• Sonuç bulunamadı

2016 Yılı Ajans Ara Faaliyet Raporu

NET FİNANSMAN TUTARI

3. Bölgesel Küme Buluşması

3.2.1.3. Ekonomik, Sosyal ve Meka nsal Analizler

• Gestor

Introdutoriamente, indagamos sobre a política do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. Perguntamos se o gestor conhecia a proposta avaliativa do SINAES. Ele respondeu que, em parte, conhece o sistema avaliativo.

Em seguida, procuramos saber como ele concebe a Avaliação Institucional. Dos cinco itens que apresentamos, ele escolheu um. Vejamos o resultado.

1. Um instrumento que dispõe de referenciais para priorizar áreas de intervenção visando à melhoria da qualidade do ensino.

Não deve ser vinculada a cortes de gastos, por exemplo, para superávit primário. Especialmente no governo FHC.

O gestor faz referência à política neoliberal, especialmente no governo FHC, em que se pretendia enxugar a máquina estatal com cortes nos gastos públicos, principalmente nas áreas de educação e saúde. Lembramos que, nessa época, a avaliação da educação superior era realizada pelo Exame Nacional dos Cursos - ENC, o extinto provão.

Em relação aos índices de participação no processo de auto-avaliação institucional, comentamos sobre os níveis de participação dos três segmentos que compõem a UFC: alunos (15%), docente (24%), técnico-administrativos (9%). Indagamos a que fatores se podem atribuir os baixos índices de participação no âmbito de sua unidade acadêmica. Oferecemos quatro opções, das quais ele escolheu uma a que nos parece demasiado relevante e que está intrinsecamente ligada à temática deste trabalho.

1. Ausência de uma cultura de avaliação com visão construtiva e participativa. Comentamos o fato que, no Brasil, mesmo com a abertura política caracterizada pela redemocratização, há certo desgaste em relação à credibilidade dos processos avaliativos. Perguntamos a que se poderia atribuir essa resistência. Entre quatro opções, ele assinalou duas e acrescentou comentário na opção outros.

1. As propostas de avaliação estão centradas exclusivamente nas atribuições de supervisão do MEC.

2. São programas gerencialistas que praticamente não consideram as instituições e os cursos como sujeitos.

O gestor acrescentou outro fator que, na sua concepção, provoca o desgaste do processo avaliativo no Brasil:

Vinculados às políticas neoliberais de restrição fiscal, orçamentária e à privatização (governo FHC principalmente).

Refletimos sobre a cultura brasileira por meio de um enunciado de Chauí (2000), em que a autora comenta que a gênese da cultura brasileira tem raízes fincadas no autoritarismo e no poder centralizador. Determinadas conjunturas históricas, que em si foram superadas, se atualizam e ganham novas roupagens nos diversos aspectos da nossa vida social, econômica e política. Neste contexto, indagamos se conceitos negativos e experiências antidemocráticas de avaliação poderiam influenciar nos níveis de participação social. A resposta foi sim, e ele fez o seguinte comentário.

Avaliação vinculada à privatização e à tecnocracia como mecanismo de incentivar a competição e justificar cortes e redução de gastos sociais.

O gestor não só concorda com o pensamento de Chauí, como especifica inclusive o tipo de avaliação que tem contribuído para a formação de estereótipos na cultura avaliativa.

Para finalizar, indagamos: “Na sua concepção, o que poderia ser feito para melhorar os níveis de participação da comunidade interna na Auto-Avaliação da UFC?” Oferecemos seis opções, entre as quais, ele escolheu as seguintes.

1. Aprimorar a comunicação interna entre a CPA setorial e os docentes, técnico- administrativos e os representantes estudantis (CAs e PETs), por e-mail, reuniões departamentais, de cursos de graduação e de pós-graduação.

2. Estabelecer incentivos à participação dos docentes, discentes e técnico- administrativos, como incluir a atividade de membro da CPA como participação que pode contar créditos ou incentivo na ascensão funcional.

• Técnico-administrativos

Indagamos aos técnico-administrativos: vocês conhecem a proposta de avaliação institucional do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior? A análise das respostas permitiu a construção do seguinte gráfico.

0% 10% 20% 30% 40% 50%

Sim Não Em parte

Gráfico 5 – Conhecimento dos técnico-administrativos sobre o SINAES – FACED

Cinqüenta por cento (50%) dos técnico-administrativos responderam que, em parte, conhecem a sistemática de avaliação do SINAES. Vinte e cinco por cento (25%) revelam conhecer o processo avaliativo e, igualmente, 25% dizem não conhecer. De modo

geral, pode-se dizer que 75% dos respondentes conhecem, no todo ou em parte, a proposta do SINAES.

Em seguida, perguntamos como concebiam a avaliação institucional. Entre cinco fatores explicativos, solicitamos que eles escolhessem um. O resultado foi o seguinte:

1. Um aparato que oferece referenciais para orientar a política educacional do Ministério da Educação.

2. Um instrumento que dispõe de referenciais para priorizar áreas de intervenção visando à melhoria da qualidade do ensino.

No tocante à participação no processo de Auto-Avaliação Institucional 2005/2006, perguntamos se eles responderam o questionário eletrônico disponibilizado na página da UFC. Vejamos o resultado.

0% 10% 20% 30% 40% 50% Sim Não

Gráfico 6 – Participação dos técnico-administrativos no processo de Auto-Avaliação Institucional 2005/2006 – FACED

Pela análise do gráfico, 50% dos técnico-administrativos que participaram da pesquisa revelam ter respondido o questionário eletrônico e, em igual percentual, 50% não responderam o questionário no período da auto-avaliação.

Informamos os índices de participação de cada segmento que respondeu ao questionário eletrônico (alunos - 15%, professores - 24%, técnico-administrativos 9%), que, de acordo com Relatório Final de Auto-Avaliação Institucional, foram considerados baixos. Procuramos saber a que fatores se poderiam atribuir os baixos índices de participação no processo de Auto-Avaliação Institucional da UFC. Oferecemos quatro opções e acrescentamos outros, caso alguém quisesse comentar algo a esse respeito. Este foi o resultado em ordem de escolha.

1. Falta de informação sobre os objetivos e a importância da auto-avaliação. 2. Ausência de uma cultura de avaliação com visão construtiva e participativa. Na opção outros um técnico-administrativo acrescentou o seguinte comentário.

Falta de uma cultura de avaliação e principalmente uma discussão com os servidores técnico-administrativos.

Refletimos sobre o fato de, no Brasil, mesmo com a abertura política caracterizada pela redemocratização, haver certo desgaste em relação à credibilidade dos processos avaliativos. Perguntamos a que fatores pode ser atribuída a gênese deste descrédito. Oferecemos quatro opções e obtivemos os seguintes resultados.

1. As experiências de avaliação institucional no país, quase sempre, parecem ter sido marcadas por certa verticalidade.

2. São programas gerencialistas que praticamente não consideram as instituições e cursos como sujeitos.

Finalmente, indagamos o que poderia ser feito para melhorar os níveis de participação dos alunos, professores e técnico-administrativos na Auto-Avaliação da UFC. Oferecemos seis fatores explicativos e deixamos um item em aberto para que pudessem acrescentar outros. O resultado foi o seguinte:

1. Realizar intenso marketing interno no decorrer dos semestres letivos, no âmbito de cada unidade acadêmica da UFC.

2. Estabelecer incentivos à participação dos docentes, discentes e técnico- administrativos, como incluir a atividade de membro da CPA como participação que pode contar créditos ou incentivo na ascensão funcional. O seguinte comentário foi acrescentado na opção outros por um técnico- administrativo.

Aprimorar a comunicação entre a CPA com os docentes, os técnico- administrativos e os representantes estudantis através de reuniões setoriais, após ampla divulgação.

Benzer Belgeler