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Dr. Fevzi Karsl› ile LIDAR Teknolojisi Üzerine Söyleßi

Belgede Þubelerimizden HABERLER Adana (sayfa 29-32)

Fonte: Mapa das lavras minerais da cidade de Itabira, seus produtos e despesas nos anos de 1852,1853 e 1854.Arquivo Público Municipal de Itabira. Fundo da Câmara Municipal. Cx. 06. O termo “L” se refere a libra: 1 L corresponde a 0,4536 Kg.

Nesse sentido, haveria nesta área uma conjugação da extração mineral de ouro e ferro e pelas características do subsolo, o ouro encontrava-se aglutinado ao minério de ferro. Sobre o início das atividades de transformação deste minério em Itabira, seu relato nos informa que

Domingos Barbosa foi o primeiro que, tendo visto fabricar o ferro perto de Mariana, ensaiou o de Itabira, e seu exemplo foi em pouco seguido pelos homens ricos e os ferreiros da povoação. Manoel Fernandes Nunes, homem muito indrustrioso, mandou construir fornos e criou uma manufatura de espingardas. Suas forjas foram o modelo de doze outras depois estabelecidas na região. Pessoas, que outrora passavam a vida a mendigar, trabalham atualmente nessas fábricas, e aí encontram abrigo contra a ociosidade, o vício e a miséria.23

23 SAINT-HILAIRE, op. cit., p. 122.

Nºs Lavras Receita

em 1852 extraído Ouro em 1853 Receita Extraído Ouro em 1854 Receita Extraído Ouro Soma Total dos 3 anos Despesa Total dos 3 anos

1 Lavra do Meio 24:028 1/12 L 16: 208 ½ L 9:880 1/11 L 50:117 ¼ L 35:604$954 2 Lavra do Espigão 25:125 1/12 L 26:208 ½ L 13:477 1/11 L 64:811 ¼ L 40:000$000 3 Lavra do S. Velho 2:257 1/12 L 12:078 ½ L 11;216 1/11 L 25:551 ¼ L 40:000$000 4 Lavra das 5 Datas 6:183 1/12 L 12:078 ½ L 11:216 1/11 L 6:183 ¼ L 40:000$000 3 Lavra do Retalho 6:183 1/12 L 12:078 ½ L 41:032 1/11 L 41:052 ¼ L 40:000$000 6 Lavra de Sant‟Ana 6:183 1/12 L 12:078 ½ L 2:785 1/11 L 2:785 ¼ L 10:323$312 2 Engenhos do Major Miguel Ferreira da Rocha Lavras e outros engenhos e ouro extraído 1:000 20:000 1/12 L 1/12 L 1:000 20:000 ½ L ½ L 1:000 20:000 1/11 L 1/11 L 3:000 60:000 ¼ L ¼ L 6:000$000 6:000$000 Soma 78:594 1/12 L 75:494 ½ L 97:390 1/11 L 253:479 ¼ L 97:928$266

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Nos documentos pesquisados no Arquivo Municipal de Itabira, encontramos o inventário do Alferes Manoel Fernandes Nunes, ao qual Saint- Hilaire se refere. Seu inventário data de 1822 e nos apresenta dados importantes que nos auxiliam na definição de nosso recorte espacial, tendo em vista a ocorrência de atividades de produção e transformação do ferro e os elementos – água, matas e minério de ferro – necessários para o desenvolvimento da mesma. Entre os bens descritos, constam: uma roça de duas sesmarias no Ribeirão da Chapada em matas virgens; terras em pastos e capoeiras avaliadas em 1:750$000; gado muar, cavalar e suíno; 20 praças em sociedade com outros na Serra da Conceição avaliadas em 2:000$000 (onde explorava ouro e ferro); 10 praças em sociedade com outros nas terras minerais da Fazenda de Santana avaliada em 600$000; malhos, martelos, forno, bigornas e cinco foles de ferreiro. 24

Entre seus 50 escravos, o Alferes Manoel Fernandes Nunes tinha 6 (seis) escravos com o ofício definido de “ferreiro”. São eles: Eufrázio, crioulo, de 22 anos, solteiro, descrito como “ferreiro”, avaliado em 240$000; Manoel Sabará, crioulo, de 19 anos, solteiro, descrito como “com luz de ferreiro”, avaliado em 220$000; João, crioulo, de 26 anos, solteiro, descrito como “com luz de ferreiro”, avaliado em 200$000; Florentino, pardo, de 36 anos, solteiro, com papo, descrito como “com luz de ferreiro”, avaliado em 160$000 (a expressão “com luz de ferreiro” nos indica o aspecto da aprendizagem do ofício); José, africano de nação Cassange, de 20 anos, solteiro, descrito como “com luz de ferreiro”, avaliado em 240$000; Joaquim, crioulo, de 60 anos, solteiro, descrito como “ferreiro”, avaliado em 70$000. Seu inventário tem um Monte-Mor de 13:118$800.

Os dados desse inventário nos permitem identificar a necessidade dos elementos citados acima para a produção de ferro e descritos com maior freqüência por Saint – Hilaire no trecho de seu percurso que vai de Santa Bárbara a Itabira. Trata-se do inventário de um grande proprietário de terras e escravos, cujos investimentos estão distribuídos em terras agrícolas e minerais, escravos e criação de animais. O termo “praça”, para descrever suas posses no serviço mineral nas Serra da Conceição e na Fazenda de Santana, tende a ser utilizado

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para mineração aurífera e em alguns casos indica a concessão de exploração em terras minerais de outros proprietários. As descrições de Saint-Hilaire nos mostram que no subsolo desta região, o ouro encontrava-se agregado ao minério de ferro. Além disso, a presença de escravos ferreiros e os instrumentos utilizados para a fundição e forja do ferro, são referências claras da ocorrência desta atividade. Portanto, ainda que as praças citadas no inventário fossem de ouro, seriam também fontes de minério de ferro.

O fato de essas praças serem em sociedade com outros homens indica que outros indivíduos da região também dispensassem seus investimentos da mesma maneira que o Alferes Manoel Fernandes Nunes. A presença de grande quantidade de terras em matas virgens vai em acordo a nossa proposta de que era indispensável para a produção de ferro a existência de fontes de madeira para ser queimada e o carvão para o processo da fundição. Da mesma forma, auxilia no escoramento de minas internas subterrâneas ou internas, como é o caso da mineração na Serra de Conceição, conforme nos indica Saint-Hilaire em citação feita anteriormente.

Da mesma maneira, os investimentos feitos em terras em capoeiras, usadas no sistema de agricultura utilizado, e em criação de animais, apontam para a questão da diversificação das atividades produtivas que caracteriza a economia das Minas oitocentista, conforme afirma a bibliografia já referida.

Quanto às fontes de água, a área conhecida como Santana, além de veios auríferos e minas de ferro, era cortada por córregos e regatos.

Seguindo seu trajeto em direção a Vila do Príncipe, Saint-Hilaire depara-se ainda com duas áreas onde se encontram forjas. Uma delas, ainda nas proximidades de Itabira, a chamada Forja – ou Fábrica – do Girau, e as forjas descritas por ele nas redondezas de Gaspar Soares, próximo à Itabira do Mato Dentro. Nessa área, o Intendente Câmara tentou estabelecer uma grande fábrica de ferro no intuito de abastecer a Província e eliminar a necessidade da importação do metal. Saint-Hilaire, a respeito das forjas do Girau, relata-nos:

Tendo caminhado uma légua, atravessando a princípio a mina de Sant‟Ana e em seguida grandes bosques, chegamos às forjas do

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Belgede Þubelerimizden HABERLER Adana (sayfa 29-32)

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