1. DOLGU MALZEMELERİNİN TEMİZLENMESİ
1.2. Dolgu Malzemelerinin Özellikleri ve Hazırlama İşlemleri
Para Beulke e Bertó (2008, p.12), em cada empresa há um meio peculiar onde “se desenvolvem diversos fenômenos que acabam por caracterizar a geração de custos da entidade e, por consequência, dos produtos ou serviços nela processadas”. É o ciclo operacional.
Sumariamente, o ciclo operacional pode ser entendido como o somatório dos tempos envolvidos, desde a contratação dos fatores de produção e distribuição até o recebimento do valor transacionado, incluindo-se entre esses dois extremos, outras fases, tais como: estocagem de insumos, sua transformação em produtos ou serviços acabados, estocagem destes e sua venda. (BEULKE; BERTÓ, 2008, p.12).
Para melhor compreensão Beulke e Bertó (2008, p.13) demonstram o ciclo operacional de uma organização hospitalar na Figura 5.
Figura 5 − Demonstrativo do Ciclo Operacional de uma Organização Hospitalar
Fonte:Adaptado pelo Autor com base em Beulke e Bertó (2008, p. 13)
Segundo Hoji (2010, p. 9), durante o ciclo operacional ocorrem vários eventos que caracterizam o ciclo econômico e financeiro.
O ciclo econômico inicia-se com a compra dos insumos de produção e encerra-se com a venda do produto ou serviço. Já o ciclo financeiro tem início com a primeira movimentação de entrada ou saída de dinheiro e finaliza-se com a última movimentação de entrada ou saída de dinheiro.
No Anexo I são apresentadas outras definições relacionadas ao dia a dia dos hospitais.
No capítulo que segue abordamos a caracterização da cidade de Sorocaba para melhor entendimento do estudo, para depois adentrarmos na pesquisa propriamente dita.
CAPÍTULO III – PESQUISA REALIZADA COM OS HOSPITAIS
GERAIS DA REGIÃO DE SOROCABA: PROCEDIMENTOS
METODOLOGÍCOS, RESULTADOS, SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS
E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Neste capítulo apresentamos a pesquisa realizada, contemplando a metodologia realizada, os procedimentos de coleta de dados, a organização desses dados, a apresentação dos resultados, bem como a análise dos resultados.
3.1. Procedimentos Metodológicos de Pesquisa
Conforme mencionado na Introdução deste trabalho, a metodologia escolhida foi aquela de abordagem tanto qualitativa quanto quantitativa.
Segundo Diehl e Tatim (2004, p. 51):
As abordagens qualitativas e quantitativas são duas estratégias diferentes pela sua sistemática e, sobretudo, pela forma de abordagem do problema que constitui o objeto do estudo. É a natureza do problema ou o seu nível de aprofundamento que determinará a escolha do método.
A pesquisa quantitativa foi escolhida para apresentar o percentual numérico e explicar os dados coletados. A pesquisa qualitativa, por sua vez, foi escolhida para abordar a interpretação da realidade vivenciada nos hospitais, pela análise dos dados obtidos.
A pesquisa com esses dois tipos de abordagens é bem apresentada por Demo (1995) e May (2004).
Para Demo (1995):
Embora metodologias alternativas facilmente se unilateralizem na qualidade política, destruindo-a em consequência, é importante lembrar que uma não é maior, nem melhor que a outra. Ambas são da mesma importância metodológica (DEMO, 1995, p.231).
Ao avaliar esses diferentes métodos, deveríamos prestar atenção, não tanto aos métodos relativos a uma divisão quantitativo-qualitativa da pesquisa social – como se uma destas produzisse automaticamente uma verdade melhor do que a outra – mas aos seus pontos fortes e fragilidades na produção do conhecimento social. Para tanto é necessário um entendimento de seus objetivos e da prática (MAY, 2004, p.146).
Outros autores enfatizam separadamente essas abordagens de pesquisa. A pesquisa qualitativa para Chizzotti (2001, p.79):
Parte do fundamento de que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, uma interdependência viva entre o sujeito e o objeto, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito. O conhecimento não se reduz a um rol de dados isolados, conectados por uma teoria explicativa; o sujeito-observador é parte integrante do processo de conhecimento e interpreta os fenômenos, atribuindo-lhes um significado. O objeto não é um dado inerte e neutro; está possuído de significados e relações que sujeitos concretos criam em suas ações (CHIZZOTTI, 2001, p.79).
A pesquisa quantitativa para Richardson (1999, p.39), caracteriza-se “pelo emprego da quantificação desde a coleta das informações até a análise final por meio de técnicas estatísticas, independente de sua complexidade”.
Além disso:
Podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais, contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar em maior nível de
profundidade, o entendimento das particularidades do
comportamento dos indivíduos (RICHARDSON, 1999, p.49).
Do mesmo modo, segundo Beuren (2008, p.80), “o que vai determinar o enquadramento em um ou outro tipo de pesquisa [...] exploratória, descritiva, explicativa [...] são os objetivos estabelecidos no trabalho”. Neste caso o enquadramento corresponde à pesquisa descritiva.
As pesquisas deste tipo têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Uma das suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados. (GIL, 2007, p. 44).
Para Lakatos e Marconi (2003) a pesquisa descritiva:
Procura observar, registrar, analisar, classificar e interpretar os fatos ou fenômenos (variáveis), sem que o pesquisador interfira neles ou os manipule. Este tipo de pesquisa tem como objetivo fundamental a descrição das características de determinada população ou fenômeno. Ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis, isto é, aquelas que visam estudar as características de um grupo: sua distribuição por idade, sexo, procedência, nível de escolaridade, estado de saúde física e mental, e outros. Procura descobrir, com a precisão possível, a frequência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com os outros, sua natureza e características (LAKATOS; MARCONI, 2003, p.52).
Andrade (2008, p. 5-6) destaca que nesse tipo de pesquisa:
Os fatos são observados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira sobre eles. Portanto, os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não manipulados pelo pesquisador.
Segundo Gil (2007, p.44), “as pesquisas descritivas são, juntamente com as exploratórias, as que habitualmente realizam os pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática”.
Após estabelecermos a abordagem e o tipo de pesquisa, partimos para a organização da revisão da literatura para embasar o estudo. Esse embasamento se deu por meio de levantamentos bibliográficos, em meio eletrônico, em banco de dissertações e teses, em periódicos e documentos, com maior ênfase no levantamento bibliográfico.
“A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”. (GIL, 2007, p. 64).
Diehl e Tatim (2004, p. 58) complementam:
Entre as vantagens da pesquisa bibliográfica está o fato de que os documentos constituem fonte rica e estável de dados. Como a análise dos documentos, em muitos casos, além da capacidade do pesquisador, exige apenas disponibilidade de tempo, o custo da pesquisa bibliográfica torna-se significativamente baixo quando comparado com o de outras pesquisas. Outra vantagem é não exigir contato com os sujeitos da pesquisa. É sabido que, em muitos casos, o contato com o sujeito é difícil ou até mesmo impossível, ao passo que, em outros, a informação proporcionada pelos sujeitos é prejudicada pelas circunstâncias que envolvem o contato. Entre suas limitações está a possibilidade de não representatividade e a subjetividade dos documentos.
Geralmente, a pesquisa bibliográfica realizada sobre um tema tem a finalidade de conhecer o estado em que se encontra atualmente o problema, quais trabalhos já foram realizados sobre isso e o que escrevem os autores sobre o assunto.
Com o embasamento teórico definido, o estudo segue na escolha de um tipo de pesquisa para definir o procedimento de coleta de dados. De acordo com Beuren (2008, p.83) “os procedimentos na pesquisa científica referem-se à maneira pela qual se conduz o estudo e, portanto, se obtêm os dados”.
A coleta de dados, conforme apontam Marconi e Lakatos (2009, p.205), é uma “etapa da pesquisa em que se inicia a aplicação dos instrumentos elaborados e das técnicas selecionadas, a fim de se efetuar a coleta de dados previstos”.
Segundo Gil (2007, p. 65) “o elemento mais importante para a identificação de um delineamento é o procedimento adotado para a coleta de dados”.
Neste caso a opção feita foi pela pesquisa de campo.
Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, de descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. (MARCONI; LAKATOS, 2009, p. 169).
Para a realização dessa pesquisa de campo o instrumento de coleta de dados foi o questionário de autoaplicação com questões fechadas, enviados aos contadores das instituições pesquisadas, no caso, os hospitais gerais da região da cidade de Sorocaba.
Segundo Diehl e Tatim (2004, p. 65):
Questionário é um instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador. Em geral, o pesquisador o envia ao informante pelo correio ou por intermédio de um portador. Depois de preenchido, o pesquisado devolve-o do mesmo modo. Como toda técnica de coleta de dados, o questionário também apresenta vantagens e desvantagens.
Para Diehl e Tatim (2004, p. 69) são consideradas vantagens:
Economia de tempo e de viagens; obtenção de grande número de dados; o alcance do maior número de pessoas simultaneamente; a
abrangência de uma área geográfica mais ampla; a economia de pessoal, tanto em treinamento quanto em trabalho de campo; a obtenção de respostas mais rápidas e mais precisas; maior liberdade nas respostas, em razão do anonimato; mais segurança, pelo fato de as respostas não serem identificadas; menor risco de distorção, por não haver influência do pesquisador; mais tempo para responder e em hora mais favorável; maior uniformidade na avaliação, em virtude da natureza impessoal do instrumento; e a obtenção de respostas que, materialmente, seriam inacessíveis.
Apesar das vantagens enumeradas, Diehl e Tatim (2004) afirmam que o questionário apresenta as seguintes limitações: percentagem pequeno de questionários que voltam (em média os questionários expedidos pelo pesquisador alcançam 25% de devolução); grande número de perguntas sem respostas: o fato de não poder ser aplicado a pessoas analfabetas, a impossibilidade de ajudar o informante em questões mal compreendidas; o fato de a dificuldade de compreensão, por parte dos informantes, leva a uma uniformidade aparente; o fato de a leitura de todas as perguntas, antes de ser respondidas, poder fazer com que uma questão influencie a outra; a devolução tardia, que prejudica o calendário ou sua utilização; o desconhecimento das circunstâncias em que foram preenchidos, o que torna difícil o controle e a verificação; o fato de nem sempre ser o escolhido quem responde ao questionário, o que invalida, portanto, as questões e exige um universo mais homogêneo.
Depois de redigido o questionário, mas antes de aplicado definitivamente, este passou por uma prova preliminar (pré-teste).
A finalidade desta prova, geralmente designada como pré-teste, é evidenciar possíveis falhas na redação do questionário, tais como: complexidade das questões, imprecisão na redação, desnecessidade das questões, constrangimentos ao informante, exaustão. (GIL, 2007, p. 137)
Para a realização do pré-teste, o instrumento de pesquisa foi submetido a 4 profissionais que trabalham nos hospitais pesquisados e que não participaram do preenchimento do questionário final, sendo dois contadores, um gerente administrativo e um analista.
Assim, o questionário apresentado no Apêndice II e utilizado para coleta dos dados foi adequado às recomendações e sugestões de melhorias destes profissionais.
Para bem compreender como se deu a aplicação do questionário é necessário aqui esclarecer a diferença entre população e amostra de pesquisa.
Na pesquisa científica, em que se quer conhecer as características de uma determinada população, é comum observar apenas uma amostra de seus elementos e, a partir dos resultados dessa amostra, obter valores aproximados ou estimativos, para as características de interesse. (DIEHL; TATIM, 2004, p. 63).
Os referidos autores definem população:
População ou universo é um conjunto de elementos passíveis de serem mensurados com respeito as variáveis que se pretende levantar. A população pode ser formada por pessoas, famílias, empresas, ou qualquer outro tipo de elemento, conforme os objetivos da pesquisa. Amostra é uma porção ou parcela da população convenientemente selecionada.
Num levantamento por amostragem, a seleção dos elementos que serão efetivamente observados deve ser feita mediante o emprego de uma metodologia adequada, de tal forma que os resultados permitam avaliar as características de toda a população. (DIEHL; TATIM, 2004, p. 64).
Marconi e Lakatos (2009, p.165), por sua vez, contribuem com a definição de amostra, como sendo “uma parcela convenientemente selecionada do universo (população); é um subconjunto do universo”.
No processo de amostragem existem duas grandes divisões: a amostragem probabilística e amostragem não probabilística.
Os tipos de amostragem probabilística são: aleatória simples, sistemática, estratificada, por conglomerado e por etapas. Já os não probabilísticos são: por acessibilidade ou conveniência, por tipicidade ou intencional e por cotas. A amostra utilizada neste trabalho foi a não probabilística.
Nesse tipo de amostragem não são utilizadas formas aleatórias de seleção, podendo ser feita de forma intencional, com o pesquisador se dirigindo a determinados elementos considerados típicos da população que deseja estudar. ‘Seu uso pode ser uma boa alternativa, entretanto apresenta maior limitação no que diz respeito à generalização dos resultados para todo o universo estudado’. (DIEHL; TATIM, 2004, p. 65).
Quanto ao tipo, este trabalho se enquadra em amostragem por acessibilidade ou por conveniência que, segundo Gil (2007) é o menos rigoroso de todos os métodos de amostragem.
Por isso mesmo é destituída de qualquer rigor estatístico. O pesquisador seleciona os elementos a que tem acesso, admitindo que estes possam de alguma forma, representar o universo (GIL, 2007, p.104).
A versão final do questionário foi composta por 22 questões fechadas, subdivididas em grupos, as quais procuram atender aos objetivos da presente investigação no sentido de responder às questões definidas na introdução deste trabalho. Os grupos são: - Características do Hospital; - Estrutura da Contabilidade; - Contabilização dos atos e fatos contábeis nos hospitais; - Contabilização dos custos; - Informações sobre auditoria das demonstrações financeiras.
O contato com os pesquisados foi feito por e-mail, com texto explicativo sobre as razões da pesquisa (Apêndice I), contudo. Inicialmente pesquisamos quais cidades compunham a DRS XVI, formada por 48 municípios, foco de nossa pesquisa. O passo seguinte foi consultar o site da CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, para identificação e obtenção dos nomes e respectivos contatos (telefone ou e-mail) dos hospitais pesquisados. Depois ligamos para todos os hospitais da nossa amostra, solicitando o e-mail dos contadores.
O envio do questionário também foi por e-mail ou por entrega direta. Da amostra, dez hospitais gerais retornaram com a resposta do questionário. Assim, pudemos contar com a colaboração de contadores, diretores administrativos e gerentes administrativos desses 10 hospitais gerais, que nos permitiram avaliar o momento que os hospitais processam o registro de suas receitas (faturamento).
Com relação à delimitação do assunto, esta pesquisa visa analisar o processo de reconhecimento das receitas hospitalares nos hospitais qualificados como gerais, da região de Sorocaba, do ponto de vista do registro contábil, obedecendo a normas e práticas contábeis.
Cabe relembrar que hospital geral é aquele destinado à prestação de atendimento nas especialidades básicas, por especialistas e/ou outras especialidades médicas. Pode dispor de serviço de Urgência/Emergência. Deve dispor também de SADT (Serviços Auxiliares de Diagnose e Terapia) de média
complexidade, podendo ter ou não SIPAC (Sistema de Procedimentos de Alta Complexidade).
Para Borba (1991, p. 59) um hospital geral é capacitado a assistir pacientes de várias especialidades clínicas e cirúrgicas, podendo ser limitado a um grupo etário (hospital infantil), a um determinado grupo da comunidade (hospital militar) ou a finalidade específica (hospital de ensino).
A sistematização dos dados coletados e o tratamento desses dados obtidos por meio do questionário aplicado foram convertidos em informações capazes de auxiliar na interpretação do fenômeno em estudo.
Para a tabulação dos dados utilizou-se elementos de estatística descritiva a partir do aplicativo Microsoft Excel®, parte integrante do pacote Office, pelo fato de propiciar uma série de recursos que auxiliam na interpretação e tratamento estatístico dos dados apresentados.
Após o tratamento foi realizada a análise dos dados.
Na análise, o pesquisador entra em maiores detalhes sobre os dados decorrentes do trabalho estatístico, a fim de conseguir respostas às suas indagações, e procura estabelecer as relações necessárias entre os dados obtidos e as hipóteses formuladas (MARCONI; LAKATOS, 2009, p. 152).
Com base nesses procedimentos metodológicos damos sequência apresentando informações acerca da cidade que representa a região estudada.