1.3. Ebeveyn-Çocuk İlişkisi
1.3.2. Ebeveyn-Çocuk İlişkisine Etki Eden Faktörler
Tendo-se a relação entre o número de emprego ou o número de pessoas ocupadas em cada atividade com o valor da produção dessa atividade, pode-se calcular o vetor L. Considerando em que li é a relação do emprego com o valor da produção da atividade i , tem-se (FEIJÓ, 2008; COSTA, 2008):
x
l
ij i i po ; e substituindo
x
ij por
ixij ,tem-se que o multiplicador direto não induzido do emprego é: LL*A, e o multiplicador direto e indireto induzido do emprego é:
1*
L I A
L .
Dessa forma, observando os dados empíricos, podem-se calcular os multiplicadores do emprego para as três formas de produção e demais atividades econômicas, destacando-se que os dados se referem a empregos formais informados pela RAIS, do Ministério do Trabalho (1995/2005).
Os dados empíricos demonstraram que, para toda a economia, o multiplicador global médio do emprego foi de 2,37 vezes a cada unidade monetária de acréscimo de demanda final total, porém, essa taxa média sofreu decréscimo de -1% a.a. ao longo de toda a série histórica, o que representou um pico em 1997, com um multiplicador de 2,98 vezes para reduzir a 2,26 em 2005, respondendo exatamente ao declínio econômico apresentado pelo Nordeste Paraense.
Em termos de atividades, os impactos de multiplicação global da economia camponesa sobre o emprego formal são também superiores aos das formas de produção patronais empresas e fazendas, sendo que entre 1995 e 2005, os multiplicadores do emprego se apresentaram em médias de 0,36, 0,30 e 0,15 vezes, a cada unidade
monetária a mais na demanda final, respectivamente (ver Tabelas 49 a 52, Gráfico 41 e Anexos J).
Tabela 49 – Os Multiplicadores (direto mais indireto) Induzidos do Emprego para Camponeses, Empresas e Fazendas, entre 1995 a 2005.
Multiplicador do Emprego
Anos Camponês Empresas Fazendas
1995 0,36 0,15 0,07 1996 0,33 0,29 0,14 1997 0,45 0,34 0,16 1998 0,41 0,33 0,15 1999 0,4 0,32 0,15 2000 0,39 0,32 0,15 2001 0,33 0,3 0,16 2002 0,33 0,29 0,15 2003 0,32 0,3 0,16 2004 0,35 0,32 0,18 2005 0,32 0,31 0,17 Média 0,36 0,30 0,15
Fonte: Matriz Inversa de Contas Ascendentes de Base Agrária, do Nordeste Paraense, elaborada pelo Autor (2009).
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Multiplicador Emprego
Gráfico 41 – Os Multiplicadores Globais do Emprego Total, 1995-2005.
Tabela 50 – Os Multiplicadores (direto mais indireto) Induzidos do Emprego Total, entre 1995 a 2005.
Multiplicador Global do Emprego
1995 1,95 1996 2,41 1997 2,98 1998 2,79 1999 2,43 2000 2,43 2001 2,21 2002 2,04 2003 2,17 2004 2,37 2005 2,26 Média 2,37
Fonte: Matriz Inversa de Contas Ascendentes de Base Agrária, do Nordeste Paraense, elaborada pelo Autor (2009).
Pode-se observar que em termos totais os multiplicadores do emprego apresentaram um decréscimo no final da série em relação a 1996, portanto, além de efeitos representativos por causas da produção, que está em crise, mais ainda por efeitos de intensificação das fiscalizações do trabalho.
Tabela 51 – Os Multiplicadores Totais (direto mais indireto) do Emprego, Induzidos, em 1995
2005-1995
Produção Intermediária
Demanda Final Multiplicador Total do Emprego Economia Local Economia Estadual Economia Nacional
Produção Varejo Indústria Atacado Varejo Indústria Atacado Varejo Indústria Atacado Varejo Camponês Empresa Fazenda Rural Benef Transf Urbano Benef Transf Urbano Benef Transf Urbano
ProduçãoCamponês 0,35856 0,12399 0,04807 0,14954 0,14899 0,08346 0,13282 0,09146 0,04277 0,05832 0,08242 0,09871 0,02756 0,03763 0,07653 0,08577 0,16878 ProduçãoEmpresa 0,00017 0,01916 0,00042 0,00041 0,00154 0,00072 0,00143 0,00105 0,00070 0,00075 0,00071 0,00069 0,00025 0,00031 0,00071 0,00072 0,00121 ProduçãoFazenda 0,00016 0,00102 0,01416 0,00057 0,00098 0,00121 0,00142 0,00082 0,00047 0,00058 0,00061 0,00071 0,00022 0,00030 0,00062 0,00083 0,00135 ACVarejoRural 0,00001 0,00003 0,00001 0,00047 0,00003 0,00001 0,00002 0,00002 0,00001 0,00001 0,00001 0,00006 0,00001 0,00001 0,00002 0,00002 0,00002 AFIndustBenef 0,00010 0,00060 0,00024 0,00025 0,00341 0,00033 0,00028 0,00052 0,00013 0,00021 0,00070 0,00053 0,00031 0,00031 0,00084 0,00057 0,00077 AGIndustTransf 0,00003 0,00018 0,00008 0,00003 0,00004 0,00173 0,00004 0,00029 0,00002 0,00003 0,00004 0,00008 0,00001 0,00003 0,00004 0,00050 0,00014 AHAtacado 0,00003 0,00018 0,00007 0,00007 0,00006 0,00017 0,00126 0,00025 0,00020 0,00023 0,00016 0,00017 0,00006 0,00006 0,00021 0,00016 0,00015 AIVarejoUrbano 0,00056 0,00304 0,00135 0,00041 0,00061 0,00071 0,00062 0,00537 0,00031 0,00049 0,00054 0,00073 0,00020 0,00035 0,00052 0,00076 0,00192 BFIndustBenef 0,00003 0,00017 0,00007 0,00004 0,00004 0,00008 0,00010 0,00024 0,00115 0,00093 0,00038 0,00020 0,00002 0,00003 0,00009 0,00010 0,00015 BGIndustTransf 0,00002 0,00014 0,00006 0,00004 0,00003 0,00007 0,00010 0,00022 0,00003 0,00127 0,00042 0,00021 0,00001 0,00002 0,00004 0,00006 0,00011 BHAtacado 0,00017 0,00094 0,00041 0,00029 0,00023 0,00055 0,00059 0,00148 0,00019 0,00025 0,00353 0,00170 0,00009 0,00014 0,00025 0,00039 0,00072 BIVarejoUrbano 0,00002 0,00018 0,00007 0,00003 0,00007 0,00006 0,00005 0,00008 0,00007 0,00009 0,00008 0,00276 0,00003 0,00005 0,00007 0,00010 0,00028 CFIndustBenef 0,00004 0,00024 0,00010 0,00005 0,00006 0,00021 0,00017 0,00031 0,00005 0,00007 0,00041 0,00036 0,00182 0,00122 0,00068 0,00035 0,00023 CGIndustTransf 0,00005 0,00028 0,00012 0,00007 0,00007 0,00028 0,00022 0,00041 0,00006 0,00009 0,00056 0,00048 0,00003 0,00169 0,00093 0,00047 0,00025 CHAtacado 0,00003 0,00015 0,00006 0,00003 0,00004 0,00006 0,00014 0,00019 0,00004 0,00005 0,00009 0,00008 0,00002 0,00003 0,00141 0,00047 0,00015 CIVarejoUrbano 0,00000 0,00002 0,00001 0,00000 0,00000 0,00001 0,00000 0,00001 0,00000 0,00001 0,00001 0,00001 0,00000 0,00000 0,00001 0,00077 0,00003 ValorDosSalários 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 Impacto 0,35998 0,15031 0,06529 0,15230 0,15620 0,08966 0,13927 0,10272 0,04620 0,06338 0,09066 0,10748 0,03064 0,04216 0,08293 0,09205 0,17627 1,948 Média 0,0225 0,0094 0,0041 0,0095 0,0098 0,0056 0,0087 0,0064 0,0029 0,0040 0,0057 0,0067 0,0019 0,0026 0,0052 0,0058 0,0110 0,1217
Tabela 52 – Os Multiplicadores Totais (direto mais indireto) do Emprego, Induzidos, em 2005.
2005-2005
Produção Intermediária
Demanda Final Multiplicador Total do Emprego Economia Local Economia Estadual Economia Nacional
Produção Varejo Indústria Atacado Varejo Indústria Atacado Varejo Indústria Atacado Varejo Camponês Empresa Fazenda Rural Benef Transf Urbano Benef Transf Urbano Benef Transf Urbano
ProduçãoCamponês 0,31350 0,12489 0,06485 0,12174 0,12452 0,05858 0,10212 0,07770 0,04963 0,05627 0,06651 0,07376 0,01564 0,02209 0,05179 0,05769 0,16515 ProduçãoEmpresa 0,00134 0,15027 0,00354 0,00235 0,00931 0,00409 0,00886 0,00570 0,00456 0,00457 0,00401 0,00363 0,00089 0,00114 0,00339 0,00347 0,00769 ProduçãoFazenda 0,00167 0,00906 0,08668 0,00386 0,00580 0,00656 0,00765 0,00580 0,00461 0,00488 0,00413 0,00443 0,00105 0,00154 0,00338 0,00450 0,01199 ACVarejoRural 0,00034 0,00055 0,00023 0,01061 0,00062 0,00020 0,00039 0,00029 0,00020 0,00021 0,00025 0,00100 0,00011 0,00010 0,00029 0,00033 0,00047 AFIndustBenef 0,00023 0,00118 0,00062 0,00056 0,00826 0,00049 0,00045 0,00093 0,00023 0,00033 0,00139 0,00095 0,00026 0,00030 0,00123 0,00078 0,00142 AGIndustTransf 0,00028 0,00110 0,00060 0,00018 0,00022 0,01126 0,00022 0,00166 0,00013 0,00016 0,00017 0,00033 0,00005 0,00008 0,00015 0,00253 0,00068 AHAtacado 0,00044 0,00188 0,00102 0,00062 0,00060 0,00165 0,01113 0,00231 0,00155 0,00182 0,00128 0,00138 0,00040 0,00035 0,00173 0,00158 0,00158 AIVarejoUrbano 0,00368 0,01417 0,00784 0,00219 0,00286 0,00232 0,00280 0,02270 0,00158 0,00195 0,00202 0,00240 0,00060 0,00094 0,00174 0,00224 0,00769 BFIndustBenef 0,00028 0,00116 0,00063 0,00027 0,00027 0,00041 0,00046 0,00156 0,00597 0,00478 0,00196 0,00105 0,00008 0,00011 0,00044 0,00045 0,00087 BGIndustTransf 0,00024 0,00095 0,00052 0,00027 0,00024 0,00046 0,00053 0,00137 0,00017 0,00837 0,00282 0,00140 0,00006 0,00008 0,00019 0,00028 0,00065 BHAtacado 0,00061 0,00243 0,00133 0,00076 0,00063 0,00132 0,00114 0,00352 0,00041 0,00050 0,00889 0,00433 0,00014 0,00021 0,00045 0,00072 0,00162 BIVarejoUrbano 0,00014 0,00085 0,00044 0,00016 0,00032 0,00021 0,00022 0,00038 0,00031 0,00035 0,00030 0,01489 0,00009 0,00015 0,00024 0,00030 0,00126 CFIndustBenef 0,00021 0,00087 0,00048 0,00020 0,00021 0,00076 0,00048 0,00118 0,00016 0,00019 0,00140 0,00123 0,00718 0,00411 0,00277 0,00132 0,00065 CGIndustTransf 0,00029 0,00119 0,00065 0,00028 0,00028 0,00107 0,00067 0,00167 0,00021 0,00026 0,00199 0,00173 0,00007 0,00587 0,00394 0,00186 0,00084 CHAtacado 0,00012 0,00053 0,00029 0,00011 0,00012 0,00016 0,00047 0,00068 0,00011 0,00014 0,00034 0,00025 0,00004 0,00006 0,00672 0,00175 0,00043 CIVarejoUrbano 0,00003u 0,00020 0,00010 0,00004 0,00004 0,00005 0,00005 0,00008 0,00003 0,00005 0,00006 0,00007 0,00002 0,00004 0,00005 0,01146 0,00031 ValorDosSalários 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000 Impacto 0,32339 0,31128 0,16983 0,14417 0,15432 0,08958 0,13763 0,12753 0,06986 0,08485 0,09752 0,11284 0,02669 0,03716 0,07847 0,09127 0,20331 2,260 Média 0,0202 0,0195 0,0106 0,0090 0,0096 0,0056 0,0086 0,0080 0,0044 0,0053 0,0061 0,0071 0,0017 0,0023 0,0049 0,0057 0,0127 0,1412
9.3 OS MULTIPLICADORES SETORIAIS DE PRODUTO (BLJ), SUAS
RETENÇÕES, SEUS TRANSBORDAMENTOS E OS ÍNDICES DE
AGLOMERAÇÕES.
As tendências manifestadas pelos multiplicadores representam os níveis em que as variações na demanda agregada determinam os níveis de produtos e as concatenações técnicas sistêmicas em que são possíveis e explicáveis as possibilidades de incrementos, retenções e transbordamentos do produto, no sentido da identificação dos níveis de internalização do processo de desenvolvimento. Na possibilidade de se identificar atividades econômicas com maior grau de multiplicação, serão também detentora de maior poder de endogenização dos resultados de sua produção, no sentido de tornar sustentado seu processo reprodutivo, suas bases de desenvolvimento a partir do local, mediante as relações entre o mercado local e extra-local?
Aqui se manifesta um confronto em que, de um lado, teóricos da base de exportações sustentando que (STIMSON; STOUGH; ROBERTS, 2006 apud COSTA, 2008) o multiplicador clássico Keynesiano, determinado pela propensão marginal do consumo, é um multiplicador estável e que, portanto, uma economia regional cresce como uma função linear de sua base de exportação. Por outro lado, teóricos que postulam que economias regionais também crescem em função de fatores endógenos, determinados pelas relações técnicas que se processam entre as diversas atividades, na correlação das forças internas centrípetas e forças externas centrífugas, que se vão fazendo maiores quantitativa e qualitativamente, num movimento induzido pelo crescimento do multiplicador, dado o aumento das propensões de consumo dos agentes, vinculado ao próprio crescimento do mercado, que acabam estimulando novas atividades internas e gerando movimento virtuoso e cumulativo de crescimento regional (PRED, 1966; ROMER, 1986, 1990; FUJITA; KRUGMAN; VENABLES, 2002 apud COSTA, 2008).
Sem pretender esgotar o debate, é pertinente a análise das possibilidades da evolução da capacidade da economia local gerar e se apropriar de externalidades de escala e de sua complexificação utilizando-se a Matriz de Leontief para determinar a
estrutura de multiplicadores, no sentido de observar os potenciais de retenção e transbordamentos, das relações das forças centrípetas e centrífugas, para retenção local do resultado da produção. Tal análise permite o entendimento dos limites em que uma economia local está estabelecida, diante da possibilidade de saltos econômicos, evitando- se, dessa forma, acatar classificações determinísticas por suas naturezas aparentes.
Partindo do indicador-síntese backward que representa tanto os efeitos de multiplicação do produto de um setor sobre ele mesmo, bem como dele sobre os demais setores, pode-se analisar os efeitos de impacto e determinar as disposições de retenção, transbordamentos e deles definir o índice de aglomeração para economia local.
Como já descrito, os BLj, também definidos como multiplicadores setoriais de produto, expressam as forças de atração e repulsão atuantes sobre cada atividade da economia local, que se faz por dinâmicas de competição entre as interrelações que afirmam as retenções locais e as que manifestam os transbordamentos do produto para economia extra-local estadual e nacional (COSTA, 2008).
Dessa forma, pode-se afirmar que os BLj e os FLiexpressam a magnitude em que
os valores se propagam e sofrem interferências, interatividades, por outro lado, os Índices
de Aglomeração – IG, resultantes das relações das retenções e transbordamentos dessas
magnitudes, são indicações de dependências das relações técnicas estabelecidas frente às disposições internas e externas ao mercado local.
Como definido por Costa (2008), os multiplicadores setoriais de produto são formados pelos multiplicados de impacto setorial, expressos na diagonal principal da Matriz Inversa, materializando o impacto que um setor exerce sobre si mesmo, e os multiplicadores que apresentam os efeitos de empuxe, que manifestam as multiplicações de produto que um setor exerce sobre os demais setores, sendo que os empuxes podem ser delimitados em empuxe local, empuxe estadual e empuxe nacional. Agora, agregando-se o multiplicador de impacto setorial local com os de empuxe local se chega ao multiplicador setorial de produto local que em proporção do multiplicador setorial de
produto, da atividade específica, resulta no índice de retenção local para aquela atividade. Reproduzindo-se para todos os setores da economia local, ter-se-á os índices de
demais parcelas de empuxe estadual e empuxe nacional, de atividade específica, representam, em proporção do multiplicador setorial de produto, os índices de
transbordamentos, a manifestação das forças centrífugas que atuam na atividade. “A divisão entre os índices de retenção local e os índices de transbordamento produz medidas de contribuição dos setores à dinâmica de aglomeração e cumulatividade da economia local – ao que chamaremos de índice de aglomeração local” (COSTA, 2008).
O índice de aglomeração é, portanto, o resultado da relação entre as forças centrípetas e centrífugas do mercado que se manifesta em um resultado de saldo, representando sobretudo o poder que a economia local tem de endogenização de seus pressupostos e potenciais para o desenvolvimento, segundo, inclusive, por formas de produção de base agrária. Reproduzindo tais cálculos para as dimensões estadual e nacional obtém-se da mesma forma as retenções estaduais e nacionais e seus transbordamentos.
Observando apenas a produção rural na sua base primária, por suas formas de produção, os camponeses apresentam o menor dos multiplicadores setoriais (BLj), saindo
de 1,533, em 1995, e chegando a 1,735 em 2005, média total de 1,69 (ver Tabelas 40 e 53, Gráfico 42 e Anexos L) e taxa de crescimento anual de apenas 0,71% a.a. Por outro lado, o poder de endogenização de seus pressupostos é sem dúvida absoluto, o maior da base primária do Nordeste Paraense, seu índice de aglomeração foi de 7,4 em 1995 e 5,62 em 2005, média de 5,89 na série, sendo que sua dinâmica é de decrescimento do índice por taxas de -1,47% a.a. Com maior índice de aglomeração, a economia camponesa é quem apresenta maior potencial de transformação local (ver Tabela 54, Gráfico 43 e Anexos L), pois apresentando saldo positivo para as forças centrípetas por seis vezes acima de um, demonstrou seu poder de internalizar localmente a renda, o que significou índices de retenção local em torno de 85%, em 2005.
Tabela 53 – Dinâmica Temporal dos Multiplicadores Setoriais de Produto, na Base da Produção Rural de Camponeses, Empresas e Fazendas, entre 1995 e 2005.
Setoriais de Produto (BLj) 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Camponês 1,533 1,676 1,703 1,686 1,695 1,705 1,691 1,671 1,713 1,744 1,735
Empresas 3,796 4,0597 4,232 4,228 4,189 4,156 4,067 4,012 4,029 4,023 4,044
Fazendas 2,296 2,7934 2,745 2,749 2,772 2,887 3,032 2,99 3,157 3,255 3,241
Fonte: Matriz Inversa de Contas Ascendentes de Base Agrária, do Nordeste Paraense, elaborada pelo Autor (2009). Anexos L.
Tabela 54 – Dinâmica Temporal dos Índices de Aglomeração, na Base da Produção Rural de Camponeses, Empresas e Fazendas, entre 1995 e 2005.
Índices de Aglomeração 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média
Camponês 7,40 5,92 5,77 5,85 5,757 5,585 5,703 5,787 5,72 5,637 5,62 5,89
Empresas 2,58 2,51 2,41 2,41 2,428 2,378 2,511 2,505 2,641 2,741 2,679 2,53
Fazendas 4,12 4,14 3,96 3,96 4,044 3,928 4,165 4,199 4,373 4,54 4,416 4,17
Índice Total Aglomeração Primária 14,1 12,6 12,1 12,2 12,2 11,9 12,4 12,5 12,7 12,9 12,7 12,58
Fonte: Matriz Inversa de Contas Ascendentes de Base Agrária, do Nordeste Paraense, elaborada pelo Autor (2009). Anexos L.
Em movimento oposto, as formas de produção patronal apresentam alto valor para o multiplicador setorial de produto, tendo empresas e fazendas apresentado médias de 4,08 e 2,9, para toda a série, respectivamente (ver Tabelas 40 e 53 e Gráfico 42), sendo que as fazendas se destacaram por apresentarem crescimento de 2,78% a.a., bem acima do multiplicador camponês, contudo, suas contribuições aos pressupostos produtivos locais são abaixo da economia camponesa, apresentando média do índice de aglomeração que transitaram por 2,53 e 4,17, respectivamente, o que significa que um aumento em suas demandas ira favorecer mais aos sistemas extra-locais (o resto do País) quando comparadas com a economia camponesa, confirmando que seus índices de transbordamento do produto são bem maiores proporcionalmente aos dos camponeses. Notadamente, deve-se atentar para expressiva contribuição à aglomeração local pelas fazendas, com média três vezes acima de um (ver Tabela 54, Gráfico 43 e Anexos L).
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Camponês Empresas Fazendas
Gráfico 42 – Os Multiplicadores Setoriais de Produto Local, Produção Primária, 1995-2005. Fonte: Matriz Inversa de Contas Ascendentes de Base Agrária, do Nordeste Paraense, elaborada pelo Autor (2009). Anexos L. 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Camponês Empresas Fazendas
Gráfico 43 – Evolução Histórica dos Índices de Aglomeração, Produção Primária, 1995-2005. Fonte: Matriz Inversa de Contas Ascendentes de Base Agrária, do Nordeste Paraense, elaborada pelo Autor (2009). Anexos L.
Para os setores urbanos, verificou-se que o comércio apresentou o maior multiplicador setorial local, guardando média, para toda a série, de 6,19, enquanto que a indústria ficou com índice médio de 4,63, o que significou 34% do comércio acima da indústria local. Esse movimento se fez com taxas negativas de crescimento, de -0,77 e -
1,16 a.a., respectivamente (ver Tabela 55 e Anexos L). Em termos de índice de aglomeração, a indústria local (agregando-se a indústria de transformação e beneficiamento locais) tem o mais alto poder de retenção de todo o Nordeste Paraense, apresentou contribuição média à aglomeração de 9,6, enquanto que o comércio ficou com índice de 4,5, em condições de crescimento de 0,51% a.a. para a indústria e 1,56% a.a. para o comércio. A indústria se apresentou com índice de aglomeração 113% maior que os efeitos do comércio para a cumulatividade da economia local (ver Tabelas 40, 55, 56, Gráficos 44, 45 e Anexos L), dados que corroboram pesquisas anteriores que demonstram expressivo crescimento, especialmente, da agroindústria da fruticultura (ANDRADE, 2004).
Tabela 55 – Dinâmica Temporal dos Multiplicadores Setoriais de Produto Local, por Setores Urbanos, entre 1995 e 2005.
Multiplicador Setorial de Produto local - setores Urbanos
Setores Urbanos 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média
Indústria 4,729 4,8817 4,837 4,824 4,568 4,601 4,509 4,385 4,477 4,563 4,592 4,63
Comércio 6,297 6,788 6,555 6,683 5,874 6,083 6,119 5,78 6,006 5,931 6,018 6,19
Fonte: Matriz Inversa de Contas Ascendentes de Base Agrária, do Nordeste Paraense, elaborada pelo Autor (2009). Anexos L.
Tabela 56 – Dinâmica Temporal dos Índices de Aglomeração Local, por Setores Urbanos, entre 1995 e 2005.
Índice de Aglomeração Local - Setores Urbanos
Setores Urbanos 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média
Indústria 10,22 9,0818 9,365 9,092 9,418 9,268 9,438 9,798 9,926 10,07 9,864 9,595
Comércio 4,256 4,0801 4,313 4,388 4,636 4,616 4,32 4,417 4,708 5,02 4,868 4,511
Fonte: Matriz Inversa de Contas Ascendentes de Base Agrária, do Nordeste Paraense, elaborada pelo Autor (2009). Anexos L.