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4. GENEL BİLGİLER

4.5. TANILAMA

4.5.2. Zihinsel Engellilik Nedenleri

4.5.2.3. Doğum Sonrası Nedenler

aquelas que induzem agregação plaquetária, classe B, fosfolipases que inibem a agregação plaquetária e classe C, fosfolipases que induzem resposta bifásica (pró e anti-agregante) (KIN; EVANS, 1990). Provavelmente, a fosfolipase A2 presente no veneno da serpente B. neuwiedi pertenceà classe A.

5.4 Alterações das células da medula óssea

A avaliação hematológica fornece importantes indícios de manifestações tóxicas locais e sistêmicas induzidas pelo veneno ofídico. Alterações no número de células circulantes podem indicar o comprometimento da hematopoese devido a interferências na multiplicação, maturação ou diferenciação celular, processos esses dependentes das células pluripotentes da medula óssea, do microambiente medular e dos fatores reguladores envolvidos (WEISS, 1993).

A medula óssea é constituída por células hematopoiéticas como série eritróide, mielóide, linfóide, monocítica, megacariocítica e outras células (normalmente encontradas na medula e não classificadas dentro das séries anteriores (KUTER; GMINSKI; ROSENBERG, 1992).

Neste trabalho foi observado com o uso de fosfolipase A2, as alterações na medula óssea que mostraram significância estatística foram: o aumento do número de células eritróides (duas e quatro horas), aumento do número de células mielóides (duas, quatro, oito e dezesseis horas) e aumento do número de células linfóides (duas horas) e diminuição de megacariócitos (quatro horas).

Com o uso de lectina C, as alterações que foram estatisticamente significantes foram: o aumento do número de células eritróides (duas e quatro horas), aumento do número de células mielóides (duas, quatro e oito horas) e aumento do número de células linfóides (duas e quatro horas).

Com o uso de veneno total, as alterações que apresentaram significância estatística foram: hiperplasia das células eritróides (quatro, oito, dezesseis e vinte e quatro horas), hiperplasia das células mielóides (duas, quatro, oito, dezesseis e vinte e quatro horas) e hipoplasia dos megacariócitos (duas e oito horas). Entre o veneno total e as duas frações, o veneno total teve ação mais persistente, pois a hiperplasia das células eritróides e mielóides persistiu até 24 horas.

Como descrito anteriormente, ocorreu leucocitose no sangue circulante duas horas após o envenenamento, principalmente com o uso de fosfolipase A2. Sabe-se que o veneno dos animais peçonhentos atua no organismo humano de maneira semelhante a um trauma agudo. Assim, o veneno ofídico pode interagir com as células alvo (macrófagos, células endoteliais, fibroblastos e linfócitos) liberando citocinas, em especial a interleucina 1 (IL-1), interleucina 6 (IL-6) e interleucina 8 (IL-8), que atuariam na medula óssea ativando a produção e liberação de neutrófilos e células jovens como bastonetes e metamielócitos para o sangue periférico (BARRAVIERA et al., 1995). Desse modo, os resultados do mielograma da nossa pesquisa, associados aos do leucograma indicam aumento da produção de células hematopoiéticasmielóides.

Maria; Vassão; Ruiz (2003) inocularam a toxina jararagina da serpente Bothrops jararaca em camundongos em diferentes doses. A análise diferencial da medula óssea mostrou significante aumento das células mielóides, particularmente dos mielócitos, nas doses de 12ng e 24ng.

Trabalho realizado por Lemos; Oliveira em 2009, quanto ao efeito da peçonha bruta da serpente Bothrops moojeni e sua miotoxina, denominada BmTx, sobre a medula óssea de camundongos, mostrou que os animais que receberam peçonha bruta (β5μg) e BmTx (48ng e 96ng) apresentaram um aumento significativo de células medulares de 60%, 82% e 62%, respectivamente. Além disso, foi visto que quando comparados os grupos, o número de mieloblasto, mielócito, metamielócito, neutrófilo bastonete, monócito e linfócito entre os grupos tratados e o grupo controle não apresentaram diferenças significativas, sendo que em todos houve um predomínio de neutrófilos metamielócitos, neutrófilos segmentados e linfócitos.

Na nossa pesquisa, a contagem de megacariócitos apresentou diminuição, sendo esta redução significante com o uso de veneno total (tempo duas e oito horas) e fosfolipase A2 (tempo 4 horas), enquanto que com o uso de lectina C esta diminuição não apresentou significância estatística. A queda do número de megacariócitos na medula óssea foi acompanhada pela diminuição do número de plaquetas no sangue periférico.

A medula óssea dos animais apresentou uma hipercelularidade, com hiperplasia leve da série eritróide e da série granulocítica com o uso de veneno total e frações. A relação mielóide/eritróide aumentou com veneno total e frações, principalmente às duas e quatro horas após o envenenamento.

Neste trabalho, não foram observados vacúolos citoplasmáticos e/ou nucleares nas séries eritróide, mielóide, linfóide e megacariocítica. Todas as séries apresentaram maturação

conservada e mitoses normais. Estas observações sugerem que o veneno e as frações lectina e fosfolipase A2 da serpente Bothrops neuwiedi causam alteração quantitativa, não interferindo na morfologia celular.

A ausência de alterações qualitativas nas células do mielograma também foi observada por Nogueira et al. (2007). Estes autores estudaram a medula óssea de cães, após receberem 1mg/kg de veneno de Crotalus durissus terrificus por via subcutânea. Os resultados mostraram que no geral as células eritróides e mielóides mantiveram maturação conservada e mitoses normais. Ocorreu hipoplasia das séries eritróide e granulocítica com aumento da relação mielóide/eritróide e não foram observadas alterações morfológicas na série megacariocítica.

Porém, Ruiz et al. (1980) inocularam o veneno da serpente Crotalus viridis helleri em cães e verificaram no sangue periférico, redução no número de plaquetas e fibrinogênio, no exame da medula óssea, redução no número de megacariócitos e a presença de vacúolos citoplasmáticos nos mesmos.

Também, Takahira (1998), após injetar venenos de Bothrops jararaca e de Bothrops neuwiedi em cães, observou diminuição significante nas contagens total de plaquetas e megacariócitos, presença de alterações morfológicas na série megacariocítica, além de alterações na função plaquetária como, prolongamento no tempo parcial de tromboplastina ativada, prolongamento nos tempos de trombina, protrombina e coagulação, sendo estas alterações mais evidentes com o uso de veneno de Bothrops jararaca .

A presença de megacariócitos sem alterações morfológicas na nossa pesquisa sugere que as alterações de função plaquetária possam ser minimizadas pela produção de plaquetas normais (sem defeito) in vivo.

Benzer Belgeler