2. KAMU EKONOMİK FAALİYETLERİ
2.3. Ekonomik Sistemler
Num primeiro nível, o professor que tem consciência e sente responsabilidade pelo desenvolvimento social e moral promove um suporte emocional nos alunos por uma efetiva e proactiva gestão dos comportamentos e cria um clima positivo na sala de aula, no qual o professor e os alunos se sentem satisfeitos durante o tempo de aula (Hamre & Pianta, 2005), com ordem e seguro que promove a relação positiva entre pares e ajuda a desenvolver a autodisciplina Wentzel (cit. por Bear, 2010). Capacita a autorregulação emocional dos alunos, definida por Eisenberg e Morris (cit. por Myers & Pianta, 2008), como a gestão pela criança de experiências internas e externas emocionais, envolvendo iniciação, modulação ou manutenção destes estados internos. Num ambiente regulador e com relações sociais positivas o professor desenha o segundo nível de capacitação a longo prazo do desenvolvimento social e moral dos alunos.
Tem como base da capacitação um dos objetivos fundamentais da educação para Kant (2012) “o importante é principalmente que as crianças aprendam a pensar” (p. 20) e que o professor forme em primeiro lugar o homem do entendimento. No mesmo sentido Kohlberg (1976) nota que os adultos estão muitas vezes menos interessados em compreenderem como é que as crianças estão pensando do que questioná-los sobre o que pensam.
A capacidade para pensar desenvolve intelectualmente a criança que deve alcançar um certo estágio cognitivo de modo a desenvolver um certo nível moral Kohlberg (1963). É necessário que o professor tenha conhecimento da psicologia do desenvolvimento cognitivo e moral da criança que se faz por etapas sucessivas no seu percurso cronológico e que qualquer criança não está só num único estágio de desenvolvimento. E, como refere Kohlberg (1963) as crianças são incapazes de compreenderem estágios superiores de
70 juízos morais, a não ser pelo encorajamento, o ensino e a prática em situações problema. Hersh, Paolitto e Reimer (1984) notam que o escasso conhecimento da psicologia do desenvolvimento pela maioria dos professores faz com que vejam o período da adolescência como de turbulento e inconsistente e não como um percurso normal do seu crescimento que necessita de alimento reflexivo para prosseguir as sucessivas etapas, pelos educadores.
A moralidade para Turiel (cit. por Nucci, 2009) refere-se a aspetos do bem-estar das pessoas, da justiça e dos direitos, que são características que fazem parte das relações sociais e que tem uma importante função na promoção da existência de ordem na vida social. Uma pessoa que tem moralidade é uma pessoa que respeita os outros. Logo, o ser moral e o ser social estão estritamente ligados. A justiça emerge na relação social baseada na reciprocidade Nucci (2009). Professores que respeitam com dignidade os alunos são respeitados por eles.
2.3.2.4.1 Como desenvolver a educação moral
A educação moral está ligada à vida social e académica da sala de aula. O professor deve imprimir uma cultura de justiça em que o valor da igualdade e da reciprocidade se fazem sentir na ação cotidiana da turma como princípios morais universais fundamentais na relação humana. Se o professor ou a escola quer promover o progresso social ou a justiça social tem que promover o sentido de justiça nas crianças e nos adolescentes Kohlberg (1976). As experiências sociais morais num contexto social de igualdade e de reciprocidade influenciam inevitavelmente o desenvolvimento cognitivo moral dos alunos.
Kohlberg (1976) refere três condições de contexto social e moral que estimulam o desenvolvimento moral:
(1) Um ambiente que promova a estimulação moral e o pensamento a um estágio de desenvolvimento acima daquele em que as crianças se encontram em julgamento moral;
71 se faz um esforço para serem integrados estes conflitos de forma justa num estágio mais avançado em julgamento moral daquele em que as crianças estão;
(3) Uma família, classe social e ambiente entre pares que promova na criança oportunidades para conseguir outros progressos no julgamento.
No contexto da sala de aula, se o professor promover a discussão sobre situações - problemas morais e sociais e encorajar à participação igual entre as crianças, num ambiente de bem-estar entre professor-alunos, está a criar experiências e oportunidades para os alunos avançarem no seu percurso de etapas de desenvolvimento moral. Hersh et al. (1984) referem as potencialidades de algumas disciplinas curriculares que melhor proporcionam oportunidades para o professor pensar estratégias para promover o crescimento social e moral nos alunos, considerando os autores que a literatura tem imenso potencial para promover o desenvolvimento moral, como parte do currículo. Podendo o professor escolher as obras e as personagens, tendo em conta a perspetiva moral.
Como educador moral, o professor promove a discussão na sala de aula que é o veículo para o estímulo do desenvolvimento moral, em que os alunos refletem sobre os valores que fazem parte da vida das personagens. Quando as crianças tomam a perspetiva do outro consciencializam-se sobre os comportamentos morais (in) adequados. Implicar os alunos em situações é abrir-lhes os modos de raciocínio e de argumentação. A promoção de estratégias de resolução de problemas para desenvolver processos gerais sociocognitivos (empatia, razão moral, compreensão interpessoal, negociação social na resolução pacifica de conflitos entre pares, gestão da ira, autocontrolo) que medeiam o comportamento social e moral são processos que são geralmente incluídos nos mais recentes programas de desenvolvimento social, emocional e moral e que se promovem através dos currículos das disciplinas (Bear,1998, 2010).
O método da discussão cooperativa entre grupos proporciona a abertura a sentimentos e a julgamentos morais que serão refletidos com todos. A promoção da cooperação entre grupos desenvolve o espirito crítico e a resolução dos problemas (Jonhson et al.,1994) e é segundo Amado (2000) “ (…) um aspecto fulcral na gestão do
72 currículo para o desenvolvimento das competências pessoais e sociais e a promoção da não-violência” (p.140). Nelsen et al. (2000) referem que a “Cooperation is the cement that holds the foundation of the Positive Discipline philosophy together. The essence of social interest, mutual respect, and win-win solutions is cooperation (p.50).
Neste contexto de estimulação educativa moral, Thoma, Rest e Barnett (1986) notam que “Moral judgment changes with time and formal education” (p.176). A análise de estudos longitudinais, realizada pelos autores, salienta que há uma forte correlação entre a educação formal e o desenvolvimento moral. São as sucessivas formas de equilíbrio em interação, estrutura cognitiva e estimulação pelas experiências criadas pelo professor que faz com que a criança transite para um outro estágio de desenvolvimento moral.
Lacunas individuais no desenvolvimento moral (delinquência) dos jovens e adolescentes têm mostrado que estas pessoas tiveram uma deficiente socialização quando crianças entre elas e os seus responsáveis (pais e outros) que as tornaram inseguras, hostis para com o outro na relação social e incapazes de aceitarem as convenções sociais. Os distúrbios sociais e morais na criança, em fases anteriores do desenvolvimento social e moral, compromete as seguintes fases de desenvolvimento. Por isso, na adolescência, estas crianças são socialmente isoladas, inseguras, hostis à autoridade (pais, professor), insensíveis às expetativas sociais e aos direitos do outro, podendo virem a ser potenciais criminosos (Nucci,1981).