5. ELEKTRİK ENERJİ SİSTEMLERİNDE HATA ALGILAMA VE
5.1. Elektrik Enerji Sistemlerinde Sıklıkla Karşılaşılan Hatalar
Atualmente, está em fase de aprovação o Plano Diretor do Campus (PDCampus), documento que regulamentará as alterações em seu ambiente urbano.
Na primeira gestão do Reitor Prof. Ivonildo Rego (1995-1999), com a implementação do Plano Diretor de Natal, houve uma tentativa de elaboração de um Plano Diretor específico para o Campus Universitário Central.
“Entre 1996 e 1997 foi criada uma comissão com a participação de vários professores e estudantes do Curso de Arquitetura e Urbanismo - UFRN, e cujos trabalhos obedeceram a 3 etapas básicas: a primeira consistiu da construção do diagnóstico crítico a partir da caracterização/análise do ambiente (natural e construído) e sua ocupação e percepção pelos usuários (inclusive com a aplicação de 1000 questionários com estudantes, professores e funcionários, em três horários de funcionamento – manhã, tarde e noite); a segunda correspondeu à proposição de intervenção físico-ambiental e a concepção de instrumentos de gestão espacial; a terceira foi a elaboração do documento final: Plano Diretor para o Campus da UFRN.
A realização das atividades evidenciou que: (i) elaborar diretrizes para a estruturação, uso e ocupação do espaço físico do Campus não se restringia ao diagnóstico da solução existente, nem à introdução de novos elementos na forma de intervenção espacial; (ii) era imprescindível a participação de profissionais de outros centros e departamentos; (iii) qualquer solução a ser adotada deveria envolver uma esfera política mais ampla”. (Depoimento da Profª Gleice Elali, realizado em 03.08.2005).
Apesar da proposta continuar evoluindo, definiu-se que o processo de tomada de decisão frente a qualquer questão específica deveria se orientar pela socialização das atividades e conhecimentos e, sobretudo, por uma consulta ampla à Comunidade Universitária, o que possibilitaria a otimização dos resultados em diversas frentes de atuação.
“Nesse sentido, após a elaboração de um documento inicial provisório, entregue à administração central, foram realizadas várias reuniões, culminando com uma apresentação da proposta aos Diretores de Centro. Nessa ocasião, foi definida uma agenda preliminar para novas apresentações, desta vez aos Conselhos dos Centros, oportunidade para os Departamentos se manifestarem. Haveria, também, uma apresentação para estudantes, a partir de uma exposição a ser realizada no Centro de Convivência. A experiência terminou nesse momento, não tendo continuidade, pois nunca aconteceu qualquer dessas reuniões”. (Depoimento da Profª Gleice Elali, realizado em 03.08.2005).
Atribui-se a não implementação desta primeira proposta aos conflitos que surgiram no transcorrer do processo e ao início da transição dos gestores desta universidade.
Em 2004, outra comissão foi nomeada, com o intuito de finalizar e atualizar o Plano iniciado nos anos de 1996. Sob a presidência do Prof. Paulo Nobre, do Departamento de Arquitetura/UFRN, com a colaboração de profissionais da SIN e de outros departamentos, elaboraram uma nova proposta de Plano Diretor para o Campus Universitário, que atualmente está em vias de homologação, com a contribuição das análises e conclusões da presente pesquisa.
diretrizes para convivência saudável entre os setores do Território Universitário e deste com a rede urbana. Além disso, se faz necessário avaliar e escolher cenários desejáveis para os diversos aspectos tratados como metas (sustentabilidade, infra- estrutura, crescimento, eficiência energética, tratamento dos resíduos etc.), bem como traçar diretrizes para se alcançar a situação físico-ambiental mais adequada para o espaço” [...] (NOBRE, 2005).
Atualmente, as prescrições do novo Plano Diretor do Campus da UFRN estão sendo incorporadas às determinações estabelecidas pelo Plano Diretor do Município de Natal (PDN), que se encontra em fase de revisão.
O Plano Diretor do Campus (PDCampus) é o instrumento básico da política de ocupação da área que atua sobre a totalidade do território do Campus, visando seu adequado desenvolvimento urbano, bem como de orientação aos responsáveis pela gestão desse espaço. A partir de maio de 2005 passou a regulamentar e orientar as construções, ampliações e gerenciar toda e qualquer intervenção na área, mesmo antes de sua homologação.
Os principais objetivos do PDCampus são: estabelecer critérios de controle e orientação do uso do solo; definir medidas que melhorem a qualidade de vida dos usuários; preservar, proteger e recuperar o meio ambiente e a paisagem; racionalizar e adequar o uso da infra-estrutura urbana instalada; estabelecer diretrizes para resolução de conflitos de uso e ocupação do solo e do sistema de infra-estrutura; estabelecer políticas de participação da comunidade universitária visando à implantação de programas e projetos de urbanização dos espaços de uso coletivo.
Para atingir os objetivos foram adotadas as ZONAS e as ÁREAS, como unidades territoriais de planejamento.
As ZONAS são porções do terreno do Campus delimitadas prioritariamente pelo Sistema de Infra-estrutura Viário. De acordo com o Macrozoneamento, a superfície do Campus está dividida em seis Zonas: Zona Central (ZC), Zona 1 (Z1), Zona 2 (Z2), Zona 3 (Z3), Zona 4 (Z4) e Zona 5 (Z5) (Fig. 49).
Fig. 49. Mapa do Macrozoneamento definido pela SIN e incorporado ao PDCampus. Fonte: UFRN, 2005.
Enquanto que ÁREAS são porções do território do Campus inseridas nas Zonas, com determinadas características comuns.
Quanto à Caracterização das Áreas Especiais, foram classificadas como: Áreas Simbólicas, Áreas Não Edificáveis e Áreas de Proteção Ambiental. Nas Áreas simbólicas serão restritos os índices urbanísticos; nas Áreas Não Edificáveis são proibidas as construções de novas edificações e nas Áreas de Proteção Ambiental são permitidas as construções de novas edificações e/ou ampliações das existentes, desde que vitais para o funcionamento do sistema de infra-estrutura básico (Fig. 50).
Fig. 50. Mapa das Áreas Especiais definidas no PDCampus. Fonte: UFRN, 2005.
No que diz respeito ao Zoneamento Territorial, a superfície do Campus está dividida em sete zonas: Administração Central, Centro de Tecnologia, Centro de Ciências Exatas e da Terra, Centro de Biociências, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Centro de Ciências da Saúde, Fig. 51.
Fig. 51. Mapa do Zoneamento Territorial sugerido pelo PDCampus. Fonte: UFRN, 2005.
Com respeito à definição dos recuos em relação às vias e as outras edificações, ficam subordinados: às limitações do Plano Diretor de Natal; às especificações do Código de Obras e Edificações do Município de Natal; às condições de conforto ambiental - escoamento dos ventos, sombreamento, permeabilidade do solo, gabarito das edificações, visibilidade, nível de ruído, qualidade do ar; e às condições de acessibilidade universal e passeios para pedestres.
Segundo Nobre (2005), outro desafio urgente é a definição dos recuos e afastamentos. Fica determinado que a implantação das edificações deve obedecer um recuo mínimo de 10m em relação ao anel viário e 3 m em relação ao sistema viário interno. Além de guardar no entorno de cada edificação um recuo mínimo de 3m, acrescidos de mais 3m para prédios contíguos (Fig. 52).
Fig. 52. Infográfico com a definição dos recuos estabelecidos pelo PDCampus. Fonte: UFRN, 2005.
Quanto ao gabarito máximo das edificações (Fig. 53), ficam subordinados às prescrições urbanísticas da Área de Controle de Gabarito II, definida pelo Plano Diretor de Natal.
Fig. 53. Mapa de Gabarito máximo permitido para as Edificações. Fonte: UFRN, 2005.
Os serviços de infra-estrutura (viário, elétrico, telefônico, lógico, transportes urbanos e saneamento básico) deverão ser otimizados de modo a abranger toda a área do Campus.
De acordo com o Plano Diretor do Campus, a arborização e o ajardinamento da área deverão ser objeto de plano específico e abrangente, desenvolvido por equipe especializada na área.
Enfim, qualquer proposta de intervenção no espaço físico do Campus será submetida à aprovação da Comissão de Gestão do Espaço Físico do Campus, que verificará sua adequação às disposições deste Plano Diretor, como também sua implantação e gerenciamento.
A implementação do Plano Diretor do Campus da UFRN trará benefícios e contribuições para o conforto neste ambiente construído, assim como, a regulamentação da morfologia urbana, das tipologias utilizadas, do ordenamento do solo, do ajardinamento dos espaços, incrementando a eficiência energética e proporcionando uma arquitetura bioclimática na região.
No capítulo subseqüente é apresentada a metodologia utilizada na pesquisa, o trabalho de campo e os instrumentos de medição.