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5. SONUÇLAR VE TARTIŞMA

5.3. Elektriksel İletkenlik Ölçüm Sonuçları

O instrumento Primary Care Assessment Tool foi desenvolvido por Barbara Starfield et al. (2000) na Johns Hopkins Primary Care Policy Center. Criado com base no modelo de avaliação de serviços de saúde proposto por Avedis Donabedian (2005), o instrumento possui originalmente versões autoaplicáveis destinadas a crianças, a adultos maiores de 18 anos, a profissionais de saúde, como também ao coordenador/gerente do serviço de saúde. Ele mede a presença e a extensão dos quatro atributos essenciais e três atributos derivados da APS (BRASIL, 2010b).

Este modelo de avaliação baseia-se na mensuração de aspectos de estrutura, processo e resultados dos serviços de saúde. O instrumento foi inicialmente validado nos Estados

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Unidos, Espanha, Canadá e Coréia do Sul (HAGGERTY et al., 2008; HARZHEIM et al., 2006; LEE et al., 2009; PASARÍN, 2007). Sua primeira tradução e validação no Brasil foi a partir de um estudo realizado para avaliar a rede básica de saúde do município de Petrópolis- RJ em 2004 (MACINKO; ALMEIDA; SA, 2007). Já em 2006, outra validação foi realizada por um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A partir desta validação, o instrumento recebeu a denominação de Instrumento de Avaliação da Atenção Primária – PCATool-Brasil (HARZHEIM et al., 2006).

No instrumento validado no Brasil, cada atributo essencial é formado por um componente relacionado à estrutura e outro ao processo de atenção, o que pode ser exemplificado pelo atributo acesso de primeiro contato, formado pelo componente acessibilidade (estrutura) e pelo componente utilização (processo).

A adaptação do instrumento à realidade brasileira passou por um processo de tradução e tradução reversa, adaptação, debrienfing e validação de conteúdo e de construto, além de análise de confiabilidade (HARZHEIN et al., 2006). O processo de validação do instrumento da versão criança e adulto já estão concluídos, porém a versão para profissionais está em processo de validação, mas, segundo os autores, é possível o uso de uma versão em espelho para adultos, com acréscimo de itens do atributo integralidade da versão criança.

Descrição do instrumento conforme os atributos, seguindo a definição operacional da APS sistematizada por Starfield (1992):

Os atributos essenciais:

• Acesso de primeiro contato do indivíduo com o sistema de saúde: acessibilidade e utilização do serviço de saúde como fonte de cuidado a cada novo problema ou novo episódio de um mesmo problema de saúde, com exceção das verdadeiras emergências e urgências;

• Longitudinalidade: é o aporte regular e consistente de cuidados pela equipe de saúde. A relação entre a população e sua fonte de atenção deve se refletir em uma relação impessoal intensa, que expresse a confiança mútua entre os usuários e os profissionais de saúde; • Integralidade: conjunto de serviços disponíveis e que prestam atendimento de atenção

primária. Ações que o serviço de saúde deve oferecer para os usuários do ponto de vista do caráter biopsicossocial do processo saúde-doença, como ações de promoção, prevenção, cura e reabilitação, adequadas ao contexto da APS, mesmo que algumas ações não possam ser oferecidas dentro das unidades da APS. Incluem os encaminhamentos para especialidades médicas focais, hospitais;

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• Coordenação da atenção: capacidade de garantir a continuidade da atenção, seja por atendimento pelo mesmo profissional, seja por meio de prontuários médicos, ou ambos, além do reconhecimento de problemas abordados em outros serviços e a integração deste cuidado ao cuidado global do paciente.

Atributos derivados:

• Atenção à saúde centrada na família (orientação familiar): considera a família como sujeito da atenção e conhecimento integral de seus problemas de saúde. Na avaliação das necessidades individuais para a atenção integral deve-se considerar o contexto familiar e seu potencial de cuidado e, também, de ameaça à saúde, incluindo o uso de ferramentas de abordagem familiar;

• Orientação comunitária: é o reconhecimento das necessidades familiares em função do contexto social, econômico e cultural, na perspectiva da saúde coletiva (através de dados epidemiológicos e do contato direto com a comunidade, sua relação com ela, assim como o planejamento e avaliação conjunta dos serviços);

O instrumento é composto por 77 itens, divididos em oitos componentes, segundo a relação de atributos da APS:

• Acesso de Primeiro Contato - Acessibilidade (A): constituído por 09 itens (A1, A2, A3, A4, A5, A6, A7, A8, e A9).

• Longitudinalidade (B): constituído por 13 itens (B1, B2, B3, B4, B5, B6, B7, B8, B9, B10, B11, B12 e B13).

• Coordenação-Integridade de Cuidados (C): constituído por 06 itens (C1, C2, C3, C4, C5 e C6).

• Coordenação-Sistema de Informação (D): constituído por 03 itens (D1, D2, D3). • Integralidade- Serviços Disponíveis (E): constituído por 22 itens (E1, E2, E3, E4,

E5, E6, E7, E8, E9, E10, E11, E12, E13, E14, E15, E16, E17, E18, E19, E20, E21 e E22).

• Integralidade - Serviços Prestados (F): constituído por 15 itens (F1, F2, F3, F4, F5, F6, F7, F8, F9, F10, F11, F12, F13, F14 e F15).

• Orientação Familiar (G): constituído de 03 itens (G1, G2 e G3).

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No presente estudo, foi usada versão em espelho para adultos, com acréscimo de itens do atributo integralidade da versão criança, conforme indicado pelos autores, bem como em sua forma reduzida, que incluiu os 05 primeiros atributos (A, B, C, D e E).

Os atributos integralidade dos serviços prestados (F), orientação familiar (G) e orientação comunitária (H) não foram incluídos neste estudo. Tal exclusão refere-se, aos seguintes aspectos listados:

• Atributos de integralidade dos serviços prestados (F): as questões referentes a crianças e adolescentes incluíam perguntas para menores de 18 anos e, neste estudo, consideramos adolescentes mulheres com idade de 10 a 19 anos. Ainda em relação a este atributo, as perguntas não contemplavam aspectos específicos da adolescência e também não contemplavam serviços de atenção ao pré-natal ou questões sobre a gravidez;

• Orientação familiar (G): as perguntas deste atributo estão relacionadas às orientações familiares para discutir problemas de saúde, planejar o tratamento e cuidados a familiares doentes. Tais questões referem-se às questões mais amplas, o que não é foco do nosso estudo;

• Orientação comunitária (H): as perguntas deste atributo estão relacionadas ao conhecimento dos problemas de saúde na comunidade, o que também não é o foco do estudo.

Desta forma, para contemplar tais questões, seria necessário uma adaptação do instrumento, o que também não é objetivo deste estudo. Neste sentido, optamos pela forma reduzida do instrumento, sem alterar nenhum conteúdo.

Benzer Belgeler