3. KRİPTOGRAFİK SİSTEMLER
3.5. ECC Şifreleme Algoritması
3.5.6. Eliptik Eğrilerde Şifreleme Sistemleri, Problem Çözüm Yöntemleri ve
As Histórias em Quadrinhos transitam por diversos gêneros, e são destinadas a todas as gamas de idades. Também conhecidas como HQs, elas possuem diferentes nomes, dependendo do país em que são lidas.
Apesar de ainda não terem seu valor real reconhecido, principalmente no Brasil, as HQs são ótimos meios de comunicação e arte, veiculando em seus roteiros, os ideários de seus autores, quando estas, são produzidas com o intuito autoral e não o meramente comercial.
As HQs podem, como mostrado no suscinto panorama evolutivo histórico das HQs, refletir todas as transformações sociais, tecnológicas e até científicas (vide Flash Gordon e a corrida ao espaço, ou Watchmen de Alan Moore e a ciência Fractal).
Elas podem, inclusive, vaticinar e delinear novos rumos para a humanidade (como é o caso da minissaia e aerodinâmica moderna de foguetes pré-desenhados por Alex Raymond em Flash Gordon), ou ainda trazer questionamentos filosóficos, enquanto outras abordam temas como a denúncia de ações ilegais, governamentais, retratando também as situações históricas atuais de povos em guerra, como os palestinos.
Embora a metodologia acdêmica “proíba” a utilização de citações nas considerações finais de um trabalho como este, vejo-me obrigado a burlar esta norma, já que o trabalho irá se enriquecer com mais um dado pertinente à pesquisa. Não acieto a limitação em algumas regras acadêmicas, que até hoje vigoram, e que não se atualizaram ainda.
A ética e moral, já mencionadas anteriormente nesta dissertação, como disse Boff, têm que funcionar em comunhão, não se estancando. A moral se modifica, conforme se alteram os paradigmas. A ciência já não é mais a mesma, que do começo do século. É hora de se dar a liberdade necessária ao ser humano que faz pensar. É hora de não se temer o novo. Por isto,com relação à divulgação de idéias e conceitos, no caso, concernentes às HQs, devo citar, através das palavras de Ivan Carlo de Andrade, em sua dissertação de Mestrado, que:
“(...) essas histórias em quadrinhos, ao discutirem valores morais e éticos no que diz respeito à ciência também convence os jovens da falácia do imperativo ‘avançar a qualquer custo’. Esses jovens terão mais facilidade em aceitar uma ciência que não agrida a natureza e que, pelo contrário, ajude a preservá-la; uma ciência que liberte, e não seja usada para o domínio, para a manipulação política e ideológica. (...)”109
O intuito deste trabalho é realmente o de fornecer elementos que também auxiliem nestes conceitos que Ivan lança.
Mas acredito que, dificilmente estariam os jovens, livres de manipulação, mesmo que, ideologicamente, as HQs que eles estiverem lendo, sejam “politicamente corretas”.
Não há como estabelecer liberdades, se o próprio gene humano tem uma participação no processo construtor do homem. Os preconceitos e idiossincrasias, que acometem uma nação, não abandonam de uma hora para outra as mentes dos indivíduos.
É por isto que, para o místico oriental, o único modo de se tornar liberto, é arremessando fora a própria mente ilusória.
Eis porque este trabalho recorre à apresentação dos koans.
Os Koans são empregados por mestres zen-budistas para que seus alunos possam fazer suas mentes transcender a lógica, culminando no “insight’, ou numa lógica-paradoxal, com o fito de atingir o Nirvana (local em que o ser humano vive sem dor nem sofrimento).
Detecta-se nas HQs autorais adultas atuais, principalmente no Brasil, de acordo com os novos paradigmas da física quântica ou até do holismo em voga, Koans que são postos nos roteiros de alguns autores como Grant Morrison, Jim Starlin, P. Kirchner, Caza, Edgar Franco, Henry Jaepelt e outros.
Então, se as HQs são realmente, como Alan Moore cita, mais confiáveis e lidos que os jornais atuais (e é provavelmente por esta razão, que ele, e outros autores, despejam seus conceitos, descobertas e ideologias nos roteiros que traçam), nada mais
109
OLIVEIRA, Ivan Carlo de Andrade. “A Divulgação Científica nos Quadrinhos: análise do caso
Watchmen. Dissertação de Mestrado da Universidade Metodista do Estado de São Paulo: São Paulo,
importante do que reconhecer este aspecto científico-filosófico (metafísico até), nas HQs atuais, inclusive nas brasileiras.
Os Koans nas HQs nacionais, talvez sejam a evolução natural de um ciclo que começou com as HQs de terror no fim dos anos 50, cuja estética de traços rápidos e “nervosos” com roteiros curtos e diretos110, mas tendo sua contrapartida na criatividade intuída, fatos estes, que ora se repetem na produção das HQs brasileiras de novos autores sintonizados de alguma forma com os novos paradigmas da civilização, tendo por isto a intuição de inserir mensagens em suas produções, muitas das quais trazem embutido o Koan, o enigma-questão que faz a mente pensante reconhecer seu limite, para daí então entrar em novos estados “cósmicos”de percepção.
Resta-se aguardar de agora para breve, o que a virada do milênio reserva, em todos os setores das sociedades humanas, principalmente no tocante a novos paradigmas, que fatalmente surgirão, graças principalmente à chamada “globalização”, que conecta o mundo inteiro com a tecnologia informatizada atual.
As HQs ainda existirão da forma em que se encontram? Se os livros ainda são muito utilizados, e não sofreram grandes mudanças em relação à sua existência material, talvez os quadrinhos consigam sobreviver (mas não na forma de gibis de banca, e sim como livros endereçados aos adultos).
A maturidade das HQs, já chegou na Europa nos anos 70, e nos EUA, no meio da década de 80.
Quando chegará no Brasil?
Talvez jamais, que não seja na forma das revistas auto-publicadas, o que fará com que a maioria dos leitores potenciais não tomem conhecimento das HQs Autorais Adultas. Dessa forma, os conceitos filosóficos, e koânicos também não terão respaldo, e com isto, os autores abandonem esta profissão, deixando um vazio extremo neste rol de divulgação.
Talvez seja este mesmo vazio, que, como diz-nos o Tao, se impregnará de cheio novamente: num ciclo que jamais se feche, pois o equilíbrio neste paradoxo parece ser a mola propulsora da vida.
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Resultado de um modo de vida estressante, pragmático e de poucos recursos para o brasileiro profissionalizante. De qualquer modo, estas suposições quanto às HQs brasileiras, e suas verves acentuadas para o misticismo em voga, teriam que ser melhor averiguadas, em posteriores trabalhos, cujos objetivos sejam pertinentes.
A ciência fractal já admite que o Caos é aparente.
O universo parece se portar, tal como o elétron que é onda e partícula, como um equilibrado caótico.
A vida em si, não parece independer do homem, como pode parecer.
É necessário, por algum motivo, um observador, para que o elétron se porte de alguma forma.
Sem este observador, o elétron não precisará se portar, nem como partícula, nem como onda, pois o que “não se vê, não existe”.
Mas o homem continua buscando, de alguma forma, a Felicidade, que Santo Agostinho mencionou, no começo desta dissertação.
Com, ou sem consciência do fato, o homem busca, em primeira e última instância, a Felicidade que ele não sabe o que é.
Talvz, para sabê-la, seja necessário, como disseram os autores do livro “Espaço-Tempo e Além”, conectar-se ao todo.
Ora, e o que é este conectar-se, que nada mais do que “Religar-se”, (religião, na acepção original da palavra).
As HQs Koânicas, inteiradas, ao mesmo tempo da física quântica e o misticismo oriental, têm como tarefa (pois estas HQs são oriundas dos ideários autorais - e, como já dito, o ideário principal, é a busca e resgate da Felicidade humana), “acordar o leitor-humano, e “travar” sua mente racional limitada, eclodindo- o na não-mente cósmica ilimitada.
Mas para se entender isto, o homem tem que não entender. O paradoxo é necessário. A verdade é que, não se consegue um objetivo intuído, sabendo-se que a ferramenta para alcançá-lo não é adequada, pois insuficiente, e pior: temerosa de perder seu pedestal ególatra. É claro, pois ela sabe que, ao se alcançar o intento, não terá mais posses, pois tudo será de todos. O medo dela, da mente racional, é o mesmo medo que uma criança tem de perder seu doce...mas o doce causa cárie. O prazer real não se encontra no consumo do doce.
Encontra-se no doar o alimento (de preferência um saudável).
A felicidade em se doar ainda não foi compreendida por esta civilização globalizada.
Mas, como nada é sempre igual, dia virá em que ela despertará, graças a um Koan universal. E então ela não mais singrará os mares repetitivos do tormento mental.
Pois, nada, afinal, é sempre o mesmo, como nos disse Heráclito: “não se pode penetrar no mesmo rio duas vezes”.