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EK-19 SICAK İŞLERDE ÇALIŞMA PROSEDÜRÜ

EK-20.5 KÖMÜR ELLEÇLENMESİ PROSEDÜRÜ

Segundo Veyret (2007), o risco é, certamente, um objeto geográfico. Portanto, é preciso tratá-lo em termos espaciais, uma vez que, o risco situa-se na interface entre um espaço industrial e os espaços urbanos (ou rurais) que o englobam. A autora, ainda afirma que “o risco inclui as características do local onde mora o perigo: densidade demográfica, modo de urbanização e organização das redes, fluxos e circulação”.

Veyret (2007) afirma que a partir do momento em que uma nuvem de poluentes se dispersa, um líquido se esparrama, uma deflagração se propaga, o documento cartográfico “passa a constituir um elemento fundamental na compreensão e na gestão do fenômeno, uma vez que, o mapa permite que qualquer elemento virtual e fugaz se torne perceptível visualmente ao lhe dar uma forma e um contorno”. O mapa contribui, assim, para a

“afixação” do risco, para a criação do risco quanto objeto geográfico, ao passo que no ponto de partida o risco não era senão um objeto regulamentar abstrato.

Sevá Fº. (1997), em pesquisa realizada no município de Campinas, SP, destaca que é importante descrever as alterações no ambiente, e mais importante, ainda, é representar as alterações ambientais, por meio de “mapas que estejam atentos e comprometidos com a mudança e com a diversidade das criações humanas”. Veyret (2007) reforça os pensamentos de Sevá Fº. (1997) quando diz que “assinalar o risco em um mapa equivale a afirmar o risco no espaço em questão” e que isso “constitui a base de uma política de prevenção”.

Para Sevá Fº. (1997), a relevância de um mapeamento de riscos ambientais está em conseguir elaborar um produto de aplicação didática para usar na formação de outras lideranças, e na educação popular, além de poder utilizar cientificamente, via análise qualitativa, a percepção e o conhecimento dos indivíduos envolvidos com os riscos ambientais. Algo em que os cidadãos se apóiem para o entendimento da própria região e de alguns dos seus próprios problemas.

Dagnino e Carpi Jr. (2006), ressaltam a importância do mapeamento de riscos afirmando ser uma “ferramenta importante no planejamento estratégico ambiental e até mesmo auxiliar na elaboração de planos diretores”.

Para Veyret (2007), o mapeamento de riscos “define os espaços em que há risco elevado, em que a ocupação deve ser regulamentada (às vezes, proibida), e outros em que o risco é menor ou mesmo está ausente” e complementa afirmando que “o mapeamento de riscos confere ao risco um caráter objetivo”.

É importante destacar que, segundo técnicos da TRANSPETRO e da CETESB o mapeamento de riscos ambientais é uma ferramenta prática para o reconhecimento e análise dos elementos mais vulneráveis encontrados no ambiente em estudo. Com base nisso, em 2004, técnicos da TRANSPETRO e CETESB propuseram uma metodologia, denominada MARA (Mapeamento do Risco Ambiental) com o objetivo de mapear e classificar as áreas naturais e os usos do solo e dos recursos hídricos que são susceptíveis a potenciais vazamentos em dutos que transportam hidrocarbonetos, visando subsidiar os planos de ações de contingências (MENDES et al., 2005).

Quando se deseja mapear os riscos ambientais de uma determinada área, deve-se seguir alguns procedimentos preliminares e fundamentais para realizar o mapeamento. Não é algo aleatório, como afirma Sevá Fº. (1997), que adotou alguns procedimentos com a finalidade de mapear a região do município de Campinas, relatando os principais riscos

ambientais ao qual essa região está sujeita. Na metodologia de mapeamento de riscos proposta por Sevá Fº. (1997), a primeira etapa adotada é a alfabetização geográfico- cartográfica, que tem como objetivo fomentar a capacidade de leitura e de abstração dos fatos geográficos presentes no mapa, além da familiarização dos autores do mapa com o ambiente que está sendo estudado. O autor propõe que na etapa inicial do mapeamento de risco se assinale alguns pontos de referência e áreas mais conhecidas com o objetivo de aprimorar o mapa e “contribuir com o processo de alfabetização geocartográfica”.

Depois da alfabetização geocartográfica, Sevá Fº. (1997) propõe realizar o mapeamento de riscos ambientais propriamente ditos, buscando valorizar as experiências dos agentes participantes do estudo. Nessa etapa, os aspectos espaciais referentes à ocorrência dos riscos – se são pontuais, lineares ou areais – recebem grande atenção, sendo representados por ícones no mapa, os quais são determinados e idealizados pelos autores do trabalho para identificar os riscos.

Na etapa seguinte, é realizada a compilação dos dados obtidos em campo e aqueles encontrados na investigação documental, podendo ser incluído um tratamento computacional (digitalização, georreferenciamento e tratamento das cores e ícones selecionados), do que foi desenhado e anotado nas tabelas de registro de trabalho de campo, visando a construção de um Sistema de Informação Geográfica (SIG). Segundo Veyret (2007), uma vez que se leva em conta simultaneamente os fatores certos e fatores prováveis, os SIG constituem uma excelente ferramenta de gestão do território. A proposta consiste em representar, em escala, cada um dos fatores de vulnerabilidade do local estudado: densidade populacional, nível de renda, qualidade dos imóveis, localização dos estabelecimentos que atendem ao público, entre outros.

Por último, os dados são divulgados e podem ser apresentados para a população, para órgãos públicos e, também, para os responsáveis pelos riscos, visando a elaboração de um prognóstico em conjunto, podendo-se, assim, realizar uma gestão de riscos ambientais mais adequada ao caso em pauta, cujos resultados contribuiriam para diminuir as vulnerabilidades socioambientais e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida das populações expostas aos riscos ambientais evitáveis (ou gerenciáveis). Para tanto, o que mais interessa é a capacidade que os grupos sociais têm para se conscientizar sobre os riscos e cobrar dos responsáveis ações de prevenção e de mitigação de riscos.

As metodologias propostas por Porto (2007) e Sevá Fº. (1997) foram tomadas como base para se desenvolver uma análise da vulnerabilidade sócio-ambiental no município de Alumínio, que será apresentada no Capítulo 6, a seguir.