• Sonuç bulunamadı

Eşeysiz üremeyi açıklayarak eşeysiz üreyen canlılara örnekler verir 16 Eşeyli üremeyi açıklayarak eşeyli üreyen canlılara örnekler verir

CANLILARDA ÜREME VE GELİŞME ÜNİTESİ 5E MODELİNE GÖRE YAPILANDIRILMASI:

A. Türün Devamlılığını Sağlayan Canlılık Olayı (Üreme) Konusuna Başlarken;

15. Eşeysiz üremeyi açıklayarak eşeysiz üreyen canlılara örnekler verir 16 Eşeyli üremeyi açıklayarak eşeyli üreyen canlılara örnekler verir

Vigário (1998) buscou evidências do papel da prosódia, em sua atribuição tonal e divisão em constituintes hierárquicos, na desambiguação de estruturas com advérbios de exclusão (AE) e com negação frásica no PE. A hipótese básica que será averiguada nesta pesquisa trata de aspectos entre o uso de pistas prosódicas e o direcionamento do processamento de estruturas sintaticamente ambíguas, tais como: (i) se a prosódia é capaz de desambiguar estruturas linearmente idênticas, mas sintaticamente distintas; (ii) se a prosódia pode desambiguar estruturas sintaticamente idênticas mas com diferentes interpretações; (iii) se a delimitação prosódica de constituintes tem um papel a desempenhar na desambiguação de frases; (iv) se a marcação prosódica de foco tem um papel a desempenhar na desambiguação de frases.

O material utilizado na pesquisa foi composto por frases com verbos bitransitivos com os advérbios de exclusão (AE) “apenas”, “só” e “somente”, que podiam ocorrer em 5 posições distintas das frases:

(40) a) AE Suj. V OD OI b) Suj. AE V OD OI c) Suj. V AE OD OI d) Suj. V OD AE OI e) Suj. V OD OI AE

As frases com o elemento de negação também eram compostas por verbos bitransitivos; no entanto, o advérbio de negação “não” possui uma posição invariável entre o Suj. e o V. As frases criadas a partir destes quesitos foram lidas por 3 informantes que possuíam graus diferentes de familiaridade com o tema da pesquisa: um linguista não ingênuo quanto aos propósitos da pesquisa, um linguista ingênuo e um não linguista também ingênuo. As frases foram apresentadas em duas situações distintas, isoladas ou em contextos que direcionavam o advérbio para modificar um determinado elemento da frase. Este elemento modificado poderia ser o elemento adjacente ao AE ou não, o que criava três condições experimentais assim codificadas:

+Direcionalidade (quando o elemento modificado está à direita do AE) e +Adjacência [+D, +A], -Direcionalidade (quando o elemento modificado está à esquerda do AE) e +Adjacência [-D, +A], e +Direcionalidade e –Adjacência (quando o elemento modificado não está imediatamente ao lado do AE). Vejamos, abaixo, alguns exemplos de contextos que foram utilizados na coleta dos dados (os elementos modificados estão sublinhados, mas não eram apresentados dessa maneira aos informantes):

(41) Frases Isoladas:

a) As pintoras apenas emprestaram telas às velhotas. b) As garotas não emprestaram livros às velhotas. (42) Frases com contexto:

a) Contexto: As pintoras não ofereceram telas às velhotas. As pintoras apenas emprestaram telas às velhotas. [+D, +A] b) Contexto: As velhotas não emprestaram filmes às amigas As garotas apenas emprestaram filmes às amigas. [-D, +A] c) Contexto: As garotas deram livros às velhotas.

As garotas não emprestaram livros às velhotas. [+D, +A] d) Contexto: As garotas emprestaram quase tudo às velhotas. As garotas não emprestaram livros às velhotas. [+D, -A]

Após a coleta dos dados, a pesquisadora conduziu um teste perceptivo para aferir a interpretação atribuída às frases coletadas no teste de produção. Para o teste de percepção foram selecionados 6 informantes: 4 linguistas que eram ingênuos aos propósitos da pesquisa, 1 não linguista também ingênuo e a própria pesquisadora. Como mecanismo de avaliação da percepção, foram criadas fichas que continham as várias interpretações que cada frase poderia ter e os informantes deveriam, após ouvir a frase, marcar com um “x” a interpretação que melhor se adequava à frase ouvida. Com esta aferição, a pesquisadora pôde verificar qual a interpretação default dada às frases isoladas e se a prosódia empregada na leitura das frases contextualizadas realmente direcionava para a interpretação requerida pelo contexto. Após tal aferição perceptiva, procedeu-se à exclusão dos casos em que o leitor não conseguiu elucidar, prosodicamente, a interpretação requerida pelo contexto. As frases avaliadas positivamente no teste de percepção foram, então, analisadas quanto à marcação tonal e à divisão em constituintes hierárquicos.

Sem nos atermos ao detalhamento das análises desenvolvidas, passemos para os resultados e conclusões da pesquisa. A partir da observação do material formado, a autora concluiu que as estruturas com AE adjacente ao elemento modificado são desambiguadas quanto à direcionalidade, através da delimitação de sintagmas fonológicos. Numa relação do tipo [+D,+A], o AE encontra-se no mesmo  que o elemento modificado, enquanto que numa relação do tipo [-D,+A], o AE constitui um  independente. Opcionalmente, uma fronteira de I pode ser marcada à direita do  independente, aquele que contém o AE e que modifica o elemento que está a sua esquerda. Vejamos alguns exemplos:

(43) Para desambiguar [+D,+A]

a) /[Somente as garotas] [emprestaram] [filmes] [às velhotas]/I b) /[As garotas] [somente emprestaram] [filmes] [às velhotas]/I

(44) Para desambiguar [-D,+A]

a) /[As garotas] [somente] [emprestaram] [filmes] [às velhotas]/I b) /[As garotas] [somente]/I /[emprestaram] [filmes] [às velhotas]/I

As estruturas com AE não adjacentes [+D,-A] e de negação frásica (com o advérbio de negação atuando sobre um elemento determinado da frase) são desambiguadas por parâmetros prosódicos associados à marcação tonal de foco, como: a ocorrência de uma alteração das relações de proeminência no nível dos Is, o acento tonal do I que carrega a proeminência passa a ser de natureza H*L e a ocorrência de uma desacentuação ou aplanamento tonal a direita do acento tonal (focalizado).

Além dos achados para a pesquisa desenvolvida, o trabalho de Vigário (1998) traz duas importantes contribuições para a descrição prosódica, sobretudo entoacional, do PE, que são: uma relação de características dos constituintes  e I, discutidas e apresentadas no capítulo “Conclusão” de sua tese, e um capítulo anexo que trata de questões metodológicas, chamado “Para uma Implementação Fonética”25.

Dentre as características dos constituintes apontadas pela autora, interessa-nos principalmente as marcações tonais que podem aparecer nos

constituintes  e I. Abaixo listaremos tais características assim como aparecem em Vigário (1998, pp. 158-159):

1) Em relação às posições tonalmente marcadas, na árvore prosódica, verificamos que:

- é obrigatória a atribuição tonal ao  proeminente de I.

- o primeiro constituinte da frase (a palavra ou o ) caracteriza-se pela presença sistemática de informação tonal.

- a atribuição de acento tonal a um  é opcional quando as relações de proeminência relativa são as atribuídas por defeito e obrigatória quando há alterações de proeminência.

- pode haver dupla atribuição de acentos tonais dentro de um mesmo .

2) A relação entre as posições tonalmente marcadas e o acento tonal que lhes é atribuído é a seguinte:

- associa-se um HL* ao último  de I, se não houver alteração das relações de proeminência a este nível.

- associa-se um H*L ao  proeminente de I, se houver alteração das relações de proeminência ao nível de I (isto é, se um dado constituinte for focalizado).

- ao primeiro  de I associa-se L*H ou um H inicial. ...

4) No que diz respeito à existência de tons fronteira, verificamos que: -  não parece delimitado por tons fronteira.

- é obrigatória a presença de um tom fronteira ao nível de I – quando o I é final, este tom é sempre L%, quando o I não é final este tom é normalmente H%.

...

6) Observou-se ainda que, numa sequência L*H H%, em que os dois tons altos se encontram estritamente adjacentes, o H% é elevado.

7) Do conjunto de possibilidades teoricamente disponíveis, identificamos os seguintes eventos tonais, no Português (Europeu):

- acentos tonais: L*H, HL*, H*L

- tons fronteira de I: H%, L% (e ‘H inicial’ ).

Com relação aos métodos “Para uma implementação fonética”, Vigário (1998) propôs uma série de parâmetros fonéticos para a determinação dos formalismos entoacionais. Dentre tais parâmetros estão questões de alinhamento tonal, de gama de variação e registro, de elevação do tom alto de

fronteira de I e de interpolação. No que diz respeito à gama de variação, por exemplo, a autora propõe que os tons altos e os tons baixos estão posicionados em duas linhas paralelas e declinantes. A diferença de valores entre a linha de H´s e a linha de L´s é chamada de gama de variação local. Por sua vez, a diferença entre o tom H mais alto da execução e o tom L mais baixo é chamada de gama de variação global e corresponde a todo o espaço tonal utilizado pelo falante na produção de uma dada unidade (Vigário, 1998. p. 172). Com relação à elevação do H%, Vigário (1998. p. 176) afirma que os valores de F0 podem ser alterados na produção do tom fronteira H% em função do seu contexto de ocorrência. O tom fronteira H% tem seu valor absoluto elevado, quando precedido de um acento tonal com cauda H, do tipo L*+H, fato que não ocorre se a fronteira H% for precedida de um acento tonal sem cauda, do tipo L+H*. A interpolação, segundo a autora, é o mecanismo de atribuição “automática” de valores de F0 a elementos que não possuem informação tonal relevante para o contorno. Tal mecanismo recebe esse nome por se tratar, na maioria das vezes, da associação de valores de F0 a elementos que estão entre dois eventos tonais de representação fonológica.

Os parâmetros de análise entoacional apresentados no trabalho de Vigário (1998), além das características tonais dos constituintes  e I serão utilizados como referência para a análise acústica que faremos das sentenças produzidas em PE nesta pesquisa.