II. BÖLÜM-AMPRİK ÇERÇEVE:
3. Montessori Yöntemi ve Din & Ahlak Eğitimine Yönelik Bulguların
3.6. Din ve Ahlak Eğitiminde “İnanç ve İbadet”
Até a Revolução Industrial, as notícias tinham por função apenas relatar os acontecimentos muito importantes. Assim, estavam estritamente voltadas para o comércio, os meios políticos e os manufatureiros. Somente após, com a conquista do interesse do público, viriam a ser difundidas massivamente.
Gadini (2003) relata que, com o advento dos jornais, após a época da panfletagem, e dos tipos móveis de Gutenberg, verifica-se que os primeiros jornalistas, ao escreverem para a este “novo” meio, buscaram a satisfação pessoal em primeiro lugar. Assim, constata-se que os homens letrados buscavam encontrar no jornal o que não encontravam no livro. Dessa maneira, por analogia, vê-se o mesmo processo nos dias atuais, ou seja, os homens letrados do século XXI buscam nos blogs o que não encontram em jornais e revistas, isto é, o algo a mais, o inusitado, os bastidores da informação, a liberdade de emitir o conteúdo que se quer, da forma que se quer.
No que tange a um dos objetos de pesquisa deste trabalho, tem-se a inclusão da polêmica, ou seja, a inserção deste objeto na história da imprensa. Conforme Gadini(2003), as discussões polêmicas se davam apenas no ambiente literário.
Atualmente, com o advento de melhorias desenvolvidas para que a informação abranja o maior número de receptores possíveis, além da necessidade de se tornar uma fonte de receita financeira, constata-se que o gerenciamento na forma de se fazer e propagar a notícia possui outro viés, comparado a outros tempos. Assim, as “distribuições” das notícias estão centralizadas em todo o globo terrestre, isto é, encontram-se concentradas nos grandes conglomerados de comunicação. Desta forma, repassam a informação que recebem de vários pontos do planeta, e ela volta a circular em diferentes meios de comunicação, mas de maneira igual, ou pelo menos similar, já que partiram da mesma “distribuidora”.
Os veículos eletrônicos são, atualmente, os principais transmissores de notícias para as grandes coletividades humanas. A redação inicial delas é progressivamente açambarcada pelas fontes, que para isso organizam assessorias, serviços ou agências de imprensa. Em geral, trata-se não tanto de falsear a informação, mas de revesti-la com a versão conveniente (LAGE, 2001, p. 5).
Desta maneira, o acesso à informação fica relativamente acessível a qualquer meio de comunicação, por mais escasso que determinada instituição esteja de recursos financeiros. Para esse acesso, basta que tal empresa pague uma mensalidade para ser receptora desta informação homogênea. Desta maneira, a notícia é sempre destacada pelo mesmo ângulo, porém com “maquiagens personalizadas”, elaboradas por cada distribuidor da informação. Um exemplo prático ocorreu com a invasão das tropas americanas no Iraque, em 2001. Naquela ocasião, o mundo todo recebia as informações repassadas pelas redes de televisão norte-americanas, que previamente passavam por uma censura dos militares norte- americanos. Este determinava sobre o que podia e o que não podia ser repassado aos veículos. De outra forma, em função também da globalização, neste mesmo episódio, o mundo ficou sabendo a outra versão da guerra, ou seja, aquilo que somente quem lá estava podia visualizar. Foi quando ficou conhecida a televisão árabe, Al Jazeera, que transmitia a versão da guerra não exibida pelas televisões norte-americanas.
Da mesma forma, com o advento dos blogs, dos portais, isto é, com as facilidades de comunicação, a personalização da notícia volta a se destacar como uma nova distribuidora da informação. Nesse mesmo conceito, Comassetto (2003)
sugere que a notícia é a informação nova e também uma matéria veiculada em um meio de comunicação, mas que, na sua essência, tem que exprimir a novidade, além, é claro, de despertar o interesse público, seja através de comentário, de opinião, etc. A personalização da informação, através da internet, faz com que a novidade na notícia passe a ter mais valor, pois é expressa por um número maior de fontes e conseqüentemente de distribuidores.
O mesmo critério é utilizado pelos autores Aubenas e Banasayag (2003). Os autores destacam a lei dos “W”. Conforme Aubenas, Banasayag (2003, p. 45), “A imprensa anglo-saxã batizou-a de a ‘lei dos W’: Why? Where? When? Who? (Por quê? Onde? Quando? Quem?). Acrescentam ainda que uma informação publicável é aquela que se presta a essa autópsia obrigatória, tal qual fora citada no parágrafo anterior.
Neste sentido, constata-se que a ideologia da notícia se articula em dois pólos. De acordo com Lage (2001), de um lado, está o autor, por detrás do complexo aparelho de produção da mídia; de outro, a consistência de que a notícia se legitima por não pretender feedback.O fato é que, após o episódio da Al Jazeera, e também pelas facilidades de expressão, oriundas da internet, tal qual o blog, todos passaram a querer propagar seu ponto de vista. Dessa maneira, a forma de se fazer notícia também foi alterada.
Para fins elucidativos, vale destacar que a diferença na maneira de se fazer notícia começa na denominação da postagem, referente aos blogs. Este é também um meio dinâmico que faz com que a notícia se torne mais curta. Por fim, vale destacar que o importante deste meio é que a maioria dos blogueiros busca personalizar sua notícia, isto é, dar seu relato.
Queremos chegar ao seguinte ponto: os blogs são, no fundo, recortes do mundo na visão de um indivíduo; são fragmentos da realidade que vão ao encontro da vivência de mundo do indivíduo contemporâneo. Se os jornais impressos já apresentam o mundo em fragmentos, nos blogs noticiosos, essa lógica é levada ao extremo. Normalmente, o blogueiro não se propõe a noticiar todos os assuntos (como nas editorias dos grandes jornais), mas apenas aqueles que mais lhe chamam a atenção. Fazem recortes dos recortes de imprensa, costuram fragmentos de fragmentos com sua visão pessoal sobre determinados assuntos (MORAIS)
Para a autora da citação acima, este fato faz com que seja decretada a morte do autor, para, em seguida, dar-se o surgimento do escritor.
Todos querem ser escritores. É desta forma que muitos jornalistas sentem-se ameaçados com esta proliferação de blogs de todos os gêneros. Em setembro de 2008, a revista 8Imprensa editou, em sua capa, a manchete de que “blogueiro não é jornalista”. O corporativismo foi a solução encontrada para combater tal ameaça à profissão. Profissão esta que se encontra em transformação com conceitos atualizados, tal qual a elaboração de um título, analisados a seguir.