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4.2 Çalışma Bulgularının Yorumlanması .1 Genel Bulgular .1 Genel Bulgular

4.2.3 Enamel Pro

No decorrer do estágio pedagógico, a investigação-ação foi uma metodologia presente em ambas as valências, 1.º CEB e EPE, no qual foi regido quatro etapas para a sua execução. Na primeira etapa, identificou-se os problemas presentes em cada contexto, por meio da recolha e análise dos dados. Na segunda etapa, elaborou-se um plano de ação/intervenção, através da planificação de um conjunto de estratégias e atividades, que conduzissem, na prática, a melhoramentos desejados. Na terceira etapa, executou-se o plano de ação/intervenção elaborado, no qual foi experimentado e recolhido a informação correspondente aos seus efeitos, que puderam conduzir a uma revisão das estratégias. Na quarta etapa, processa-se uma reflexão/avaliação, em que estes efeitos e, consequentemente, a identificação de outras estratégias preliminares conduzam a uma ação mais apropriada que já reflita uma modificação dos princípios gerais.

Neste sentido, a investigação-ação configurou-se como um processo de investigação em espiral de ciclos de planificação, ação, observação e reflexão, interativo e focalizado em problemas, implicando um processo contínuo de pesquisa, sendo que o valor do trabalho foi julgado mediante o conseguido, assim como das transformações desejáveis na forma de agir. Este processo tornou-se num processo sistemático de aprendizagem para a prática, oferecendo uma justificação com base no trabalho, mediante uma argumentação desenvolvida, comprovada e cientificamente examinada (Fernandes, 2006). Apresenta-se, de seguida, a espiral auto-reflexiva lewiniana de Santos, Morais, e Paiva (2004), onde se encontra o processo cíclico das fases que estão presentes na investigação-ação, durante o estágio pedagógico.

Neste contexto, a investigação-ação é vista como uma metodologia dinâmica, “uma espiral de planeamento e acção e busca de factos sobre os resultados das acções tomadas, um ciclo de análise e reconceptualização do problema, planeando a intervenção, implementando o plano, avaliando a eficácia da intervenção” (Fernandes, 2006, p. 75). Assim, o uso da investigação-ação neste trabalho pretendeu efetuar um processo de mudança quer na forma, quer na dinâmica da intervenção educativa efetivada, concretizando-se principalmente com a implicação de toda a comunidade educativa, numa dinâmica de pesquisa-ação-reflexão (Sanches, 2005). Todavia, esta mudança envolve uma alteração de mentalidades e uma renovação nas formas de estar e atuar, sendo, por esta razão, um processo complexo e complicado, uma vez que ao objetivar o melhoramento da vida das pessoas, pode colocar em conflito as suas crenças, estilos de vida e comportamentos. Neste sentido, importa compreender o modo que os indivíduos experienciam a situação e envolvê-los na mudança (Sanches, 2005).

Esta metodologia pode auxiliar o docente a desenvolver estratégias e métodos, a fim de tornar a sua intervenção mais adequada às crianças, como também pode permitir a descoberta de técnicas e instrumentos de análise da realidade e de recolha e análise dos dados. Com efeito, a utilização desta metodologia de trabalho tornou-se relevante para uma reflexão sistemática acerca da prática educativa, com o propósito de a

transformar e melhorar. E este foi um grande desafio que se impões a todos os envolvidos nesta dinâmica de ação na intervenção educativa.

Parece-me, então, que o fato de os estagiários trabalham em grupo, com o auxílio da comunidade educativa e do orientador da universidade, que têm como objetivo principal desenvolver condições de aprendizagem nas crianças, facilitou a operacionalização deste tipo de investigação, pelo seu caráter participativo e colaborativo e pela sua natureza prática e situacional (Marques, Moreira & Vieira, 1999). Neste sentido, considero que esta metodologia facilitou a orientação e a adoção do ciclo de autoavaliação da planificação, ação, observação e reflexão, pelo que constituiu-se como uma otimização dos momentos pré-ativo, interativo e pós-ativo, por meio de uma vertente investigativa, indo ao encontro dos objetivos do estágio pedagógico, pela sua reflexão sistemática, assente num procedimento permanente de recolha e análise de dados e informações, que possibilitou o alargamento de uma prática reflexiva de auto e heteroavaliação face à ação e à promoção da autonomia profissional.

Nesta linha de ideias, a investigação-ação na formação de docentes é vista como um processo de questionamento sistemático da prática, a fim de ampliar a compreensão de contextos educativos particulares e mais latos, assim como de intervir em situações de forma a promover a mudança e a inovação (Marques, et al, 1999). Esta operacionalização pressupõe um envolvimento dos docentes em processos de emancipação profissional, auxiliando-os a defrontar as condições de pressão no desenrolamento de uma ação educativa, que coloque as crianças no centro do processo de ensino/aprendizagem, onde têm a oportunidade de assumirem uma atitude crítica e responsável na construção do saber. Logo, tenho como pressuposto que a independência profissional do docente necessita de implicar o crescimento da autonomia das crianças, para que estas sejam capazes de gerir a sua própria aprendizagem (Marques, et al, 1999).

Concluindo, o desenvolvimento profissional “é uma caminhada que envolve crescer, ser, sentir e agir em contexto” (Oliveira-Formosinho, 2002, p. 42), em que este, por sua vez, deve assumir uma perspetiva da mudança ecológica. Esta mudança envolve uma análise do processo de interação recíproca e gradual entre o docente ativo, em crescimento e o meio em modificação em que está inserido, um processo influenciado pelas inter-relações quer entre os contextos mais imediatos quer entre estes e os contextos mais vastos em que a educação interage (Oliveira-Formosinho, 2002).

Exponho agora as técnicas e instrumentos de recolha de dados, utilizadas no decurso do estágio pedagógico.

Técnicas e instrumentos de recolha de dados

Observação Participante

Técnica de eleição para o investigador que visa compreender as pessoas e as suas atividades no contexto da ação. Esta é realizada em contacto direto, frequente e prolongado do investigador, com os atores sociais, nos seus contextos culturais, sendo o próprio investigador instrumento de pesquisa.

A técnica foi utilizada através da recolha de informações relativas à organização documental, à participação e ao empenho das crianças de modo a compreender o significado das ações e interações do grupo de participantes em contexto de sala.

Entrevista Não Estruturada

Carateriza-se por se desenvolver através do fluir normal de uma conversa, ocorrendo muitas vezes no contexto de uma observação participante, sendo que esta foi realizada aos docentes cooperantes, levantando questões que diziam respeito às condições de trabalho, às crianças, aos pais, à comunidade e aos critérios pedagógicos.

Análise Documental

Técnica que tem, com frequência, uma função de complementaridade na investigação qualitativa, visto ser utilizada para “triangular” os dados obtidos mediante uma ou duas outras técnicas. O objetivo da análise documental do PEE, do Projeto Curricular de Turma/Grupo, da avaliação das crianças, entre outros, visou compreender os problemas do grupo de intervenção, que permitiram verificar as problemáticas.

Artefactos das Crianças

Durante a investigação-ação utilizou-se notas de campo, em que estes dados incluíram registos fotográficos e produções das crianças, as suas ações e interações, executados sistematicamente, respeitando a linguagem das crianças nesse contexto, cujas observações foram anotadas no momento em que ocorriam ou no momento após a sua ocorrência (Máximo-Esteves, 2008).

Planificação

A estratégia mais eficaz para ocorrer mudanças na comunidade educativa será o envolvimento ativo de todos os implicados, numa dinâmica de ação-reflexão- ação, cooperando para uma reflexão crítica e sistemática sobre o processo e os resultados da prática educativa, assentes na planificação.

Avaliação

Enquanto técnica de investigação, esta não requer uma preparação especial, mas sim o conhecimento de alguns cuidados a ter. Máximo-Esteves (2008) argumenta que “a análise dos artefactos produzidos pelas crianças é indispensável quando o foco da investigação se centra na aprendizagem dos alunos” (p. 92), cujos docentes estão interessados na avaliação do sentido e do ritmo de aprendizagem das crianças.

1.2.1.2 Construção do percurso de intervenção educativa: observação,

Benzer Belgeler