• Sonuç bulunamadı

Eşitlik, Eşitsizlik, Adalet ve İktidar Tartışmaları

Belgede Mekansal Eşitsizlik (sayfa 38-43)

2. MEKAN, ADALET, EŞİTLİK VE İKTİDAR KAVRAMLAR

2.2 Eşitlik, Eşitsizlik, Adalet ve İktidar Tartışmaları

Para a teoria histórico-cultural somos formados por meio de nossas relações sociais e apropriações dos objetos da cultura em um momento histórico específico. Vigotski, principal representante dessa teoria, aponta que somos determinados pelas relações sociais vivenciadas, desde o nosso pensamento verbal.

O pensamento verbal não é uma forma de comportamento natural e inata, mas é determinado por um processo histórico-cultural e tem propriedades e leis específicas que não podem ser encontradas nas formas naturais de pensamento e fala. Uma vez admitido o caráter histórico do pensamento verbal, devemos considerá-los sujeito a todas as premissas do materialismo histórico, que são válidas para qualquer forma de comportamento histórico da sociedade humana (VIGOTSKI, 2000, p. 44).

Correlacionando, a história da cultura é a história da leitura se partirmos do pressuposto de que a leitura é uma prática social e como tal, considera a possibilidade de estudar o aspecto cultural da humanidade pelo ângulo da evolução do escrito, sempre relacionado ao momento e aos costumes referentes ao ler e ao escrever (HORBATIUK, 2009).

O ser humano é um ser de linguagens, as quais são tanto meios de produção da cultura, quanto parte primordial do desenvolvimento da cultura humana. Por cultura entende-se o conjunto das diferentes formas com que nos relacionamos com as informações e mensagens do mundo, com outras pessoas e com os objetos, além de abranger os padrões seguidos nas práticas da vida cotidiana. Entende-se, neste sentido, que a cultura é dinâmica e, portanto, um processo de construção contínuo.

Cultura é, assim, uma trama tecida por um longo processo acumulativo que reflete conhecimentos originados da relação dos indivíduos com as diferentes coisas do mundo. Além disso,

Incontestavelmente, existe, entre educação e cultura, uma relação íntima, orgânica. Quer se tome a palavra ―educação‖ no sentido amplo, de formação e socialização do individuo, quer se restrinja unicamente ao domínio escolar, é necessário reconhecer que, se toda educação é sempre educação de alguém por alguém, ela supõe sempre também, necessariamente, a comunicação, a transmissão, a aquisição de alguma coisa: conhecimentos, competências, crenças, hábitos, valores, que constituem o que se chama precisamente de ―conteúdo‖ da educação (FORQUIN, 1993, p. 10).

Para Forquin (1993, p. 15) desvela-se ainda que,

No que se refere mais particularmente à educação do tipo escolar, a consciência de tudo o que ela conserva do passado não deve encorajar a inconsciência de tudo o que ela esquece, abandona ou rejeita. A cada geração, a cada ―renovação‖ da pedagogia e dos programas, são partes inteiras da herança que desaparecem da ―memória escolar‖, ao mesmo tempo que novos elementos surgem, novos conteúdos e novas formas de saber, novas configurações epistêmico-didáticas, novos modelos de certeza, novas definições de excelência acadêmica ou cultural, novos valores.

Deste modo, compreende-se que a leitura e sua evolução ao longo dos anos, assim como a cultura, implica e desvela um modo de ser/estar/relacionar histórica e culturalmente em relação a este objeto de ensino/aprendizagem. Entretanto, é notório que a dinamicidade cultural que perpassa o cotidiano social esbarra na temporalidade tardia das instituições de ensino e no cotidiano escolar. Ademais, como apontado por Forquin (1993, p. 15) ―reconheçamos, a escola não

ensina senão uma parte extremamente restrita de tudo o que institui a experiência coletiva, a cultura viva de uma comunidade humana‖.

Contudo,

na educação, através do trabalho paciente e continuamente recomeçado de uma ―tradição docente‖ que a cultura se transmite e perpetua: a educação ―realiza‖ a cultura como memória viva, reativação incessante e sempre ameaçada, fio precário e promessa necessária da continuidade humana (FORQUIN, 1993, p. 14).

Assim como Forquin (1993), Julia (2001) ressalta a importância das instituições de ensino e do contexto escolar como corresponsáveis e mediadores da cultura, dando vida a uma cultura própria, a denominada ―cultura escolar‖. Julia (2001, p. 10) compreende a

cultura escolar como um conjunto de normas que definem conhecimentos a ensinar e condutas a inculcar, e um conjunto práticas que permitem a transmissão desses conhecimentos e a incorporação desses comportamentos desses comportamentos; normas e práticas coordenadas a finalidades que podem variar segundo as épocas (finalidades religiosas, sociopolíticas ou simplesmente de socialização).

A leitura, neste contexto, reflete e é permeada por aspectos culturais que contribuem à construção do processo histórico-cultural.

A teoria histórico-cultural se coloca a serviço do desenvolvimento máximo dos indivíduos, entendido como processo pelo qual se produz: ―[...] direta e intencionalmente em cada indivíduo singular a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens‖ (SAVIANI, 1991, p. 13) em suas inter-relações.

Concluindo e articulando os temas abordados neste tópico, ressaltamos que a formação continuada de professores para a formação de leitores, embora seja pauta de pesquisas e discussões constantes (FREIRE 1997, 1986, 1996; LAJOLO 2012; LERNER 2002; MACHADO 1999; REZENDE 2009, 2011; ZILBERMAN 1998, 2002), esclarece a necessidade da participação coletiva e comprometida para uma educação transformadora e libertadora que seja capaz de redimensionar a prática pedagógica do educador. Esta é sua práxis, no processo de construção de conhecimento orientado por uma filosofia que permita ao educador e ao educando, a leitura da própria realidade social. E mais, promove a reflexão sobre sua ação docente cotidiana como potente possibilidade para a melhoria da

qualidade do ensino, ressignificando a si mesmo, a sua práxis e o compromisso com a educação.

Articulando o objeto de pesquisa ao pressuposto teórico delineado, apresentamos a seguir o Capítulo 3, que reúne o Programa de Formação Continuada de Professores no Estado de São Paulo, além de aspectos específicos do Programa Ler e Escrever, objeto de análise da pesquisa.

3 A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NO ESTADO DE SÃO

Belgede Mekansal Eşitsizlik (sayfa 38-43)