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Elmalılı’nın Kıraatleri Zikredip Tercih Yapmadığı Ayetler

A. Elmalılı Tefsirinde Farklı Kıraatlerin Dikkate Alındığı Ayetler

2. Elmalılı’nın Kıraatleri Zikredip Tercih Yapmadığı Ayetler

Pesquisa Documental e Bibliográfica

2.3.1 Parâmetros de recorte da pesquisa

A que a situação sócio-econômica de um país como o Brasil é um assunto tão complexo que demanda a atenção da de um sem-número de trabalhos acadêmicos e de pesquisa, dos melhores intelectuais do país, interessados em obter melhorias nas condições de vida de seus patrícios. Sendo assim, uma análise dos problemas brasileiros poderia ocupar não só uma tese inteira, mas várias dezenas delas.

Para estabelecer um quadro de referência necessário à extração de atributos de perfil de egressos de cursos de Administração, num só capítulo, temos que estabelecer diversos cortes para poder extrair um resultado ao mesmo tempo útil e razoavelmente confiável.

Segundo o método proposto, os atributos nacionais do perfil do egresso saem dos problemas e desafios, planejamento, objetivos e metas nacionais de longo prazo, e propostas setoriais.

O Brasil tem problemas e desafios de ordem econômica, social, do Estado, e ambientais, todos inter-relacionados.

Na área econômica, temos o desafio do desenvolvimento econômico, e da inserção de nossa economia na economia mundial. Estes desafios possuem reflexos gerais por todos os setores industriais, mas também importantes conseqüências diferenciadas para setores diferentes.

Ainda, como se verá nos desafios de preservação do meio ambiente, este desenvolvimento deve ser sustentável.

Na área social, trata-se de minimizar a exclusão e as desigualdades, atacando seus mecanismos de ampliação e perpetuação.

Em termos do Estado, o desafio é uma reforma que o coloque como efetivo instrumento da sociedade na solução dos demais problemas – econômicos, sociais e ambientais.

Em termos ambientais, trata-se de contabilizar os custos ecológicos nos projetos econômicos, dirigindo-os para a sustentabilidade, e para a responsabilidade para com as gerações futuras.

O desenvolvimento a seguir detalha e justifica estes tópicos, buscando sempre o ponto de vista da responsabilidade do administrador diante de cada desafio.

2.3.2 Os problemas e desafios nacionais

O desafio econômico I – desenvolvimento

O desafio do desenvolvimento econômico, diante do baixo grau de poupança interna, coloca já para o administrador, de forma direta, a necessidade de conhecer e saber operar mecanismos diversificados de financiamento da produção. A globalização trouxe consigo alternativas de fluxo de capital desconhecidas no passado, e seu domínio pelo administrador é imprescindível:

“A multiplicidade de instrumentos hoje utilizados para mover capitais e a rapidez de sua movimentação, de uma parte a outra do globo, fazem com que o desconhecimento das regras desse jogo possa significar prejuízo para os que as desrespeitarem e/ou ignorarem. Esse tema é particularmente pertinente no caso dos capitais que se dirigem para o setor produtivo. As exigências da modernização e da produtividade não permitem que se dispense o recurso a fontes externas de financiamento...” (IPEA, 1997:16).

A par das alternativas internacionais, o mercado financeiro nacional sofre mudanças em seu perfil de poupança e financiamento, que acompanham a transformação do Estado, de uma posição de fomentador direto do desenvolvimento – com recursos do próprio Estado – para uma posição reguladora de mecanismos de mercado, mecanismos estes que passam a ocupar o papel de motor do desenvolvimento econômico.

Então a maior parte do dinheiro para o financiamento da produção não está mais nos bancos do governo, mas em: mercados de capitais; fundos de investimentos em ações, sejam da forma tradicional, ou sejam na forma de debêntures para o mercado de fundos mútuos; nos FIEEs – Fundos de Investimentos de Empresas Emergentes; e ainda outros fundos que deverão surgir, ou porque existem em outros países (como o project finance(60)), ou por pressão de demanda de investimento dos

fundos de pensão, que surgem vigorosamente no cenário nacional e cujos recursos já ultrapassam os do FGTS(61).

O próprio governo, enfim, não perdeu totalmente sua capacidade financiadora, seja através do BNDES, seja pela via indireta dos fundos parafiscais (FGTS e FAT) – embora, por suas características técnicas de operação, apenas uma parcela destes recursos possa destinar-se a investimentos.

Cada um destes mercados financeiros tem suas especificidades no que diz respeito a riscos, custo do próprio capital, barreiras de entrada aos tomadores, e comportamento de flutuação das taxas de juros; e devem ser conhecidos pelo administrador, não necessariamente como especialista do assunto, mas como empreendedor do negócio onde atuar, isto é, como consciência da viabilidade das inovações e empreendimentos(62).

60 Um tipo de engenharia financeira que securitiza receitas e reparte riscos, vinculando ainda a

amortização da dívida a parcelas do faturamento futuro do empreendimento.

61 Como estes recursos devem ser remunerados, deverão necessariamente ser aplicados, e o

Estado, já em seu novo papel, regulamenta a composição da carteira destes fundos, destinando uma fatia para a área produtiva.

62 Outros autores importantes também argumentam nesta linha: “Cada vez mais o financiamento

O desafio econômico II – inserção da economia nacional na economia mundial

O segundo desafio, da inserção da economia brasileira na economia mundial, coloca o administrador face a um complexo de problemas a serem equacionados, realidades a serem compreendidas e atitudes a serem adquiridas.

Como a globalização libera fluxos tanto de mercadorias e quanto de capitais, a competição no ambiente internacional globalizado ocorre, analogamente, tanto no plano comercial, pela colocação de produtos concorrentes em mercados mundiais, quanto no plano financeiro, numa disputa pelos fluxos de capital dos investidores. Para participar de ambas as disputas, as empresas aqui sediadas necessitam de produtividade e tecnologia.

Este binômio é necessário para prover o acesso de nossos produtos a mercados estrangeiros, trazendo divisas e fornecendo escala para o barateamento dos preços internos; para atrair o fluxo de capitais para a produção, alavancando o incremento da produção e da inovação; e para inserir o país numa posição de alto valor na cadeia produtiva internacional, trazendo uma fatia maior dos preços dos produtos globalizados.

Essa discussão do alto valor, presente em REICH (1994), lembra-nos que a

nacionalidade da empresa tornou-se irrelevante, com a globalização – as subsidiárias não são mais “subsidiárias”, mas parte de uma teia, onde as diferenças nacionais residem justamente na fatia de valor que cada país é capaz de abocanhar, de acordo com o valor adicionado ao produto final(63).

Pode-se, portanto, ficar com uma “ponta” mais nobre da teia, adicionando mais valor à cadeia produtiva, e recebendo a conseqüente remuneração; ou com uma parcela modesta e mal remunerada da cadeia. De acordo com REICH, o nível de vida

dos cidadãos do país dependerá desta escolha.

Em nosso entender, produtividade e tecnologia estão no cerne do desafio da inserção de nossa economia numa posição favorável no contexto mundial. A formação de blocos econômicos, outra realidade com a qual nossos egressos terão de conviver, não traz dificuldades adicionais que o resto da globalização já não coloque ou venha a colocar. Pois o que a liberação localizada de barreiras alfandegárias, e livre trânsito de produtos e mão-de-obra exige é na verdade uma vacina que deve preparar nossas indústrias para os desdobramentos mundiais da globalização – principalmente o de tornar inócuas, no longo prazo, as medidas governamentais de protecionismo.

modificações nas relações com agências públicas como o BNDES. Provavelmente diminuirá o peso relativo do crédito ao investimento totalmente sob responsabilidade do banco, frente a operações de co- financiamento, aval, securitização etc.” (FERRAZ,KUPFER E HAGUENAUER,1995:366).

63 REICH ilustra esta idéia com o exemplo do carro Pontiac Le Mans da GM, vendido no

mercado americano: “Dos US$ 10,000 pagos à GM, cerca de US$ 3,000 vão para a Coréia do Sul, por trabalho de rotina e operações de montagem; US$ 1,750 para o Japão, por componentes avançados (motores, transmissões e eletrônica); US$ 750 para a Alemanha, por engenharia de estilo e projeto; US$ 400 para Taiwan, Cingapura e Japão, por pequenos componentes; US$ 250 para a Inglaterra, por serviços de propaganda e marketing, e, aproximadamente, US$ 50 para a Irlanda e Barbados, por processamento de dados. O resto – menos do que US$ 4,000 – vai para estrategistas em Detroit, advogados e banqueiros em Nova Iorque, lobistas em Washington, agentes de seguros e de planos de saúde em todo o país, e acionistas da General Motors (...).” (REICH, 1994:104-105). Note-se que os valores absolutos não refletem diretamente a estrutura de valor adicionado, pois não trazem informação sobre a estrutura de custos de cada fornecedor.

E como encontramos a realidade brasileira diante deste desafio? Repetimos que existem diferenças significativas de setor para setor, de indústria para indústria. Entretanto, em termos gerais, nossa competitividade tem sido restringida por baixa produtividade, elevados custos de produção, alto custo do capital, e baixo nível de tecnologia (IPEA, 1997:25-29).

Quando falamos em baixo nível de tecnologia não nos referimos, como o senso comum poderia sugerir, apenas à falta de tecnologia de ponta para competir com produtos de países industrializados. Não conseguimos ainda chegar a uma situação onde este seja o principal problema. A maior parte da falta de tecnologia refere-se à falta de transferência de tecnologia existente, e existente no próprio setor.

Por exemplo, o Brasil é atualmente o maior produtor e processador mundial de laranjas, e possui tecnologia de ponta no setor – mas apenas 10% dos citricultores utilizam toda a tecnologia disponível (id. ib.:26). Outro exemplo: o Brasil participa com menos de meio porcento das exportações mundiais de frutas frescas; os problemas que enfrentamos dizem respeito à produtividade, qualidade, preços, armazenamento e alta pericibilidade (id. ib.:27) – entretanto, desenvolvemos tecnologia relevante no tocante a maçãs, em Santa Catarina (que atrai pesquisadores estrangeiros). A tecnologia macieira não se aplica diretamente a outras frutas, mas poderia ser adaptada.

Os produtos exemplificados pertencem ao agribusiness, entretanto no setor industrial a situação não é muito diferente, exceto no campo de bens de capital, onde, aí sim, necessitamos de tecnologias das quais não dispomos.

FERRAZ,KUPFER E HAGUENAUER (1995), para discutir os desafios da indústria

brasileira, dividem esta indústria em quatro grupos, segundo um critério de padrões de competitividade: indústrias produtoras de Commodities, indústrias produtoras de Bens Duráveis e seus fornecedores, indústrias Tradicionais, e indústrias Produtoras de Bens Difusores de Progresso Técnico.

A discussão realizada por estes autores é importante para entendermos, de uma perspectiva mais histórica, a situação do parque industrial que queremos inserir no mercado mundial.

Os critérios de classificação da indústria utilizados pelos autores são complexos e não os reproduziremos todos aqui; apresentamos a seguir uma breve descrição de cada grupo, destacando um dos critérios de classificação, a saber, a fonte

das vantagens competitivas:

1. O grupo de commodities representa as indústrias de bens produzidos em larga escala, homogêneos e com preços determinados em bolsas internacionais; são intensivos em recursos naturais e energia – como os produtos agrícolas, a química básica, papel e celulose, e insumos metálicos. Sua fonte de vantagem competitiva é o custo.

2. O grupo de indústrias de Bens Duráveis é composto pelas montadoras destes bens e de seus fornecedores. Possuem “grande densidade tecnológica” e incluem automóveis, e eletrônicos de consumo. Sua fonte de vantagem competitiva é a diferenciação.

3. O grupo de indústrias Tradicionais reúne as indústrias de produtos de baixa tecnologia, destinadas ao consumidor, e são dominadas tecnologicamente

pelos seus fornecedores – como a indústria têxtil, de alimentos e vestuário. Sua fonte de vantagem competitiva é a qualidade.

4. O quarto grupo, de Difusores de Progresso Técnico, é formado pelos produtores de bens de capital eletromecânicos e microeletrônicos, e pelos setores baseados em ciência, como os complexos eletrônicos e químicos. Sua fonte de vantagem competitiva é a tecnologia (mais especificamente, na capacidade de gerar inovações tecnológicas para seus clientes).

Os autores analisam sob a ótica destes quatro grupos industriais a pesquisa sobre a competitividade da indústria brasileira, do Estudo sobre a Competitividade da Indústria Brasileira – ECIB(64), realizada para o Ministério da Ciência e da Tecnologia.

O grupo de commodities fez bom uso de suas vantagens – quais sejam, demanda interna e externa, disponibilidade de recursos naturais no desenvolvimento de eficiência próxima do elo extrativista da cadeia; entretanto, a eficiência cai decrescentemente ao longo da cadeia até o beneficiamento e o consumidor. Seus desafios representam justamente este aumento de eficiência na ponta da cadeia que acrescenta mais valor ao produto, bem como a internacionalização da indústria, que, segundo os autores, só poderá se dar através de expansão da produção pelos países do Mercosul, ou pelo maior beneficiamento dos produtos para a venda no mercado internacional.

O grupo de bens duráveis cresceu de fora para dentro, com a implantação de subsidiárias de empresas estrangeiras no país. Este crescimento foi sustentado pela existência de um mercado interno grande o suficiente para permitir escalas de produção, mais a proteção deste mercado contra competidores internacionais, e mais isenções fiscais. As empresas trouxeram capital e tecnologia. Entretanto, em troca do alto índice de nacionalização (hoje de valor relativo), a falta de competição internacional trouxe ineficiência, preços altos, e baixo desenvolvimento tecnológico local. Portanto o desafio neste setor é o ganho de eficiência para a retomada de condições de competição internacional, e exportações. Parte integrante desta eficiência e competitividade é a modernização dos processos de produção, também acomodados pelo protecionismo. Entretanto, acrescente-se a observação “REICH”,

discutida anteriormente: com a ampliação da globalização e do global sourcing, somente a capacitação tecnológica pode garantir um lugar nobre na cadeia de produção global – com reflexos automáticos no grau de bem-estar da população nacional.

O grupo tradicional sofre de uma heterogeneidade nos atributos de produção (qualidade, eficiência, preço e grau de sofisticação – para não falar no porte e capacidade gerencial das empresas) que acompanha a heterogeneidade de renda da população que os setores atendem. O investimento é desestimulado por práticas predatórias e de concorrência desleal nos mercados, fruto da luta desigual de pequenas empresas locais com grandes empresas, nacionais ou estrangeiras. O futuro deste setor depende do desenvolvimento econômico mais geral do país, tanto do ponto de vista do fim das práticas predatórias de produtores oportunistas, quanto do ponto de vista de maior exigência dos consumidores no que diz respeito à qualidade dos produtos e moralidade dos fornecedores. Novamente, a internacionalização coloca em cheque a

64 COUTINHO,L. E FERRAZ,J.C.: Estudo da competitividade da indústria brasileira, Campinas:

posição dos produtores sem eficiência e qualidade – tanto pela presença de produtos importados, quanto pelo barateamento de produtos de qualidade, através da escala obtida com a exportação. Não obstante, há espaço para pequenos na segmentação do mercado (ou na regionalização), e na inovação do design – portanto, espaço para as empresas com capacidade (leia-se espírito) de empreendimento. Os autores prevêem associações e fusões de empresas como forma de aumentar escala, eficiência e enfrentar a competição de empresas estrangeiras, mormente do Mercosul.

Os difusores de progresso técnico cresceram sob a política de reserva, tanto patrimonial (somente para empresas de capital majoritariamente nacional), quanto de mercado – política esta mais ou menos rigorosa conforme a indústria específica: no caso mais radical, importações foram proibidas mesmo na falta de similar nacional. A indústria cresceu com alianças e parcerias internacionais, mas o fechamento não logrou acompanhar o dinamismo do desenvolvimento tecnológico mundial. Assim, a velocidade de formação do setor foi bem menor do que a velocidade da evolução tecnológica internacional. Com a abertura dos mercados e as novas definições patrimoniais de 1988, usuários e empresas começaram a substituir produtos nacionais por importados, de um lado, e, de outro, as associações desnacionalizantes com empresas estrangeiras foi inevitável, e a composição patrimonial do setor inverteu-se. Portanto, para este grupo o desafio consiste em adotar ele mesmo o global sourcing, com vistas a baratear seus custos e aumentar a eficiência; e, por outro lado, o investimento em desenvolvimento competências tecnológicas básicas (core

competences), que tenham reflexo no desenvolvimento de produtos. Isto significaria, segundo os autores, um aumento da especialização tecnológica de cada uma das empresas.

Em termos gerais, os autores mostram que a indústria brasileira como um todo perdeu competitividade na década de 80, por uma falta de investimentos motivada pela instabilidade econômica do período. Diante do quadro macroeconômico desfavorável, as empresas adotaram uma política defensiva que levou a uma involução (desinvestimento) em diversas áreas, mas particularmente na função de P&D. A partir do início da década de 90, vis-a-vis uma retomada da demanda, o crescimento é retomado, porém ainda sem investimentos, mas com o aproveitamento da capacidade ociosa, o que naturalmente significa aumento da eficiência e produtividade. Portanto temos movimentos efetivos – e resultados – na direção da qualidade e da produtividade, porém não em termos de inovação.

Portanto, os desafios brasileiros, de forma geral, dizem respeito à inovação e à comercialização internacional (uma vez que o desenvolvimento desta indústria ocorreu em função da demanda nacional).

Os autores enfatizam o caráter já internacional da indústria brasileira, que reflete a competição internacional entre empresas multinacionais – o que reforça o “argumento REICH” de que devemos nos preocupar com qual parte da produção

internacional as empresas internacionais encontrarão solo favorável para praticar aqui. Em resumo, afirmam:

“Nos anos 90, o principal desafio para as empresas industriais brasileiras é, portanto, consolidar e renovar as competências de modo a capacitar-se a disputar posições nos mercados. Os processos de regionalização da demanda, acirramento da concorrência com importados, internacionalização da estrutura produtiva e patrimonial e busca de eficiência técnica e capacitação tecnológica, associados a um novo regime de incentivos e regulação das competências empresariais,

constituem os eixos dessa renovação...” (FERRAZ, KUPFER E HAGUENAUER,

1995:369).

As conclusões de FERRAZ, KUPFER E HAGUENAUER (1995) sobre os desafios

dos quatro grupos industriais, e, em um nível mais geral, para a indústria brasileira, são resumidos na Tabela 2.3.2a, adiante.

No que concerne ao particular da modernização tecnológica, o documento IPEA (1997) conclui coisa similar:

“Nesse contexto, para sustentar a competitividade é necessário: (i) realizar esforços para que sejam alcançados ganhos contínuos de produtividade e eficiência de processo nas linhas de produção existentes; (ii) aumentar a qualidade e diversificação na direção de produtos com maior valor adicionado; e (iii) promover maior integração ‘para trás’, com o propósito de ganhar competitividade mediante especialização em equipamentos, instrumentação, sistemas de informação e software, serviços de engenharia etc.” (IPEA, 1997:v2:160).

O documento salienta ainda que a sustentação da competitividade doravante exigirá um processo diferente daquele anterior, quando a aquisição de tecnologia não garantiu a capacidade de renovação tecnológica: as empresas agora devem capacitar-

se para a inovação, e não apenas adquirir tecnologia.

Também FLEURY E FLEURY (1995), analisando comparativamente os sistemas

de inovação industrial do Brasil, da Coréia e do Japão, concluem que, para a concretização de um sistema nacional de inovação, empresas e governo deveriam pautar-se por ações caracterizadas por:

1. Pensar sistemicamente – entender o todo – o sistema nacional de inovação – e as partes – os agentes econômicos envolvidos no sistema de inovação e os stakeholders da empresa; bem como as relações e interrelações entre os agentes. Isto porque a pesquisa realizada pelos autores detectou falta de articulação entre os agentes brasileiros, ao contrário do que acontece na Coréia e no Japão. O desenvolvimento tecnológico exige necessariamente a coordenação de diversos agentes sociais.

2. Agir estrategicamente – o Japão exemplifica o pensamento estratégico setorial, onde há um planejamento e coordenação entre as políticas públicas e as ações das empresas privadas. Além da postura do governo, fomentando a participação privada no delineamento e na implementação de ações claramente norteadas, o agente privado deve ter a atitude proativa de buscar a participação em ações articuladas.

3. Integrar processos de decisão e utilizar informações de maneira inteligente – mecanismos de integração dentro da empresa e entre diferentes empresas acelera o processo de aprendizagem. O desafio brasileiro, segundo os autores, é integrar os processos de decisão na esfera do sistema industrial brasileiro como um todo.

Tabela 2.3.2a – Base de Sustentação de grupos industriais e Desafios para o Futuro

BASE DE SUSTENTAÇÃO ATUAL DESAFIOS PARA O FUTURO

GRUPO