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5- Doğal Afet Durumu

As questões apresentadas no estudo possuem informações relevantes para a realização de uma PVP segura e respaldada em evidências científicas. Embora a literatura traga informações claras sobre o procedimento, ainda se observa não conformidades por parte de alguns profissionais. Alves, Machado e Martins (2013) preconizam em seu estudo que reunir o material antes do procedimento de PVP torna-o mais seguro, rápido, e não oferece riscos à manutenção da técnica correta ao paciente e ao profissional. De acordo com pesquisa que avaliou a técnica da punção venosa desenvolvida pelos profissionais de enfermagem, durante o preparo do material de PVP, em 80% dos casos e, em apenas 20%, o material não foi previamente preparado. Na maioria das vezes, a bandeja não era utilizada por não existir no setor, fato que dificultou o transporte do material pelo profissional (SILVA et al., 2011).

A preparação desse material envolve conhecimentos sobre toda a técnica de punção venosa, bem como as possíveis complicações. Assim, é necessário realizar essa previsão e de possíveis falhas na preparação, como apontam os estudos, que colocam em risco o sucesso do procedimento. Quanto ao uso de luvas, é um tipo de precaução padrão que protege os profissionais de uma exposição a material biológico, fato este que reduz a chance de contaminação por microrganismos potencialmente causadores de infecções. Em estudo que objetivou descrever a prática do acadêmico de enfermagem quanto à realização da PVP, foi identificado que cerca de 80% calçavam as luvas no momento da técnica (OLIVEIRA; MACHADO; GAMA, 2013; ALVES; MACHADO; MARTINS, 2013).

A realidade encontrada em um estudo observacional realizado em São Paulo apontou entre os 33 profissionais de enfermagem avaliados, em 144 horas de observação, usavam a luva em 98,8% das punções venosas, porém somente 40% usaram a luva para manipular a rede venosa e 80% na retirada do acesso venoso. Essas informações revelam a realidade de um hospital e ainda deve-se analisar o viés dos estudos observacionais, pois a presença do pesquisador pode influenciar nas atitudes avaliadas (SANTOS et al., 2013).

Em estudo de revisão integrativa realizado por Oliveira et al. (2014) sobre os passos da técnica de punção venosa pôde-se observar que a higienização das mãos não foi citada em todos os artigos; de um total de 12 estudos, somente quatro

apontaram essa etapa. As etapas anteriores à punção venosa foram pouco citadas nos artigos.

Uma das etapas com maior variação na prática é o garroteamento do membro para punção venosa. As evidências apontam que o garroteamento ou torniquete deve ser instalado 5 a 15 cm de distância do local a ser puncionado, o que propicia a dilatação da veia, promove um aumento do fluxo sanguíneo e facilita sua visualização. No entanto, requer atenção em relação ao tempo excessivo de permanência. A retirada do torniquete é recomendada somente após ser evidenciado o retorno sanguíneo, por este certificar o profissional de que o dispositivo está no interior da veia. É válido ainda salientar que a permanência do torniquete após a punção pode ocasionar a perda do acesso venoso. Em pesquisa realizada com graduandos de enfermagem identificou-se que 40% dos pesquisados não soltaram o torniquete após inserção do cateter, 10% não o fizeram porque não tinham utilizado o torniquete, 10% soltaram após fixar o dispositivo e os outros 40% não soltaram o torniquete em nenhum momento (MORETE et al., 2010; ALVES; MACHADO; MARTINS, 2013).

Em um estudo realizado em Taiwan, em uma unidade de centro cirúrgico, se observou que as principais complicações relacionadas ao dispositivo de PVP foram hematoma, edema e principalmente as flebites. No estudo destacou-se que 20% a 80% dos pacientes que apresentaram flebites possuíam fatores associados, como: idade, sexo, diabetes, desnutrição, infecções provenientes de outro local do corpo, bem como a técnica com que foi realizada a PVP (Chiu et al., 2015). Assim, mais do que saber das informações sobre a PVP, destacam-se o conhecimento das complicações e intervir para prevenir ou tratar tais complicações. A avaliação da PVP ainda é o mecanismo mais seguro para detectar possíveis complicações e é apontada como um dos passos da assistência de enfermagem a um indivíduo com dispositivo venoso.

No que se refere ao tempo de permanência e ao motivo de interrupção da terapia intravenosa em adultos no pós-operatório, evidenciou-se que, dos 40 pacientes avaliados, 43% permaneceram com o cateter por menos de 24 horas; 47%, entre 24 e 72 horas; e apenas 10% permaneceram mais de 72 horas. Os autores ainda ressaltam que o tempo de permanência do cateter não pode ser analisado isoladamente, somente com o método de punção, mas também pelo tipo de dispositivo e curativo utilizados, o tipo e o método de infusão das soluções e

fármacos e a ocorrência de complicações da terapia intravenosa (AVELAR; PETERLINI; PEDREIRA, 2013).

Tripathi, Kaushik e Singh (2008) realizaram um estudo no norte da Índia com crianças de um dia de vida a 12 anos de idade, sobre os fatores que envolvem a permanência do dispositivo de PVP, e observou-se que o grupo que fez uso da heparina após as medicações junto com a imobilização com talas do membro e cateter de calibre 22 favoreceu um maior tempo de permanência do cateter flexível. Já o menor tempo de permanência do dispositivo ocorreu em crianças jovens, com cateter de calibre 24 e inseridas na região cefálica e basílica. Os autores ainda constataram maior ocorrência de complicações, como flebite e infiltração, quanto maior o tempo de permanência do cateter. As situações especiais relacionadas à PVP requerem maior conhecimento do profissional para tomada de decisão e prevenção de agravos durante e após a punção (RODRIGUES et al., 2012).

Assim, para que haja uma prática segura e de qualidade na PVP, alguns fatores como experiência, conhecimento e agilidade para a tomada de decisão influenciam significativamente na preservação e manutenção do cateter intravenoso.

8.3 Avaliação do Ensino a Distância na Enfermagem versus o ensino