1.6. TANI KRİTERLERİ
1.7.2 EKSTRAARTİKÜLER KOMPLİKASYONLAR VE SİSTEMİK TUTULUM
As discussões aqui apresentadas não devem ser vistas como verdades absolutas, até porque outros estudos podem e devem con- tinuar problematizando o bullying, em especial no contexto brasi- leiro. Adotar uma perspectiva crítica que analise o tema para além de determinismos biológicos é algo urgente, tendo em vista que, se continuarmos centrados apenas nas causas e efeitos do bullying como algo desconectado das influências socioculturais, reforça- remos as contradições da manutenção social.
Outro aspecto que merece nossa atenção diz respeito à necessi- dade de as escolas e de os demais segmentos da sociedade abordarem o bullying segundo uma concepção que rompa com os individualis- mos. Assim, garantiremos certa oposição aos discursos sensacio- nalistas que são apresentados nos diferentes meios de comunicação e que são incorporados ao imaginário popular como algo típico do nosso modo de viver atual, o que, por sua vez, favorece a naturaliza- ção do assunto.
Por último, mas não menos importante, reforçamos a necessi- dade de que a compreensão do real seja algo que possa potencializar o entendimento de nossas ações diante do bullying e que aqueles que vierem a conviver com este texto, mesmo não tendo sido suas vítimas, ou participado de nenhuma outra situação que priorize tal dimensão de violência, sintam-se convidados a auxiliar aqueles que se encontram vitimizados por tal processo. A ação de auxiliar deve ser vista como aquela que vai muito além de prestar uma simples ajuda ou solidarizar-se com o outro. Há que se garantir uma mu- dança radical em nossos posicionamentos, seja na busca por estra- tégias que facilitem o processo de emancipação dos sujeitos, seja para que eles consigam perceber seu papel como sujeitos históricos na dinâmica social. O bullying deve ser visto como um problema de todos.
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