3.1. Model n Yapısı ve Ana B leşenler
3.1.2. Doğru Yanıt Farkı (DYF)
De acordo com COSTA (2001), as aglomerações industriais não ocorrem por acaso, mas dependem de vários fatores, e que podem ter sido geradas naturalmente com o passar do tempo ou incentivadas por políticas específicas. O autor destaca ainda que a intervenção do Estado na criação e manutenção dos aglomerados é fundamental para o desenvolvimento dos mesmos, e que experiências bem-sucedidas em um local podem não se repetir em outro, devido a fatores culturais, por exemplo.
GORAYEB (2002) também afirma que, por mais que boa parte das condições sejam criadas, isso não garante o desenvolvimento de uma aglomeração industrial. A autora destaca ainda a importância de uma ação governamental para gerar condições para o desenvolvimento do arranjo. A autora ressalta como de grande importância ao desenvolvimento das aglomerações, a criação de associações e entidades que possibilitem a integração entre essas organizações, principalmente quando existe necessidade de integração de empresas concorrentes, para, por exemplo, compor lotes destinados ao comércio exterior.
A mesma autora salienta também que as políticas públicas locais para o fortalecimento dos aglomerados industriais devem estar focadas em: melhorar o ambiente geral das operações das empresas locais, fornecendo infra-estrutura, facilitar o envolvimento
das empresas em projetos comuns, estimular a cooperação entre empresas e as políticas de geração de inovações.
SUZIGAN, GARCIA & FURTADO (2002) consideram que, para o desenvolvimento da competitividade nas aglomerações industriais no Brasil, seriam necessárias a contratação de um agente coordenador para estabelecer articulação entre as empresas, maior intensidade nas atividades de P&D, maior esforço na constituição de centro de formação de recursos humanos, suprimentos de serviços empresariais de apoio (pesquisas de mercado, desenvolvimento de software), implantar programas de qualidade total e certificações comuns às organizações locais e criar sistemas de informações que permitam uma eficiente interação entre as empresas locais e o restante da cadeia. Os autores destacam ainda que, a ação governamental no sentido de democratizar o acesso aos bens públicos (educação, crédito, centros de pesquisa, serviços empresariais, plataformas logísticas), é de fundamental importância no desenvolvimento dos aglomerados industriais.
Para MACHADO (2003), a maior parte do desenvolvimento dos APLs no Brasil vem ocorrendo sem grandes intervenções governamentais e alcançando resultados de crescimento expressivos, mas a ação do Estado poderá incrementar o desenvolvimento dessas empresas. CAMPOS (2004), em seu trabalho, chega também a conclusão de que é necessária uma intervenção estatal para um aprimoramento dos APLs.
No caso do cluster analisado por TELLES (2002), de fato, existe uma grande concentração de empresas de um mesmo segmento, porém, há pouca interação entre elas, fenômeno que segundo a autora, se repete na grande maioria das aglomerações industriais do Brasil. O mesmo ocorre no caso estudado por SILVA (2003), no qual as empresas não apresentaram nenhum tipo de interação e apenas a proximidade geográfica caracterizou o
cluster em estudo. Da mesma forma, NARETTO (2002), também identificou baixo nível de
relacionamento entre as empresas nos clusters analisados no Brasil.
Por outro lado, no estudo de BERNARDES & PINHO (2002), que analisaram um ambiente com características de condomínio industrial, o nível de relacionamento entre as organizações observadas foi bastante elevado, o que se deve principalmente à coordenação das atividades por uma grande empresa, em que as pequenas e médias, em geral, eram suas fornecedoras.
De acordo com o BNDES (2006), existem atualmente, no Brasil, cerca de 400 agrupamentos industriais em funcionamento nos mais diversos segmentos produtivos. Segundo o MDIC (2005), existem 143 APLs identificados no Brasil em 28 setores distintos da economia, abrangendo mais de 700 municípios.
A tabela 3.2 apresenta alguns dos setores identificados pelo Ministério do Desenvolvimento e os municípios centrais de cada um dos arranjos identificados.
TABELA 3.2. APLs identificados no Brasil por setor
SETOR REGIÃO
Agricultura Brasília, Boa Vista, Cacoal, Cruzeiro do Sul, Manacapuru, Ivinhema, Abaetetuba Artesanato Parnaíba, Caracaraí
Biotecnologia Belo Horizonte
Calçados Juazeiro do Norte, Nova Serrana, São João Batista, Goiânia, Campina Grande, Franca, Jaú, Birigüi Cerâmica Campos dos Goytacazes, São João da Boa Vista, Macapá, Rio Verde do Mato Grosso, Rio Branco, Palmas
Confecções
Salvador, Freicherinha, Brasília, Colatina, Vitória, Goiânia, Blumenau, Cuiabá, Rondonópolis, João Pessoa, Santo Bento, Caruaru, Teresina, Apucarana, Cianorte, Terra Roxa, Nova Friburgo, Caxias do Sul, Tobias Barreto, Ibitinga, Jaraguá, Caicó
Eletroeletrônica Santa Rita do Sapucaí
Floricultura Benevides, Macapá, Juazeiro, Barreiras, Guaçuí, Petrolina, Canindé do São Francisco, Janaúba, Itacoatiara, Porto Nacional, Caroebe, Rio Branco Artefatos de Pedras / Jóias Teófilo Otoni, Rio de Janeiro, Soledade, Jacobina, Nova Olinda, Cachoeiro do Itapemirim, Santo Antonio de Pádua Gesso Araripina, Curitiba
Horticultura Macapá
Laticínios Caicó, Açailândia, São Luis de Montes Belos, Bacabal, Floresta do Araguai Madeira e Móveis
Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Manaus, Macapá, Brasília, Imperatriz, Ubá, Paragominas, União da Vitória, Ji-Paraná, Boa Vista, Chapecó, Arapiraca, Marco, Linhares, Cuiabá, Arapongas, Bento Gonçalves, São Bento do Sul, Mirassol, Araguaína
Metalmecânico Tabuleiro do Norte, Vitória, Resende, Caxias Do Sul, Panambí, Joinville Ovinocaprinocultura Delmiro Gouveia, Salgueiro, Petrolina, São Raimundo Nonato, Lagarto Pecuária Ji-Paraná, Glória de Dourados, Alto Araguaia, Nossa Senhora da Glória, Paraíso Do Tocantins
Sal Marinho Mossoró
Sisal Valente
Tecnologia da Informação Brasília, Goiânia, Campina Grande, Recife, Rio de Janeiro Turismo São Luis, Coxim, Teresina, Maceió
Vitivinicultura Bento Gonçalves
Fonte adaptado de MDIC (2005)
Na tabela 3.3 são apresentados os APLs selecionados pelo Ministério do Desenvolvimento para um projeto piloto de desenvolvimento regional. A escolha destes foi realizada com base em uma dispersão territorial, contemplando os diversos setores industriais em todas as regiões do Brasil.
TABELA 3.3 APLs pilotos para projeto do MDIC
SETOR REGIÃO
Fruticultura Petrolina/Juazeiro
Gesso Araripina
Confecções Nova Friburgo
Confecções Brasília
Rochas ornamentais Cachoeiro do Itapemirim
Confecções Goiânia
Madeira e Móveis Paragominas
Confecções Apucarana
Metal mecânico Serra Gaúcha Couro e calçados Franca
Móveis Ubá
Fonte: MDIC (2005)
3.4 Síntese do capítulo
Neste capitulo foram apresentados as principais aglomerações industriais descritas na literatura, sendo feito um comparativo entre elas, com um destaque aos Arranjos Produtivo Locais que serão empregados no estudo de campo deste trabalho, na seqüência um quadro resume as principais características das diversas aglomerações.
Mesmo não sendo um objetivo deste trabalho a classificação das aglomerações industriais, esta descrição será importante para identificar as potencialidades em termos de evolução dos arranjos produtivos locais estudados.
O capitulo apresentou ainda a relação entre os aglomerados industriais e a competitividade e foi finalizado com um panorama dos aglomerados, em especial dos APLs no Brasil. Desta forma o capítulo contribuirá para uma melhor compreensão da caracterização dos APLs em estudo, quando comparados com a realidade brasileira.
No próximo capitulo a revisão bibliográfica é finalizada com um descritivo do setor têxtil e de confecções.