3.BİR ÇOKKÜLTÜRLÜLÜK ÖRNEĞİ OLARAK HASIRLI MAHALLESİ 1518 tarihli nüfus sayımına göre Diyarbekir şehir merkezinde 6
3.3. Hasırlı Mahallesi’nde Çokkültürlülük Örüntüler
3.3.2. Dinsel Çeşitlilik ve Hoşgörü
Este estudo investigou a percepção que os assistentes sociais de três municípios, considerados de pequeno, médio e grande portes, no Vale do Paraíba Paulista, têm da educação permanente e de seus reflexos na qualidade dos serviços prestados.
Nesta parte, os pesquisados narram suas experiências sobre a educação permanente e, por meio da investigação empírica alicerçada nas narrativas dos assistentes sociais, considerados como a maior tecnologia da Política Nacional de Assistência Social, buscou-se conhecer como ocorre a busca autônoma por educação permanente e sua implicação na consolidação da identidade profissional, bem como identificar como se processa a dinâmica desta educação permanente nos espaços governamentais e não governamentais dos municípios pesquisados, compreendendo os reflexos da educação permanente na qualidade dos serviços prestados à população demandatária de ações socioassistenciais, e, por fim, analisar as propostas e desafios que a categoria profissional coloca em face da educação permanente.
Inicialmente, a pesquisa seria realizada com oito assistentes sociais que atuassem no SUAS, pertencentes aos CRAS e a organizações sociais de três municípios distintos, considerados pelo porte. Logo após o início da pesquisa, o número foi reduzido para seis, pois dois profissionais desistiram da participação: um por motivos pessoais e familiares, sendo esse profissional pertencente ao município de grande porte; e outro de um município de médio porte, em razão da sobrecarga de trabalho.
Importa informar que, no período de elaboração do projeto de pesquisa, foram realizadas inúmeras visitas institucionais às organizações sociais e prefeituras de diversas cidades e inúmeros contatos pessoais com profissionais, na tentativa de encontrar assistentes sociais que desejassem participar da pesquisa, porém, sem sucesso. Nas organizações sociais de dois municípios de pequeno porte, não foi localizado nenhum profissional no quadro funcional. Nos municípios de pequeno porte, também nenhum dos profissionais atuantes nas prefeituras, depois de esclarecidos os objetivos da pesquisa, desejou participar. Em duas prefeituras de cidades de médio porte, uma pertencente ao Vale do Paraíba Paulista e outra, ao Litoral norte do Estado, também não se conseguiu adesão para participação na pesquisa.
Portanto, chegou-se ao número de seis profissionais após significativo esforço por parte da pesquisadora em querer manter a representatividade, segundo critérios de pequeno, médio e grande portes para os municípios e origem governamental e não governamental para
os espaços sócio-ocupacionais. Contudo, entendeu-se que as entrevistas realizadas foram suficientes para alcance dos objetivos propostos.
De comum, decorre-se o fato de serem profissionais atuando diretamente na política de assistência social no âmbito do município, prestando serviços a uma população que se encontra em situação de vulnerabilidade social, atuações essas que demandam formação contínua, tendo em vista a necessidade de busca pelo aprimoramento profissional e o compromisso com a qualidade dos serviços prestados, conforme preconiza o Código de Ética do Assistente Social (CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL, 2007).
Na sequência, apresentam-se os entrevistados:
O primeiro profissional a narrar suas considerações a respeito da educação permanente é o entrevistado número 1 (E1), formado há 11 anos, atua como assistente social há 10 anos. Destes, permaneceu por oito anos numa prefeitura, prestando serviços, e, nos últimos três, diretamente em uma organização social, desenvolvendo suas ações com as famílias de um município considerado de grande porte. Em seu espaço de trabalho, assume a coordenação da parte técnica (constituída somente por assistentes sociais) e administrativa. Há sete anos concluiu uma pós-graduação lato sensu na área da família e, desde essa época, não realizou nenhuma outra capacitação. Ao realizar seu relato, no momento da entrevista (E1), expressou sua profunda frustração diante da impossibilidade de realizar um curso de pós-graduação
stricto sensu até aquele momento, afirmando ser este seu grande desejo. Nessa direção, duas
tentativas foram realizadas pelo profissional, porém os resultados não foram satisfatórios. Outro assistente social é o entrevistado número 2 (E2), que exerce sua profissão há três anos numa organização social voltada ao trabalho socioeducativo com crianças e adolescentes. Essa organização social situa-se num município de grande porte. No espaço de trabalho, desenvolve ações com equipe interdisciplinar composta por pedagogos e psicólogo. No momento da entrevista, esse profissional estava realizando um curso de pós-graduação
lato sensu em Gestão de Pessoas.
A entrevistada número 3 (E3) atua como assistente social há 13 anos, embora tenha concluída a graduação há 27 anos. Anteriormente, trabalhava fora do âmbito da profissão. Sua inserção na área de Serviço Social ocorreu num período em que buscava apoio para o tratamento de seu filho portador de deficiência, sendo contratada para trabalhar justamente no local onde o filho foi inserido e onde, atualmente, assume a coordenação geral da organização. Essa organização social, voltada ao trabalho com pessoas com deficiência, situa- se numa cidade de médio porte, e as ações que desenvolve são engendradas no contexto da interdisciplinaridade. Nessa organização, estão presentes professores, fisioterapeuta,
psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, pedagogo e dentista. Essa profissional informou não ter realizado, até o momento da entrevista, nenhum curso de pós-graduação.
O entrevistado número 4 (E4) atua como assistente social há seis anos, numa prefeitura de um município de grande porte. Em seu espaço sócio-ocupacional, desenvolve sua ação com famílias e indivíduos demandatários da assistência, partilhando o trabalho com outros assistentes sociais e um psicólogo. Esse profissional informou não ter realizado, até o momento, nenhum curso de pós-graduação.
O entrevistado número 5 (E5) atua como assistente social há 17 anos, embora tenha concluída a graduação há 29 anos. Anteriormente, trabalhava fora do âmbito da profissão, e nos dias atuais encontra-se inserido numa prefeitura de um município considerado de grande porte. Em seu espaço sócio-ocupacional, também desenvolve sua ação com famílias e indivíduos demandatários da assistência, entretanto, tais ações não são partilhadas por equipe interdisciplinar. Por fim, informou ter realizado duas pós-graduações lato sensu: uma em Educação e outra em Políticas Sociais e Atendimento à Família.
O entrevistado número 6 (E6), apesar do receio em conceder entrevista por motivos de inibição, apresentou-se solícito em participar. Este entrevistado atua como assistente social há nove anos, embora tenha concluído o curso de Serviço Social há 24 anos. Anteriormente, trabalhava fora do âmbito da profissão, e nos dias atuais encontra-se inserido numa prefeitura de um município considerado de pequeno porte. No seu espaço sócio-ocupacional, como os demais profissionais que também atuam em prefeituras, desenvolve sua ação com famílias e indivíduos e de forma partilhada com outro assistente social e psicólogo. Informou, com pesar, não ter realizado, até o momento, nenhum curso de pós-graduação.
O que torna similares as narrativas, não obstante as particularidades dos três municípios, a diferenciação dos espaços sócio-ocupacionais de cada entrevistado, o variável tempo de atuação e a especificidade da população demandatária dos serviços prestados, é o contexto no qual tanto os profissionais entrevistados quanto a população usuária estão inseridos. Tal contexto revela a experiência partilhada sobre o que significa estar situado dentro de uma política de assistência social seja na posição de viabilizador de direitos, seja na posição de usuário.
A arena política em que se encontra a assistência social, bem como as demais políticas públicas, é marcada pelo forte viés neoliberal que rege todas as ações na sociedade capitalista. Nesse sistema, a estruturação da forma como se dá a produção não ocorre de modo simples, mas, ao contrário, assume uma característica dúplice, pois, ao mesmo tempo em que promove o acúmulo de riqueza de um lado, gera a miséria do outro (MARTINELLI, 2011b).
Portanto, enfatizam-se categorias amplas (estruturais e conjunturais) para mediar a articulação com a necessidade de educação permanente expressa pelas narrativas dos assistentes sociais. Tal ênfase é necessária porque os profissionais bem como a população usuária da assistência estão inseridos nesses contextos inter-relacionais.