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Menoponidae:

CDC1-5 – encontram-se sempre na região anterior do clípeo, após o labrum;

CDC6 – cerda minuta, anterior à CDC7 que, quando presente, está sempre posicionada

na margem anterior do bordo suprantenal;

CDC7 – encontrada sempre em posição ântero-dorsal no bordo suprantenal; CDC8 – no bordo lateral do bordo suprantenal posterior a CDC7;

CDC9 – sempre submarginal no bordo suprantenal, é geralmente mais desenvolvida que

as demais cerdas do bordo lateral da cabeça;

CDC10-11 (cerdas preoculares de CLAY, 1969) – situadas no fim do bordo lateral do

bordo suprantenal;

Sensilas ‘a’ e ‘b’ – entre as CDC8-10 há duas minutas cerdas que correspondem às

sensilas ‘a’ e ‘b’ de CLAY (1969), encontradas na mesma posição que em alguns Menoponidae;

Esse padrão forma uma distribuição de cinco cerdas inseridas na margem lateral (CDC8, sensilas ‘a’ e ‘b’, CDC10-11) e uma cerda submarginal maior que as demais, inserida entre as sensilas ‘a’ e ‘b’ da margem lateral da cabeça (CDC9).

CDC12-13 – sempre situadas na região clipeal, sendo a CDC12, quando presente,

ligeiramente anterior a CDC13, que está inserida no nível anterior da hipofaringe;

CDC14-15 – inseridas dorsalmente no bordo suprantenal, CDC14 é uma cerda situada

sempre no ângulo anteromedial da CDC15, que é a maior cerda da região dorsal, depois das cerdas occipitais, e situa-se medialmente a CDC11;

CDC16 – situada abaixo da CDC13 no nível médio da hipofaringe;

CDC17 – situada posteriormente à base da hipofaringe;

CDC22 – inserida lateralmente à CDC21, ainda na região occipital;

CDC23 – situada anteriormente ou anterolateralmente à CDC22, raramente inserida

lateralmente à CDC22;

CDC28 – aparece sempre como uma pequena cerda na margem póstero-lateral das

têmporas, logo abaixo da CDC29;

CDC29 – uma cerda bem desenvolvida na margem póstero-lateral das têmporas,

geralmente tão desenvolvidas quanto as cerdas occipitais (CDC21 e CDC22). Anterior à CDC28;

CDC30 – cerda inserida entre as CDC28 e CDC29 anteriormente a elas;

CDC31 – ligeiramente mais desenvolvida que as situadas na margem lateral do bordo

temporal.

As cerdas seguintes, do sistema de CLAY (1969), não foram seguramente identificadas: CDC18-20. As cerdas que definitivamente estão ausentes nas espécies de Gyropus estudadas são: CDC24-27.

Cerdas do protórax – dorsalmente, o protórax dos Gyropus possuem cerdas fixas e de

importância na separação de grupos. Podem haver, no mínimo, 7 e, no máximo, 15 cerdas de cada lado.

Cerda pronotal anterior lateral (CPAL) – uma cerda longa situada no bordo ântero-

lateral do protórax, anterior à carena pronotal vertical (Fig. 5D, Capítulo II).

Cerda pronotal anterior medial (CPAM) – cerdas pequenas situadas no bordo anterior

do protórax. Podem ocorrer de 1 a 4 cerdas de cada lado (Fig. 5E, Capítulo II).

Cerda pronotal latero-dorsal (CPLD) – cerda de tamanho e forma variáveis, sempre

encontrada no bordo latero-dorsal do lobo pronotal (Fig. 5B, Capítulo II).

Cerda pronotal látero-ventral (CPLV) – cerda de tamanho e forma variáveis, sempre

encontrada no bordo látero-ventral do lobo pronotal, geralmente situada no mesmo nível que a CPLD (Fig. 5B, Capítulo II).

Cerdas pro-notais dorsais (CPD) – como proposto por CLAY (1969), cerdas de

comprimento variável que ocorrem na região discal do pronoto sempre abaixo da carena pronotal transversa, ocorrem de 2-8 em cada lado (Fig. 5D, Capítulo II).

Cerdas pronotais posteriores (CPP) – duas longas cerdas, as maiores do pronoto

(raramente curtas mas, ainda assim, ligeiramente maiores que as demais) (Figs. 5A, D,

H do Capítulo II).

Placas esternais – todas as espécies de Gyropus possuem três placas torácicas ventrais

ser encontrado devido a diversos fatores, como: espécies muito delgadas e pouco esclerotizadas; material com defeitos de clarificação durante o processo de montagem; qualidade do material originalmente obtido para análise morfológica. Os limites de suas formas foram tomados o mais próximo possível dos observados e consideradas as cerdas das regiões esternais como pertencentes às referidas placas. As placas apresentam dois formatos mais ou menos característicos como coraciforme e subtriangular. Os adultos possuem de 6-15 cerdas na placa proesternal; na placa mesoesternal pode haver de 2-10 cerdas; e na placa metaesternal pode haver de 6-16. Nas placas meso e metaesternais pode haver uma esclerotização mediana em diferentes formas e níveis de intensidade longitudinalmente. Além disso, ambas podem apresentar, em suas extremidades posteriores, uma cerda não pareada. Assim, para a determinação do padrão quetotáxico das espécies, vários espécimes foram analisados. Com a análise de uma pequena população é possível determinar qual padrão ocorre para ambos os lados da placa (ex. um indivíduo 3+4, se é 3+3 ou 4+4), através da repetição do padrão geral em indivíduos quetotaxicamente simétricos. No caso contrário, a variação encontrada foi apresentada.

Cerdas ventrais da tíbia III (CVTIII) – três a cinco cerdas que formam uma fileira no

meio da face ventral da tíbia do terceiro par de pernas. O desenvolvimento e forma das cerdas é um fator importante para a identificação de grupos de espécies. A CVTIII1 é a mais basal e quase sempre setiforme; as CVTIII4-5 são as mais distais na tíbia. Estas últimas cerdas também podem estar ausentes em algumas espécies (Fig. 7A-D,

Capítulo II).

Cerdas pós-espiraculares (CPS) – como observado por CLAY (1954), todos os

segmentos abdominais visíveis (II-VIII) possuem uma cerda pós-espiracular reconhecível pelo desenvolvimento de seu alvéolo de inserção e pela presença de duas sensilas logo abaixo e contíguas a ela.

Cerdas tergais e esternais no abdome – três tipos distintos de padrões de distribuição

das cerdas abdominais são encontrados nas espécies de Gyropus, dos quais sofrem diversas modificações que compõen alguns grupos de espécies:

1 - espécies com duas fileiras transversais distintas de cerdas em cada segmento abdominal, sendo tanto a fileira anterior como a posterior compostas por mais de cinco cerdas em cada lado. Estas cerdas podem ser longas e atingirem a fileira seguinte, como podem ser curtas, não atingindo o alvéolo da fileira posterior (Figs. 8E-F, H);

2 - espécies em que, tipicamente há, apenas uma fileira transversal de cerdas em cada segmento abdominal, sendo que algumas delas são desenvolvidas em macrocerdas e formam um padrão de distribuição em, no máximo, cinco linhas longitudinais no abdome. A fileira anterior pode estar presente em apenas alguns segmentos (ex. VI- VIII), de forma muito irregular ou concentradas apenas na região central do segmento (Fig. 8A-D);

3 - espécies que possuem uma fileira anterior muito irregular de cerdas em cada segmento abdominal, , mas a fileira posterior de cerdas é composta de, no máximo, cinco cerdas de cada lado, formando linhas longitudinais no abdome (Fig. 8G).

A terminologia para essas cinco fileiras longitudinais de cerdas dorsais e ventrais segue a proposta de PRICE & HELLENTHAL (1996) para Trichodectidae (Ischnocera), sendo da região medial para lateral chamadas de: fileira medial, submedial, intermediária, sublateral e lateral.

Cerdas terminais no abdome dos machos – no bordo terminal do segmento IX dos

machos há um grupo de cerdas longas que variam em número de 2-5.

Cerdas anais ventrais nas fêmeas (CAV) – o bordo anal ventral das fêmeas apresenta

cerdas características que representam boas ferramentas paras separação de grupos de espécies. Da face medial para lateral, de cada lado, reconhecem-se principalmente seis CAV. As CAV1-2 são geralmente muito menores que as outras; CAV3-4 podem ser de comprimento e forma variáveis; CAV5-6 são constantes e maiores que as demais (Fig.

9A, Capítulo II).

A nomenclatura das estruturas que compõem a genitália masculina são aquelas utilizadas e padronizadas por KÉLER (1971), LYAL (1986) e YOSHIKAWA & JOHNSON (2005) (Fig. 8, Capítulo II).

3.0 – Resultados

Baseado nos resultados da análise cladística (ver Capítulo II), Gyropus como atualmente definido (sensu WERNECK, 1948), foi dividido provisioriamente em seis grupos de espécies (ou gen. nov. 1-6): cruzi, martini, parasetosus, parvus, ribeiroi e thompsoni, além de G. ovalis que forma um gênero monotípico ou Gyropus s.s. Além desses, nomes propostos na literatura para grupos de espécies bem suportados pela análise cladística foram reutilizados, são eles: Eogyropus, Monogyropus e Tetragyropus. Isso mostra que a formação dos grupos de espécies tornaria Gyropus

parafilético, visto que esses grupos têm o mesmo “status” genérico que os outros grupos também suportados já com nomes utilizáveis (grupos lenti, lineatus, longus, ovalis). Evitou-se, portanto, a proposição de novos nomes na tese e assim os grupos de espécies serão interpretados como nível taxonômico de gêneros, portanto irão ser apenas enumerados como “gen. nov. 1, gen. nov. 2 etc”. Para facilitar a escrita dos nomes científicos daqui em diante, será adotado o seguinte padrão, segundo o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica (Art. 6.2): “G. (martini) limai”; onde o nome dentro do parênteses, em letra minúscula, corresponde ao grupo de espécies a que pertence a espécie citada. No exemplo, a espécie limai pertence ao “grupo de espécies martini” (= gen. nov. 2). Esses grupos serão nomeados futuramente em publicações especializadas como gêneros distintos.

Após o gênero Gyropus s.l., os demais gêneros foram apresentados em ordem alfabética; tanto os grupos de espécies como as espécies que os compõem, também seguem o mesmo tipo de ordenação.