3. EKOLOJİK KAMPÜS PEYZAJ TASARIMI
3.4 Ekolojik Kampüs Peyzaj Tasarımı İlkeleri Belirlenmesi için Analizlerin
De acordo com as DCNEM, ao longo de quase todo o século XX, o antigo “Colegial” ou “Segundo Grau”, tinha como característica a abordagem de conteúdos fragmentados e especializados, que eram, para a sua época, muito significativos, pois os vários temas eram uma preparação para o que os alunos aprenderiam mais tarde no Ensino Superior.
No entanto, o mundo se modificou e, é claro, a sociedade demanda mudanças no Ensino Médio que deve acompanhar o desenvolvimento tecnológico que influencia o modo de vida e das relações de trabalho, como já foi citado anteriormente.
Então, amplas camadas da população foram excluídas economicamente, visto que a vida produtiva hoje exige muito mais do que alfabetização. Novas habilidades intelectuais são requeridas dos empregados. As horas de trabalho e o número de trabalhadores estão sendo suprimidos pelas constantes automações dos equipamentos derivados especialmente da robótica e da informática. A sociedade tecnológica reconfigura o ambiente produtivo, exigindo uma formação que inclui flexibilidade funcional, criatividade, autonomia de decisões, capacidade de trabalhar em equipe e de exercer múltiplos papéis e executar diferentes tarefas; exige ainda autonomia intelectual, pensamento crítico, capacidade de solucionar problemas, etc. O perfil e a formação cultural do candidato a emprego estão sendo amplamente valorizados nos processos de recrutamento para o mercado de trabalho. Simultaneamente, com as modificações na esfera do emprego/produção, outras esferas
sofreram repercussões: o transporte, a comunicação e o entretenimento demandam adaptações rápidas.
A inserção dos alunos nessa sociedade em mutação se dá por meio do domínio de várias linguagens, que envolvem habilidades e competências. Isto faz com que os educadores repensem suas práticas pedagógicas para que as escolas cumpram seu papel de minimizar a exclusão do mercado de trabalho.
[...] o fator econômico se apresenta e se define pela ruptura tecnológica característica da chamada terceira revolução técnico-industrial, na qual os avanços da microeletrônica têm um papel preponderante, e, a partir década de 80, se acentuam no País.
A denominada “revolução informática” promove mudanças radicais na área do conhecimento, que passa a ocupar um lugar central nos processos de desenvolvimento, em geral. É possível afirmar que, nas próximas décadas, a educação vá se transformar mais rapidamente do que em muitas outras, em função de uma nova compreensão teórica sobre o papel da escola, estimulada pela incorporação das novas tecnologias (BRASIL/MEC, 2007).
Para que o Ensino Médio seja capaz de fornecer instrumentos efetivos para a vida em sociedade, desenvolvendo competências e habilidades e não somente aquisição de conhecimentos – visto que o volume de informações é quase que imediatamente superado em decorrência das novas tecnologias – é necessário que os conteúdos devem ser trabalhados no contexto de uma nova realidade, o que está a exigir um trabalho interdisciplinar.
Partindo de princípios definidos na LDB, o Ministério da Educação, num trabalho conjunto com educadores de todo o País, chegou a um novo perfil para o currículo, apoiado em competências básicas para a inserção de nossos jovens na vida adulta. Tínhamos um ensino descontextualizado, compartimentalizado e baseado no acúmulo de informações. Ao contrário disso, buscamos dar significado ao conhecimento escolar, mediante a contextualização; evitar a compartimentalização, mediante a interdisciplinaridade; e incentivar o raciocínio e a capacidade de aprender (BRASIL/MEC, 2007).
Nesse sentido, os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM) propõem o desenvolvimento das competências de ler e de escrever associadas à representação/comunicação, à investigação/compreensão e contextualização sociocultural. Priorizando aos jovens o ensino que facilite a leitura e a escrita no âmbito de todas as áreas, espera-se que tenham mais autonomia e vontade de aprender.
O art. 36 da LDB/96 deixa claro a preocupação de planejar e desenvolver um currículo orgânico especificamente para o Ensino Médio com o intuito de integrar/articular os conhecimentos, possibilitando a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. Reza esse artigo que o currículo do Ensino Médio “destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania” (BRASIL/MEC, 2007).
O método da interdisciplinaridade, na perspectiva escolar, permite utilizar o trabalho com várias disciplinas para a resolução de um problema real ou compreender um fenômeno sob diversos pontos de vista, partindo-se do pressuposto de que ambos os casos envolvem várias disciplinas. Nesse sentido, priorizam-se as respostas às questões sociais contemporâneas que se apresentam com grande complexidade.
As propostas do PCNEM, que muitas vezes revelam significativas diferenças em relação ao antigo Segundo Grau são:
• visão orgânica do conhecimento, afinada com as mutações surpreendentes que o acesso à informação está causando no modo de abordar, analisar, explicar e prever a realidade, tão bem ilustradas no hipertexto que cada vez mais entremeia o texto dos discursos, das falas e das construções conceituais;
• disposição para perseguir essa visão, organizando e tratando os conteúdos do ensino e as situações de aprendizagem, de modo a destacar as múltiplas interações entre as disciplinas do currículo;
• abertura e sensibilidade para identificar as relações que existem entre os conteúdos do ensino e as situações de aprendizagem com os muitos contextos de vida social e pessoal, de modo a estabelecer uma relação ativa entre o aluno e o objeto do conhecimento e a desenvolver a capacidade de relacionar o aprendido com o observado, a teoria com suas conseqüências e aplicações práticas;
• reconhecimento das linguagens como formas de constituição dos conhecimentos e das identidades;
• reconhecimento e aceitação de que o conhecimento é uma construção coletiva e que a aprendizagem mobiliza afetos, emoções e relações com seus pares, além das cognições e habilidades intelectuais.
(CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL, 2007).
Segundo as DCNEM, dois fatores devem ser levados em conta na elaboração do currículo para o Ensino Médio:
1) “Revolução do conhecimento”, que provoca mudanças nas estruturas sociais; 2) Qualidade requerida pela sociedade para atender a expansão contínua da rede pública.
Os elaboradores dos PCNEM optaram pela reorganização do currículo em áreas de conhecimento para facilitar a contextualização e a interdisciplinaridade: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Estas áreas perfazem a base nacional comum.
A estruturação por área de conhecimento justifica-se por assegurar uma educação de base científica e tecnológica, na qual conceito, aplicação e solução de problemas concretos são combinados com uma revisão dos componentes socioculturais orientados por uma visão epistemológica que concilie humanismo e tecnologia ou humanismo numa sociedade tecnológica (BRASIL/MEC, 2007).
Os PCNEM rezam que, além da base nacional comum, o novo currículo deve incorporar a parte diversificada de modo orgânico, contextualizado – visando enriquecimento, ampliação, diversificação ou desdobramento – em função do planejamento pedagógico de cada escola, permitindo a sua identidade, respeitando suas particularidades regionais.
Com o objetivo de direcionar os conhecimentos científicos a suas aplicações tecnológicas, as três áreas designadas na Resolução da Câmara da Educação Básica e do Conselho Nacional da Educação (CEB/CNE) no 03/98 vêm acompanhadas pelo termo “tecnologias”. Pretende-se que os elementos tecnológicos essenciais a cada uma das áreas de conhecimento sejam desenvolvidos como conteúdos significativos pelo uso generalizado de múltiplos meios interativos, integrando a informática, a televisão, o vídeo, o rádio e outros na formação regular do Ensino Médio. Para isso, há a necessidade de equipar as escolas com aparatos informatizados, multimídia, fax, reprodutor de textos e vários outros aparelhos (BRASIL/MEC, 2000, p. 93).
O ensino do século XXI deve se adequar, requerendo que os professores sejam críticos para com a cultura em que estamos inseridos: a cultura midiática, que tem a ver com determinada visão de mundo, com valores e comportamentos, com a absorção de padrões de gosto e de consumo, com a internalização de “imagens de felicidade” e promessas de realização para o ser humano, produzidas e disseminadas no capitalismo avançado por intermédio dos conglomerados empresariais da comunicação e do entretenimento, e principalmente por meio da publicidade. Num âmbito mais amplo e necessariamente genérico,
consumida segundo a gramática, a lógica própria, a estética e a forma de incidência e recepção peculiares ao sistema midiático-cultural (MOREIRA, 2003, p. 1208).
Assim, é inegável a necessidade de integrar diferentes linguagens nas aulas em todos os níveis de ensino, pois Soares (2000, p. 39) afirma que os diversos meios de comunicação interagem no cotidiano das pessoas em quase todas as atividades. Nesse contexto, filmes são recursos que mais facilmente são incorporados à rotina escolar, visto que a maioria das escolas possuem aparelhos audiovisuais. O acesso à informação é essencial para o exercício da cidadania, sobrevivência e produtividade: Por por outro lado, o uso dos meios de
comunicação de massa implica novas formas de ação e interação no mundo social, novos
tipos de relações sociais e maneiras de entender e relacionar-se com o mundo. A geração da televisão há muito chegou à escola. Já não é possível apegar-se a uma visão reducionista de que o aluno aprende apenas na escola.
O vídeo fala pela imagem em movimento, captando a atenção do receptor que vê e ouve tudo ao mesmo tempo. Os recursos do vídeo são de caráter psicológico e emocional, pois são criados efeitos para impressionar e emocionar, por meio dos movimentos da câmera, da disposição dos objetos ou movimento dos atores, da cor e da sincronia do som com a imagem. A música reforça e ajuda a transmitir o conteúdo fílmico (DUARTE, 2002, p. 47). Não seria exagero dizer que, com os filmes, viajamos pelo tempo e pelo espaço; apreciamos olhares que jamais utilizaríamos se baseássemos nossa experiência exclusivamente nos nossos parâmetros; convivemos com uma grande diversidade cultural; apreciamos contextos e paisagens completamente diferentes daqueles com os quais estamos habituados; verificamos conceitos filosóficos, éticos e religiosos; presenciamos acontecimentos hediondos e também engrandecedores; chegamos em planetas distantes ou nas profundezas dos oceanos; damos voz à natureza e cores esfuziantes da existência humana...
“Como a ciência e a tecnologia nem sempre responderam a todas as dúvidas, surgiu a literatura de ficção científica”.
(Autores de O super livro dos filmes de ficção científica)