2. BİRİNCİ BÖLÜM: SOMALİ`NİN SOSYO-KÜLTÜREL YAPISI
3.5. Dinsel Farklılıklar ve Gruplar
As fontes de recursos do BNDES n˜ao foram sempre as mesmas, mudando sua na- tureza ao longo dos anos. Nessa se¸c˜ao listamos algumas das principais fontes de recursos destacadas pela literatura e a varia¸c˜ao da composi¸c˜ao relativa dos recursos atualmente dispon´ıveis para a institui¸c˜ao na ´ultima d´ecada.
De acordo com Monteiro Filha (1995), inicialmente criado como gestor do Fundo de Aparelhamento Econˆomico, o fundo que seria criado atrav´es do CMBEUA, o BNDE deveria administrar e garantir os cr´editos em moeda estrangeira - comprometidos com o programa de mesmo nome - al´em de analisar e financiar projetos integrantes daquele programa. Por´em, com o cancelamento do acordo de coopera¸c˜ao outras fontes de recursos tiveram que ser providas ao banco de modo que ele pudesse servir como meio para o governo desenvolver suas pol´ıticas.
Assim, de acordo com Bernardino (2005), quando a institui¸c˜ao foi efetivamente criada a principal fonte de recursos era o adicional restitu´ıvel sobre o imposto de renda, que veio a ser extinto em 1964, passando o BNDE, no biˆenio 1965/66, a receber 20% da arrecada¸c˜ao do imposto de renda. No exerc´ıcio de 1967, em estrita obediˆencia ao Decreto-Lei 62, de 21 de novembro de 1966, o Banco recebeu 10% do imposto de renda devido no exerc´ıcio e, em contrapartida, transferiu aos contribuintes a titularidade de suas a¸c˜oes.
Na d´ecada de 70, como afirma Vasconcelos (2011), as fontes de recursos do BNDES foram inst´aveis. Sendo que a partir de 1974, o BNDE passou a contar com os recursos provenientes das contribui¸c˜oes do PIS e do Pasep, criados em 1970. De acordo com Correa (1996) e Curralero (1998) isso permitiu um grande salto no volume total de capta¸c˜ao, com um crescimento de 200% em 1976.
J´a partir de 1989, no contexto da cria¸c˜ao da nova constitui¸c˜ao, as fontes de recurso do BNDES foram realteradas e, de acordo com Bernardino (2005), atualmente elas adv´em principalmente das seguintes fontes: Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que recebe as contribui¸c˜oes do PIS e do Pasep (respectivamente, Programa de Integra¸c˜ao Social e Programa de Forma¸c˜ao do Patrimˆonio do Servidor P´ublico), dota¸c˜oes or¸cament´arias da Uni˜ao, recursos captados no exterior e recursos decorrentes do retorno de suas opera¸c˜oes. A Tabela 3 lista a propor¸c˜ao geral dos recursos em rela¸c˜ao ao total na ´ultima d´ecada. Tabela 3 – Sistema BNDES (consolidado) composi¸c˜ao do passivo total em dezembro (em
%) Composi¸c˜ao 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 FAT 49,2 45,6 47,6 50,7 55,5 59,7 59,6 46,3 34,1 27,4 26,9 Pis-Pasep 19,9 14,1 14,7 14,4 14,9 15,3 15,7 11,7 8,4 6,4 6,0 Tesouro Nacional 5,7 11,7 13,6 14,2 12,7 8,9 8,4 17,3 40,2 52,4 55,2 Passivo Externo 18,4 21,0 17,9 14,0 10,0 8,4 6,8 6,9 4,6 4,1 3,5 Outros 6,8 7,6 6,2 6,7 6,9 7,7 9,5 17,8 12,7 9,7 8,4 Total 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 Fonte: BNDES, apud Lamenza, Pinheiro e Giambiagi (2011)
recursos conta da sua liga¸c˜ao com o FAT. A receita do PIS-Pasep, nos termos do art. 239 da Constitui¸c˜ao, tem sido destinada na propor¸c˜ao de 40% ao BNDES (FAT constitucional) e de 60% para o seguro-desemprego. Tradicionalmente, o que se gastava com seguro- desemprego era um valor menor do que aquele que o Minist´erio do Trabalho recebia a t´ıtulo de 60% do PIS-Pasep, o que gerava uma sobra que se adicionava ao saldo do FAT aplicado pelo BNDES. Esse adicional comp˜oe o que se denomina Dep´ositos Especiais do FAT. O estoque do FAT total crescia ent˜ao duplamente, pelo acr´escimo dos novos fluxos da parcela do BNDES que iam se incorporando ao FAT constitucional e pela adi¸c˜ao do estoque dos dep´ositos especiais.
No entanto, de acordo com Giambiagi, Rieche e Amorim (2009), depois de 2003 os recursos `a disposi¸c˜ao do BNDES passaram a apresentar um decr´escimo gradual pois, apesar da queda da taxa de desemprego, a despesa do FAT com seguro-desemprego au- mentou de forma expressiva pela combina¸c˜ao de aumentos do sal´ario m´ınimo que afeta uma propor¸c˜ao importante desses benef´ıcios e da maior formaliza¸c˜ao da economia.
Com isso, apesar da maior arrecada¸c˜ao propiciada pelo aumento da receita tribu- t´aria nos ´ultimos anos, a despesa do FAT com seguro-desemprego vem sendo superior ao valor que ingressa nos cofres do Tesouro na forma de 60% da receita do PIS-Pasep. Dessa forma, a contribui¸c˜ao positiva que o fluxo l´ıquido associado aos dep´ositos especiais vinha representando at´e meados da d´ecada sofreu uma mudan¸ca de sinal5.
Giambiagi et al (2009) apontam que devido ao FAT, a principal fonte de recursos do BNDES, estar escasseando, ser´a necess´ario que o BNDES fa¸ca novas formas de capta¸c˜ao a partir de 2010. E no cen´ario em que o Banco sustenta o patamar atual de desembolsos em termos reais, seriam necess´arias novas opera¸c˜oes com o Tesouro Nacional em mon- tantes significativos que, embora em valores decrescentes, n˜ao se esgotariam no horizonte analisado.
Lamenza, Pinheiro e Giambiagi (2011) apresentam a mesma preocupa¸c˜ao sobre o futuro da institui¸c˜ao, pois embora o volume de desembolsos do banco tenha crescido exponencialmente, passando de 7 R$ Bilh˜oes em 1995 para 168 R$ bilh˜oes em 2010, nos ´
ultimos quatro anos esse processo se deu concomitantemente a uma expressiva inje¸c˜ao de recursos por parte do Tesouro Nacional. Isso fica claro Gr´afico 6, onde podemos ver que a composi¸c˜ao de recursos de tesouro como percentual dos recursos totais da institui¸c˜ao tem sido crescente nos ´ultimos anos.
Diante disso Lamenza, Pinheiro e Giambiagi (2011) levantam dois cen´arios poss´ıveis: um com o tesouro nacional fazendo constantes repasses para a manuten¸c˜ao do volume real de desembolsos e outro com a manuten¸c˜ao do atual volume nominal de desembolsos feitos pelo Banco.
o BNDES, por outro lado, em um estudo6 defende que, apesar dos altos repasses
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para uma tabela mais detalhada da situa¸c˜ao do FAT favor consultar Prochnik e Machado (2008)
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Gr´afico 6 – Estrutura de Capital do BNDES
Fonte: BNDES (2011, slide 44)
governamentais do tesouro para o BNDES terem um custo elevado, os benef´ıcios governa- mentais como o crescimento econˆomico resultante e o aumento da arrecada¸c˜ao resultante se tornariam superiores a esses custos. O que parece demonstrar um interesse por parte da institui¸c˜ao em garantir a continuidade de inje¸c˜ao de recursos do tesouro em um horizonte pr´oximo.
No entanto, conforme Gerardo (2010) destaca a an´alise do impacto fiscal das con- cess˜oes da Uni˜ao ao BNDES deve ser calculada n˜ao com base nos resultados gerais apre- sentados pelo bancos, mas com base na diferen¸ca de taxas entre, de um lado, do custo m´edio da d´ıvida p´ublica federal e, de outro, a remunera¸c˜ao do empr´estimo pactuada so- mada aos ganhos brutos do banco com os recursos obtidos com a opera¸c˜ao, acrescido do impacto fiscal oriundo do saldo dos empr´estimos concedidos pelo BNDES. Ou seja, baseado na diferen¸ca da remunera¸c˜ao concedida comparativamente pelas taxa de juros de longo prazo e a SELIC.
Essa quest˜ao das diferen¸cas na remunera¸c˜ao dada pelas Taxas SELIC e TJLP, as- sociadas `a inje¸c˜ao de recursos do Tesouro Nacional ´e algo, portanto, que levanta pre- ocupa¸c˜oes fiscais e pedem por novas pesquisas, que possam responder quais os efeitos macroeconˆomicos que podem ocorrer com a manuten¸c˜ao desse cen´ario no longo prazo.