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Belgede 2021 YILI PERFORMANS PROGRAMI (sayfa 101-106)

3.4.1 A sustentabilidade

A necessidade de manter as condições da reprodução da vida humana na terra nasce da afirmativa da não existência de outro planeta com condições naturais semelhantes ao que habitamos, o que não deixa alternativa senão vivermos aqui, ao menos por enquanto.

Esta premissa leva a preocupação com a sustentabilidade do sistema terrestre. A produção a qualquer custo nos encaminha para uma situação de risco eminente, afinal, não há como assegurar o crescimento constante da produção sem conhecermos a capacidade de prover matérias primas em termos globais.

Em 1972 o relatório The Limits of Growth, apresentado por cientistas do

Massachussets Institute of Technology (MIT), apresentado ao Clube de Roma, entidade que reunia intelectuais, políticos e empresários de diversos setores e com forte poder de influência na formulação de estratégias e políticas globais.

Nele se expressa preocupações não só com a sustentabilidade do planeta, mas com sua viabilidade, caso se continuasse a combinar crescimento geométrico da população com destruição acelerada de recursos naturais.

A ONU convocou a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Estocolmo, 1972), a qual gerou quatro elementos práticos:

a) A criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA); b) Estabelecimento de um Plano de Ação para Política Ambiental com 109

recomendações específicas que deveriam nortear a cooperação internacional em matéria de meio ambiente;

c) Criado um Fundo Ambiental a ser alimentado por contribuições voluntárias dos Estados; e

d) Emitida a Declaração de Estocolmo, cujos 26 Princípios deveriam servir, conforme seu Preâmbulo, “de inspiração à humanidade, para a preservação e melhoria do ambiente humano...”.

Entre os diversos avanços decorrentes destes movimentos, prospera a ênfase no desenvolvimento sustentável, impondo alterações nos modos de pensar e agir da sociedade de maneira a despertar a consciência da interrelação entre pessoas e o mundo à sua volta.

3.4.2 O Desenvolvimento Sustentável

O foco no desenvolvimento sustentável tem como primeiro efeito a aproximação de algo até então muito distante: a produção econômica e a conservação ambiental. Esboçada inicialmente durante o encontro preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano em Estocolmo em 1972, ocorrido na Founex, Suíça, em 1971, onde se iniciaram as reflexões a respeito das implicações do modelo de desenvolvimento baseado no crescimento econômico.

Segundo Sachs (1993), em 1973, durante a primeira reunião do PNUMA, o então Diretor-executivo do programa, empregou a expressão ecodesenvolvimento, mesmo sem ter a preocupação em definir ou conceituar o termo. Em 1974, na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, em 1974, no documento final, lê-se que o ecodesenvolvimento seria uma “relação harmoniosa entre a sociedade e seu meio ambiente natural conectado à autodependência local”.

A Comissão Mundial sobre o Ambiente e o Desenvolvimento em seu relatório final de 1987, conhecido como Relatório Brundtland, nome atribuído em referência à

primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, que chefiou a Comissão, e que em sua versão final chamou-se “Nosso Futuro Comum”, propõe um conceito de desenvolvimento sustentável como sendo: “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades”.

Esse conceito tornou-se referência e divide estudiosos em dois grupos, de um lado os que acreditam que o planeta em que vivemos é um sistema único e sofre as conseqüências de cada alteração em qualquer de seus componentes, de outro, está os que acreditam que o modelo hegemônico pode ser ajustado à sustentabilidade.

Apesar da adoção do conceito de desenvolvimento sustentável em atividades de planejamento, ele não é entendido de maneira consensual. Destacam-se as idéias de Herculano (1992), que afirma que o desenvolvimento sustentável tem dois significados:

“[...] é uma expressão que vem sendo usada como epígrafe da boa sociedade, senha

e resumo da boa sociedade humana. Neste sentido, a expressão ganha foros de um substituto pragmático, seja da utopia socialista tornada ausente, seja da proposta de introdução de valores éticos na racionalidade capitalista meramente instrumental. [...] Na sua segunda acepção, desenvolvimento sustentável é [...] um conjunto de mecanismos de ajustamento que resgata a funcionalidade da sociedade capitalista [...]. Neste segundo sentido, é [...] um desenvolvimento suportável, medianamente bom, medianamente ruim, que dá para levar, que não resgata o ser humano da sua alienação diante de um sistema de produção formidável”. (HERCULANO, 1992, p. 30).

Gonçalves (1996) chama a atenção para um novo discurso totalizante a partir do desenvolvimento sustentável, discurso esse, que se instala na ausência de alternativas transformadoras das desigualdades sociais, a partir das relações sociais, e afirma que o desenvolvimento sustentável:

“[...] tenta recuperar o Desenvolvimento como categoria capaz de integrar os

desiguais (e os diferentes?) em torno de um futuro comum. Isto demonstra que pode haver mais continuidade do que ruptura de paradigmas no processo em curso”. (GONÇALVES, 1996, p. 43).

Já Ribeiro et al (1996), afirmam que o desenvolvimento sustentável poderia vir a ser uma referência, desde que servisse para construir novas formas de relação entre os seres humanos e desses com o ambiente. E sugerem distinguir:

“[...] o conceito de Desenvolvimento Sustentável de sua função alienante e

justificadora de desigualdades de outra que se ampara em premissas para a reprodução da vida bastante distintas. Desenvolvimento Sustentável poderia ser, então, o resultado de uma mudança no modo da espécie humana se relacionar com o ambiente, no qual a ética não seria apenas entendida numa lógica instrumental, como desponta no pensamento eco-capitalista, mas sim, embasada em preceitos que ponderassem as temporalidades alteras à própria espécie humana, e, porque não, também as internas à nossa própria espécie”. (RIBEIRO et al, 1996, p. 99).

Percebe-se uma tendência de conciliar crescimento e conservação ambiental, independente dos conceituadores, mas o fato principal é que o desenvolvimento sustentável tornou-se o tema preferido em eventos promovidos por organizações internacionais, além de ser utilizado como argumento de convencimento dos planos de desenvolvimento regional.

Ainda sobre o Relatório da Comissão Brundtland, ele serviu de base para a decisão da Assembléia Geral das Nações Unidas, de convocar a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), conhecida como Conferência da Terra, celebrada no Rio de Janeiro, em 1992, onde se difundiu o novo conceito de desenvolvimento, incluindo o bem estar social e a proteção ao meio ambiente.

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Benzer Belgeler