Este grupo tem como objetivo perceber como os idosos ocupam o seu tempo livre. É composto por nove perguntas fechadas que incluem os seguintes itens: ler, ver televisão, ouvir música, passear, jardinagem, horticultura, fazer trabalhos manuais, jogar cartas e conversar com os amigos. Cada um destes itens tem quatro alternativas de resposta, nomeadamente, pouco, nem muito nem pouco, bastante e muito. A pontuação atribuída às alternativas de resposta situa-se entre 1 e 4, em que as cotações mais baixas (1) destinam-se ao tempo que mais ocupam nessa atividade e 4 àqueles que a praticam pouco.
5.5 - População e amostra de estudo
A população, é entendida como um conjunto de elementos constituintes de um todo. (Quivy e Campenhoudt, 2003).
A amostra, em geral, é uma parte representativa da população que se submete à observação científica, em representação de um conjunto, com o propósito de obter resultados válidos também para o universo total investigado.
Trata-se de uma amostra não probabilística por conveniência pelo acesso fácil à mesma, e é constituída pelos idosos que aceitarem participar no estudo. A fim de atingir os
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objetivos propostos, a população alvo será constituída por 42 idosos (alguns sem a idade de idosos, mas fazem parte da instituição), institucionalizados com idades compreendidas entre os 42 e os 95 anos de idade.
Os requisitos exigíveis para o preenchimento do questionário consistiram na capacidade de resposta verbal e orientação no tempo e espaço. Ficaram excluídos do estudo os indivíduos residentes na instituição que não preenchiam estes requisitos e que não quiseram participar no mesmo.
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CAPITULO VI – ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS DA
SATISFAÇÃO DOS IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS NO CENTRO COMUNITÁRIO DE REFOIOS DO LIMA
No Centro Comunitário de Refoios do Lima, existem as valências: Lar Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário, que são o suporte fundamental da amostra escolhida, para o referido estudo.
6.1. - Introdução
Esta parte do trabalho é dedicada à apresentação, análise e discussão dos resultados do estudo, com o objetivo de interpretar o seu significado. Para isso esta está dividida em duas fases. Na primeira será feita uma análise do tipo descritivo, na segunda proceder- se-á à discussão dos resultados.
6.2 - Caracterização da instituição
O Centro Comunitário de Refoios, projetado pela sua casa mãe Casa de Caridade de Nossa Senhora da Conceição, teve início no dia 20 de Outubro de 2003. Começou com as valências de Internamento e Apoio Domiciliário, sendo criada a valência de Centro de Dia em 2006.
Esta Instituição de Solidariedade Social tem como objetivo desenvolver atividades de ação social no âmbito de apoio e proteção à terceira idade. Responde solidariamente às carências das pessoas da terceira idade que necessitam de assistência e apoio adequados, contribuindo assim para a estabilização ou retardamento do processo de envelhecimento.
Tem como valores: respeito pela individualidade da pessoa, solidariedade social, comprometimento com a comunidade, humanismo, promoção da vida e saúde, ética profissional e trabalho em equipa. (Centro Comunitário de Refoios: Regulamentos
Internos de Funcionamento das diversas valências da Instituição).
Relativamente aos recursos humanos, a instituição possui uma Diretora Técnica formada em Ciências Sociais, uma Animadora Sociocultural com formação técnico
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profissional na área, uma escriturária, uma Técnica Auxiliar de Serviço Social, um enfermeiro, um fisioterapeuta em part-time, três cozinheiras, cinco auxiliares de serviços gerais e dez ajudantes de ação direta.
Esta estrutura, prestadora de serviços, rege-se pela seguinte legislação: Despacho Normativo 75/92 de 20 de Maio, Despacho Normativo 31/2000 de 31 de Julho, Despacho Normativo 12/98 de 25 de Fevereiro, Circular nº3 de 02/05/97 da Direção Geral da Acão Social, Guião Técnico da DGAS nº7 de Fevereiro de 1996 e Decreto-Lei 64/2007 de 14 de Março.
Considerada uma das mais modernas e bem equipadas construções de apoio à Terceira idade na região, acolhe 80 utentes: 49 utentes em permanência, 11 em Centro de Dia e 20 em Apoio Domiciliário.
6.3 - Caracterização Sociodemográfica residentes em lar que participaram na amostra.
O quadro 1 contém os resultados quanto ao sexo, dos 20 idosos, que integram a amostra deste estudo. Dos 20 participantes 14 são do sexo feminino o que representa 70% da amostra e apenas 6 do sexo masculino (30%).
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Relativamente à média de idade dos participantes (quadro 2), a grande maioria dos idosos apresenta uma idade superior aos 70 anos de idade o que equivale a uma média de idades de 77,85 anos (quadro 2). Analisando esta variável em função do género, observa-se que os indivíduos do sexo masculino têm uma média de idade na ordem dos 76,17 anos (6 participantes) e as mulheres, uma média de 78,57 anos (14 participantes).
Quadro 1 - Sexo do participante
Amostra Frequência Percentagem
Masculino Feminino Total 6 30.0 14 70,0 20 100,0
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Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Os resultados relativos ao estado civil apresentados no quadro 3 permitem verificar que, o estado de viuvez é o mais marcante na amostra com 9 participantes o que corresponde a uma percentagem de 45%, seguindo-se o de solteiro com 6 participantes o que corresponde a uma percentagem de 30%, em terceiro lugar estão os casados com 5 participantes o que corresponde a uma percentagem de 25%.
Quadro 3 - Estado civil do participante
Estado civil Frequência Percentagem
Casado Solteiro Viúvo Total 5 25,0 6 30,0 9 45,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Relativamente à escolaridade dos participantes (quadro 4) o item com maior destaque 13 participantes (65%) corresponde aos sujeitos considerados analfabetos. Os participantes com habilitações ao nível de 1º ciclo são 7, o que representa 35% da amostra.
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria Sexo do participante Média de idades N.º de
participantes
Masculino 76,17 6
Feminino 78,57 14
Total 77,85 20
Quadro 2 - Idade do participante
Quadro 4 - Escolaridade do participante
Escolaridade Frequência Percentagem
Analfabeto 1º Ciclo Total 13 65,0 7 35,0 20 100,0
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Relativamente ao local onde nasceu (quadro 5), merecem destaque os nascidos no concelho de Ponte de Lima, 15 participantes (75%) e 5 participantes (25%) da amostra nasceram fora do concelho de Ponte de Lima.
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Os dados sobre a situação económica indicados no quadro 6 mostram-nos que 3 participantes, o correspondente a uma percentagem de 15% dos idosos da amostra aufere um rendimento mensal entre os 200€ e os 350€, seguindo-se um grupo de 6 participantes com valores abaixo dos 200€ que representam 30% da amostra e um, participante, 5% da amostra com um rendimento mensal de 350€ a 500€. Dez participantes, o correspondente a 50% da amostra referiram não saber o valor do seu rendimento.
Rendimentos Frequência Percentagem
menos de 200 euros de 200 a 350 euros de 350 a 500 euros Não sabem Total 6 30,0 3 15,0 1 5,0 10 50,0 55 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Considerando que para a maioria dos idosos os rendimentos económicos provem de pensões de reforma, achou-se necessário conhecer o tipo de pensão auferida (quadro 7). Assim constatou-se que a grande maioria dos idosos, 6 participantes (30%) aufere de uma reforma por limite de idade. De seguida, verificou-se que 1 participante, 5% da amostra recebe a reforma por Pensão Social. A pensão do cônjuge, corresponde a 5 participantes (25%) e 8 participantes 40% da amostra, desconhecem o motivo do seu tipo de reforma.
Frequência Percentagem
Concelho de ponte de lima 15 75,0
Fora do concelho de ponte de lima 5 25,0
Total 20 100,0
Quadro 5 - Onde nasceu
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Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Relativamente à variável “satisfação com o valor da reforma” (quadro 8) os resultados demonstram que, 4 participantes (20%) da amostra dos idosos inquiridos mostra-se satisfeito com os valores que usufruem mensalmente, mas a maioria, 16 participantes que representam 80% da amostra, afirma não estar satisfeito com o valor da reforma.
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
6.4 - Sobre os Motivos da Institucionalização
Com os resultados das questões que constituem este tema pretende-se conhecer os motivos, a iniciativa e o tempo de internamento. Considerando que a institucionalização do idoso surge para as famílias como a última alternativa, quando as outras são inviáveis e que esta se verifica no caso dos idosos com perda de autonomia, torna-se relevante conhecer os motivos (quadro 9) que levaram ao internamento.
Desta forma, observou-se que, 4 participantes (20%) atribuem o internamento à dificuldade que têm em auto cuidar-se, 13 participantes (65%) refere ter sido por falta de apoio familiar e 4 participantes (20%) apontam como razão a falta de recursos
Tipo de reforma Frequência Percentagem
Reforma por Limite de Idade Pensão Social Pensão do Cônjuge Não sabem Total 6 30,0 1 5,0 5 25,0 8 40,0 55 100,0
Quadro 7 - Tipo de reforma do participante
Satisfação com o valor da reforma Frequência Percentagem Sim Não Total 4 20,0 16 80,0 20 100,0
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económicos. Dois dos participantes, representando 10% da amostra, apontam como razão da institucionalização, a preferência de viver em lar, embora tenham família.
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Depois de conhecidos os motivos que levaram os idosos ao internamento tornou-se pertinente conhecer de onde partiu a iniciativa para o internamento (quadro 10). Segundo os resultados obtidos verifica-se que existe uma percentagem mais elevada para a opção “por iniciativa própria”, 14 participantes (70%), logo seguida pela opção “por iniciativa de familiares” 3 participantes (15%) e por fim a opção “por iniciativa de amigos” aparece a seguir com 3 participantes, representando 15% da amostra.
Quadro 10 - Iniciativa do internamento
Iniciativa Frequência Percentagem
Por iniciativa própria Por iniciativa de familiares Por iniciativa de amigos Total
14 70,0
3 15,0
3 15,0
20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Quanto ao tempo de internamento (quadro 11), pode-se concluir que a grande maioria dos idosos, 13 participantes (65%) está internado entre 1 a 5 anos. Dois participantes (10%) têm um período de residência em lar, entre 0 e 1 ano. Percebe-se segundo os resultados que 5 dos participantes (25%) da amostra está na Instituição entre cinco e dez anos.
Frequência Percentagem Dificuldade em auto cuidar-se
Falta de recursos económicos Falta de apoio familiar
Preferência de viver em Lar embora tenha família Total 4 20,0 1 5,0 13 65,0 2 10,0 20 100,0
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Quadro 11 - Tempo de internamento
Iniciativa Frequência Percentagem
De 0 a 1 De 1 a 5 De 5 a 10 Total 2 10,0 13 65,0 5 25,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
6.5 - Opiniões sobre a Institucionalização
As questões colocadas sobre esta área permitem-nos compreender a sua opinião quanto aos seus locais de residência preferidos, às atividades desenvolvidas, perceção das relações que desenvolvem dentro do lar e com os utentes, opinião sobre a privacidade e alimentação e ainda conhecer os aspetos que mais desagradam aos idosos na instituição onde se encontram.
As respostas obtidas sintetizadas no quadro 12 mostram que na maioria dos idosos, 11 participantes (55%), a sua casa é a residência de preferência, 2 participantes que representam 10% da amostra opta por residir no lar e 7 participantes (35%) da amostra não responderam.
Quadro 12 - Preferência quanto à residência
Residência preferencial Frequência Percentagem
No Lar Em casa Não responderam Total 2 10,0 11 55,0 7 35,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Na sequência das respostas anteriores e com o objetivo de conhecer de forma mais aprofundada a perceção dos idosos sobre as suas vivências foram ainda questionados sobre se “consideram que no Lar se preocupam verdadeiramente consigo?” (quadro 13),
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sendo que 18 participantes (90%), respondeu “muito”, 2 participantes (10%) respondeu “bastante”.
Quadro 13 - Sente que o Lar se preocupa consigo
Frequência Percentagem Muito Bastante Total 18 90,0 2 10,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
As relações que mantêm com os outros residentes (quadro 14) são percecionadas pela maioria 15 participantes (75%), como “muito boas”, 3 participantes (15%) afirma “boas“ e 2 participantes (10%) da amostra, “nem boas, nem más”.
Quadro 14 - Relação com outros residentes
Frequência Percentagem
Muito Boas Boas
Nem boas, nem más Total
15 75,0
3 15,0
2 10,0
20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
De forma idêntica são avaliadas as relações que estabelecem com os funcionários do lar (quadro 15). Dezanove participantes (95%) referem como “ muito boa” e 5% (1 participantes) como “boa”.
Quadro 15 - Relação com os funcionários
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Frequência Percentagem Muito boa Boa Total 19 95,0 1 5,0 20 100,0
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Quanto à privacidade dos que estão internados (quadro 16), 10 participantes (50%) da amostra responderam que é “muito boa” os outros 10 participantes (50%) responderam que é “boa”.
Quadro 16 - Privacidade dos que estão internados
Frequência Percentagem Muito boa Boa Total 10 50,0 10 50,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
No que diz respeito à alimentação (quadro 17), as opiniões expressas por 15 participantes (75%), responderam que é “muito boa” e 5 participantes (25%) da amostra, responderam que é “boa”.
Quadro 17 - Alimentação Frequência Percentagem Muito boa Boa Total 15 75,0 5 25,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
O “isolamento do meio exterior” tem sido uma questão de carácter negativo apontada em vários estudos ao referirem-se aos idosos institucionalizados. De forma a validar este pressuposto achou-se importante conhecer a frequência com que estes saem do lar (quadro 18), 8 participantes (40%) responderam que é “semanalmente”, 4 participantes (20%), responderam que é “mensalmente”, 1 participante (5%), respondeu que é “trimestralmente”, 1 participante (5%) respondeu que é “semestralmente”, 2 participantes (10%), responderam que é “anualmente” e 4 participantes (20%), da amostra responderam que não saem.
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Quadro 18 - Frequência de saída dos que estão internados
Frequência Percentagem Semanalmente Mensalmente Trimestralmente Semestralmente Anualmente Não saem Total 8 40,0 4 20,0 1 5,0 1 5,0 2 10,0 4 20,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Quanto à leitura (quadro 19), 1 participante (5%), respondeu que lê “bastante”, 2 participantes (10%), responderam que não leem “nem muito, nem pouco” e 17 participantes (85%), da amostra responderam que leem “pouco”, o que é entendível, tendo em conta que na amostra existe uma percentagem de 65% de analfabetismo.
Quadro 19 - Ler
Frequência Percentagem Bastante
Nem muito, nem pouco Pouco Total 1 5,0 2 10,0 17 85,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Já o ver televisão (quadro 20) é de facto um passatempo mais utilizado pelos elementos da nossa amostra. Dezanove participantes (95%) da amostra responderam que veem “muito” e 1 participante (5%) da amostra respondeu que vê “pouco”.
Quadro 20 - Ver televisão
Frequência Percentagem Muito Pouco Total 19 95,0 1 5,0 20 100,0
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Quanto ao ouvir música (quadro 21), é uma atividade em que 3 participantes (15%) responderam que ouvem “muito”, 14 participantes (70%), responderam que não ouvem “nem muito, nem pouco” e 3 participantes (15%) da amostra responderam que ouvem “pouco”.
Quadro 21 - Ouvir música
Frequência Percentagem Muito
Nem muito, nem pouco Pouco Total 3 15,0 14 70,0 3 15,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
De forma semelhante à alternativa anterior o tempo gasto a passear (quadro 22) é uma atividade nem sempre explorada pelos idosos institucionalizados, pois os resultados obtidos revelam que 4 participantes (20%) responderam que passeiam “muito”, 3 participantes (15%) responderam que passeiam “bastante”, 10 participantes (50%) responderam que não passeiam “nem muito, nem pouco” e 3 participantes (15%) da amostra responderam que passeiam “pouco”.
Quadro 22 - Passear
Frequência Percentagem Muito
Bastante
Nem muito, nem pouco Pouco Total 4 20,0 3 15,0 10 50,0 3 15,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
A jardinagem (quadro 23) é uma atividade pouco praticada na medida em que o maior número de respostas se inclui no item “ pouco” 17 participantes que representam 85% da amostra. Dois Participantes (10%) responderam que “nem muito, nem pouco” e 1 participante (5%) da amostra respondeu que é “pouco”.
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Quadro 23 - Fazer jardinagem
Frequência Percentagem
Muito
Nem muito, nem pouco Pouco Total 1 5,0 2 10,0 17 85,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
As respostas obtidas para a horticultura (quadro 24) mostram, que uma grande maioria dos idosos não pratica horticultura, 19 participantes (95%) da amostra. Apenas 1 participante (5%) da amostra a pratica.
Quadro 24 - Fazer horticultura
Frequência Percentagem Nem muito, nem pouco
Pouco Total
1 5,0
19 95,0
20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Fazer trabalhos manuais (quadro 25), como nas opções anteriores, é uma ocupação pouco explorada pelos participantes da amostra, 11 que representam 55%, referem que fazem “pouco” e 9 participantes (45%) da amostra referem que “nem muito nem pouco”.
Quadro 25 - Fazer trabalhos manuais
Frequência Percentagem Nem muito, nem pouco
Pouco Total
9 45,0
11 55,0
20 100,0
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Relativamente ao jogar as cartas (quadro 26) é uma atividade muito pouco praticada pelos utentes. Por esse motivo, 1 participante (5%) respondeu que joga “muito”, 1 participante (5%) que joga “bastante”, 5 participantes (25%) não jogam “nem muito, nem pouco” e 5 participantes (25%) da amostra responderam que jogam “pouco”.
Quadro 26 - Jogar às cartas
Frequência Percentagem Muito
Bastante
Nem muito, nem pouco Pouco Total 1 5,0 1 5,0 5 25,0 13 65,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Conversar com amigos (quadro 27) revelou-se uma atividade bastante praticada pelos idosos. Os dados mostram que 17 participantes (85%) responderam “muito” e 3 participantes (15%) responderam que “nem muito, nem pouco”.
Quadro 27 - Conversar com os amigos
Frequência Percentagem Muito
Nem muito, nem pouco Total
17 85,0
3 15,0
20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Quanto à questão se estão satisfeitos com atividades de lazer? (quadro 28), 1 participante 5%) respondeu que “não” e 19 participantes (95%) responderam que “sim”.
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Quadro 28 - Satisfeito com atividades de lazer
Frequência Percentagem Não Sim Total 1 5,0 19 95,0 20 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
6.6 - Caracterização Sociodemográfica dos Participantes doSAD
O quadro 29 contém os resultados que caracterizam, quanto ao sexo, os 14 idosos, que constituem a amostra deste estudo. Dos 14 participantes 6 pertencem ao sexo feminino o que representa 42,9% da amostra e 8 pertencem ao sexo masculino o que simboliza 57,1% da amostra.
Quadro 29 - Sexo do participante
Frequência Percentagem Masculino Feminino Total 8 57,1 6 42,9 14 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Relativamente à média de idade dos participantes (quadro 30), a maioria dos idosos apresenta uma idade superior aos 70 anos de idade. Analisando esta variável em função do género, observa-se que os indivíduos do sexo masculino têm uma média de idade na ordem dos 72,88 anos (8 participantes) e as mulheres, uma média de 73 anos (6 participantes).
Quadro 30 - Idade do participante
Sexo do participante Número de participantes Média de idades
Idade do participante Masculino 8 72,88
Feminino 6 73,00
Total 14 72,93
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Os resultados relativos ao estado civil apresentados no quadro 31 permitem verificar que, o estado de viuvez é o mais marcante na amostra com 7 participantes o que corresponde a uma percentagem de 50%, seguindo-se o de casado com 4 participantes o que corresponde a uma percentagem de 28,6%, em terceiro lugar estão os solteiros com 3 participantes o que corresponde a uma percentagem de 21,4%.
Quadro 31 - Estado civil do participante
Frequência Percentagem Casado Solteiro Viúvo Total 4 28,6 3 21,4 7 50,0 14 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Relativamente à escolaridade dos participantes (quadro 32) o item com maior destaque 8 participantes (57,1%) têm habilitações ao nível de 1º ciclo e os sujeitos considerados analfabetos são 6, o que representa 42,9% da amostra.
Quadro 32 - Escolaridade do participante
Frequência Percentagem Analfabeto 1º Ciclo Total 6 42,9 8 57,1 14 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
No que diz respeito ao local de nascimento (quadro 33), 11 participantes (78,6%) nasceram no concelho de Ponte de Lima e 3 (21,4%) nasceram fora do concelho de Ponte de Lima.
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Quadro 33 - Onde nasceu
Frequência Percentagem Concelho de ponte de lima
Fora do concelho de ponte de lima Total
11 78,6
3 21,4
14 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Os dados sobre a situação económica indicados no quadro 34 mostram-nos que 8 participantes, o correspondente a uma percentagem de 57,1% dos idosos da amostra aufere um rendimento mensal entre os 200€ e os 350€, seguindo-se um grupo de 5 participantes com valores abaixo dos 200€ que representam 35,7% da amostra e 1 participante, 7,1% da amostra com um rendimento mensal de 350€ a 500€.
Quadro 34 - Rendimento mensal do participante
Frequência Percentagem Menos de 200 euros De 200 a 350 euros De 350 a 500 euros Total 5 35,7 8 57,1 1 7,1 14 100,0
Fonte: frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
Considerando que para a maioria dos idosos os rendimentos económicos provêm de pensões de reforma, achou-se necessário conhecer o tipo de pensão auferida (quadro 35). Assim constatou-se que a grande maioria dos idosos, 10 participantes (71,4%) aufere de uma reforma por limite de idade. De seguida, verificou-se que 3 participantes, 21,4% da amostra recebe a reforma por pensão do cônjuge e a pensão social, corresponde a 1 participante (7,1%).
Quadro 35 - Tipo de reforma do participante
Frequência Percentagem Reforma por Limite de Idade
Pensão Cônjuge Pensão social Total 10 71,4 3 21,4 1 7,1 14 100,0
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Relativamente à variável “satisfação com o valor da reforma” (quadro 36) os resultados demonstram que, 3 participantes o que corresponde a 21,4% da amostra dos idosos inquiridos mostra-se satisfeito com os valores que usufruem mensalmente, 11 participantes, que representam 78,6% da amostra afirmam não estar satisfeitos com o valor da reforma.
Quadro 36 - Satisfação com o valor da reforma
Frequência Percentagem Sim Não Total 3 21,4 11 78,6 14 100,0
Fonte: quadro 36- frequência dos resultados aos questionários – elaboração própria
No que diz respeito ao motivo do apoio SAD, quadro 37, observou-se que 4 participantes (28,6%) atribuem o internamento à dificuldade que tem em auto cuidar-se, 3 participantes (21,4%) refere ter sido por falta de apoio familiar, 2 participantes (14,3%) aponta como razão a falta de recursos económicos.
Um dos participantes, representando 7,1% da amostra, aponta como razão do apoio, a preferência de viver em SAD, e 4 participantes (28,6%) apontam que não têm família.
Quadro 37 - Motivo do apoio SAD
Frequência Percentagem Dificuldade em auto cuidar-se
Falta de recursos económicos Não tem família
Falta de apoio familiar