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1.3 Dolaylı Vergiler

1.3.2 Dolaylı Vergilerin Sakıncaları

4.1.1. Análises preliminares superficiais por EDS das chapas obtidas na condição SF (Sem fluxo) e CF (Com fluxo) nos prestadores de serviço A e B, com o objetivo de identificar contaminação com cloreto

Como análise preliminar, corpos-de-prova de chapas obtidas nos prestadores de serviço A e B foram submetidos superficialmente à análise por EDS. A Figura 4.1 mostra o aspecto visual geral destes corpos-de-prova, tanto na condição SF como na condição CF, em regiões com e sem manchas atípicas ao revestimento de zinco, conforme pode ser observado nas regiões assinaladas da figura. A Tabela 4.1 apresenta os resultados da análise por EDS em MEV em cada região marcada. Nesta mesma tabela, está apresentado, em detalhe, o aspecto destas regiões.

(a) corpo-de-prova zincado no

prestador de serviço A, na condição SF

(b) corpo-de-prova zincado no

prestador de serviço A, na condição CF

(c) corpo-de-prova zincado no

prestador de serviço B, na condição SF

(d) corpo-de-prova zincado no

prestador de serviço B, na condição CF

Figura 4.1 – Aspecto visual de corpos-de-prova de amostras zincadas, obtidas nas condições SF e CF, nos prestadores de serviço A e B. As regiões marcadas foram as submetidas à análise superficial por EDS em MEV.

Tabela 4.1 – Resultado das análises por EDS executadas nas regiões assinaladas na Figura 4.1.

Detalhe da região

analisada Referência Elementos detectados

Fotografia 4.1a prestador de serviço A SF Oxigênio e zinco Fotografia 4.1a prestador de serviço A SF Oxigênio, zinco e alumínio Fotografia 4.1b prestador de serviço A CF Oxigênio e zinco Continua...

Continuação da Tabela 4.1 Detalhe da região

analisada Referência Elementos detectados

Fotografia 4.1b prestador de serviço A

CF

Oxigênio, zinco e cloro

Fotografia 4.1c prestador de serviço B SF Oxigênio e zinco Fotografia 4.1c prestador de serviço B SF Oxigênio, zinco, alumínio, silício, magnésio e chumbo Fotografia 4.1d prestador de serviço B CF Oxigênio e zinco Fotografia 4.1d prestador de serviço B CF Oxigênio, zinco, alumínio, silício, chumbo

e cálcio

Na Tabela 4.1, a presença do elemento oxigênio pode ser atribuída a óxidos / hidróxidos superficiais. Já os elementos alumínio, magnésio e chumbo, possivelmente, são provenientes do banho de zinco e a presença do elemento silício pode ser atribuída ao substrato de aço-carbono utilizado. Com relação à detecção deste último elemento na superfície do AZIQ, a causa para a sua ocorrência pode ser atribuída ao tipo de substrato de aço-carbono utilizado no trabalho, fato a ser abordado no item 4.2.1.

Conforme pode ser verificado nos dados apresentados na Tabela 4.1, somente num corpo-de-prova de uma amostra (prestador de serviço A, na condição CF), o elemento cloro foi detectado. Para um outro corpo-de-prova de uma amostra obtida na mesma condição que a da amostra anterior (condição CF), só que num outro prestador de serviço (B), este fato não ocorreu. Como se supunha que a contaminação com cloro na superfície do zinco não se daria de forma homogênea e

face aos resultados preliminares das análises por EDS obtidos, decidiu-se executar uma análise mais representativa da contaminação com cloreto, isto é, uma análise que abrangesse toda a área dos corpos-de-prova representativos das diferentes amostras.

4.1.2. Teor de cloreto de corpos-de-prova de amostras obtidas na Etapa Piloto (Etapa 1) pelo método da extração com água em ebulição

Os resultados das análises individuais de determinação dos teores de cloreto em corpos-de-prova de amostras obtidas nos prestadores de serviço A, B e C nas condições SF e CF e nos prestadores D e E, na condição CF, estão apresentados na Tabela 4.2. Cada valor apresentado nesta tabela, refere-se a um corpo-de-prova diferente.

Com base na Tabela 4.2, verifica-se que os resultados dos corpos-de-prova obtidos nos prestadores de serviço A e B não apresentaram alterações significativas, entre as condições SF e CF, assim como nos resultados obtidos na análise por EDS. Para o prestador B, o teor de cloreto ficou abaixo do limite de detecção (0,5 ppm no extrato aquoso, convertidos em 0,8 µg/cm2).

O fato de corpos-de-prova de AZIQ de amostras obtidas na condição CF, nestes prestadores de serviço (A e B), não terem apresentado contaminação significativa com cloreto, pode estar relacionado com o procedimento adotado pelos operadores no momento da retirada destes do banho de zinco, como por exemplo: quantidade de sal lançada sobre as peças e distância na qual o sal é lançado pelos operadores. Supõe-se que quanto menor a quantidade de NH4Cl lançado e maior a

Tabela 4.2 – Teor de cloreto nos corpos-de-prova de AZIQ obtidos nos prestadores de serviço A, B, C, D e E. Método de extração com água em ebulição.

Teor de cloreto (µg/cm2)

Prestador de

Serviço Corpos-de-prova zincados na

condição CF Corpos-de-prova zincados na condição SF

1,1 1,2 1,6 0,9 A <0,8 <0,8 <0,8 <0,8 <0,8 <0,8 B <0,8 <0,8 6,3 1,9 6,6 1,0 C 6,8 1,2 3,5 3,2 D 2,5* 4,3 4,7 E 1,3*

Nestes prestadores, não se produziram corpos-de-prova nesta condição

* Resultados descartados para cálculos das médias aritméticas apresentadas no texto.

Para o prestador de serviço C, nitidamente houve alterações significativas no teor de cloreto nos corpos-de-prova que foram produzidos nas duas condições, sendo que para a condição CF, o teor de cloreto foi superior, em média, de 5,2 µg/cm2 com

relação aos corpos-de-prova da condição SF. No caso dos corpos-de-prova obtidos nos prestadores de serviço D e E, as médias foram, respectivamente, 3,4 µg/cm2 e

4,5 µg/cm2, sendo estes valores mais próximos aos obtidos na mesma condição (CF)

no prestador de serviço C.

Nota-se que ocorreu uma contaminação com cloreto nos corpos-de-prova obtidos até mesmo na condição SF, nos prestadores A e C, fato este que pode estar relacionado tanto com a atmosfera da linha de produção contaminada com cloreto quanto a possíveis inclusões de resíduos de “terra do zinco”.

Já foi citado que os fumos brancos liberados quando o operador lança o sal de NH4Cl no momento da retirada das peças do banho de zinco fundido (ver Figura

2.7), muito provavelmente, são devidos à decomposição deste sal, que a partir 327ºC se decompõe em amônia (NH3) e gás clorídrico (HCl), segundo a reação 4.1:

Como a temperatura das peças ao serem retiradas do banho de zinco é cerca de 400ºC a 450ºC, é muito provável que a reação 4.1 ocorra. A amônia e o gás clorídrico formados e liberados para a atmosfera podem recombinar-se, formando uma fumaça composta por finas partículas de NH4Cl que podem tanto dispersar no ar

como depositar sobre a estrutura zincada, dependendo da quantidade de partículas formadas. Mais ainda, se numa determinada área do AZIQ, uma quantidade muito grande de sal de NH4Cl for lançada, é possível que esta não seja totalmente

decomposta, apesar da alta temperatura do AZIQ, e deste modo, resíduos do sal podem ficar inclusos na superfície do revestimento.

Verifica-se, portanto, que os corpos-de-prova das diferentes amostras produzidas nos prestadores de serviço podem apresentar contaminação com cloreto em diferentes graus e o procedimento de jogar o sal de NH4Cl durante a retirada das

peças do banho fundido (condição CF) pode elevar a contaminação, o que ficou evidente nos corpos-de-prova obtidos no prestador de serviço C.

Por esta razão, neste trabalho, decidiu-se adotar a condição CF como a que potencialmente pode contaminar a superfície do AZIQ com cloreto. Face ao exposto, um grande lote de 600 chapas de aço-carbono foi zincado nesta condição no prestador de serviço C (Etapa 2), sendo que metade deste (300 chapas) foi cromatizada (CR) e a outra metade não (NCR).

4.2. Caracterização do revestimento de zinco do AZIQ obtido na Etapa 2, na