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3.7. Birinci Trimester Tarama Testleri ve Uterin Arter Doppler Ölçümler

3.7.7 Doppler Ölçümler

Nesse sentido, unidades de faixas de hiato urbano devem ser preservadas ao longo do território. Potencialmente abrigam trechos de floresta

urbana significativos e, quando não, podem ser objeto de intervenções paisagísticas para aumento do estrato arbóreo nas machas urbanas (SIMÃO, 2012).

As superfícies suaves em unidades de faixas de hiato urbano internas devem ser preservadas ou, se viável, expandidas e qualificadas, com tratamento paisagístico direcionado para a melhoria do fluxo de energia e matéria. Deve-se priorizar o aumento do estrato arbóreo, maximizando a prestação de serviços ecossistêmicos urbanos, com destaque ao de drenagem natural. Configura-se assim a floresta urbana incidente sobre essa forma urbana como estratégico elemento de mitigação dos impactos decorrentes do processo de urbanização e melhoria da qualidade de vida nas cidades.

No tombamento – ou ato correlato – de sítios históricos, ou conjuntos urbanos, estender especificadamente a amplitude da proteção às superfícies suaves, bem como à floresta urbana existente. Ressaltem-se as situações em que o trecho de floresta urbana a ser protegido seja composto por estrato arbóreo representante da camada vegetação original do sítio.

Deve-se também procurar preservar e ampliar, sempre que possível, as superfícies suaves ao longo dos tecidos urbanos.

Já, como estratégia para preservação dos estratos arbóreos, associar, sempre que possível a implantação ou o aumento da floresta urbana às formas complexas mais estáveis no tempo e menos suscetíveis às dinâmicas do uso do solo: plano urbano e tecido urbano.

Em relação à concepção de projetos voltados para a melhoria ou introdução de serviços ecossistêmicos, adotar como referência um modelo florestal. Tais áreas abrigam os atributos necessários para a implantação do ciclo biológico de carbono e paralelo de nutrientes.

Projetos paisagísticos devem ter como premissa inicial a preservação e recuperação estratos da camada vegetação original. Tais áreas podem ter preservadas dinâmicas de ecossistemas terrestres de difícil implantação, em manchas urbanas. Como exemplo cita-se a ocorrência de sucessão vegetal no Parque Municipal das Mangabeiras. De acordo com Lorenzi (2009), áreas cobertas com solo e sem vegetação podem ser transformadas em florestas, pelo processo

natural da sucessão secundária. Contudo, além de demandar entre 30 a 60 anos, necessita-se ainda a existência de outras florestas próximas como fonte de sementes.

Quando houver a impossibilidade de implantação de sucessão vegetal na área, propor um conjunto arbóreo que se aproxime dessa dinâmica, com árvores de porte variado e distribuição e espaçamento decorrente da função exercida por cada planta. As espécies vegetais seriam escolhidas a partir de um levantamento florístico em uma área preservada próxima á região, as quais seriam distribuídas conforme o serviço ecossistêmico desejado, para mitigar os impactos existentes no meio estudado. Algumas espécies propiciam a infiltração de água e a manutenção do lençol freático, outras, como as leguminosas são ricas em nitrogênio aumentando a produtividade (fertilidade) da área e outras, com a floração, propiciam a qualificação estética.

Assim devem ser preservados todos os indivíduos arbóreos, inclusive os exógenos, desde que sua existência, não venha a comprometer a de outros, cuja funcionalidade ambiental seja mais significativa. Ex.: espécies competidoras com as existentes em uma área de recarga de aquífero.

Sempre que possível, estabelecer, nas intervenções, uma proporção maior de espécies arbóreas em relação às arbustivas. Aumenta-se a produção de ácidos húmicos, propiciando mais os serviços de drenagem, controle de erosão, fertilidade, isolamento de poluentes. Propiciam a ligação de um trecho de floresta urbana com o as bacias existentes, potencializando a drenagem urbana.

Contudo, para a garantia desses serviços, a implantação de novas árvores, deve, sempre que possível, se dar com a observância das diretrizes paisagística gerais, contidas no item 6.4.

Utilizar com cautela o uso de forrações. As gramíneas tendem a interromper o fluxo de carbono e a compactar o solo sobre os quais incidem, impedindo a drenagem natural dos terrenos.

Desse comportamento, depreende-se a necessidade de se evitar, em projetos paisagísticos, modelos compostos unicamente por tipologias próximas às das praças ajardinadas (FIGURAS 52 e 54), no qual se observa a tendência de

implantação de extensas áreas gramadas. Recomenda-se assim, em áreas com essa característica, a supressão gradual de camadas de grama, permitindo a formação de serrapilheira junto às árvores existentes, com o aproveitamento das folhas e detritos lenhosos. Contudo a manutenção de um contingente de áreas gramadas também deve ser considerado. Poderiam compor, preferencialmente, os locais de estar da população, propiciando atividades de lazer, cultura, educação e repouso, também considerados serviços ecossistêmicos urbanos.

Já trechos de floresta urbana com tratamento paisagístico heterogêneo – áreas gramadas e áreas próximas á tipologia florestal – devem ser entendidas como um sistema, cujo grau de funcionalidade ambiental é composto pelo desempenho da cada área e da interação entre elas. Intervenções em áreas mais complexas demandam então um diagnóstico mais detalhado do grau de implantação de serviços ecossistêmicos urbano no local, a fim de nortear as modificações necessárias.

Em intervenções, nesse tipo de floresta urbana, sugere-se priorizar:

1) áreas com concepção paisagística semelhante a de estratos florestais, a fim de melhorar seu desempenho na prestação de serviços ecossistêmicos urbanos;

2) áreas com estratos arbóreos significativos sobre áreas gramadas. A supressão da grama e introdução de serrapilheira viabilizaria a implantação completa do ciclo de carbono e o paralelo de nutrientes, melhorando o desempenho ambiental do trecho;

3) áreas gramadas, mas que já tenham sido objeto de plantio de árvores ou que apresentem concentrações, no solo, de carbono mais qualificado. Tratam-se de concentrações de carbono oriundos de detritos lenhosos, representados pelas concentrações de ácidos húmicos, em áreas que apresentem valores mais negativos de carbono isotópico 13. Seriam áreas mais férteis e propícias à prestação de serviços ecossistêmicos urbanos.

Em caso de supressão de árvores, reintroduzi-las o mais rápido possível. Nesse caso, priorizar o replantio nos locais onde foram suprimidas exemplares. Há a

possibilidade de ainda existirem detritos lenhosos referentes aos indivíduos arbóreos retirados. Esses detritos configuram fonte qualificada de carbono, nutrientes que poderão ser utilizados para o desenvolvimento dos espécimes reintroduzidos.

Assim para a instrumentalização de projetos de melhoria ou introdução de serviços ecossistêmicos em trechos de floresta urbana, sugere-se o levantamento do histórico da área, simultaneamente a análises de solo. A conjunção desses dois procedimentos pode revelar atributos não perceptíveis visualmente, identificando áreas mais aptas para a introdução ou melhoria de serviços ambientais.

Por fim, em áreas cujos impactos ambientais tenham sido muito severos, rompendo limiares abióticos, podem ser reorientadas para um novo padrão de funcionamento, com base em uma área de referência. É possível modificar a prestação de serviços ambientais de uma área, levando-se em conta o que se deseja que ela venha a ser, por meio de projetos balizados por indicadores apropriados.

6.6 Diretrizes para o monitoramento da prestação de serviços ecossistêmicos

Benzer Belgeler