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16.) DNA-KROMOZOM-NÜKLEOTİT Hangisi yada hangileri deoksiriboz

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16.) DNA-KROMOZOM-NÜKLEOTİT Hangisi yada hangileri deoksiriboz

A legislação social do Brasil é elaborada, predominantemente, nos dois períodos ditatoriais: “Estado Novo” instaurado por Getúlio Vargas (1937-1945) e a Ditadura Militar de 1964-85. Em decorrência desse cariz autoritário, a legislação social caracteriza-se pelo conservadorismo com práticas clientelistas e assistencialistas.

Segundo a construção histórica do sistema de proteção social brasileiro destaca-se que de 1930-1945 e posteriormente de 1950-1954, se consolida neste país a “Era Vargas” ou “Era Varguista”, por corresponder ao período em que o Brasil foi governado pela mão forte e autoritária de Getúlio Vargas.

Cabe observar que,

A regulamentação das relações entre capital e trabalho foi a tônica do período, o que parece apontar uma estratégia legalista na tentativa de interferir autoritariamente, via legislação, para evitar conflito social. Toda a legislação trabalhista criada na época embasava-se na idéia do pensamento liberal brasileiro, onde a intervenção estatal buscava harmonia entre empregados e empregadores. (COUTO, 2004, p. 95)

Configura-se, portanto, nesse momento histórico, a construção de um sistema de proteção social brasileiro de caráter conservador, assistencialista e clientelista embasado em instrumentos de regulação formal, no qual a legislação criada intencionava implementar políticas sociais, com vistas à legitimação de um Estado autoritário.

Nesse contexto, os benefícios eram dirigidos apenas as pessoas que se encontravam numa situação de trabalho formal, privilegiando, assim, os trabalhadores dos grandes centros urbanos e aumentando cada vez mais a exclusão através da desproteção social, de milhares de camponeses/as que desenvolviam atividades nas áreas rurais.

Nessa realidade, vislumbra-se um fenômeno ocorrido nesse período com bastante intensidade – o deslocamento de trabalhadores rurais para as cidades (êxodo rural) – com o sonho de encontrar nos grandes centros urbanos, melhores condições de trabalho e de vida.

Para Couto (2004), a novidade no campo da legislação trabalhista, embora autoritária e controladora, se configura um avanço no que concerne à relação capital versus trabalho, ou seja, entre trabalhadores, burguesia e Estado, tendo em vista até aquele momento a inexistência de garantias nessa relação.

Todavia, outro aspecto relevante a ser apontado, diz respeito ao processo de sindicalização tanto dos trabalhadores, quanto dos empregadores. É, principalmente, nessa relação com os sindicatos que o Governo Vargas revela sua face autoritária e controladora. O controle se dá por meio de fiscalização intensa, na qual através dela, os sindicatos tornavam- se submissos e dependentes financeiramente. Assim, o Estado se organizava de tal forma, a ponto de atrelar os sindicatos ao seu controle, tornando-os cada vez mais, em organizações sem autonomia.

A Constituição promulgada em 1934 veio de forma estratégica referendar todo o aparato legal criado até aquele momento, em torno das relações trabalhistas. Na área dos direitos, essa Constituição reafirmou os direitos civis em consonância com a ideologia liberal. Nela, mendigos e analfabetos serão proibidos de votar, ao mesmo tempo em que os direitos no campo social foram ampliados, especialmente, no que toca ao trabalho formal e urbano.

Em 1937 a constituição de 1934 é substituída, por meio de um ato autoritário de Getúlio Vargas, que deu um golpe de Estado e implantou no Brasil, uma ditadura que durou até 1945. Esse período é denominado como Estado Novo.

A legitimação do Estado Novo foi sustentada pela criação de um projeto social de recorte autoritário, com sua ação voltada para a arena dos direitos sociais, entendidos como necessários ao processo de industrialização em curso no país. Buscava também a institucionalização da pressão da classe operária, transformado-a de categoria social marginalizada, cuja súbita intervenção política autônoma podia torna-se perigosa, em um setor controlável, no jogo das forças socais. (SOLA apud COUTO, 2004, p. 100).

No Brasil, portanto, nos anos da Ditadura Varguista, experiencia-se um período repleto de contradições. Por um lado, o Estado conseguiu avançar de fato na construção dos direitos sociais e na sua ampliação destacando-se, portanto, algumas ações importantes realizadas nesse período, como: a regulamentação do salário mínimo, a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), reestruturação do Ministério da Educação e Saúde, criação do Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS), da nova legislação sobre acidentes de trabalho, criação do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), criação do Departamento Nacional da Criança e da Comissão Nacional de Alimentos.

É ainda desse período a criação de todo Sistema “S” que corresponde ao Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Social do Comércio (SESC) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) a fim de promover um tipo de formação profissional específica, que atendesse aos interesses dos setores industriais em evidência. Além dessas

iniciativas, a criação da Legião Brasileira de Assistência (LBA) representou a tentativa do governo de buscar a sua legitimidade junto à população pobre.

Todavia, a atenção dispensada à área social veio acompanhada por um controle e uma intervenção mais rígida por parte do Estado, tendo em vista que essas ações do governo tinham como objetivo preparar o caminho para o desenvolvimento industrial, logo, para a expansão do capital monopolista, sem interferência da sociedade brasileira, especificamente, da classe trabalhadora.

De um modo geral destaca-se que,

Os governos que se sucederam de 1946 a 1964 tiveram uma orientação política com características democráticas trabalhistas de orientação populista, mantiveram o Estado de cunho liberal e priorizaram um trabalho voltado para a política de expansão da indústria e para políticas dirigidas às oportunidades educacionais. (COUTO, 2004, p. 104-105)

Entre os anos de 1964-1979, o Estado assume uma nova formação autoritária, de forte cariz tecnocrático e centralizador. Será um período marcado por reformas institucionais, crescimento econômico e contraditoriamente, de aprofundamento da desigualdade social (empobrecimento da população e concentração de riqueza). Nesse conturbado cenário, a política social tornou-se extensão da política econômica, contrária a prática do populismo.

De acordo com Pereira (2002, p.135) pode-se afirmar que, “[...] das principais características verificadas no período, ressalta em primeiro lugar a que expressa uma nítida modificação no conteúdo do Estado, o qual deixa de ser uma organização eminentemente populista para torna-se tecnocrática e centralizada [...]”.

No período em que se instalou a Ditadura Militar, o Brasil foi governado por cinco militares, que se diferenciaram na condução do país durante o Regime. O primeiro foi Castelo Branco (1964-1966), responsável pela instalação do regime autoritário e antidemocrático.

Verifica-se também que os primeiros anos da Ditadura foram marcados, no campo político por muita resistência por amplos setores da sociedade, dentre eles destaca-se com maior vigor o movimento estudantil, o movimento operário, partidos políticos e movimentos sociais em geral. Entretanto, essa resistência não sofreu adesão da maior parte da população e logo foi abortada pelo endurecimento do regime, através de seus aparelhos repressores e das estratégias políticas de cancelamento dos canais de participação política.

Outro aspecto significativo a considerar nos primeiros anos da Ditadura, diz respeito às ações na área social, considerando o fato de que a postura desse governo nessa área foi de

dar continuidade aos programas e projetos existentes. Entre as ações do governo Castelo Branco na área social cita-se a criação do Estatuto da Terra, a adoção do Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG) que contribuiu para a criação do Banco Nacional de Habitação (BNH), Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Vale ressaltar, entretanto, que essas últimas ações beneficiaram em larga escala a classe média, tendo em vista que a população pobre não dispunha de recursos, por exemplo, para o financiamento de moradias.

O segundo governo da Ditadura Militar teve como principal representante, o presidente Costa e Silva (1967-1969). Nesse período, a elite brasileirado país vivenciou uma de seus melhores momentos, haja vista que no cenário econômico registrou-se um crescimento significativo, conhecido como “milagre econômico”, ao mesmo tempo em que se decretou no país uma das formas mais perversas e autoritárias de condução do regime, o Ato Institucional 5 (AI5) que enrijeceu ainda mais o regime militar.

Evidencia-se, no entanto, que,

Nesse subperíodo a política social esteve mais fortemente submetida ao critério da rentabilidade econômica, negligenciando sobremaneira qualquer intento da satisfação de necessidades básicas. [...] Isso sem falar da intensificação da interferência de Agências Internacionais na definição de políticas sociais economicamente rentáveis, contribuindo, assim, para produzir as seguintes conseqüências: desigualdade social e recrudescimento de movimentos sociais autonomizados que foram alvo de forte repressão estatal. (PEREIRA, 2002, p. 139).

Tais elementos demonstram o quanto o processo de expansão das políticas sociais, nesse momento está vinculado à estratégia de legitimação do regime, uma vez que tal processo ganha maior visibilidade, justamente no contexto em que as ações estatais se tornam mais implacáveis com qualquer tipo de mobilização popular.

Dando continuidade, o governo seguinte foi assumido por um dos militares mais truculentos de toda a vigência do regime autoritário, o general Médici que governou o Brasil de 1970-1973. Sua tirania foi evidenciada por meio do aprofundamento da repressão política. Sobre esse assunto, acrescenta Carvalho (2008, p.162) que, “[...] as medidas repressivas atingiram seu ponto culminante. A nova lei de segurança nacional foi introduzida, incluindo a pena de morte por fuzilamento.” Intensificou-se também no governo Médici, a censura aos meios de comunicação (rádio, televisão e jornal), os quais eram veementes proibidos de veicular notícias que comprometessem o regime.

Com o objetivo de fortalecer o regime e ainda mais a economia, o governo Médici criou dois Planos de Governo, o de Metas e Bases para a Ação do Governo, e o I Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND), o que subsidiou os projetos desse governo. A questão agrária, mais uma vez, foi escamoteada e tratada de forma residual através da criação do Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulos à Agricultura do Norte e Nordeste (PROTERRA), bem como do Fundo do Trabalhador Rural para a Previdência Social (FUNRURAL).

Além dessas ações, também foi criado o Programa de Integração Nacional (PIN) e no campo da proteção trabalhista a custa do próprio trabalho, destaca-se a criação do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), “[...] os quais representavam mais um mecanismo de poupança a serviço da reprodução do capital e da harmonia entre capital e trabalho do que uma tentativa de integração do trabalhador ao desenvolvimento econômico”. (PEREIRA, 2002, p. 141)

Umacaracterística relevante identificada nesse período diz respeito ao crescimento na área econômica. Sobre esse momento Carvalho afirma que,

[...] a coincidência do período de maior repressão com o de maior crescimento econômico era perturbadora. [...] o aumento da desigualdade não era evidente na época. A rápida expansão da economia veio acompanhada de grandes transformações na demografia e na composição da oferta de empregos. (2008, p. 168-169).

No entanto, as conseqüências desastrosas desse período serão sentidas no decorrer dos anos seguintes, com o agudizamento das expressões da “questão social”, fruto de um processo acentuado de produção de riqueza, e ao mesmo tempo, de muita concentração e desigualdade social.

Assinala-se que no período seguinte (1974-1979), assume a condução do regime autoritário o governo de Geisel, o qual fundamentou todas as suas ações no II Plano Nacional de Desenvolvimento. Nesse governo, o modelo autoritário ainda se sustentava por meio dos instrumentos estatais existentes de controle político e popular, e as políticas sociais desenvolveram-se, nesse contexto, como respostas aos significativos focos de insatisfação social, devido às primeiras conseqüências produzidas pela desaceleração da economia, em meados da década de 70, e pelo endurecimento do regime enquanto esteve sobre o governo de Médici.

Tem-se início a partir de 1974, um lento processo de abertura democrática, na medida em que algumas ações são realizadas pelo governo Geisel, como a diminuição as restrições à propaganda eleitoral e a revogação do AI5 em 1978.

Tal processo de abertura democrática incide em grande medida e de forma muito evidente, em função do surgimento de novos/as atores no cenário político, tais como: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Brasileira da Imprensa (ABI), Igreja Católica Progressista, União Nacional de Estudantes (UNE) dentre outras segmentos específicos da população brasileira, bem como por meio de pressões internas do próprio regime militar.

Nesse momento de forte mobilização nacional, a juventude organizada, principalmente, no movimento estudantil, teve um papel fundamental no processo de redemocratização do país. Muito embora, cabe ressaltar que durante todo o período de Ditadura Militar os/as jovens foram duramente repreendidos pela violência desencadeada pelos aparelhos repressores do Estado, inclusive, sob o uso de prática de torturas, cujas inúmeras vidas foram ceifadas e muitos/as jovens encontram-se desaparecidos/as até os dias de hoje.

Esse cenáriodemonstra o fato de que entre os segmentos mais penalizados com as ações repressivas do regime e com o agravamento da desigualdade social, está o segmento juvenil. Um exemplo dessa realidade é o fato de que, no campo social, as políticas tinham como foco de ação a redução da pobreza que se alastrava no País, como conseqüência de um processo de desenvolvimento que se realizou de forma desigual, gerando concentração de riquezas para poucas pessoas e empobrecimento para a maior parte da população, dentre elas a juventude.

Assim, na tentativa de aliviar e atacar esses efeitos, vários órgãos estatais foram criados, entre eles o Conselho de Desenvolvimento Social (CDS), Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social (FAS), Ministério da Previdência e Assistência Social, Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social, dentre outros.

Sabe-se, porém, que essas ações de longe alteram a estrutura e dinâmica da vida social, permeada nesse contexto, pelos interesses da burguesia, completamente submissa às determinações da ordem capitalista.

Não se pode, no entanto, deixar de reconhecer a importância dessas instituições, pelo fato de ter se tratado de iniciativas importantes no campo da ampliação de serviços na área social, tendo como objetivo o atendimento de algumas demandas da classe trabalhadora, muito embora, haja a compreensão que isso se processe no limite dos interesses capitalistas.

Ora, esses fatos, revelam que se tratou de um período em que se vivenciou no Brasil, uma de suas maiores contradições noscenárioseconômico, político e social. Pois, de um lado os direitos civis e políticos foram duramente atacados devido ao caráter autoritário e antidemocrático do novo regime, haja vista que ganharam espaço no contexto da ditadura militar, os mecanismos de controle que visavam antes de tudo, silenciar a população e erradicar qualquer aresta que pairasse sobre o comunismo.

Outro objetivo das práticas repressivas nesse período visava desmontar as propostas dos governos populistas que assumiram o governo anterior ao golpe, e especialmente, silenciar as manifestações populares, crescentes na luta por melhores condições de vida e trabalho. Para isso, o regime recorreuà repressão, a práticas de tortura, a censura, seja dos meios de comunicação ou das manifestações artísticas variadas (teatro, dança, música etc.).

Entretanto, por outro lado é notório que os direitos sociais durante a ditadura militar foram expandidos, embora se saiba que essa expansão fez parte da estratégia de legitimar o novo formato assumido pelo Estado nesse momento histórico.

De acordo com Couto (2004, p. 136),

Pode-se então demarcar que do ponto de vista dos direitos políticos, civis e sociais, os governos que sucederam de 1964 a 1985 primaram por aniquilar os dois primeiros e por, novamente, acionar, de maneira restrita, medidas na área social, desenhando o perfil limitado e autoritário na concepção dos direitos sociais, onde os mesmos tinham a finalidade de assegurar a sustentação política do regime.

Nessas condições, entende-se que no período que correspondeu ao regime militar destacaram-se ações na área social, principalmente, no que se refere à construção de um corpo de instituições que atuariam na dimensão do planejamento, implementação e execução das políticas sociais. No entanto, concorda-se com Couto (2004), quando esta se refere a lógica perversa e repressiva que permeou essas ações.

A perspectiva dos direitos, de fato não foi a lógica recorrida pelo Estado autoritário, que durante vinte e um anos governou o Brasil. Ao contrário, esse mesmo Estado foi orientado a atuar na área social numa perspectiva de controle da sociedade e de concessão no campo das políticas sociais gerando, assim, políticas celetistas, focalizadas e fragmentadas.

O Estado durante a Ditadura Militar, além de produzir uma das maiores taxas de concentração de renda e má distribuição da riqueza socialmente produzida, perpetrou outras formas de violência contra todos os cidadãos/ãs (homens e mulheres) que ousaram se opor ao Estado autoritário dos militares.

Assim, “[...] as soluções políticas para as grandes decisões que presidiram a condução da vida nacional têm sido orientadas por deliberações de ‘de cima para baixo’ e pela reiterada exclusão das classes subalternas, historicamente destituídas da cidadania social e política.” (IAMAMOTO, 2008, p.30).

Ademais, esse contexto, gerou uma forte oposição à Ditadura Militar. Portanto, o fim da Ditadura no início da década de 1980 foi provocado por determinantes diversos, tanto de ordem econômica, como política e social. Dentre estes determinantes enumeram-se alguns, como a forte recessão econômica (nacional e internacional), gerando o crescimento da dívida externa e a emergência da anunciada “crise fiscal do Estado”, bem como o agravamento da “questão social” no País.

No cenário político, a efervescência dos movimentos populares e a ascendente pressão da sociedade civil em defesa da democracia e da ampliação da cidadania tornaram o regime militar insustentável, diante da incapacidade de dar respostas efetivas a todas essas demandas. A partir desses aspectos, vislumbrou-se um contexto permeado por avanços significativos no campo sociopolítico, embora não seja possível dizer o mesmo na área econômica, ou do ponto vista macroeconômico.

Verificou-se nesse período o processo de restabelecimento do Estado democrático, o qual possibilitou a retomada da organização de vários segmentos da sociedade – sindicatos, partidos, movimentos sociais, dentre outros – silenciados pelo autoritarismo do antigo regime. As lutas sociais por eleições diretas, conhecidas como “Diretas Já” em 1984, ganham expressão no âmbito político, contando com o apoio e o nascimento de partidos de esquerda, como o Partido dos Trabalhadores – PT (1980).

A partir dessa movimentação, entram em cena novos sujeitos políticos, como por exemplo, as organizações sindicais (o novo sindicalismo brasileiro) com forte poder de mobilização da classe trabalhadora, a OAB, Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), movimento feminista, movimento negro, e, tantos outros personagens e, representantes da sociedade civil que de forma articulada travam o debate político em torno de questões como: proteção dos direitos humanos, democracia, cidadania, justiça social, dentre outras. As reivindicações eram as mais variadas possíveis, sejam elas, a luta por terra, por moradia, por reposição das perdas salariais, pelos direitos humanos, criança e adolescente, juventude, através do movimento estudantil, dentre outros.

Esses novos personagens não apenas buscaram publicizar essas temáticas, mas sobremaneira, colocaram na agenda política do País preocupações até então pouco relevantes. E, mais, buscaram inscrever no direito positivo brasileiro, isto é, no novo marco jurídico ou

na Constituição de 1988 os seus postulados, quais sejam: instalação do Estado Democrático de Direitos, cujos princípios estivessem pautados na promoção e proteção dos direitos humanos e, da cidadania para todos/as os/as cidadãos/cidadãs brasileiros/as.

Em outros termos, o país vivenciou no campo sociopolítico, o que Silva (2000) chama de revigoramento da sociedade civil durante o processo de abertura democrática, explicitado nas inúmeras manifestações populares presenciadas no decorrer desse processo. Enfim, “[...] instaura-se um amplo processo de discussão em torno das grandes questões nacionais que iriam convergir, posteriormente, para o Congresso Nacional na promulgação da nova Constituição Federal”. (SILVA, 2000, p. 65)

Desse modo, a implementação do Sistema de Seguridade Social, apenas concretiza-se através do artigo 194 da Constituição Federal de 1988, como uma das principais conquistas no campo dos direitos sociais. Segundo esse artigo da nova Constituição, “[...] a seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativas dos Poderes Públicos e da

Benzer Belgeler