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Eğitim alma hareketliliğinin alt faaliyetleri

4.2. EĞİTİM ALMA HAREKETLİLİĞİ 1. Eğitim alma hareketliliğinin hedefleri

4.2.2. Eğitim alma hareketliliğinin alt faaliyetleri

Para proceder à coleta de dados foi feita uma pesquisa documental, entrevista semiestruturada e a observação não participante, configurando-se em um desenho metodológico denominado triangulação.

A triangulação de dados significa coletar dados em diferentes períodos e de fontes distintas de modo a obter uma descrição mais rica e detalhada dos fenômenos. A triangulação pode combinar métodos e fontes de coleta de dados qualitativos e quantitativos (entrevistas, questionários, observação e notas de campo, documentos, além de outras), assim como diferentes métodos de análise dos dados. Seu objetivo é contribuir não apenas para o exame do fenômeno sob o olhar de múltiplas perspectivas, mas também enriquecer a compreensão,

permitindo emergir novas ou mais profundas dimensões. Ela contribui para estimular a criação de métodos inventivos, novas maneiras de capturar um problema para equilibrar com os métodos convencionais de coleta de dados (AZEVEDO et al., 2013).

De acordo com Gaskell e Bauer (2010), a estratégia da triangulação é um modo de institucionalização de perspectivas e métodos teóricos, buscando reduzir as inconsistências e contradições de uma pesquisa.

4.5.1 Pesquisa documental

Como um dos métodos para a coleta das informações foi realizada uma pesquisa documental que ocorreu mediante a busca de materiais que discutem sobre a Segurança do Paciente, empregando fontes primárias, sendo eles os manuais, protocolos e documentos sobre segurança do paciente elaborados pela secretaria municipal de saúde onde se situa o cenário da pesquisa. Esta etapa intentou investigar a existência de evidências acerca da temática em estudo, de forma a serem explorados e interpretados segundo os objetivos propostos pela pesquisa.

Segundo Lakatos e Marconi (2010) a característica da pesquisa documental é que a fonte de coleta de dados está restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina de fontes primárias. Utilizando essas variáveis – fontes escritas ou não; fontes primárias ou secundárias; contemporâneas ou retrospectivas – podemos apresentar um quadro que auxilia a compreensão do universo da pesquisa documental.

Portanto, a pesquisa documental emprega fontes primárias, assim considerados os materiais compilados pelo próprio autor do trabalho, que ainda não foram objeto de análise e que ainda podem ser reelaborados de acordo com os propósitos da pesquisa.

A investigação documental foi feita por meio da abordagem à coordenação da Atenção Primária à Saúde do município e às gerências dos CSF incluídos no estudo, durante visitas realizadas in locu para a busca dos materiais, porém, ao final, não foram encontrados documentos, protocolos ou manuais produzidos e/ou utilizados pelos participantes no processo de gestão ou assistência ao paciente.

4.5.2 Entrevista semiestruturada

A entrevista semiestruturada foi outra técnica utilizada para coletar os dados, sendo aplicada aos sujeitos a partir de um roteiro construído para captar o conhecimento desses

profissionais acerca das práticas que envolvem a segurança do paciente dentro da sua atuação na Estratégia Saúde da Família (APÊNDICE A). Esta fase da pesquisa compreendeu a abordagem dos profissionais de saúde enfermeiros e técnicos de enfermagem que desempenham suas atividades nas unidades de saúde em estudo. Dessa forma, foram entrevistados um enfermeiro e dois técnicos de enfermagem de cada CSF.

A entrevista é um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, para a coleta de dados ou para ajudar no diagnóstico ou no tratamento de um problema social (LAKATOS; MARCONI, 2010).

Lakatos e Marconi (2010) ainda afirmam que a preparação para a entrevista é uma etapa importante da pesquisa: requer tempo (o pesquisador deve ter em mente de forma clara a informação de que necessita) e exige algumas medidas como: deve ser planejada, tendo em vista o objetivo a ser alcançado; deve ser marcada com antecedência a hora e o local para assegurar-se de que será recebido; deve-se garantir ao entrevistado o segredo de suas confidencialidades e de sua identidade; deve ser organizado um roteiro ou formulário com as questões importantes.

As entrevistas semiestruturadas são conduzidas com base em uma estrutura flexível, consistindo em questões abertas que definem a área ser explorada, pelo menos inicialmente, e a partir da qual o entrevistador ou a pessoa entrevistada podem divergir a fim de prosseguir com uma ideia ou respostas em maiores detalhes (POPE; MAYS, 2009, p.24).

Pope e Mays (2009) afirmam ainda que os entrevistadores qualitativos devem tentar ser interativos e sensíveis à linguagem e aos conceitos usados pelo entrevistado, devem ir além da superfície do tópico que está sendo discutido e explorar o que as pessoas dizem de forma detalhada. Para mais, essas entrevistas precisam ser registradas por meio de anotações feitas na hora, feitas posteriormente ou por gravação em áudio.

Cumpre ressaltar que as orientações destacadas na literatura foram seguidas nesta pesquisa, a fim de facilitar o processo de aplicação das entrevistas e tornar as informações mais fidedignas possíveis. Todas as entrevistas foram gravadas em meio digital de voz e posteriormente transcritas na íntegra. Lakatos e Marconi (2010) confirmam que o uso do gravador é ideal, se o informante concordar com a sua utilização.

Foi necessário ainda observar as atitudes e práticas dos enfermeiros e técnicos de enfermagem durante seu processo de trabalho, a fim de identificar ações exercitadas durante o seu fazer, além de observar a organização e funcionamento do próprio serviço, e assim tornar mais fidedignas as informações. Para isso empregou-se a técnica de observação não participante. A observação foi guiada por um roteiro com itens que buscam identificar ações e atitudes que evidenciam os aspectos e características de uma prática de cultura de segurança do paciente no processo de trabalho dos profissionais e de organização da instituição (APÊNDICE B).

Todos os participantes do estudo compuseram o rol de observações. Foram observados dois turnos de atividades de cada categoria profissional. Nesse sentido foi observado um enfermeiro em cada CSF, um técnico de enfermagem em três CSF e dois técnicos de enfermagem em três CSF, neste último caso foi observado dois devido à necessidade de abranger diferentes processos de atuação, pois em algumas unidades esse profissional sempre atua no mesmo processo. Desse modo, foi possível realizar observação nos seguintes momentos:

 Observações aos Enfermeiros:

- Enfermeiro do CSF Junco: Puericultura (2 horas), pré-natal (2 horas) e atendimento de enfermagem (4 horas).

- Enfermeiro do CSF Terrenos Novos I: Atendimento de enfermagem (8 horas). - Enfermeiro do CSF Vila União: Acolhimento (8 horas).

- Enfermeiro do CSF Tamarindo: Atendimento de enfermagem (6 horas) e grupo de idosos (2 horas).

- Enfermeiro do CSF Pedrinhas: Atendimento de enfermagem (8 horas). - Enfermeiro do CSF Jaibaras: Atendimento de enfermagem (8 horas).

 Observações aos Técnicos de Enfermagem:

- 1º Técnico de Enfermagem do CSF Junco: Coleta de sangue (1 hora) e Sala de procedimentos (3 horas).

- 2º Técnico de Enfermagem do CSF Junco: Sala de vacina (4 horas).

- 1º Técnico de Enfermagem do CSF Terrenos Novos I: Sala de vacina (4 horas).

- 2º Técnico de Enfermagem do CSF Terrenos Novos I: Sala de procedimentos (4 horas). - Técnico de Enfermagem do CSF Vila União: Sala de procedimentos (3 horas) e coleta de sangue (1 hora).

- Técnico de enfermagem do CSF Tamarindo: Sala de procedimentos (4 horas) e sala de vacina (4 horas).

- 1º Técnico de Enfermagem do CSF Pedrinhas: Sala de procedimentos (4 horas). - 2º Técnico de Enfermagem do CSF Pedrinhas: Sala de observação (4 horas).

- Técnico de Enfermagem do CSF Jaibaras: Sala de procedimentos (4 horas) e Sala e observação (4 horas).

É válido ressaltar que, além das observações feitas às atividades e ao processo de trabalho dos profissionais, também foram observadas a organização, funcionamento, existência de normas, sistemas, rotinas, dentre outros processos do serviço.

No momento das observações foi feito um diário de campo para facilitar uma memória posterior. Autores dizem que anotações ou rascunhos iniciais para registrar eventos-chave, citações e impressões servem como lembrete para anotações de campo completas que deveriam ser redigidas logo que possível após o período de observação (POPE; MAYS, 2009 p.50).

Os diários ou notas de campo têm sido utilizados por pesquisadores para relatar de forma escrita àquilo que é visto, ouvido, experienciado e pensado no decurso da coleta de dados do estudo qualitativo (BOGDAN, BIKLEN, 1994, p. 150). Deslandes (2007) afirma que o diário de campo consiste em um instrumento para o registro de informações que emergem do trabalho de campo e que posteriormente serão utilizadas pelo pesquisador ao fazer a análise dos dados.

No método observacional o pesquisador sistematicamente acompanha as pessoas e eventos para observar os comportamentos e relacionamentos cotidianos. Um benefício desses métodos é que eles oferecem um modo relativamente rápido de coletar informações e ainda permite desvendar a afirmação– não podemos ter certeza de que o que as pessoas dizem que fazem é o que elas realmente fazem (POPE; MAYS, 2009 p.45).

Na observação não participante, o pesquisador toma contato com a comunidade, grupo ou realidade estudada, mas sem integrar-se a ela: permanece de fora. Presencia o fato, mas não participa dele; não se deixa envolver pelas situações; faz mais o papel de expectador. Isso, porém, não quer dizer que a observação não seja consciente, dirigida, ordenada para um fim determinado. O procedimento tem caráter sistemático (LAKATOS; MARCONI, 2010, p.176). Como observador total, o pesquisador não comunica aos grupos que está estudando o fato de que os está observando e não se envolve com a vida dos seus interlocutores. Esta é uma estratégia raramente usada de forma pura, tendo papel complementar em relação a outras

iniciativas de campo, como no caso desse estudo em que serão utilizados mais de um método de coleta de dados (MINAYO, 2014).

Acredita-se que a combinação desses três métodos para coleta dos dados tornou as informações mais ricas e valiosas, a fim de que seja feita uma análise e reflexão criteriosa do objeto de estudo.

Benzer Belgeler