C. ARAŞTIRMANIN METODU VE SINIRLILIKLARI
2. BÖLÜM: BUHÂRÎ’NİN el-CÂMİU’S-SAHÎH’İNİN İÇERİĞİ
2.1. el-CÂMİU’S-SAHÎH
2.1.3. el-Câmiu’s-Sahîh’in Mu’allekâtı
O Parque Primeiro de Maio foi inaugurado recentemente, em 2008, fazendo parte do primeiro conjunto de unidades de conservação criadas pelo programa Drenurbs/Nascentes da Prefeitura de Belo Horizonte (MEDEIROS, 2008). Por isso, em termos estruturais, é completamente distinto dos anteriormente descritos. Sua área total corresponde a 34.000 m², aproximadamente 10% do tamanho do Parque Lagoa do Nado e menos de 1,5% do tamanho do Parque das Mangabeiras.
A intenção primeira da criação do Parque Primeiro de Maio não foi a conservação ambiental, mas a melhoria das condições de saneamento de sua bacia. Foram, então, promovidas ações de retirada do esgoto doméstico do Córrego Primeiro de Maio e “restauração” de seu leio e suas margens. Ademais, uma bacia de detenção foi criada no leito original do córrego no intuito de minimizar inundações a jusante, na planície do Córrego Cachoeirinha.
O parque localiza-se no bairro homônimo, Região Nordeste de Belo Horizonte (FIG. 29). A ocupação urbana do seu entorno é prioritariamente de residências de baixa renda, postando-se em toda a porção alta da bacia do Córrego Primeiro de Maio. A influência da infra-estrutura urbana na dinâmica ambiental do parque é evidente, refletindo-se em erosão acelerada e movimentos de massa nas proximidades do limite do parque, bem como na emissão de efluentes no curso d’água.
Na rede hidrográfica local, a bacia do Córrego Primeiro de Maio se insere na bacia do Córrego Cachoeirinha. Este, por sua vez, deságua no Ribeirão da Pampulha que, após a confluência do Ribeirão Isidoro, forma o Ribeirão do Onça.
Criado em um espaço anteriormente ocupado por construções irregulares e praticamente sem registros da cobertura original, o Parque Primeiro de Maio possui sua vegetação completamente alterada. As matas são secundárias e existem em apenas duas áreas desconexas. Fitofisionomicamente, assemelham-se a capoeiras, com predominância de espécies arbustivas com estrato herbáceo-graminoso bastante denso e indivíduos arbóreos esparsos (FIG. 30). Todavia, a maior parte da unidade de conservação é coberta por grama ou possui solo exposto (FIG. 31).
FIGURA 29 – Parque Primeiro de Maio: localização. Fonte: Bases cartográficas da Prefeitura de Belo Horizonte.
FIGURA 30 – Uma das áreas de capoeira, na porção sudoeste do parque.
Foto: Miguel F. Felippe.
FIGURA 31 – Grama em vertente ondulada na margem direita do córrego.
Foto: Miguel F. Felippe.
Assim como o Parque Lagoa do Nado, o Primeiro de Maio também se insere em um vale fluvial. O parque encontra-se na porção média da bacia e acompanha o trecho médio do córrego homônimo. No interior da unidade de conservação, a altitude possui uma variação muito pequena, com a maior parte das áreas variando entre 775 e 800m. Porém, no total da bacia essa variação é superior, com altitude próxima a 850m nos interflúvios norte (FIG. 32).
A declividade no interior do parque é suave. A maior parte da área situa-se entre zero e 14º de declive (FIG. 33). Todavia, em alguns segmentos das vertentes, a inclinação é maior, atingindo ângulos superiores a 30º, sobretudo próximo aos limites do parque, na margem direita do canal. Nesse sentido, nota-se uma tendência a declividades maiores na porção oeste- noroeste da bacia, marcada, por vezes, por taludes com declividade superior a 50º.
FIGURA 32 – Parque Primeiro de Maio: hipsometria. Fonte: Bases cartográficas da Prefeitura de Belo Horizonte.
A morfologia do parque sofreu grande influência antrópica. Em vários locais houve aterramentos alterando as características originais do relevo. Todavia, a porção mais a jusante do parque é constituída pela planície do Córrego Primeiro de Maio; à montante tem-se vertentes curtas com segmentos planos e convexos formando um vale em “V”.
Situado na depressão de Belo Horizonte, o substrato geológico do Parque Primeiro de Maio é consideravelmente homogêneo. Como mostra a FIG. 34, é constituído basicamente por gnaisses e migmatitos individualizados do Complexo Belo Horizonte, inserido no embasamento cristalino arqueano. Não foram verificados afloramentos, devido à espessura do manto de alteração nessa região. Ademais, as características pedológicas apresentam-se completamente descaracterizadas devido aos revolvimentos por ação antrópica.
FIGURA 33 – Parque Primeiro de Maio: declividade. Fonte: Bases cartográficas da Prefeitura de Belo Horizonte
FIGURA 34 – Parque Primeiro de Maio: substrato geológico.
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CCOONNCCEEIITTOOSSEEAABBOORRDDAAGGEENNSSAssim como uma série de outros conceitos, o de nascente padece sob a popularidade do termo e a forma corriqueira com que é utilizado, mesmo pela comunidade científica. Se por um lado o coloquialismo pode permitir a difusão do saber acadêmico, por outro, pode enviesá-lo pela falta de precisão, fazendo emergir incoerências e lacunas que não contribuem para o avanço das ciências.
Tais problemas são verificados facilmente na rara literatura acadêmica nacional e internacional que versa sobre as nascentes. Pouco se tem discutido sobre o seu conceito, partindo-se do pressuposto que a própria idéia de nascente é algo simples e óbvio. Com isso, a abordagem das nascentes é centralizada em suas características e dinâmica, sem mesmo precisar seu conceito.
Porém, em campo essa aparente banalidade se esvai. O reconhecimento de uma nascente acaba sendo condicionado pelo conceito no qual se utiliza, fazendo-se levantar uma série de dúvidas que promovem a imprecisão dos trabalhos. Nesse ponto, a volta à literatura é inevitável e as incoerências conceituais ficam evidentes.
Como em toda a temática ambiental, a multidisciplinaridade é evidente nos estudos sobre nascentes. Dessa forma, criou-se uma série de conceitos que são eficientes apenas para o campo do conhecimento que o pesquisador se insere. As abordagens da hidrologia, da geologia, da biologia e da geografia – tendo como foco a geomorfologia – são distintas entre si, não havendo uma clara relação entre os elementos que são chamados de “nascente”. Apesar de algumas características em comum, é gerada uma pluralidade de conceitos que gera uma grande imprecisão para a leitura transversal entre as ciências.
Defende-se, então, a necessidade de uma ampla revisão conceitual sobre nascentes. Uma releitura que não apenas busque formatar o espaço a partir de um – ou vários – conceito dado, mas que possibilite a discussão e a reformulação do conceito após a observação do espaço. Sob essa perspectiva, a multidisciplinaridade pode ser a chave para um conceito que não seja útil apenas para determinado campo do conhecimento, como é de praxe, mas que vise uma abordagem que supere essas fronteiras.