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Dinamik Otokorelasyonlu Etkiler (DCCE) Tahmincisi

4.3. BULGULAR

4.3.10. Dinamik Otokorelasyonlu Etkiler (DCCE) Tahmincisi

Os estoques de peixes, como recurso natural renovável, mantêm rendimento biológico sustentável, cuja taxa de renovação depende da magnitude do estoque, que é deixado inexplorado para se perpetuar em períodos subseqüentes.

De acordo com GULLAND (1968), existem diversos modelos bio- ecônomicos para analisar os recursos pesqueiros. Dentre eles, destacam-se os modelos de produção global também denominados de modelos de produção excedente que, embora simples, são muito utilizados para estudar a dinâmica de populações haliêuticas.

De acordo com GULLAND (1968), o recurso a essa visão simplificada da dinâmica de um estoque, ignorando a estrutura etária, a estrutura espacial e outros aspectos de maior complexidade da dinâmica do estoque, tem sido prática corrente em avaliação de recursos haliêuticos, especialmente quando não há informação disponível sobre a composição etária e medidas de tamanho das capturas. Freqüentemente, o estoque não pode ser medido diretamente, sendo necessário recorrer a uma estimação indireta deste através de índices de abundância do estoque. O exemplo mais comum desses índices é a Captura por Unidade de Esforço (CPUE).

O modelo desenvolvido por SCHAEFER (1954) utilizou a seguinte função logística para descrever a variação da biomassa de uma população na ausência de exploração:

( )

X F X K r rX K X X dt dX = − = − 2 ) ( )) ( 1 ( (1) em que r = dt dX

representa a taxa instantânea de variação do estoque de X, indicando a produção excedente num instante infinitesimal; r representa a taxa intrínseca de crescimento e indica o balanço entre a taxa de natalidade máxima e a taxa de mortalidade mínima, quando a população é muito pequena e o seu crescimento não está limitado pelos recursos do meio; e K representa o estoque de peixes que deve persistir na ausência de pesca ou outras influências externas e correspondente a uma situação em que o estoque se encontra em equilíbrio natural com os recursos do meio (carrying capacity). A Figura 3 ilustra a função logística apresentada em (1). Nota-se, nessa figura, que X* indica a produção máxima sustentável. Essa quantidade coincide com a máxima taxa de crescimento do F(X), e dessa forma a quantidade X* pode ser capturada ao longo do tempo sem reduzir o estoque no longo prazo. Maior quantidade capturada é

ente se podem obter

que a primeira indica as mudanças no estoque de recursos e a segunda, as mudanças na captura.

stas equa e pode ser prese te fo

possível no curto prazo, mas essa quantidade não pode ser sustentável no longo prazo.

Essas capturas máximas que potencialm

continuamente do estoque são designadas por Capturas Máximas Sustentáveis, abreviadamente MSY (Maximum Sustainable Yield).

O modelo que indica a dinâmica da exploração dos recursos pesqueiros pode ser representado por meio de duas equações diferenciais, em

E çõ s m re ntadas da seguin rma,

) ( ) (X Y t F dt dX = (2) 15

X* MSY

F(X)

K X

Fonte: Adaptado de SCHAEFER (1954).

Figura 3 – Representação da função logística de crescimento do recurso pesquei- ro.

em que F(X) indica taxa de mudança da população de peixes e Y(t), taxa de captura (e.g. toneladas/ano). A mudança no estoque é o resultado da diferença na taxa de crescimento (F(X)) e na taxa de captura (Y(t)). Ressalta-se que as capturas são proporcionais às dimensões do estoque e ao esforço de pesca, podendo as capturas ser representadas como uma função do estoque e esforço de pesca:

qEX

=

Y (3)

em que E é o esforço de pesca6 e q, coeficiente de capturabilidade que mede a eficiência de cada unidade de esforço de pesca em capturar peixes. A equação anterior pressupõe que a captura por unidade de esforço (CPUE) é um índice da

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O esforço de pesca é um conceito abstrato que teoricamente engloba todos os insumos físicos utilizados na captura.

abundância do estoque e que “q” relaciona linearmente a abundância com a CPUE: qX E Y = (4) Substituindo (3) e (1) em (2), tem-se: qEX X K r rX dt dX − − = 2 / ) ( (5)

Nota-se que, quando Y(t) > F(X), o estoque tende a diminuir ( <0)

dt dX

e vice-versa. Numa situação em que as capturas não provoquem nem aumento nem diminuição sistemática do estoque, =0

dt .

Geralmente, a intensificação da pesca, pelo aumento do esforço de pesca e pela utilização de equipamentos modernos, traduz-se em tendência de retornos decrescentes por unidade de esforço

d

de pesca aplicado (GULLAND, 1968;

ra ter m

is às dimensões do estoque e ao esforço de pesca

prazo, esta deve ser menor ou igual à taxa de regeneração (CLARK, 1990).

X

SCHAEFER, 1954).

Tendo em vista que os estoques de peixes são recursos de propriedade comum e de livre acesso, a exploração tende a apresentar contornos indesejáveis, à medida que o aumento do esforço de pesca, com técnicas cada vez mais modernas, promove tendência à “sobrepesca”, já que cada produtor compete pa ob aior volume possível de captura, em dada área de pesca (PAEZ, 1991).

Uma das características essenciais dos recursos naturais renováveis é o fato de o seu estoque não ser fixo, ou seja, tanto pode crescer como decrescer. Entretanto, há um nível de estoque máximo (ex. o K da Figura 3), que é determinado pelas condições do meio ambiente, isto é, uma capacidade máxima de suporte do ecossistema (Carrying capacity), em que existe o recurso e as capturas devem ser proporciona

(PEARCE e TURNER, 1989).

A extração ótima requer taxa de uso sustentável do recurso pesqueiro, o que significa que, no longo

A dinâmica dos recursos pesqueiros, como recursos naturais renováveis, é muito influenciada pela dinâmica do progresso tecnológico e da eficiência. Na equação (5), nota-se que, com a presença de progresso tecnológico e, ou, melhorias em eficiência técnica, podem-se produzir maiores quantidades desses recursos com as mesmas quantidades de insumos utilizados na produção. Levando em conta os impactos do progresso tecnológico e da eficiência na produção pesqueira, as metas estabelecidas para a sustentabilidade da produção terão maiores possibilidades de serem alcançadas (MORRISON PAUL, 2000).

CAPÍTULO 2

INDICADORES GERAIS E PARCIAIS DA DISPONIBILIDADE DO ESTOQUE DE RECURSOS PESQUEIROS

EM CABO VERDE, NO PERÍODO DE 1982 A 2001

Benzer Belgeler