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EHL-İ SÜNNET BİLGİNLERİNDEN EŞ’ARİ BİLGİNLERİNE GÖRE HİKMET

A ALALC era integrada por onze países e foi instituída pelo Tratado de Montevidéu de 1960. Embora de inspiração Cepalina, o tratado sofreu pressões das diversas partes interessadas, que modificaram a intenção incial de formar paulatinamente um mercado comum tendo como base uma zona preferencial de comércio constituída por acordos de complementação ou integração industrial e também agrícola, conforme um programa automático e gradual de redução de tarifas alfandegárias. O Tratado de Montevidéu se afastou destas recomendações, principalmente quanto ao automatismo das reduções alfandegárias, preferindo seguir um cauteloso procedimento de negociações coletivas. Os países do continente não adotaram a fórmula sugerida pela CEPAL (zona preferencial) tendo em vista a "cláusula da nação favorecida" do GATT e a posição dos EUA, que indicavam a criação de uma zona de livre comércio como a única fórmula possível para não ferir o princípio da cláusula da nação mais favorecida, que estipula que qualquer concessão que um país outorga a outro seja essendida automaticamente aos outros membros do GATT. Já o FMI teve uma posição contrária às iniciativas de estabelecer um sistema de pagamentos e créditos para facilitar a liquidação multilateral de pagamentos entre os países da América Latina que não fosse a compensação em moedas livremente conversíveis. Foi assim que o FMI rejeitou a proposta do Comitê do Comércio da CEPAL no Panamá de liquidação multilateral dos saldos bilaterais de comércio, visando algo semelhante à União Européia de pagamentos. Por sua vez, as empresas transnacionais tiveram inicialmente a preocupação que um mercado comum latino-americano ou mesmo um comécio inter-regional maior pudesse diminuir as exportações dos Estados Unidos, mas logo perceberam as vantagens que os instrumentos da ALALC, particularmente os acordos de complementação industrial, poderiam lhes proporcionar.

Os objetivos da ALALC eram (12):

a) liberar gradualmente o essencial do comérico recíproco (Artigo 3);

b) expandir e diversificar o intercâmbio e promover a progressiva complementação das economias (Artigo 10);

c) coordenar as políticas de desenvolvimento agrícola e intercâmbio de produtos agropecuários (Artigos 27 a 29); e

d) estabelecer gradual e progressivamente um mercado comum latino-americano (Artigo 54).

Para atingi-los a ALALC usou três instrumentos (13):

a) os programas de liberação do comércio, com Listas Nacionais, Listas Comuns, além do princípio de reciprocidade e da cláusula de salvaguarda;

b) os acordos de complementação por setores industriais; e

c) as medidas em favor dos países de menor desenvolvimento econômico relativo (PMDER).

a) O programa era estabelecer uma zona de livre comércio que se aperfeiçoaria em doze anos por meio de negociações periódicas entre os países-membros, baseando-se na reciprocidade das concessões, que deveriam resultar em Listas Nacionais e Comuns. Cada país deveria elaborar uma Lista Nacional concedendo aos restantes reduções de tarifas até chegar à eliminação destas para o essencial das suas importações da zona de livre comércio. As negociações eram produto a produto e as concessões não seriam definitivas. A Lista Comum era constituída pelos produtos cujas tarifas alfandegárias seriam eliminadas integralmente para o Comércio intrazonal em até doze anos, prazo posteriormente alterado para 1980. Mas as concessões outorgadas nestas listas eram irrevogáveis, definitivas. As negociações se baseavam no princípio da reciprocidade (vantagens mútuas entre os membros) e pontuavam que as concessões não deveriam ocasionar uma redução de comércio.

b) Os acordos de complementação por setores industriais visavam facilitar a integração das economias dos países da ALALC, e se constituíam em mecanismos complementares às Listas Nacionais e Comum, uma vez que adotavam o mesmo método de redução de tarifas produto a produto, ainda que concentrados num determinado setor industrial e entre uma quantidade menor

de países. Esses acordos podiam estabelecer um programa de liberação para determinado setor industrial, podendo conter cláusulas para harmonizar os tratamentos aplicados às matérias-primas dos produtos desse setor.

c) Com relação aos países de menor desenvolvimento econômico relativo (Bolívia, Equador, Paraguai e Uruguai) estabeleceram-se vantagens tarifárias que não eram extensivas aos outros países, e que constituíam as Listas de Vantagens não Extensivas. O Tratado de Montevidéu também autorizava os PMDER a cumprir o programa de liberação de comércio com um cronograma diferente e com proteção especial para os produtos de importância básica para o país em questão.

Os principais órgãos da ALALC eram (14):

a) a Conferência das Partes Contratantes, órgão máximo da ALALC; b) o Comitê Executivo Permanente (CEP), que representava a ALALC;

c) a Secretaria do CEP, que não chegava a ser um órgão da ALALC, mas formava parte da estrutura do Comitê. Era constituída por pessoal técnico e administrativo e dirigida por um Secretário Executivo eleito pela Conferência a cada três anos;

d) as Comissões Consultivas, que eram estabelecidas pelo Comitê com representantes dos diversos setores da economia da cada país. Foram criadas a Comissão Consultiva de Assuntos Trabalhistas e a de Assuntos Empresariais. Foram também criados Conselhos de Políticas e Comissões Assessoras em diversas matérias;

e) o Conselho de Ministros de Relações Exteriores foi criado depois, e entrou em vigência em 1975 com a atribuição de concentrar a "direção política superior” da ALALC (15).

O Programa de liberalização de comércio do Tratado de 1960 teve um desenvolvimento considerável nos primeiros três anos para depois estagnar-se a partir dos anos setenta. As concessões tarifárias das Listas Nacionais ultrapassaram a casa das 11.000

até 1979, mas 98% destas foram concedidas nos primeiros nove anos (até 1970). Quanto às Listas Comuns, foi aprovado em 1964 o primeiro acordo de 25% do valor global do comércio intrazonal, mas as negociações sobre o segundo acordo de 50% ficaram estagnadas. A explicação desta paralisia é dada pela inclusão nas Listas Nacionais, nos primeiros anos, de produtos que já eram objeto do comércio intrazonal sobre a base de antigos acordos bilaterais. Porém quando foi necessário a inclusão de bens que levariam necessariamente a uma competição em cada mercado nacional de produtos similares as negociações se tornaram mais difíceis. Os acordos de complementação por setores industriais passam para o primeiro plano das negociações da ALALC devido à perda do dinamismo das Listas Nacionais. Assim, até 1978 firmam-se 25 acordos de complementação industrial envolvendo 1.447 produtos e 3.500 concessões.

"La significación de los acuerdos de complementación ha sido objeto de interpretaciones polémicas. Por una parte se señala que sirven para acelerar el proceso de liberación del comércio intrazonal para concertar sectores nuevos y poco desarrollados, para acentuar las políticas de inversiones, cambios tecnológicos, integración y ampliación de los complejos industriales. Inclusive se llega a afirmar que estos acuerdos abren el camino hacia la armonización de los regímenes de exportación así como los tratamientos aplicables a los capitales, bienes y servicios procedentes de fuera de la Zona. En cambio, hay quienes expresan que los acuerdos de complementación han sido los instrumentos de los que se han valido las empresas transnacionales con radicación de subsidiarias en varios países de la Zona, quienes habrían sido - para los que así opinan - las únicas beneficiarias del esquema de ALALC" (16). Se é verdade que os acordos de complementação se concentraram em setores industriais mais dinâmicos, basicamente em empresas transnacionais, também é verdade que alguns países se beneficiaram com esses acordos, embora o volume do comércio gerado por eles fosse menor que o das Listas Nacionais.

Para os PMDER havia dois mecanismos compensatórios: as Listas de Vantagens não Extensivas, que conseguiram compensar o déficit da balança comercial registrados nos itens das Listas Nacionais, e a resolução 99 da IV Conferência, que estabeleceu que aqueles países que não participassem de um acordo de complementação não se beneficiariam das concessões do mesmo, exceto para os PMDER que não precisariam conceder compensação

alguma. Porém, como esses acordos eram em relação a industrias de ponta, os PMDER não os aproveitaram por falta de oferta.

Segundo o IFEDEC, "Existe consenso en el sentido de atribuir al sistema institucional de la ALALC una parte de la responsabilidad por los fracasos y las limitaciones del proceso de integración. El tratado no otorgó a los órganos de la ALALC los poderes de iniciativa necesarios para incluir progresivamente nuevos campos y aspectos en el proceso de integración” (17). Mas aponta-se como uma das principais conquistas da ALALC o incremento do fluxo comercial e sua diversificação (o volume de comércio intrazonal medido em exportação aumentou entre 1961 e 1980 em 2.144% contra um aumento de 89% no resto do mundo durante o mesmo período). Há uma participação crescente dos manufaturados nesse comércio, embora concentrada entre Argentina, Brasil e México. Outra conquista foi a harmonização de técnicas alfandegárias, normas de qualidade e origem e o estabelecimento de nomenclatura tarifária uniforme (NABALALC), o que facilita as operações comerciais. Além disso, os países da ALALC criaram um mecanismo chamado Acordo de Pagamentos e Créditos Recíprocos com a participação dos Bancos Centrais de todos os países da Zona. Por esse sistema, cada par de países se outorga linhas de crédito recíproco cujos saldos são apresentados ao final de cada período de quatro meses e compensados pelo banco agente do sistema. O saldo líquido se paga em dólares.

As razões para o estancamento e a crise da ALALC são, segundo Vacchino (18): a) a fórmula empregada, que era a lenta e tortuosa negociação produto a produto; b) o fato da ALALC não ter se utilizado suficientemente de outros mecanismos de integração, como a harmonização e a coordenação de políticas econômicas e o estabelecimento de acordos de complementação industrial; c) a falta de uma cláusula evolutiva no Tratado que outorgasse aos órgãos da ALALC os poderes de iniciativa necessários para incluir progressivamente novos campos e aspectos no processo de integração; e d) a má distribuição dos frutos da integração, pois não se cumpriram as condições básicas para a integração, a saber: o desenvolvimento equilibrado, a participação equitativa nos benefícios da integração e a reciprocidade, entendida como equivalência nas correntes de comércio.

“Concebido basicamente como um mecanismo de liberação de comércio para Argentina, Brasil e México, o TM-60 [Tratado de Montevidéu de 1960] era percebido pelos

países de desenvolvimento intermédio e de menor desenvolvimento relativo como um instrumento para complementar suas economias, pela reciprocidade de benefícios, e para impulsionar o desenvolvimento pela distribuição de indústria e investimentos. Essa diferenciação de enfoque entre ‘comercialistas’ e ‘desenvolvimentistas’ está na origem da gestação e formação de um primeiro subgrupo regional” (19) isto é, o Acordo de Cartagena (Pacto Andino), em 1969, que vem a ser uma fratura no Tratado de Montevidéu de 1960. Após estender o término do período de constituição da zona de livre comércio pelo Protocolo de Caracas de 1969, os países membros da ALALC decidiram a sua extinção em 1980, substituindo-a pela ALADI.

Benzer Belgeler