1.3. Böbrek Anatomis
1.5.2. Difüzyon Görüntüleme
Braden (2010) escreve um capítulo no livro A Espiritualidade em Debate, sobre o poder e a promessa de uma ciência embasada na espiritualidade. A espiritualidade trazida como prática harmoniosa, por um viver mais coerente, ressurge amparada pela ciência, desde as buscas individuais às práticas coletivas nas organizações que de uma maneira ainda discreta, passam a investir em momentos de vivências que contemporizam o entrelaçar do trabalho, com lazer e meditação. Há uma relevância social no fato de compreender: se cada partícula está bem, o conjunto será mais inteiro, mais saudável.
Em nosso interior temos um “reino sagrado” (p.145) é o segredo da força mais poderosa do universo que é o nosso poder de criar. Ao combinar pensamento e emoção, estas se convertem num sentimento e traduzem quem nós somos. E assim, “cuando tenemos um sentimiento, pues, estamos realmente creando pautas de energía que interactúan com la misma materia de la que está compuesto el universo.” (p.146) Partindo desse conhecimento vem a pergunta: como utilizar essa força, ou esse reino sagrado que está em nós, para o nosso benefício e consequentemente daqueles que conosco convivem? Trata-se de uma tarefa essencial para cada ser humano descobrir e
praticar, mas de uma maneira primordial aos líderes e gestores, na condição de inspiradores de boas práticas.
Contudo, é preciso que:
“La ciência nos diga cómo funcionam lãs cosas y que lãs tradiciones espirituales nos enseñen El modo de palicar esse conocimiento -, dispondremos de La sabiduria necesaria para sobrevivier a ló que lós espertos están llamando El principal reto de La historia y abrazar entonces La promesa de nuestro futuro!” (BRADEN, 2010, p. 150). Somos parte de um mundo e nele influenciamos configura-se nas experiências da descoberta de um código oculto em nosso DNA traz o resultado de doze anos de pesquisa. Diferenciando-se na linguagem, descobrimentos antigos e modernos referem- se aos mesmos princípios sobre a origem da vida. (The God Code – Hay House, 2004) Descobre que 50 bilhões de células aproximadamente, do nosso corpo transmitem literalmente a mesma mensagem atemporal. E estas revelam uma tradução de Deus dentro do corpo: “ló que significa que La humanidad forma partede La misma família, que está unida através de uma herancia común y que es fruto de um acto creativo deliberado.” (BRADEN, 2010, p.153) Segue o autor a dizer que essa mensagem está configurada em cada uma das células dos sete bilhões de habitantes do mundo, independente da raça, religião, estilo de vida ou crença, revelando o estreito vínculo que nos conecta uns aos outros. Sendo assim, torna-se praticamente inegável o grau de responsabilidade que temos uns pelos outros e o quanto os líderes podem e devem contribuir com essa perspectiva.
Zohar (2004) conceitua o líder como alguém que está a serviço não só nos negócios, mas qualquer outro campo da vida e ao referir-se ao espírito do humanismo oriental, insere nos valores da inteligência espiritual, “a compaixão, a humildade, a gratidão, o serviço à própria família e o serviço à natureza mais verdadeira do ser” (p.47). O verdadeiro líder acaba por tornar-se referência não só para o seu grupo de trabalho, mas torna-se referência para toda uma sociedade como Mahatma Gandhi, Madre Tereza de Calcutá e Nelson Mandela. Nesse momento ao citar Nelson Mandela, tomamos conhecimento do final da sua etapa, falecendo no dia 05 de dezembro de 2013 aos 95 anos de idade e a repercussão mundial que esse fato nos trouxe, dentre eles o canto, a voz e a dança do povo africano em homenagem a esse grande líder.
Maturana (2008) nos traz um pensamento aparentemente simples, mas significativo para pensarmos nos líderes que trazem seu olhar voltado para o bem comum: “de fato, ficamos enfermos quando nos é negado o amor como modo de convivência.” (p.15) O gestor (termo que passou a ser usado mais recentemente para as pessoas que tem alguma função de liderança tanto em empresas como em escolas) que compreende e se apodera do espírito do líder reveste-se de um poder pessoal, não para exercer atitudes de mando sobre os outros, mas para ajudar e motivar constantemente cada um dos seus liderados para que aprimorem suas potencialidades e também possam constituir-se em novos líderes. O`Donnell diz que: “Descobrir grandes líderes, não apenas para organizações, mas para as necessidades urgentes de um mundo em desordem, é um dos nossos maiores desafios.” (2009, p.42) A busca do conhecimento, o acesso à universidade tornou-se mais comum no final do século XX e início do século XXI. Os meios de comunicação nos trouxeram possibilidades de acessar o mundo. Porém, o nosso mundo interior está em defasagem, pois toda a mídia também se encarregou de uma supervalorização da aparência exterior, e somos como que arrastados para uma corda bamba para as ofertas das propagandas, que parecem ditar verdades incontestáveis. Carecemos então, de alguém que nos ajude a pensar, a discernir o que realmente é válido e valoroso para nós seres humanos; e cabe indiscutivelmente, também aos educadores, elucidar um pensamento coerente, para que nossas atitudes condizam e repercutam com a busca de equilíbrio, harmonia que se traduzem no bem-estar e num sentido mais significativo para o nosso viver.
Pensamos que a questão primordial, talvez, não seja descobrir grandes líderes, mas fomentar e investir numa educação que favoreça a construção dos líderes que acreditamos serem possíveis e necessários para o nosso tempo. Nós, educadores, somos sinônimo de liderança para nossos alunos desde a infância, somos coresponsáveis juntamente com a família, as políticas sociais e os meios de comunicação, na formação dos líderes, sejam eles gerentes de um supermercado, conselheiros tutelares, vereadores ou presidentes da República. Não se trata de uma responsabilidade ameaçadora, mas honrosa, participativa e inspiradora que podemos proporcionar aos nossos alunos. Há nessas atitudes éticas, coerentes e afetuosas a dignidade do educador, transdisciplinando vivências da espiritualidade.
Com isso, Solomon expressa ideia semelhante:
Há espiritualidade, também em nosso senso de humanidade e camaradagem, em nosso senso de família. Há admiração e espiritualidade no sentimento de que não estamos no completo controle de nossas vidas, de que há forças que determinam o nosso curso, que não compreendemos, mas que ainda assim parecem ter algum propósito. (2003, p. 25)
Diante disto, percebo a necessidade de pesquisar para esclarecer e desmistificar essa busca do ser humano, numa época em que muito se fala dos vazios existenciais; do quanto temos acesso a uma infinidade de coisas materiais e que precisamos educar nossa busca pelo caminho que nos propicie as buscas e o encontro com a felicidade que almejamos. Os educadores e os líderes por excelência podem apresentar, propor os princípios básicos e dialogar sobre eles para visualizar e fortalecer atitudes condizentes e propiciadoras de um estado de espírito mais sereno, amoroso e consequentemente, mais saudável; criando hábitos que proporcionem práticas para ampliação de consciência, a qual nos permitirá uma conexão, um sentimento de unidade entre nós seres humanos e o meio no qual habitamos.