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Elektronik Defter Uygulamasının Dezavantajları

2. MUHASEBEDE ELEKTRONĠK FATURA UYGULAMALARI

3.12. Elektronik Defter Uygulamasının Dezavantajları

De Souza (2011) aponta que o principal problema de gestão dos NITs está relacionado à questão dos recursos humanos, pois há poucas pessoas com a formação necessária e leva-se muito tempo para isso. Conforme verificado, nenhum dos coordenadores possui graduação ou pós-graduação na área de inovação e propriedade intelectual. Isso demonstra que os coordenadores podem estar utilizando de sua experiência empírica e também a sua atuação em atividades de pesquisa para gerir o NIT. No entanto, apesar de desejável, essas não são as condições ideais para conduzir o Núcleo. Soma-se a isso que os conceitos relacionados à inovação e propriedade intelectual ainda são pouco difundidos no Brasil, o que torna os temas ainda menos conhecidos.

No que se refere ao perfil dos profissionais que atuam em NITs ou Escritórios de Transferência de Tecnologia, cabe destacar a fala de Santos (2009), que cita como exemplo os Technology Transfer Offices (TTO ou Escritórios de Transferência de Tecnologia) dos Estados Unidos:

Na maioria das vezes, a estrutura dos TTO norte-americanos e europeus é composta por um número pequeno de colaboradores, porém altamente qualificados. Em geral, um gerente de projeto, responsável por todo o processo de proteção e transferência de uma tecnologia, possui qualificação de doutor, especialização em administração e propriedade intelectual, com experiência na indústria (SANTOS, 2009, p.117).

Conforme apontam os resultados da pesquisa, é preciso que as ICTs se atentem para o fato de que os coordenadores de seus NITs ou se qualifiquem como Doutores e se especializem em Administração e Propriedade Intelectual, bem como sejam escolhidos conforme tenham experiência na indústria. Essa última certamente contribuirá para que as relações com o setor produtivo possam fluir de maneira mais natural, pois uma vez que o coordenador já teve vivência no ambiente desse outro ator que compõe a Hélice Tripla,

pode facilitar a mediação desse relacionamento. É nesse sentido que Andreassi (2007) recomenda que, para o estabelecimento de parcerias para realização de projetos de inovação, é preciso que haja capacidade de gestão da interação entre os atores.

Comparativamente, de acordo com os dados coletados, não se pode deixar de considerar a experiência prática vivenciada pelo coordenador do NIT. Nesse caso, as UFs apresentam grande parte deles com experiência maior que 5 anos. Assim sendo, os IFs apresentam ainda mais essa necessidade. Diante do exposto, é cogente que a escolha dos profissionais dos NITs seja feita considerando sua qualificação e experiência ou, caso não haja esse profissional, que sejam destinados recursos para investir em sua formação.

Outra questão que surgiu no momento das entrevistas se refere ao Edital de Manutenção de NITs, publicado anualmente pela FAPEMIG, e citado pela maioria como uma significativa fonte de mão de obra para os NITs. O referido edital prevê como itens financiáveis bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica – BIC, e Gestão em Ciência e Tecnologia – BGCT. Para a primeira, é necessário apenas o título de graduação em qualquer área, enquanto a segunda exige que o candidato esteja cursando qualquer curso superior (FAPEMIG, 2015). Essa situação aponta para uma falta de profissionais qualificados nos NITs, que muitas vezes se tornam meros locais para a prática profissional desses bolsistas estudantes ou recém-formados.

Cumpre destacar ainda que os IFs ainda não possuem resultados de inovação e propriedade intelectual expressivos e concorrem aos mesmos critérios no principal Edital que fomenta os NITs no estado de Minas Gerais. Em consulta à home page da FAPEMIG, no edital de Manutenção de NITs do ano de 2013, da FAPEMIG, apenas 40% dos IFs foram aprovados, enquanto 80% das UFs obtiveram aporte de recursos15 (FAPEMIG, 2015). Diante desse cenário, cabe ao governo avaliar a pertinência dos IFs concorrem ao mesmo edital com as UFs, ou ainda, estabelecer métricas diferenciadas de avaliação, de forma a ponderar as peculiaridades dessas instituições.

Quanto à existência de Regimento ou Regulamento que direciona as ações do NIT, importa a fala de Terra (1999), que aponta a política institucional que regulamenta as atividades do NIT como um dos fatores que colaboram para o sucesso da gestão de um NIT. Conforme dados coletados, praticamente a totalidade das ICTS possui o documento. Apenas 1 UF relatou não possuir, porém disse estar em construção. Entretanto, é consenso que a dificuldade em se diferenciar a prestação de serviços tradicionais da prestação de

serviços tecnológica reflete uma fragilidade da política institucional tanto dos IFs quanto das UFs, ou seja, algumas competências dos NITs podem estar sendo abarcadas por outros setores da ICT.

Quanto às instalações destinadas ao NIT, todas as UFs disponibilizaram ambiente exclusivo para o Núcleo. Cenário oposto foi encontrado nos IFs, pois a maioria afirmou compartilhar o ambiente com outro setor. Se por um lado essa situação pode gerar sinergia com os setores que tratam da pesquisa institucional, também pode intimidar a presença dos pesquisadores, uma vez que várias das informações tratadas nesse ambiente são sigilosas.

No que tange à vinculação do NIT na ICT, cumpre ressaltar que Santos (2009) menciona que os TTOs norte-americanos são “eminentemente financiados com recursos públicos”; podendo sua estrutura variar desde setores exclusivos ligados às administrações gerais das organizações até escritórios semiautônomos ou empresas que pertencem às universidades ou institutos de pesquisas. Conforme dados obtidos nas entrevistas e em pesquisa documental, ainda que em pequeno número, as UFs estão seguindo esse modelo, o qual permite maior autonomia para o órgão. O cenário revelado no ambiente dos IFs é uma subordinação à Pró-reitorias, ou seja, nenhum dos IFs optou por ter o seu NIT como um órgão suplementar. Nesse momento cabe indagar o quão prejudicial tem sido essa estrutura para os IFs.

Diante do exposto, quanto à “Estrutura do NIT”, a pesquisa revelou que, comparativamente, as UFs possuem requisitos que possibilitam uma melhor atuação dos seus NITs. Porém, isso não significa que sua estrutura esteja apta o suficiente para que haja uma sinergia com os demais atores da Hélice Tripla. Nesse sentido, é preciso que as políticas institucionais das duas instituições internas sejam capazes de incentivar e direcionar não só as ações microinstitucionais, mas também as relações com o ambiente externo.

Benzer Belgeler