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Dua ve Beddua Cümlelerinde Kullanılan Ögeler Bakımından II 1.5.1 Yüklem

II. Yapı Bakımından Dua ve Beddualar

II.1. Dua ve Bedduaların Söz Dizimi Özellikleri 1 Cümle Yapısı Bakımından

II.1.5. Dua ve Beddua Cümlelerinde Kullanılan Ögeler Bakımından II 1.5.1 Yüklem

Foram analisados seis ingredientes protéicos, sendo quatro de origem animal: farinha de peixe do Chile composta por uma mistura de cavalinha e anchoveta, farinha de vísceras de frango de baixa gordura, farinha de carne e ossos de bovinos e farinha de penas hidrolisadas e dois de origem vegetal: concentrado protéico de soja e glúten de milho, ingredientes disponíveis no mercado nacional e utilizados nas indústrias de fabricação de rações para organismos aquáticos no Brasil. Os nomes em português e em inglês, o código dos ingredientes para fins deste trabalho e o número internacional de ingredientes (IFN).

Os critérios para a seleção dos ingredientes foram: teor de proteína acima de 35% (Hardy, 1996) disponibilidade no mercado nacional, preços competitivos com a farinha de peixe, inexistência de restrições em termos nutricionais e sanitários na

alimentação de camarões marinhos. Os resultados obtidos nas análises foram comparados entre si e em relação a dados oriundos de compilações sobre ingredientes para dietas de organismos aquáticos apresentados em fontes reconhecidas.

Os ingredientes foram analisados em relação à sua composição centesimal, conteúdo de energia, extratos não-nitrogenados, aminoácidos; minerais: cálcio, fósforo, sódio, magnésio, manganês, zinco, ferro, cobre, cobalto e selênio e ácidos graxos saturados e poliinsaturados.

Análises químicas

As análises dos ingredientes em relação à umidade, cinzas, proteína bruta, lipídeos e fibra bruta foram realizadas no Labtec em Campinas, SP. As análises de cinza e umidade foram realizadas segundo AOAC (1995). A proteína bruta (N x 6,25) foi determinada pelo método Dumas (AOAC, 1995) em um analisador de nitrogênio Leco Truspec (Leco Corporation, St. Joseph, MI, EUA).

Os lipídeos foram determinados utilizando um extrator de gordura com hexano ANKOM XT-15 Extractor (ANKOM Technologic Corp, EUA), a fibra foi analisada através da digestão ácida e básica utilizando um sistema FiberCap 2021/2023 (Foss Tecator, Dinamarca), o extrato não-nitrogenado (ENN) foi determinado pelo conteúdo de matéria seca da amostra menos a soma da proteína, lipídeos, fibras e cinzas.

Os aminoácidos foram determinados por cromatografia líquida (HPLC) após digestão ácida e básica para o método de análise por troca iônica. A digestão ácida (HCl 6N, 24h) foi realizada em tubos de vidro selados submetidos ao vácuo e mantidos em estufa (110°C) por 24 horas. Após a hidrólise as soluções foram solubilizadas em água ultra pura, levadas ao banho ultra sônico e filtradas através de uma unidade de filtro Millex. A amostra foi seca em aquecedor com fluxo de argônio a 35°C e foi adicionado 50 µ l de solução de re-secagem, 50 µ l de solução derivatizante PITC e 500 µ l de diluente para em seguida ser submetida a banho maria ultra sônico e injetada 25 µ l em coluna Luna (C18 250 x 4,6 mm). Este método elimina a etapa de oxidação da metionina e da cistina com ácido performico (Kwanyuen e Burton, 2010). O triptofano foi analisado após hidroxilação alcalina da amostra com hidróxido de lítio. Os aminoácidos livres foram separados em um cromatógrafo Shimadzu Prominence HPLC

SPD-20A (Shimadzu Analytical, Kyoto, Japão) com detector de ultravioleta/vis. Foram utilizados padrões de arginina, citrulina e aspartato de ornitina. Os resultados foram processados através de software específico do computador conectado ao aparelho.

A fim de avaliar as diferenças entre os valores de proteína determinado de diferentes formas foi realizada uma análise da proteína bruta calculada pelo método Dumas (N x 6,25); autoanalisador N (N x 6,25); N x diferentes fatores para cada tipo de ingrediente (Tacon et al., 2009). A proteína verdadeira foi calculada a partir da soma dos aminoácidos essenciais e aminoácidos não-essenciais.

As análises de energia bruta foram realizadas no Instituto de Zootecnia do Estado de São Paulo através de bomba calorimétrica Ika – Labortechnick Modelo C 5003 – Control (IKA Werke Staufen, Alemanha).

Os minerais foram analisados por Espectrometria de Emissão Ótica (ICP-OES) em um equipamento Varian modelo 710-ES (Varian Inc., California, EUA) e a separação por índice de concentração plasmática foi realizada nas amostras após hidrólise em HCl e aquecimento seguida por filtragem das amostras e leitura.

Para a análise dos ácidos graxos as amostras foram saponificadas e extraídas com éter de petróleo e a leitura foi realizada através de um equipamento por cromatografia gasosa com detector de FID, Varian 3900 (Varian Inc., California, EUA).

Cálculos

Foram calculados os seguintes índices para a comparação do perfil de aminoácidos das dietas:

AA escore = Participação % do AA no somatório dos AAEs / nível recomendado do AA em % do somatório dos AAEs sem o triptofano (Tacon et al., 2002).

AAs abaixo do recomendado = número de AAs com AA escore inferior a 75%, o que corresponde a 75% da recomendação.

AA limitante = AA com o menor nível observado.

Índice de AA = aa1/recomendação 1 x aa2/recomendação 2 …x aan/recn (Lemos e Nunes, 2008)

Escore médio = média dos AA escore.

(1) (2) (3) (4) (5) (6)

Escore químico = escore do AA limitante (com o menor nível) (Tacon, 1987) Déficit de AA = déficit1 + déficit AA1+ déficit AA2 ...+ déficit n / proteína do ingrediente (Lemos e Nunes, 2008)

Proteína verdadeira = soma dos AA´s (sem o triptofano). Residual da proteína = N x 6,25 - proteína verdadeira

4.3. Resultados e discussão

Composição dos ingredientes

A composição química e o valor energético apresentaram valores distintos para cada ingrediente avaliado. A farinha de carne e ossos apresentou o menor teor de proteína bruta (42,6 g 100g-1) e a farinha de penas hidrolisada o maior valor (81,5 g 100g-1). Os menores valores de lipídeos foram registrados no concentrado protéico de soja (1,0 g 100g-1) e o maior valor foi encontrado na farinha de vísceras de frango (13,1 g 100g-1). O teor de fibras variou de 0,47 g 100g-1 na farinha de penas hidrolisadas a 4,24 g 100g-1 no concentrado protéico de soja.

O teor de cinzas foi maior nos ingredientes de origem animal, especialmente na farinha de carne e ossos (41,7 g 100g-1), enquanto que a quantidade de extratos não- nitrogenados foi mais alta nos ingredientes de origem vegetal, 21,2 e 18,1 g 100g-1 para o concentrado protéico de soja e glúten de milho, respectivamente. Este último e a farinha de penas hidrolisadas foram os ingredientes com o maior nível de energia bruta: 25 e 24,1 MJ Kg-1, respectivamente (Tabela 4.1).

(7)

(8) (9)

Tabela 4.1. Composição determinada dos ingredientes protéicos avaliados: centesimal, conteúdo de energia, extratos não-nitrogenados e aminoácidos: AAE: Arginina-ARG; Fenilalanina-FEN; Histidina-HIS; Isoleucina- ISO; Leucina-LEU; Lisina-LIS; Metionina-MET; Treonina-TRE; Triptofano-TRI; Valina-VAL. AANE: Alanina-ALA; Ác. aspártico-ASP; Cistina-CIS; Glicina-GLI; Ác. glutâmico-GLM; Prolina-PRO; Serina-SER e Tirosina-TIR. Valores expressos em g 100g-1 do peso com base na matéria natural exceto quando indicado.

Farinha de peixe Concentrado protéico de soja Far. de vísceras de frango

Glúten de milho Farinha de carne e ossos

Farinha de penas hidrolisadas Nome em inglês Fish meal

Soy protein concentrate Poultry by-product meal Corn gluten meal

Meat and bone meal

Hydrolysed feather meal

Código FPX CPS FVI GLM FCO PEN

IFN 5-01-977 5-08-038 5-03-798 5-02-900 5-00-388 5-03-795 AAE ARG 5,19 5,17 4,72 2,21 3,65 6,59 FEN 2,16 3,00 2,45 3,50 1,16 3,71 HIS 1,49 2,06 1,07 1,60 0,80 1,55 ISO 2,03 2,52 2,19 1,77 0,85 3,22 LEU 3,84 4,77 4,35 9,06 2,01 6,46 LIS 5,50 5,18 2,95 1,24 2,52 3,60 MET 3,50 1,32 1,73 3,17 0,58 0,87 TRE 2,29 2,27 2,24 1,84 0,96 3,38 TRI 0,08 0,10 0,08 nd 0,06 0,14 VAL 2,54 2,73 3,40 2,20 1,32 5,11 AANE ALA 3,90 2,62 3,16 6,05 3,39 3,93 ASP 4,53 6,67 3,90 3,51 1,83 5,43 CIS 0,26 0,85 5,49 2,36 0,03 8,95 GLI 5,44 2,56 5,22 1,58 7,14 6,21 GLU 7,27 10,95 6,20 12,76 4,02 8,40 PRO 3,16 3,20 4,90 6,07 4,13 7,05 SER 2,39 2,94 4,53 3,12 1,30 7,68 TIR 1,62 1,81 1,47 2,98 0,61 2,26 ΣAA 57,2 60,7 60,1 65,0 36,4 84,5

Nutriente FPX CPS FVI GLM FCO PEN

Umidade 7,24 6,41 11,20 7,27 4,54 6,53 Proteína bruta 60,25 60,91 58,37 66,09 42,60 81,54 Lipídeos totais 10,75 1,05 13,15 6,70 10,45 3,35 Fibra bruta 0,50 4,24 0,60 0,59 1,48 0,47 Cinzas 21,42 6,19 15,17 1,26 41,74 3,02 ENN 0,00 21,20 1,51 18,09 0,00 0,00 Energia bruta (MJ Kg-1) 21,53 20,06 21,59 24,99 14,37 24,10

IFN – International Feed Number (número internacional do ingrediente). n=2. nd – não determinado.FPX - Pesquera San Jose, Santiago, Chile; CPS - Imcopa, Araucária-PR; FVI e PEN - Agronisa, Jacarezinho, SP; GLM - Corn Products, Cabo de Santo Agostinho, PE; FCO – Sebosol, São José do Rio Preto, SP, 6 Guabi, Campinas, SP. 7Extrato não-nitrogenado ( ENN) = 100 – (umidade + proteína + lipídeos + fibras + material mineral)

A composição dos ingredientes utilizados neste trabalho, de forma geral, esta na faixa reportada para os mesmos ingredientes, ou similares em outros estudos sobre a composição de ingredientes para aquicultura como o NRC (1993), mas apresenta algumas diferenças quando comparados aos dados apresentados em duas compilações mais recentes (Rostagno et al. 2005; Tacon et al. 2010) (Tabela 4.3). A farinha de peixe utilizada nesta pesquisa foi elaborada a partir de cavalinha e anchoveta e seria melhor

comparada à farinha de cavalinha apresentada por Tacon et al. ( 2010) do que à farinha de peixe nacional apresentada por Rostagno et al. (2005) e elaborada a partir de sobras de filetagem. As principais diferenças observadas nesta comparação foram o teor de cinzas e proteínas, que nos ingredientes deste trabalho foram 36% maior e 16% menor do que os valores reportados por Tacon et al. (2010), respectivamente.

A composição dos ingredientes nacionais apresentou valores mais próximos aos reportados por Rostagno et al. (2005) e este é o caso da farinha de carne e ossos e em alguns nutrientes do concentrado protéico de soja cujo teor de proteína foi próximo ao reportado por Rostagno et al. (2005), contudo os níveis de gordura, fibras e cinzas foram em média 40% mais altos. Na mesma comparação, o glúten de milho apresentou níveis similares de proteína e maiores de lipídeos ao passo que os teores de fibra, cinzas e extrato não-nitrogenado foram menores (Tabela 4.2). A farinha de vísceras de frango apresentou valores semelhantes aos reportados nas duas compilações (Rostagno et al., 2005; Tacon et al., 2010), com exceção dos extratos não-nitrogenados enquanto que a farinha de penas hidrolisadas apresentou níveis similares de proteína e cerca de 20% menos lipídeos enquanto que a quantidade de cinzas foi inferior (-19%) e superior (30%) ao apresentados nos estudos de Rostagno et al. (2005) e Tacon et al. (2010), respectivamente (tabela 4.2).

Tabela 4.2. Comparação entre a composição centesimal e da energia bruta determinada dos ingredientes protéicos analisados neste estudo e a composição encontrada na literatura.

Ingrediente Umidade Proteína Lipídeos Fibras Cinzas ENN

Energia bruta

(MJ Kg-1) Fonte 1 Farinha de peixe 7,24 60,25 10,75 0,50 21,42 0,00 2,15 Este trabalho

2 8,37 61,00 5,85 0,00 19,35 5,43 1,76 Rostagno et al., 2005

3 6,10 68,10 11,00 0,00 13,80 1,00 0,00 Tacon et al., 2009

Níveis reportados 4,6-7,7 66,6-70,0 9,0-13,1 0,0 13,7-13,9 - - Tacon et al., 2009 1 x 2 Diferença atual x Rostagno et al., 2005 -16% -1% 46% - 10% - 18%

1 x 3 Diferença atual x Tacon et al., 2009 16% -13% -2% - 36% - -

1 Concentrado protéico de soja 6,4 60,9 1,1 4,2 6,2 21,2 2,0 Este trabalho

2 10,1 62,9 0,4 0,1 4,8 19,1 1,9 Rostagno et al., 2005

3 8,0 84,3 0,5 2,6 3,5 3,6 0,0 Tacon et al., 2009

1 x 2 Diferença atual x Rostagno et al., 2005 -58% -3% 59% 38% 22% 10% 6% 1 x 3 Diferença atual x Tacon et al., 2009 -25% -38% 52% 98% 43% 83% -

1 Far. de vísceras de frango 11,2 58,4 13,2 0,6 15,2 1,5 21,6 Este trabalho

2 7,8 57,0 13,8 0,0 15,0 6,5 19,5 Rostagno et al., 2005

3 7,4 59,0 12,4 2,6 15,3 3,3 - Tacon et al., 2009

Níveis reportados 6,0-10,0 55,0-65,0 8,0-13,0 2,0-4,0 12,0-18,0 - - Tacon et al., 2009 1 x 2 Diferença atual x Rostagno et al., 2005 31% 2% -5% 1% -327% 10%

1 x 3 Diferença atual x Tacon et al., 2009 34% -1% 6% -333% -1% -119% -

1 Farinha de carne e ossos 4,5 42,6 10,5 1,5 41,7 0,0 14,4 Este trabalho

2 7,7 41,0 11,0 0,0 38,9 1,4 13,7 Rostagno et al., 2005

3 7,5 50,1 10,6 2,4 28,8 0,6 - Tacon et al., 2009

Níveis reportados 5,6-10,0 46,8-54,1 9,6-14,3 2,0-3,0 21,8-34,1 - - Tacon et al., 2009 1 x 2 Diferença atual x Rostagno et al., 2005 -70% 4% -6% 7% - 4%

1 x 3 Diferença atual x Tacon et al., 2009 -65% -18% -1% -62% 31% - -

1 Gluten de milho 7,3 66,1 6,7 0,6 1,3 18,1 25,0 Este trabalho

2 9,1 60,4 2,6 1,1 1,6 25,4 21,1 Rostagno et al., 2005

3 8,6 56,1 4,0 2,9 2,1 26,3 - Tacon et al., 2009

Níveis reportados 7,3-9,9 42,7-62,6 2,0-7,7 1,5-4,4 1,2-3,2 - - Tacon et al., 2009 1 x 2 Diferença atual x Rostagno et al., 2005 -24% 9% 62% -81% -23% -40% 15%

1 x 3 Diferença atual x Tacon et al., 2009 -18% 15% 40% -392% -67% -45% -

1 Farinha de penas 6,5 81,5 3,4 0,5 3,0 0,0 24,1 Este trabalho

2 9,3 83,9 4,0 0,0 2,1 0,0 21,8 Rostagno et al., 2005

3 8,4 84,0 4,2 1,0 3,6 0,0 - Tacon et al., 2009

Níveis reportados 7,0-10,0 81,0-86,0 2,9-7,0 - 3,4-4,0 - - Tacon et al., 2009 1 x 2 Diferença atual x Rostagno et al., 2005 -42% -3% -19% - 30% - 10%

1 x 3 Diferença atual x Tacon et al., 2009 -29% -3% -25% -113% -19% - -

Os aminoácidos de maior peso no somatório dos aminoácidos essenciais de todos os ingredientes foram a leucina, arginina e lisina e os de menor peso foram o triptofano, histidina e metionina. Nos aminoácidos não-essenciais o ácido glutâmico, a prolina e a glicina tiveram o maior peso enquanto que a tirosina, cistina e serina foram os aminoácidos de menor peso na soma total (tabela 4.3).

O padrão de aminoácidos foi distinto com algumas semelhanças entre os ingredientes de origem animal e os de origem vegetal. A farinha de peixe, o concentrado protéico de soja e a farinha de penas hidrolisadas apresentaram níveis acima da média para os aminoácidos básicos: 5,2 a 6,6% (arginina); 1,5 a 2,1% (histidina) e 3,6 a 5,5% (lisina), respectivamente. Em relação aos aminoácidos sulfurados, a farinha de peixe, o glúten de milho e a farinha de vísceras de frango apresentaram os maiores teores de metionina, entre 1,7 e 3,5% e os subprodutos de aves os maiores teores de cistina, entre

5,5 e 8,9%, seguidos pelo glúten de milho com teor um pouco abaixo da média dos demais ingredientes. Os aminoácidos aromáticos apresentaram teores mais elevados no concentrado protéico de soja, glúten de milho e farinha de penas hidrolisadas, especialmente para a fenilalanina (3,0 a 3,7%) e tirosina (1,8 a 2,9%) enquanto que o triptofano foi inferior a 0,1% em todos os ingredientes, menos no glúten de milho onde não foi determinado.

Os maiores níveis de ácido aspártico foram aqueles da farinha de peixe, concentrado protéico de soja e farinha de penas hidrolisadas (4,5 a 6,7%) e para o glutamato foram o concentrado protéico de soja, glúten de milho e farinha de pensas hidrolisadas: 8,4 a 12,8%. Para os aminoácidos ramificados, os maiores níveis de isoleucina foram observados na farinha de penas hidrolisadas, concentrado protéico de soja e farinha de vísceras de frango (2,2 a 3,2%); para a leucina os maiores níveis correspondem aos ingredientes glúten de milho e farinha de penas (6,5 a 9,1%) e para a valina a farinha de penas e a farinha de vísceras de frango registraram os maiores valores, 3,4 a 5,1%, respectivamente. A farinha de carne e ossos apresentou o menor valor de metionina + cistina entre os ingredientes (0,6%) e a farinha de penas hidrolisadas e a farinha de vísceras de frango apresentaram os maiores valores, 9,8 e 7,2% respectivamente (Tabela 4.3).

O AA escore variou de acordo com o ingrediente e o atendimento da exigência de aminoácidos em geral foi menor para o triptofano e a tirosina e maior para a cistina e metionina. O AA escore dos ingredientes variou de 14,6% para o triptofano na farinha de peixe a 976% para a cistina na farinha de penas hidrolisadas. A farinha de carne e ossos e a farinha de vísceras de frango apresentaram o menor e o maior AA escore médio, 85 e 146%, respectivamente (tabela 4.3).

A farinha de penas hidrolisadas apresentou o maior número de aminoácidos em níveis abaixo do recomendado para camarões marinhos (5), seguida pela farinha de peixe, farinha de carne e ossos e o glúten de milho (4). O concentrado protéico de soja e a farinha de vísceras de frango apresentaram deficiência em dois aminoácidos. O triptofano foi o aminoácido limitante na maioria dos ingredientes, com exceção da farinha de carne e ossos e o glúten de milho, nos quais os aminoácidos limitantes foram a cistina e a arginina, respectivamente. Os aminoácidos limitantes atenderam em média 18% das suas recomendações. O AA escore para a cistina na farinha de vísceras de

frango e na farinha de penas hidrolisadas apresentou valores acima de 800%, que são muito superiores aos valores reportados por Tacon et al. (2009), possivelmente devido ao nível elevado da cistina nestes ingredientes em comparação aos níveis apresentados em outros trabalhos (Tabela 4.3).

O AA índex foi mais baixo para a farinha de carne e ossos e a farinha de peixe, assim como no escore médio, onde o concentrado protéico de soja apresentou um dos menores valores, assim como no escore químico e no déficit de AA, no qual a farinha de vísceras apresenta o terceiro maior déficit após a farinha de carne e ossos e a farinha de peixe. Os valores de proteína verdadeira variaram de acordo com o ingrediente e o extrato não-nitrogenado foi mais elevado na farinha de carne e ossos (Tabela 4.3).

O escore químico foi menor na farinha de carne e ossos (10%) e na farinha de vísceras de frango (13,8%) e maior no glúten de milho (35,8%) e no concentrado protéico de soja (17%). O maior déficit de aminoácidos ocorreu na farinha de carne e ossos (6,8), que também apresentou o maior valor de nitrogênio não-protéico, seguido da farinha de peixes, enquanto que o concentrado protéico de soja registrou o menor déficit de AA´s. Os ingredientes que apresentaram os maiores déficits de AA´s também tiveram os menores AA índex (Tabela 4.3).

As diferenças entre a quantidade de aminoácidos essenciais e não-essenciais avaliados neste estudo e a quantidade reportada em outros estudos mostrou que pode existir uma grande variação nas composições dos ingredientes alvo deste estudo e aqueles encontrados na literatura, que também apresentaram diferenças entre si. Considerando todos os ingredientes, o triptofano e a isoleucina foram os aminoácidos que apresentaram as menores diferenças na composição em relação às referências, enquanto que a cistina e a metionina foram os aminoácidos que apresentaram as maiores diferenças entre os valores analisados e aqueles encontrados na literatura. (Tabela 4.4).

Tabela 4.3. Composição determinada dos aminoácidos essenciais (mais cistina e tirosina) dos ingredientes avaliados expressos em % por peso do ingrediente (matéria natural), participação % no total de aminoácidos essenciais (mais cistina e tirosina), AA escore (%) para o camarão e índices. Arginina-ARG; Isoleucina-ISO; Leucina-LEU; Lisina-LIS; Cistina-CIS; Metionina-MET; Fenilalanina-FEN; Tirosina-TIR; Treonina-TRE; Triptofano-TRI; Valina-VAL e Histidina-HIS (n=2).

AA ARG ISO LEU LIS CIS MET FEN TIR TRE TRI VAL HIS ΣEAA

Recom 19,3% 8,2% 14,2% 10,7% 2,0% 4,2% 9,9% 8,2% 8,0% 1,8% 9,1% 4,3% 100,0% AA%ΣEAA FPX 17,0 6,7 12,6 18,0 0,9 11,5 7,1 5,3 7,5 0,3 8,3 4,9 CPS 16,3 7,9 15,0 16,3 2,7 4,2 9,4 5,7 7,1 0,3 8,6 6,5 FVI 14,7 6,8 13,5 9,2 17,1 5,4 7,6 4,6 7,0 0,2 10,6 3,3 GLM 6,9 5,5 28,4 3,9 7,4 9,9 11,0 9,3 5,8 nd 6,9 5,0 FCO 25,1 5,8 13,8 17,3 0,2 4,0 8,0 4,2 6,6 0,4 9,1 5,5 PEN 14,4 7,0 14,1 7,9 19,5 1,9 8,1 4,9 7,4 0,3 11,1 3,4 AA escore Camarão FPX 88,2 81,2 88,7 168,5 42,6 273,2 71,5 64,8 93,9 14,6 91,5 113,6 CPS 84,3 96,7 105,7 152,3 133,7 98,9 95,4 69,5 89,3 17,5 94,4 150,7 FVI 76,1 83,1 95,3 85,8 854,1 128,2 77,0 55,8 87,1 13,8 116,2 77,4 GLM 35,9 67,6 199,8 36,3 369,6 236,4 110,7 113,8 72,0 nd 75,7 116,5 FCO 130,0 71,2 97,3 161,9 10,3 94,9 80,5 51,1 82,5 22,9 99,7 127,9 PEN 74,5 85,7 99,2 73,4 976,2 45,2 81,8 60,1 92,2 17,0 122,5 78,6

Indices AA´s abaixo recomendado1 AA limitante2 AA Index3 escore médio4 escore químico5 Déficit de AA6 Proteína verdadeira(MS)7 Residual da proteína8 FPX 4 TRF 0,08 99,4 14,6 4,4 64,8 0,10 CPS 2 TRF 0,26 99,0 17,5 2,5 66,2 -1,14 FVI 2 TRF 0,26 145,8 13,8 4,3 67,0 -1,29 GLM 4 ARG 1,23 130,4 35,9 3,2 70,7 0,57 FCO 4 CIS 0,01 85,8 10,3 6,8 37,7 6,96 PEN 5 TRF 0,15 150,5 17,0 3,6 89,8 -2,53 1

menor que 75% da recomendação, 2menor nível observado, 3aa1/recomendação 1 x aa2/recomendação2 …x aan/recom n, 4média dos AA escore, 5escore do AA limitante6 déficit1 + déficit 2 ...+ déficit n / proteína do ingrediente, 7soma dos AA´s (sem o triptófano), 8Residual da proteína = N x 6,25 - proteína verdadeira

Tabela 4.4. Diferença % entre a quantidade determinada individual e total de aminoácidos essenciais e não-essenciais dos ingredientes teste avaliados neste trabalho e os ingredientes segundo referências (com base na matéria-seca). Arginina-ARG; Fenilalanina-FEN Histidina-HIS; Isoleucina-ISO; Leucina-LEU; Lisina-LIS; Metionina-MET; Treonina-TRE; Triptofano-TRI; Valina-VAL; Alanina-ALA; Ác. aspártico-ASP; Cistina-CIS; Glicina-GLI; Ác. glutâmico-GLU; Prolina-PRO; Serina-SER; Tirosina-TIR.

AAE Rostagn o et al. (2005) Tacon et al. (2009) Brumano et al. (2006) Rostagn o et al. (2005) Tacon et al. (2009) Brumano et al. (2006) Guimarães et al. (2008) Tacon et al. (2009) Brumano et al. (2006) Guimarães et al. (2008) Tacon et al. (2009) Rostagn o et al. (2005) Guimarães et al. (2008) Tacon et al. (2009) Brumano et al. (2006) Guimarães et al. (2008) Tacon et al. (2009) ARG 36,0 40,1 0,8 - 6,7 - 10,2 16,7 16,8 27,8 9,4 19,1 2,2 10,6 26,1 10,0 27,3 23,5 4,5 FEN - 10,7 - 19,6 - 16,2 - 15,0 - 19,6 - 14,3 10,4 24,6 - 26,0 - 36,7 - 37,6 - 13,3 14,0 - 11,5 - 8,0 3,4 6,3 HIS 10,7 - 3,9 13,7 14,4 3,3 21,3 - 3,6 - 3,8 10,2 30,9 - 28,2 21,7 55,4 21,3 33,1 238,4 83,0 ISO - 20,4 - 32,6 - 21,5 - 19,9 - 31,0 - 19,3 - 6,2 2,4 - 25,9 - 17,6 - 49,5 - 31,9 - 20,5 - 29,7 - 14,2 - 11,9 - 19,3 LEU - 14,4 - 21,9 - 11,2 - 10,2 - 14,9 - 9,6 7,0 12,8 - 21,4 - 8,5 - 40,6 - 15,4 0,6 - 11,6 - 2,6 4,2 - 10,2 LIS 25,2 10,0 17,2 22,2 9,3 16,6 - 33,7 2,2 9,4 1,9 - 12,5 21,6 - 36,9 17,5 41,9 31,0 67,2 MET 114,7 80,8 32,5 36,3 20,1 98,2 45,4 71,8 - 3,3 32,1 - 23,0 123,7 222,5 91,7 23,0 98,0 52,2 TRE - 10,9 - 16,9 - 17,9 - 16,2 - 24,4 - 13,8 2,5 12,8 - 30,4 - 16,2 - 46,5 - 14,1 16,7 - 13,2 - 7,4 - 6,6 - 13,7 TRI - 86,4 - 89,3 - 89,5 - 89,0 - 88,8 - 86,2 - 82,3 - 81,9 - 74,1 - 65,1 - 83,4 - 100,0 - 100,0 - 66,0 - 76,7 VAL - 18,0 - 26,3 - 18,2 - 17,6 - 27,5 - 8,9 16,4 28,9 - 29,5 - 23,2 - 47,8 - 24,3 - 17,0 - 25,7 - 9,8 - 2,0 - 18,0 AANE ALA - 14,2 - 3,3 - 41,3 - 10,8 - 37,4 - 11,4 - 0,5 - 13,8 ASP - 17,2 - 10,8 - 15,5 - 44,4 - 33,4 16,8 - 3,3 9,4 CIS - 59,5 - 13,7 - 16,4 282,6 386,8 550,6 - 91,9 - 91,7 - 94,5 157,1 109,6 131,4 115,2 147,8 GLI - 13,4 10,8 - 24,2 - 5,8 - 6,0 12,8 6,1 - 2,7 GLU - 15,3 - 9,3 - 20,2 - 24,3 - 17,4 8,3 - 0,6 0,6 PRO - 8,8 31,7 39,9 - 5,2 - 7,8 20,6 - 0,3 - 10,6 SER - 16,2 1,3 90,3 - 25,1 - 9,2 29,9 - 0,3 - 17,4 TIR - 30,8 7,5 19,8 30,4 - 50,3 45,4 - 9,6 115,9 - 6,9 ΣEAA Dif%1

Atual 30,9 Atual 31,1 Atual 28,4 Atual 14,6 Atual 28,7 Atual 37,0

Brumano 33,7 -8% Brumano 28,9 -2% Brumano 16,5 -13% Rostagno 30,7 -7% Brumano 35,7 4% Rosta 29,0 6% Rostagno 33,6 -8% Guimara 28,1 1% Rostagno 14,6 0% Guimara 26,5 8% Guimara 33,9 9% Tacon 32,1 -4% Tacon 36,6 -18% Tacon 24,5 14% Tacon 20,9 -43% Tacon 30,4 -6% Tacon 37,8 -2%

F. de penas hidrolisadas Farinha de peixe C. protéico de soja F. vísceras de frango F. carne e ossos Gluten de milho

Em relação aos dados encontrados na literatura para cada ingrediente, a farinha de peixe e o concentrado protéico de soja se destacaram por apresentar valores inferiores de triptofano e cistina e valores superiores de metionina. A farinha de vísceras de frango e o glúten de milho e o glúten de milho apresentaram comportamento semelhante com exceção da cistina que nos ingredientes avaliados foi muito superior aos valores reportados na literatura (NRC, 1993, Rostagno et al., 2005; Tacon et al., 2009). A farinha de carne e ossos apresentou níveis de triptofano e cistina inferiores aos dados obtidos na literatura e apenas a tirosina e a arginina apresentaram valores superiores em relação aos dados obtidos em referências nacionais (Brumano et al., 2006; Guimarães et al., 2008), enquanto que todos os aminoácidos, com exceção da arginina apresentaram níveis inferiores aos reportados na referência internacional.

Curiosamente, a despeito das variações nas quantidades de aminoácidos a soma dos aminoácidos essenciais apresentou resultados relativamente parecidos. Estas diferenças na composição dos ingredientes podem estar associadas a diversos fatores, tais como: (1) origem e qualidade da matéria-prima, (2) processo de cozimento e secagem (tempo e temperatura), (3) grau de moagem e condições de armazenagem da farinha (efeito do antioxidante, temperatura, umidade, duração) e (4) valor biológico dos nutrientes na farinha processada (Tacon et al., 2009). Nos ingredientes de origem vegetal a variação também pode se dar por diferenças no cultivar, como ocorre com o tremoço na Austrália (Smith et al., 2007).

Nos subprodutos de origem animal o valor nutricional pode variar entre produtores e até entre plantas de fabricação de uma mesma empresa. Um dos fatores mais determinantes para o valor nutricional é a origem e o frescor da matéria-prima utilizada para fabricar as farinhas que no futuro devem ser comercializadas de acordo com o valor nutricional (Hardy, 2000). Um estudo recente realizado no Brasil mostrou que as farinhas de vísceras de frango oriundas de graxarias que recolhem produtos nas indústrias e dos próprios frigoríficos apresentaram teores de proteína bruta e cinzas significativamente inferiores e superiores, respectivamente (Fernandes, 2011). Tão importante quanto a qualidade das matérias-primas, o processamento é fundamental para tornar os nutrientes dos ingredientes disponíveis, especialmente em ingredientes onde o tratamento térmico é crucial para o rompimento de ligações que indisponibilizam aminoácidos, como é o caso da farinha de penas (Scapin et al., 2003).

Diversos fatores podem provocar diferenças na composição e na qualidade dos ingredientes e este aspecto demanda estudos no sentido de tornar a aplicação dos resultados das pesquisas mais próximos das condições práticas. Cheng and Hardy (2002) em uma pesquisa sobre digestibilidade de ingredientes em dietas para trutas avaliaram farinha de vísceras de frango utilizadas na fabricação de rações para animais de estimação com três níveis de qualidade: grau para alimentação animal (feed grade) prime e refinada. Em termos de digestibilidade da matéria-seca e da energia os autores não verificaram diferenças estatísticas significativas, contrário ao que foi observado em relação à digestibilidade da proteína para a farinha de vísceras refinada que foi superior à farinha de grau para alimentação animal. Em salmonídeos a digestibilidade da farinha

Benzer Belgeler