2.3 Türkiye’de Durum Analiz
2.3.1 Sol’un Durumu
Ferramenta política para promover ou suportar o desenvolvimento econômico regional e a inovação através de mecanismo capaz de estimular a cooperação tecnológica entre universidades e empresas (HANSSON; HUSTED; VESTERGARD, 2004; PLONSKI, 1995), os parques tecnológicos são considerados por Courson (1997) como um sistema, ou uma rede, complexa e evolutiva que jamais se estabiliza.
Courson (1997) destaca ainda, que para garantir a sobrevivência de um parque tecnológico, é preciso encontrar sinergia entre os integrantes. E é através desta sinergia que o parque gerará desenvolvimento econômico, consequência da geração de emprego e renda e do surgimento de novas empresas, agregando valor e benefícios para todos como resultado da promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, gerando novos produtos e processos inovadores.
Porém, qual a definição de um parque tecnológico? Para Solleiro (1993), um parque tecnológico compreende uma área física delimitada, urbanizada, destinada às empresas intensivas em tecnologia que se estabelecem próximas ou em universidades ou centros de pesquisas com o objetivo de se utilizarem da capacidade científica e técnica dos pesquisadores e de seus laboratórios. Para Lalkaka e Bishop Jr. (1997, p. 64), um parque
tecnológico é um “desenvolvimento imobiliário realçado que tira vantagem da proximidade
com uma fonte significativa de capital intelectual, ambiente favorável e infraestrutura compartilhadas”.
Portanto, do ponto de vista das empresas, esta relação é favorável devido aos benefícios gerados pelas pesquisas e acesso a infraestrutura necessária para o desenvolvimento de seus produtos e serviços inovadores. Já para as universidades, este relacionamento é a oportunidade de obtenção de recursos financeiros, melhorias em geral,
(SOLLEIRO, 1993).
Mitra (1997) define quais características deve ter um parque tecnológico: (1) ligação formal com universidade, instituição de ensino superior ou centro de pesquisa; (2) ser concebido para estimular a criação e o fortalecimento de empresas com base no conhecimento científico; e (3) ter uma estrutura de gestão voltada para a transferência de tecnologia e habilidades empresariais para aquelas empresas estabelecidas no local.
Além das características citadas acima, quanto aos parques tecnológico, é importante, em se tratando de uma ferramenta para o desenvolvimento econômico, que a região, além de uma boa infraestrutura, contando com uma boa rede de comunicações e proximidade a aeroportos e rodovias, tenha universidades ou centros de pesquisas que assegurem mão de obra qualificada para esta relação universidade-empresa. Também é importante que a região seja populosa o suficiente para garantir a existência de um conjunto de serviços e, ainda, que exista a urbanização do parque contando com jardins e espaços amplos. Sem deixar de mencionar a importância da presença de um centro de promoção empresarial ou de uma incubadora de empresas (AGUIAR et al., 1997).
Levando em consideração as diversas características e conceitos dados aos parques tecnológicos, Zouain (2004) apresenta um quadro resumo de definições utilizadas pelas mais diversas associações do setor de tecnologia, como pode ser visualizado no Quadro 6, onde ANPROTEC representa a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores; IASP significa International Association of Science Parks; AURP diz respeito à Association of University Research Parks; e, UKSPA, é a sigla para
United Kingdom Science Park Association.
Fonte Definição
ANPROTEC
a) Complexo industrial de base científico-tecnológica planejado, de caráter formal, concentrado e cooperativo, que agrega empresas cuja produção se baseia em pesquisa tecnológica desenvolvida em centros de P&D vinculados ao parque;
b) Empreendimento promotor da cultura da inovação, da competitividade, do aumento da capacitação empresarial fundamentado na transferência de conhecimento e tecnologia, com o objetivo de incrementar a produção de riqueza.
IASP
Um Parque Científico é uma organização gerida por profissionais especializados, cujo objetivo fundamental é incrementar a riqueza de sua comunidade, promovendo a cultura da inovação e da competitividade das empresas e instituições geradoras de conhecimento instaladas no parque ou associadas a ele. Com este objetivo, um Parque Científico estimula e gerencia o fluxo de conhecimento e tecnologia entre universidades, instituições de pesquisa, emrpesas e mercados; promove a criação e o conhecimento de empresas inovadoras
mediante mecanismos de incubação e de “spin-off” e proporciona outros serviços de valor
agregado, assim como o espaço e instralações de alta qualidade.
AURP
A definiçãoda AURP engloba parques científicos e incubadoras tecnológicas, considerando-os como:
- áreas e prédios, existentes ou planejados, projetados principalmente para instalações de pesquisa e desenvolvimento, públicas e privadas, para empresas baseadas em ciência e alta tecnologia e
para serviços de apoio;
- possuem contrato e/ou são de propriedade e mantém um relacionamento operacional com uma ou mais universidades ou outras instituições de educação superior e pesquisa científica;
- têm função de promoção de pesquisa e desenvolvimento, por meio da universidade em parceria com a indústria, assessorando no crescimento de novos negócios e promovendo desenvolvimento econômico;
- têm função de auxiliar na transferência de tecnologia e práticas de negócios entre universidades e arrendatários.
O parque ou a incubadora podem ser entidades para fins lucrativos ou sem fins lucrativos, de propriedade, total ou parcial, da universidade ou de uma entidade relacionada à universidade. Alternativamente, o parque ou a incubadora podem ser de propriedade de uma entidade não- universitária, mas que tem contrato ou uma relação formal com a universidade, incluindo “join-
venture” entre um parque científico privado e a universidade.
UKSPA
Um Parque Científico é uma iniciativa de apoio aos negócios e de transferência de tecnologia que:
- encoraja e apóia os negócios baseados em conhecimento, promovendo seu crescimento; - provê um ambiente em que os negócios grandes e internacionais podem desenvolver interações específicas e próximas com um centro de criação de conhecimento, para seu mútuo benefício; - têm uma ligação formal e operacional com centros de criação de conhecimento, tais como universidades, institutos de educação superior e organizações de pesquisa.
Quadro 6 - Principais Definições para Parques Científicos e Tecnológicos Fonte: Zouain (2004)
Ainda, com a finalidade de buscar um maior entendimento, Spolidoro e Audy (2008) elaboraram um quadro explicativo com as três categorias de Parques Tecnológicos existentes, englobando seus principais objetivos, aspectos quanto a se o parque possuiu autoridade para impor sinergia, quanto à finalidade econômica, e os melhores exemplos de cada categoria, conforme exposto no Quadro 7.
Quadro 7 - Categorias de Parques Tecnológicos Fonte: Spolidoro e Audy (2008)
Ainda, para Spolidoro e Audy (2008, p. 79), a definição de um Parque Científico e Tecnológico é “uma comunidade de pesquisa e inovação multidisciplinar por meio da
Categoria Foco prioritário
Autoridade para impor a sinergia no âmbito do parque Finalidade
econômica Casos Típicos
A Parque Científico e Tecnológico (Também denominado Parque Científico e Tecnológico vinculado à universidade, traduzindo o conceito de University Research Park)
Ampliar as perspectivas dos estudantes da universidade (à qual o parque está vinculado) e contribuir para que o conhecimento gerado seja útil à sociedade, em especial mediante a sua transformação em inovações tecnológicas. Para tanto, oferece condições para uma intensa sinergia da universidade e empresas intensivas em conhecimento, centros de P&D e outros atores da inovação no parque e em outros locais. Deve haver o oferecimento de imóveis e infraestrutura no parque.
Sim Sem fins lucrativos.
Parc Cientific de Barcelona Research Park Madison Parque Tec Univers. Pune Uni. Warwick Science Park Oxford Univ. Begbroke Sc. Park
B
Parque Tecnológico
Promover intensa sinergia das empresas intensivas em conhecimento, centros de P&D, instituições de ensino e outros atores da inovação no parque e em outros locais. A Entidade Gestora pode oferecer imóveis e infraestrutura no parque, mas não é indispensável.
Não Sem fins lucrativos.
Technopôle Lyon-Gerland Science Center Penn University
Chicago Technology Park Parque Tecnológico da Malásia C Parque Tecnológico e Empresarial
Oferecer imóveis e infraetrutura de elevada qualidade e serviços de suporte, no âmbito do parque, a empresas intensivas em conhecimento, centros de P&D e instituições de ensino e promover a sinergia das entidades residentes e demais atores de inovação no parque e em outros locais.
Não Sem fins lucrativos.
Sophia Antipolis Research Triangle Park Parque Tecnológico Kulim Parque Tecnológico DuPage
Não Com fins lucrativos.
Kilometro Rosso Parque Tecnológico Oulu Parque Tecnológico Bangalore
colaboração entre academia, empresas e governo”.
Como forma de promover o entendimento quanto ao conceito de Parques Tecnológicos para esta pesquisa, encontra-se a seguir uma compilação dos conceitos aqui apresentados e que melhor traduzam este tipo arranjo. Foi utilizado como base autores como Spolidoro e Audy (2008), Aguilar et al. (1997), Mitra (1997), Lalkaka e Bishop Jr. (1997), Zouain (2004), Courson (1997) e Solleiro (1993).