
- Verificar como estes cursos de formação foram elaborados e implementados (efetivamente aplicados);
- Identificar o que foi trabalhado em cada um deles;
79 MÉTODO
Participantes
Participaram deste estudo seis responsáveis por diferentes cursos a distância com momentos presenciais de formação em ES. A escolha se deu através de uma pesquisa realizada na internet, com os seguintes termos “cursos semipresenciais (ou a distância com momentos presenciais) de formação em ES”, sendo esses de diferentes Universidades Públicas do Brasil. Na busca apareceram 8 cursos que se encaixavam com os nossos interesses, porém, como dito anteriormente, aceitaram participar 6 responsáveis.
Por questões éticas optamos por descrever os participantes de forma pouco detalhada por inferir que, ao construirmos um quadro contendo os nomes dos responsáveis, seus dados pessoais, a universidade em que o curso foi realizado, poderíamos facilitar a identificação desses profissionais, o que não é importante nesta pesquisa. Ao longo desta dissertação, utilizaremos seis diferentes nomes de pássaros sempre que referendarmos a algum participante – Beija Flor, Bem-te-vi, Canário, Ave do Paraíso, Andorinha, Sabia.
O corpus se constituiu, portanto, em um total de seis participantes, todos do sexo feminino, todos com nível superior completo, sendo quatro formados em Pedagogia, um em Biologia e outro em Educação para deficientes de áudio comunicação. A idade dos participantes variou entre 27 e 60 anos.
Local
A coleta de dados foi realizada através de entrevistas semiestruturadas que aconteceram via Skype. Os contatos com os responsáveis pelos cursos foram realizados via e- mail, e as entrevistas se sucederam em horários agendados previamente.
Material
Para a realização deste estudo foram utilizados materiais de diferentes naturezas:
Equipamento:
80 - Um computador Samsung x4 Quad-Core.
- Uma impressora Hp Deskjet 710.
Instrumento para coleta de dados: - Roteiro de Entrevista.
Análise dos dados
Para a análise dos dados foram usadas categorias e subcategorias, realizadas no decorrer da leitura flutuante das fontes de dados selecionadas. A técnica de análise de conteúdo faz parte de uma busca teórica e prática, com um significado especial no campo das investigações das ciências sociais e ganha espaço na área de pesquisa em educação (Oliveira, 1997). Constitui-se em bem mais do que uma simples técnica de análise de dados, concebendo uma abordagem metodológica com características e possibilidades próprias.
Para Bardin (1977, p. 42), análise do conteúdo pode ser definida como sendo:
[...] conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitem a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas.
Logo, a exploração do material, levou em consideração: - definição de categorias (sistemas de codificação);
- identificação das unidades de registro (unidade de significação a codificar corresponde ao segmento de conteúdo a considerar como unidade base, visando à categorização e à contagem frequencial);
- identificação de unidades de contexto nos documentos (unidade de compreensão para codificar a unidade de registro que corresponde ao segmento da mensagem, a fim de compreender a significação exata da unidade de registro).
A fase de exploração do material consistiu-se em uma etapa importante, porque possibilita ou não a riqueza das interpretações e inferências. Esta é denominada a fase da descrição analítica, a qual diz respeito ao corpus (qualquer material textual coletado) submetido a um estudo aprofundado, orientado pelas hipóteses e referenciais teóricos.
Dessa forma, o tratamento da informação contida nas mensagens aparece como um conjunto de técnicas de análise das comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e
81 objetivos de descrição do conteúdo das mesmas; procura conhecer aquilo que está por trás das palavras sobre as quais se debruça, buscando outras realidades através das mensagens (BARDIN, 1977).
A entrevista semiestruturada como instrumento de coleta
A entrevista foi respaldada metodologicamente pelos autores Bogdan & Biklen (1994, p.34), pois eles consideram que “a entrevista é utilizada para recolher dados descritos na linguagem do próprio sujeito, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspectos do mundo.”
As entrevistas semiestruturadas se deram porque, como esclarece Duarte (2004, p. 215), elas são
fundamentais quando se precisa/deseja mapear práticas, crenças, valores e sistemas classificatórios de universos sociais específicos, mais ou menos bem delimitados, em que os conflitos e contradições não estejam claramente explicitados. Nesse caso, se forem bem realizadas, elas permitirão ao pesquisador fazer uma espécie de mergulho em profundidade, coletando indícios de modos como cada um daqueles sujeitos percebe e significa sua realidade e levantando informações consistentes que lhe permitam descrever e compreender a lógica que preside as relações que se estabelecem no interior daquele grupo, o que, em geral, é mais difícil obter com outros instrumentos de coleta de dados.
Este tipo de entrevista se aproxima de uma conversação focada em determinados assuntos, podendo ser adaptável, flexível e, ao mesmo tempo, livre da rigidez ou predeterminação de alguns instrumentos de coleta de dados, como por exemplo, os questionários. Ela pode ser ajustada tanto às circunstâncias, como ao indivíduo, adequada para situações em que se busca “[...] uma solução para o estudo de significados subjetivos e de tópicos complexos demais para serem investigados por instrumentos fechados num formato padronizado” (Szymanski, 2004, p. 10).
Embora o entrevistador tenha algumas perguntas previamente preparadas, estas podem gerar outras no decorrer da entrevista, o que permite quer ao entrevistador, quer à pessoa entrevistada, uma flexibilidade maior para aprofundar ou fazer confirmações, quando necessário.
Tendo o pesquisador a capacidade de alcançar postura de confiança mútua para com o entrevistado, é possível conseguir que este fale e traga muitas significações sobre determinado
82 assunto, sem que haja inibição demais ou momentos em que ele se ausente do que lhe é perguntado.
Roteiro de Entrevista
A entrevista aqui realizada é a que Bogdan & Biklen (1994) chamam de conversa intencional, dirigida por uma pessoa com o objetivo de obter informações sobre outra, possuindo as seguintes características: podem ser consideradas como a estratégia dominante para conseguir dados na investigação qualitativa; começam com uma conversa aparentemente corriqueira e depois vão se especificando as perguntas; os sujeitos devem ficar à vontade e falar livremente sobre seus pontos de vista; compõem-se de perguntas perspicazes e não gerais; o entrevistador não deve temer o silêncio do entrevistado, pois pode ser que ele esteja organizando suas ideias para responder.
O roteiro da entrevista (apêndice 2) teve como objetivos:
1) Elucidar as questões relacionadas às características particulares de cada curso.
2) Estimular o responsável a falar e refletir sobre o curso, sobre as concepções, objetivos e aspectos que foram trabalhados; pertinência da forma e conteúdo do curso mesmo; e sobre a avaliação do que realizou.
Descrição da Entrevista
Na primeira parte solicitavam-se os dados de identificação do sujeito com o objetivo de identificar o participante quanto a sua formação profissional, local de trabalho, tempo de exercício da profissão e área predominante.
Na segunda parte optamos por nomear “Conversando sobre o assunto”. Nesta havia um roteiro de quinze questões abertas que visavam estimular o relato verbal do responsável, sobre o curso que havia implementado. Dividimos a mesma em três blocos:
Bloco 1) Formação em Sexualidade;
Bloco 2) Conhecimento e postura sobre as TIC; Bloco 3) Informação sobre o curso.
83 Processo de Elaboração da Entrevista