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3.2.  Yazıt Kataloğu 33 

3.2.3.  Doğrulanan Yazıtlar 87 

Em todas as escolas pesquisadas, identificamos uma diversificação da categoria docente. Esses estabelecimentos contam, em seu quadro, com professores, pedagogos, técnicos em informática, programadores, web designer e agentes de informática. Observa-se que o professor demandou profissionais de outras áreas para lhe dar suporte na escola. Isso contribui para a realização de um trabalho colaborativo, em que a ação dos professores tem como referência os projetos de trabalhos interdisciplinares, o trabalho com grupos menores de alunos e o planejamento em equipe. Lion (1998, p. 34) entende que “a nova tecnologia não apenas permite atuar sobre a natureza, como também é, principalmente, uma forma de pensar sobre ela”. Assim, o docente começa a construir novas maneiras de executar e pensar o processo educativo.

Um exemplo dessa diversificação é a função do coordenador de tecnologia educacional, coordenador de informática ou coordenador do laboratório, nomes atribuídos à mesma função nas diferentes escolas. Esse profissional geralmente é um professor que sabe trabalhar com as Tecnologias Digitais e tem o papel de apoiar os projetos desenvolvidos pelos

docentes. Nas escolas municipais, geralmente há um por turno, enquanto nas escolas privadas, um para toda a escola.

A coordenadora de informática do Colégio Itabirano tem formação em Belas Artes e teve interesse em utilizar o computador como ferramenta pedagógica. Tornou-se coordenadora de informática educacional, e hoje é responsável por três laboratórios em unidades diferentes. Segundo ela, desde 1988, quando da criação do laboratório de informática, os professores vêm diversificando as atividades desenvolvidas com o uso do computador. Já usaram o programa LOGO, o software Paint Brush e outros softwares educativos e comerciais. Cada professor desenvolve um projeto específico, cabendo ao coordenador centralizar e acompanhar as experiências realizadas no laboratório. Valendo-se do processo de acerto e erro, vão sendo implementadas formas de construção do conhecimento, baseadas em Tecnologias Digitais. O coordenador de informática é aquele que conhece e já vivenciou várias situações de aprendizagem utilizando os computadores; com esse conhecimento, ele desenvolve com os professores novos projetos de trabalho.

A professora de Geografia da E. M. Maria da Cruz destaca a importância do coordenador de informática como suporte ao trabalho do professor:

Tem a questão da orientação ao aluno e quando a gente discute o projeto eles dão idéias, esclarecem dúvidas sobre a possibilidade de usar este ou aquele recurso, eu ia fazer uma estória em quadrinhos, mas a Aline (coordenadora de informática) me disse que teve problemas, então eu desisti. Eles já nos dão dicas importantes sobre o nosso trabalho, para você chegar lá e não ficar perdido. O Projeto Pantanal deu certo, no ano que vem eu vou trabalhar de novo. O coordenador de informática acompanha e facilita o trabalho do professor.

Durante as aulas no laboratório de informática das escolas pesquisadas, identificamos maior número de pessoas envolvidas no trabalho docente. Enquanto na sala de aula convencional há somente o professor, no laboratório de informática existe a coordenadora de informática e os monitores, que são alunos voluntários. Em uma atividade na E. M. Maria da Cruz, a professora contava com o apoio de mais três pessoas (coordenadora de informática e

dois monitores) durante sua aula. No Colégio Municipal Recreio, observamos o coordenador de informática fazendo a chamada, em vez de ser a professora da turma. Nas escolas que não possuíam o coordenador de informática para auxiliar os professores, ou que tinham carga horária reduzida, tal como observamos na E. M. Isaura, no Colégio Caminho Velho e no Colégio Itabirano, o uso das Tecnologias Digitais era menor do que nas outras que incorporaram efetivamente o papel desse coordenador.

Encontramos no site do Colégio Cubano um bom exemplo de diversificação e impacto sobre o trabalho docente. O professor o utiliza para publicar notas, conteúdo, freqüência, atividades, disponibilizar arquivos, endereços de outros sites, envio de e-mail, etc. Segundo o professor de Geografia, poucos professores utilizam o site para outra atividade, além da de divulgar notas e freqüência

Mesmo nota e freqüência não são todos que utilizam, acho que não chega a 70%, visto que ainda tem a possibilidade de entregar no papel. Por exemplo, no Colégio Itabirano, o professor digita suas notas em um programa fora da internet para entregar em um disquete. No início a escola ofereceu digitação na escola e depois a escola falou: “se vira”. Eu conheço professores que pagam pessoas para digitar o material deles. O professor está terceirizando parte do seu serviço de informática. Tem muito professor que seu material é digitado pelo serviço de digitação do colégio, isto facilita pra gente. Já o lançamento da freqüência na internet aumenta o trabalho do professor, porque eu não tenho um computador na sala de aula, entretanto, eu ainda posso entregar só no papel.

O colégio Itabirano, diferentemente do Colégio Cubano, não possui no site institucional um espaço para a comunicação entre professores, pais e alunos. Com esse objetivo, o colégio contratou os serviços do site www.escola24horas.com.br (empresa que presta serviço de internet para escolas). Esse tipo de empresa oferece para a escola uma senha que permite aos alunos acessarem um espaço no site em que o professor pode disponibilizar informações sobre a sua matéria ou sugerir que os alunos utilizem as aulas virtuais produzidas pelos professores da Escola24horas. Aqui identificamos que os professores têm um novo local de trabalho que é o site. Portanto, esse profissional, ao procurar um emprego, poderá enviar

currículos para escolas, cursinhos e empresas que mantêm sites na internet voltados para a educação. O professor de Ciências do Colégio Itabirano descreve o site da Escola24horas:

Os alunos têm acesso a transparências passadas na sala de aula, porém isto depende dos professores. Tem chat. Esse ano eu fiz um chat com os alunos da 6ª série sobre viroses num domingo. Tem agenda on-line, fórum - onde os alunos deixam recados, tem antenado - onde tem fotos, comentários e tudo que se passa no colégio.

Essa diversificação da atividade docente proporcionada pela internet, em que não é mais necessário a presença física do professor, dos colegas, do livro didático, leva os professores a refletir sobre a possibilidade de substituição do docente. Para o professor de Ciências,

a tecnologia não substitui o trabalho total do professor, mas o trabalho em massa ele substitui. Sempre vai ter que ter alguém por trás para elaborar uma aula, mas aquilo é uma vez. Então essa substituição é possível. O que eu não acredito é que o aluno do futuro tenha essa autonomia. Os alunos estão muito dependentes da gente.

O professor de Geografia do Colégio Recreio acredita que as Tecnologias Digitais estão provocando mudanças na educação e, principalmente, no professor.

Com a questão das novas tecnologias, a tendência no futuro é realmente desse professor desaparecer, o catedrático que pega sua cartilha e vai com seu planejamento, com seu esquema, ele vai desaparecer. Parece que não vai ter muita saída, porque a agilidade que a máquina dá, a facilidade que ela proporciona, até mesmo a questão de custo, vai ser uma pressão para redução desse professor formal que temos hoje. Com o avanço dessa tecnologia no processo educacional, vai ser mesmo uma mudança.

A internet significa em nossa sociedade novas formas de pensar e de agir, possibilitando a comunicação e a interação entre as pessoas e os lugares. Mercado (1999, p. 15) também compartilha dessa idéia:

A internet, além de proporcionar variadas possibilidades educativas/comunicativas, configura-se em sistema de ensino por afetar tanto aos sujeitos do processo de aprendizagem como as organizações e, por proporcionar ferramentas diversificadas aos professores, constitui mudança na educação.

O Projeto Pedagógico de algumas escolas ainda não abarcou a tecnologia dentro do seu processo. Em outras, como o Colégio Claudionor, ela é trabalhada em uma sala separada

de forma fragmentada, em que o profissional não está integrado ao corpo docente da escola. Nesse tipo de instituição, o uso da tecnologia funciona como chamarisco para trazer o aluno à escola, mas, na verdade, essa tecnologia ainda não está incorporada ao seu planejamento pedagógico. No entanto, observamos que as escolas públicas não se preocupam em atrair alunos, e que a opção em usar as tecnologias parte dos professores. Nas escolas privadas, verificamos que o início do trabalho com a informática deu-se com a contratação de empresas e sem a participação do professor das disciplinas curriculares. Logo essas escolas (Colégio Centenário e Colégio Itabirano) preocuparam-se em disponibilizar os laboratórios para uso durante as aulas de Matemática, Português, Geografia, História, etc.

Benzer Belgeler