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Donanmanın Lojistik Teşkilatı İle İlgili Politikaları ve Gelişmeleri

Belgede Türk donanma tarihi (1923-1938) (sayfa 97-113)

Diferentemente de outras teorias, que caracterizam as organizações de acordo com o seu papel econômico, ou por sua atuação como empresa (em sua maioria privada), governo, universidade, instituto de pesquisa ou outros, neste trabalho optou-se por classificar as organizações de acordo com o papel desempenhado em relação ao conhecimento em um ecossistema. Desta forma confere-se grande flexibilidade ao arcabouço conceitual, permitindo que o mesmo seja adaptado a ecossistemas em diferentes estágios de evolução econômica, com diferentes estruturas de poder, utilizando tecnologias em diferentes estágios do ciclo de vida (nascente, crescente, madura ou em declínio), e com diferentes trajetórias de evolução histórica, econômica e cultural. Permite-se também que as organizações destes ecossistemas mudem de papel com a mudança das condições a sua volta e com a sua própria evolução.

Vários dos trabalhos consultados apontam aspectos comuns a este trabalho, como a menção a papéis que podem ser assumidos por diferentes tipos de atores presentes no ecossistema e a importância do fluxo de conhecimento e os relacionamentos entre os atores. No entanto, estes trabalhos não explicitam que papéis são estes, em especial do ponto de vista do fluxo de conhecimento, que tipo de conhecimento está envolvido e como este fluxo se dá e evolui com o tempo.

Organizações são identificadas como entidades pertencentes ao ecossistema e classificadas quanto ao seu papel de acordo com o seu estoque de conhecimento e suas atividades relacionadas a este conhecimento. Entidades que não possuam qualquer conhecimento útil ao ecossistema, portanto, não serão consideradas parte de um dado ecossistema de inovação a menos que sejam entidades integradoras relacionadas a entidades que possuam conhecimento útil.

Estas entidades podem ser formais ou informais, empresas públicas ou privadas; órgãos governamentais; organizações não governamentais e sem fins lucrativos; universidades; institutos de pesquisa científica ou tecnológica; escolas técnicas; cooperativas; redes e associações setoriais, profissionais, e sociais; comunidades de prática ou de usuários. Apesar de distintas, qualquer uma destas organizações pode assumir quaisquer papéis em qualquer combinação, mesmo papéis que comumente pertencem a organizações de outras esferas. Estes papéis são:

- Geração de conhecimento: ocupa-se da criação de novo conhecimento científico no ecossistema. O produto da geração de conhecimento é considerado como descoberta ou invenção.

- Consumo de conhecimento: ocupa-se da aplicação de conhecimento em produtos, processos, metodologias, e serviços ligados à atividade fim da organização. É através do consumo de conhecimento por parte das entidades que o conhecimento científico e/ou tecnológico é incorporado a soluções que chegam ao público em escala significativa e a custo acessível e, portanto passa a ser considerado como uma inovação na forma descrita na seção 2.1.1.2.

- Difusão de conhecimento: desempenhado por organizações que absorvem, armazenam e processam conhecimento criado por outra entidade e o transmitem a outras organizações sem, contudo, tomar parte relevante na sua criação nem consumi-lo. Ou seja, sem causar grandes avanços no “estado da arte” ou aplicá-lo em soluções disponíveis diretamente ao público. Ao desempenhar este papel, a organização pode classificar o conhecimento; zelar pela sua integridade; validá-lo; disponibilizá-lo para acesso aberto ou exclusivo de algumas organizações qualificadas; recodificá-lo em outras linguagens (línguas, jargão técnico-científico, linguagem coloquial, gráficos ou outro); desmembrá-lo em partes menores ou associá-lo a outros conhecimentos para facilitar a transmissão; criar cursos, software, metodologias ou equipamentos para permitir sua fácil absorção e utilização por outras organizações com menor capacidade de absorção; dentre outras transformações que facilitem a transmissão e a difusão do conhecimento.

- Integração: desempenhado por organizações que conectam outras organizações. Criam relações, validam credenciais, servem de repositório da reputação de outras organizações ou como avalistas destas, estabelecem ambientes de confiança, disseminam valores culturais, têm uma noção clara das habilidades e características das organizações a sua volta. Tratam dos elementos de sustentação do ambiente sem precisar gerar, difundir, nem

consumir conhecimento. São bem conectadas com as organizações que desempenham outros papéis e são capazes de visualizar necessidades e oportunidades comuns a estas organizações, gerando visões compartilhadas. Podem assumir papéis de coordenação, regulação, mediação, e até mesmo punição de aproveitadores dos recursos comuns que não contribuam com a sua parte proporcional.

É importante também mencionar um papel desempenhado internamente por entidades que dominam os conhecimentos científico e tecnológico – o desenvolvimento de

conhecimento. Esta atividade converte conhecimento científico em conhecimento

tecnológico, e pode ser feito por consumidores-geradores, geradores-difusores ou difusores puros com ambos os tipos de conhecimento. O baixo desempenho ou a não execução deste papel no ecossistema pode confinar o fluxo de conhecimento a grupos de entidades com conhecimentos afins e impedir a difusão do conhecimento desde sua criação até sua implementação em produtos, processos e/ou serviços inovadores.

A flexibilidade no desempenho dos papéis permite que um tipo de organização muito importante em um dado ecossistema, como uma agência governamental, uma empresa central ou institutos de pesquisa independentes, seja inexistente em outro sem que isto impeça o funcionamento do ecossistema. Isto porque não é o tipo de organização ou seu tamanho que é importante, mas que o mix adequado de papéis seja desempenhado por entidades do ecossistema.

Obviamente, na prática as organizações não desempenham apenas um dos papéis acima descritos de maneira pura. No entanto, o impacto que uma organização causa no ecossistema desempenhando um papel nos permite classificá-la em termos de seu papel predominante. Afinal, as organizações não são reconhecidas como celeiro de invenções, como grandes fabricantes, ou como centros de formação, quando eventualmente fabricam algumas ferramentas em seus laboratórios; treinam funcionários para desempenhar funções ou apresentam parceiros com interesses comuns.

As entidades podem ainda ser individualmente caracterizadas por sua (i) motivação para aprender; (ii) disposição em compartilhar; (iii) nível de conhecimento; (iv) desempenho na geração de conhecimento; (v) desempenho no desenvolvimento de conhecimento; assim como pelas (vi) regras utilizadas para a atualização destes parâmetros a cada interação com outros agentes e com o ambiente.

No entanto, como já mencionado, deve-se entender como a “motivação em aprender” de forma mais ampla, como a probabilidade de a organização se envolver em atividades de

aprendizado, dado o fato de que já não se trata da caracterização de uma única pessoa, mas de uma organização inteira. Este fator, portanto, depende da cultura organizacional da entidade, de sua capacidade de absorção, da curva de aprendizado do conhecimento pretendido, assim como de sua percepção das condições ao seu redor representadas pelos elementos de sustentação do ecossistema, que podem elevar ou diminuir o risco e a recompensa pelo aprendizado. À medida que a entidade interage com outras entidades e responde à demanda do ambiente, sua motivação em aprender pode variar de acordo com a heurística predominante no ecossistema para aquele tipo de entidade. Ao longo do tempo a motivação em aprender pode variar de acordo com o mindset da organização, sua forma de valorizar o aprendizado, se prioriza resultados financeiros imediatos, com sua percepção da estabilidade do ambiente de negócios, dentre outros fatores. Diferenças no mindset de um ecossistema podem fazer com que os mesmos resultados em uma interação do conhecimento sejam avaliados de forma diferente.

De maneira análoga, pode-se entender a “disposição em compartilhar” como a probabilidade de se absorver conhecimento de uma dada organização, algo que nem sempre ocorre de acordo com a vontade da mesma. Da mesma forma que a motivação em aprender, depende da cultura organizacional, da política da entidade em relação ao seu conhecimento, da complexidade de seu conhecimento e até mesmo de elementos de sustentação do ambiente como as Leis e estruturas de proteção ao capital intelectual. Isto porque neste trabalho considera-se tanto os fluxos de conhecimento voluntários como os involuntários, que ocorrem por mobilidade de profissionais, engenharia reversa e outros. Assim como a motivação em aprender varia com o histórico de interações da entidade, que podem ter sido vantajosas ( rendendo royalties de licenciamentos, trocas de patentes, parcerias, reciprocidade, ganho de reputação e outros) ou não (quando envolvem de plágio, quebras de patentes, perda de profissionais para a concorrência, e outros). Cada ecossistema terá sua forma dominante de avaliar a cessão de conhecimentos, e cada tipo de entidade pode avaliar de forma diferente dentro de um mesmo ecossistema. Estar localizada em um ecossistema onde há baixa reciprocidade e estruturas de proteção ao capital intelectual deficientes, de forma que a maioria prefira copiar a licenciar ou mesmo criar, pode levar uma entidade a dificultar o compartilhamento de seu conhecimento a cada vez que esta perceba que isto ocorreu, reforçando a proteção legal de sua propriedade intelectual, o segredo de seus projetos, a complexidade de seus produtos. Por outro lado, há ecossistemas onde os transbordamentos podem ser considerados salutares, onde o fluxo de profissionais entre as organizações é

encorajado, de maneira que a cada vez que estes ocorram a organização se sinta impelida a investir em GC para facilitar estes fluxos, aumentando a probabilidade de compartilhamento no futuro na expectativa de que haja reciprocidade futura ou externalidades positivas. Passa- se, portanto, a considerar os fluxos que Labiak Jr. (2012) optou ignorar ao aplicar o seu CKF.

É interessante ressaltar que as heurísticas utilizadas pelos agentes para modificar sua motivação em aprender e sua disposição em compartilhar nem sempre levam a um comportamento ótimo para a sobrevivência em um ecossistema. As entidades podem estar focadas em ganhos de curto prazo, ou em obter conhecimento de parceiros sem compartilhar o seu próprio, extraindo o máximo de ganho pelo mínimo de contribuição. Ou podem estar excessivamente focadas em aprender em ambientes estáticos, alocando preciosos recursos em investimentos sem retorno. Suas heurísticas, portanto, podem levá-las a comportamentos danosos ao funcionamento do conhecimento no ecossistema, e até mesmo levar entidade à sua extinção. Desta forma, a motivação em aprender a e disposição em compartilhar média em um ecossistema irão variar tanto em função do comportamento e das ações de seus componentes como em função das forças de seleção natural do ecossistema, posto que aquelas entidades exibindo comportamento que diminuam sua aptidão relativa em relação às demandas do ambiente acabarão por ser eliminadas do ecossistema.

O desempenho na geração do conhecimento e o desempenho no desenvolvimento do conhecimento também podem sofrer mudanças com os retornos obtidos pelas entidades ao desempenhar estas atividades, de acordo com a ênfase dada pelas mesmas a cada tipo de retorno e de acordo com as heurísticas utilizadas para reagir aos mesmos.

Belgede Türk donanma tarihi (1923-1938) (sayfa 97-113)