bloco é constituído pela pré-escola (Vorshule), não obrigatória, que atende crianças com idade de 3 a 6 anos e se chama com mais freqüência de Kindergarten. Estas escolas são mantidas por igrejas, instituições particulares ou pela municipalidade, o valor pago pelas mensalidades é definido em função da renda familiar independentemente do estabelecimento ser público ou privado.
Ainda neste nível de ensino temos o “primário” (Grundschule) que recebe crianças com 6 anos de idade, sendo uma fase escolar obrigatória e gratuita (financiada pelo Estado), a população paga apenas parte dos livros utilizados nos quatro anos de duração desta fase.
As escolas secundárias são Gymnasium, Realschule, Hauptschule, enquanto as universidades se dividem em Univesirtät (Diplom; Magister) que oferecem cursos voltados para teoria e pesquisa, com titulação, e as Fachhochschule (FH Diplom) são escolas superiores de tecnologia.
Um outro aspecto importante do início da vida escolar é que o Estado disponibiliza, para todas as crianças, no semestre antes de entrarem no primário, um exame médico obrigatório que verifica se há problemas psicológicos, motor ou lingüístico. Registrando-se algum problema busca-se a solução, se não houver nenhum problema a criança segue normalmente para o Grundschule. Constatando-se que a criança é portadora de deficiência física ou mental há disponibilidade de escolas especiais que são obrigatórias e gratuitas.
119 As informações sobre o sistema educacional alemão foram em parte obtidos, nos sites: http://www.alemanha-online.de/educacao.php e http://www.dw- world.de/dw/article/0,1564,1015639,00.html que estão focados no estado de Baden Württemberg.
Na Alemanha não há uma estrutura federal de educação (não existe ministro da educação na Alemanha), existem regras gerais seguidas pelos 16 Länder e grande autonomia e flexibilidade para as fases descritas acima. É através do Conselho Federal (Bundesrat) que se regulamentam a uniformidade da oferta de serviços educacionais que se situam acima dos padrões mínimos de ambiente escolar e de currículo.
O sistema de avaliação para obtenção de diplomas (que é quase uniforme em toda a Alemanha) é feito em uma escala hexanumérica, sendo 1,0 (um) a melhor nota, que reflete o melhor desempenho. E há também a obrigatoriedade de 9 anos, no mínimo, de ensino regular às crianças alemãs.
6.2 – As Escolas Secundárias:
Após os quatro anos letivos da escola primária, os alunos ingressam no segundo grau que oferece três modalidades de ensino (Gymnasium, Realschule, Hauptschule); as duas últimas opções, tem como foco a orientação profissional e a formação básica dos alunos centrada principalmente nas seguintes disciplinas (Alemão; matemática, ciências naturais; ciências sociais; lingua estrangeira (geralmente inglês) e teoria do trabalho).
A definição de uma destas três opções descritas acima é determinada pelo desempenho escolar nos quatro anos do ciclo anterior, a professora da Grundschule sugere aos pais da criança qual o tipo mais apropriado de escola secundária.
Dentro deste nível escolar há mobilidade horizontal para os alunos, ou seja, um aluno que entra neste sistema orientado para a Hauptschule pode, por exemplo, migrar para o Gymnasium a partir do seu desempenho e rendimento escolar. A trajetória inversa também é possível.
Na Hauptschule, com duração de cinco a seis anos, o aluno recebe formação geral e especializa-se em uma formação profissional – agricultura ou indústria – com isso habilita-se em um ofício.
A Realschule habilita freqüentar cursos avançados em escolas profissionalizantes, escolas secundárias vocacionais tendo duração de seis anos.
O Gymnasium tem duração de nove anos, nesta modalidade institucional a formação básica do aluno é aprofundada, habilitando-o para ingressar na universidade ou escola superior (Abitur).
Geralmente, após 13 anos letivos, é realizado o exame do Abitur, obtendo-se o “diploma de maturidade para a escola superior”. Os critérios de seleção, tanto no processo seletivo central como no local, são sobretudo a média das notas do Abitur e o período de espera entre a conclusão do segundo grau e a candidatura à universidade. Esse diploma de maturidade habilita ao estudo de qualquer área curricular nas instituições de ensino superior.
A escola secundária (Sekundarstufe) é dividida em dois graus o Sekundarstufe I com a distribuição de séries que vão do 5º ao 10º ano, e o Sekundarstufe II com as séries do 11º ao 13º ano de ensino.
A obrigatoriedade e gratuidade escolar existem a partir de seis anos e estendendo-se até aos dezoito anos, cobrindo o primeiro e o segundo graus, oferecendo ao aluno opções de formação profissional (que se complementa com ensino dual) ou, alternativamente, a formação universitária. No segundo grau há possibilidade de re-opções nas 5ª e 6ª séries, como já mencionado, a partir do desempenho escolar do aluno, possibilitando a sua transferência para uma escola diferente da escolha original.
As escolas Berufsschulen fazem parte do sistema dual profissionalizante de ensino, com formação teórica na escola (um a dois dias por semana) sendo que a parte prática é feita em uma empresa nos outros dias diretamente em um
posto de trabalho. Este ciclo tem duração de dois a três anos. Os jovens que estudam na Berufsschulen são na maioria oriundos da Hauptschule ou Realschule.
Para reforçar o aperfeiçoamento profissional há também a Volkshochschulen, que fornece educação para adultos, sendo dedicada exclusivamente ao aperfeiçoamento profissional.
Esta estrutura de ensino produz a seguinte seqüência de diplomas:
1. Hauptschulabschluss: conclusão principal da escola municipal no 9º ano de estudo do aluno.
2. O Mittlereife Abschluss / Fachschulreife: conclusão de média maturidade para escola profissionalizante (sendo no 10º ano de ensino) da Sekundarstufe I; Realschule; Gymnasium e outros.
3. Fachhochschulreife: maturidade para escola profissionalizante superior, sendo a conclusão do 12º ano, Gymnasium, mas existem outras possibilidades, como Fachgebundene, Hochschulreife (podendo ser obtida em estabelecimentos definidos da Sekundarstufe II ou da Fachhochschule que é uma escola profissionalizante superior)
4. Allgemeine Hochschulreife: (Abitur, conclusão do 13º ano, conclusão da Sekundarstufe II, Gymnasium) voltado para habilitar o aluno para o ensino superior.
6.3 – O Ensino Superior.
O ensino superior divide-se em duas modalidades. A Univesirtät (Diplom; Magister) com o ingresso a partir do Staatsexamen, que oferece cursos voltados para teoria e pesquisa, com titulação Magister (para Ciências humanas e sociais), Diplom (para exatas e naturais) ou Staatsexamen (Direito e medicina) com possibilidade de doutorado.
A segunda modalidade, a Fachhochschule (FH Diplom) é formada por escolas superiores de tecnologia ou ciências aplicadas, com cursos voltados para prática, e obrigatoriedade de estágio durante o curso. Não havendo nesta alternativa a possibilidade de doutorado.
No ensino superior também existem a Universität e a “Staatsexamen”, para o magistério diploma-se com Lehramt. O ensino superior na Alemanha é majoritariamente público e gratuito.
De maneira resumida, podemos afirmar que a estrutura de pré-escola (Kindergarden), “primário” (Grundschule), secundário (Sekundarstufe) e ensino superior (Universität, Staatsexamen, e Lehramt) são comuns em todo Estado Alemão.
A estrutura apresentada acima descreve preferencialmente o estado de Baden Württemberg.
Há sistemas diferenciados de ensino para cada uma das 16 Laender e existem municípios com ensino diferenciado (a cidade de Köln – Colônia é um bom exemplo). Isto ocorre devido à autonomia federativa, que flexibiliza a oferta de ensino em função das necessidades regionais.
As Volkshochschulen são escolas municipais que oferecem capacitação aos munícipes, os cursos são os mais variados (idiomas, técnicas de comercio, jardinagem, culinária, etc.). Elas são pagas e em algumas regiões recebem pequenos subsídios.
6.4 – Aspectos Políticos.
As regiões e Estados autônomos da Alemanha, a partir do século XIV, apresentaram uma evolução histórica rica em exemplos de alternância entre a luta pelo resgate da autonomia de uma determinada região (rompendo-se com o pacto de Confederação ou Liga que mantiveram anteriormente entre si) e buscando de um novo pacto para a defesa de interesses comuns.
Este movimento pendular de construção de um “Estado Alemão” que unifica as regiões autônomas com a sua posterior dissolução, avança até a segunda metade do século XX. O modelo federativo adotado pela Alemanha, após a segunda guerra mundial, foi o mais longo, democrático e estável dos dois últimos séculos.
O texto abaixo é apenas um breve resumo desta história, cujo marco de referência inicial é a unificação alemã de Bismarck. O objetivo deste breve estudo é apontar as principais características políticas do federalismo alemão. Em termos de estrutura federativa centralizada, o segundo Império alemão (1871 /1918) comandado por Otto von Bismarck unificou o Estado-nação. Este foi concebido como um Estado federal, composto por inúmeros estados membros que mantiveram grande autonomia política.
A Prússia foi o principal núcleo desta unificação da Alemanha, e através da Constituição de 1871 criou uma estrutura federativa de fato, que segundo Moraes (2001 p. 155) representou um grande avanço.
“ O sistema federativo criado no Segundo Império Alemão significou um considerável avanço na história política da Alemanha, não somente pela montagem de um primeiro aparato burocrático institucional – que, em grande medida, definiu a natureza das funções de cada instância de governo e de cada órgão estatal – mas pelo compartilhamento, entre diversos segmentos das classes política e acadêmica, da convicção que a hegemonia do governo central me relação aos governos subnacionais seria, de fato, algo desejável”
Após a primeira guerra mundial, com a derrota da Alemanha, a estrutura federalista foi fortemente questionada e surgiram propostas efetivas de desmembramento. A república de Weimar (1918/1933), através de uma nova Constituição, buscou sanear as contas públicas, garantir a estrutura federativa (mesmo que mais centralizada) e democratizar a política do país.
A estrutura política criada no período de Weimar desembocou no Nacional Socialismo, que teve como uma das principais características a criação de uma federação unitária o a tentativa de construção de um novo Império, o III Reich. Em 1933, com a ascensão de Adolf Hitler ao poder através do NSDAP (Partido Trabalhista do Nacional Socialismo), houve uma forte centralização política baseada nos princípios do Estado-líder centralizado (Fuehrerstaat), do mono- partidarismo e subordinação irrestrita ao governo central. (Moraes 2001, p 164).
A Lei “Gesetz über den Neuaufbau des Reichs” de 30/01/1934, sob o Nacional Socialismo, eliminou os parlamentos de todos os níveis. Embora a estrutura administrativa dos Laender não tenha sido muito modificada, mas foram tomadas todas as providências para que esta administração seguisse a vontade do governo central.
A experiência do Nacional Socialismo esgotou o modelo federalista pela supressão da autonomia política e econômica dos Laender, a Alemanha, após 1933, se transformou em um Estado unitário e totalitário gerando as bases financeiras para armar a Alemanha e desencadear a segunda guerra mundial. Os principais desdobramentos deste governo totalitário foram a prática do genocídio étnico e uma brutal guerra expansionista que terminou com a rendição da Alemanha em 1945 frente as quatro potências mundiais da época (USA; URSS; França e Inglaterra).
As bases do atual federalismo alemão foram lançadas na Conferência de Ialta, em janeiro de 1945, quando os lideres do EUA, Inglaterra e Rússia optaram pelo conceito de “descentralização federativa”, dividindo a Alemanha em duas partes, o lado oriental ficaria temporariamente sob a tutela da União Soviética e o ocidental seria controlado pelos EUA e Inglaterra.
Na ótica dos países que ocupavam o território alemão, o novo estado deveria ter uma estrutura política descentralizada, focada na administração local.
A primeira Constituição alemã pós guerra foi aprovada em 1949, apresentando as seguintes características:
A Alemanha seria uma novamente uma República e federativa, a RFA – República Federal da Alemanha.
Os Leander teriam autonomia administrativa e um maior entrelaçamento financeiro entre a União e os próprios Leander. Nesta Constituição se introduziu instrumentos de compensação financeira entre os subgovernos e entre União, Estados e Governo Local.
A União coordenaria o sistema de transferência de recursos dos Estados ricos para os Estados com menos recursos, garantindo recursos para financiar os gastos com educação, saúde e bem estar social.
Os recursos centralizados dariam eficiência ao processo de reconstrução da Alemanha.
6.4.1 – A primeira reforma Constitucional de 1955/56.
Nesta reforma aprofundaram-se alguns marcos de entrelaçamento financeiro e político que surgiram na Constituição de 1949.
A tendência marcante desta reforma foi a centralização de competências do Estado Alemão que se transforma em um “Estado Federal Unitário”. Isto significou a unificação da legislação tributária pelo lado da arrecadação e a consagração e legitimação das regras de transferências de recursos para os Leander.
O objetivo destas transformações era o de garantir recursos para impulsionar o desenvolvimento econômico de maneira equilibrada entre as regiões que compõem a federação alemã.
6.4.2 – A segunda reforma Constitucional de 1969.
Esta reforma aprofunda e regulamenta o caráter unitarista da federação alemã, o principal tema desta intervenção na Constituição é a consolidação do sistema de cooperação e de solidariedade entre os níveis de poder.
De maneira resumida os principais elementos introduzidos na Constituição Alemã foram:
• Explicitar na Constituição o princípio da “uniformidade das condições de vida” dentro da República Federal da Alemanha, definindo fontes de recursos e critérios para os gastos governamentais estabelecendo a maneira de viabilizá-lo.
• Formalizar e institucionalizar as várias formas de entrelaçamento intergovernamental.
• Formalizar o compartilhamento dos impostos entre os três níveis de poder.
• Aprofundar o processo de planificação do federalismo fiscal para impulsionar a economia em direção ao processo de crescimento.
A estrutura legal construída ao longo de décadas na Alemanha, se mostrou eficaz na função de suprir, com muita qualidade, bens e serviços públicos à população. O princípio da uniformidade, ou seja, bens e serviços públicos com padrões mínimos de funcionamento em todas as regiões da Alemanha serviram tanto para reduzir as distâncias sociais como para criar uma base sólida para os investimentos privados.
O arranjo institucional que aprofundou o sistema de cooperação e de solidariedade entre os níveis de poder, impulsionando o desenvolvimento econômico, social e político da Alemanha, está baseado na Constituição que é a Carta legal, aceita como legítima pela sociedade. Segundo Moraes (2001, p 300/ 301)
O surgimento de um código de leis positivas é fruto de um “contrato social” firmado entre os membros de uma sociedade, a fim de que o bem ou interesse comum seja privilegiado quando da implementação da ação coletiva de larga escala. Evitar a arbitrariedade e impor uma linha de conduta à ação da organização coletiva de grande porta são os objetivos primordiais dessa coleção de regras formais.
A Constituição da RFA (Grundgesetz) completou no ano de 1999, cinqüenta anos em vigor. Desde a data da sua promulgação, em maio de 1949, até os dias de hoje, ela sofreu 35 pequenas modificações e duas grandes reformas, as quais, do ponto de vista do federalismo fiscal, intensificam o caráter cooperativo das relações financeiras intergovernamentais da Alemanha.
A estabilidade das regras, a legalidade, a legitimidade, o respeito ao Estado de Direito e o sucesso da política de subsidiariedade do Estado Federal da Alemanha, são o resultado da combinação entre as instituições formais e informais que determinaram a qualidade de vida e da democracia alemã. Segundo Moraes (2001, p 311 e 312)
Embora a ordem legal seja importante para a medida de eficácia institucional de todo e qualquer Estado-nação, mais importante ainda é a aderência dessa ordem na sociedade em que ela vigora – ou seja, até que ponto ela contra com a aquiescência dos atores sociais e políticos. Nesse sentido, é a junção das instituições formais – características da sociedade em foco – com as regras formais de organização dos interesses de seus membros e da participação no processo político que determina o grau de legitimidade do marco legal.
Obviamente que, como lembrado por North (1992), os mecanismos de
enforcement existentes são fundamentais para que uma dada estrutura
legal obtenha legitimidade.
A RFA inovou nas suas estruturas de governança ao criar um Conselho Federal (Bundesrat) para coordenar as políticas públicas a serem implementadas na República, ao contrário de outras federações, que não apresentam este recurso que aprofunda o entrelaçamento dos governos locais, Laender e a União.
O Conselho é um fórum de negociação entre os subgovernos e a União com o objetivo de viabilizar a implantação das políticas públicas, com pouca incidência de pressão político partidária.
O Conselho Federal é composto por representantes dos Laender a partir das seguintes regras (Moraes 2001, p 331 e 332):
Não há isonomia na representação entre os estados, e tampouco um critério exclusivo de proporcionalidade em relação ao número de habitantes de cada ente federado. Pelo parágrafo 2º do artigo 51 da Lei Fundamental, cada Land tem direito a três votos no Conselho; os Laender com mais de dois milhões de habitantes têm quatro; aqueles com mais de seis milhões, cinco votos, e os Laender com mais de sete milhões possuem seis votos.
Característica fundamental na tomada de decisão no Conselho Federal é o chamado “mandato vinculado” (gebundenes Mandat), isto é, os representantes de um estado só podem votar em bloco, de acordo com as deliberações de seu respectivo gabinete. Não há independência na tomada de decisão de seus membros, conforme determina o parágrafo 3º do mesmo artigo 51 da GG.
Os mandatos dos membros do Conselho pertencem aos estados, estes estão atados as instruções dos executivos das Laender.
Resumidamente, podemos afirmar que o federalismo alemão caracteriza-se pelos seguintes aspectos políticos:
a) Trata-se de uma estrutura federativa, pois mantém a diversidade dentro da unidade, é uma estrutura organizacional que combina baixa autonomia dos Laender com forte centralização política, econômica e administrativa na oferta de bens e serviços públicos.
b) Outra característica da estrutura federativa alemã é a que podemos denominar de “hold together” (ver Stepan), ou seja, manter juntos os estados que pertenciam a um sistema unitário de governo. Neste formato de pacto a União delega poderes aos sub-governos, evitando assim, a fragmentação política da antiga unidade nacional, mas procura manter algum tipo de estrutura centralizada de controle político, econômico e administrativo.
c) Há grande aderência entre os traços culturais da população alemã (normas informais) e as regras formais da Alemanha (Constituição, poderes independentes, etc.). O atual princípio federativo vigente encontra-se entre o contido na Constituição de 1871, do II Reich, e o existente na República de Weimar (1919). Portanto, a Alemanha apresenta traços de uma nação unitarista combinados com federalismo.
e) A busca contínua da uniformidade dos serviços prestados à população do modelo cooperativo alemão faz com que as tensões federalistas sejam solucionadas em fóruns específicos.
Na estrutura de governança da Alemanha, o Poder Executivo opera suas ações através de um sistema parlamentarista, com a eleição de um primeiro ministro. O Poder Legislativo representa a população através do senado não levando-se em conta as características populacionais das região, mas a representação de cada Laender, a Câmara dos Deputados que se apropria esta característica de proporcionalidade populacional para aumentar sua representatividade e o Conselho Federal que representa os interesses da população através dos estados.
O poder Judiciário está representado pelo Tribunal Constitucional Federal, é o quarto poder estatal que, em última análise, fiscaliza a aplicação e a verificação dos princípios Constitucionais do Estado Alemão – garantindo os direitos fundamentais aos cidadãos.
f) Os “checks as balances” entre os poderes da República estão distribuídos entre os quatro órgãos que representam o poder constitucional. A possibilidade de ocorrer um “demos constraining”, do poder Legislativo em relação ao poder Executivo do sistema federativo alemão é minimizadas pela existência de um Conselho Federal que aumenta a legitimidade das leis aplicadas ao país e reduz os conflitos federativos.
6.5 – Aspectos econômicos e Fiscais.
Os dezesseis Estados (Laender) que compõem a Federação alemã estão submetidos a uma legislação tributária quase uniforme e centralizada, todos os impostos são estabelecidos a partir do mesmo código tributário comum aos três níveis de poder. A jurisdição sobre a receita tributária, as categorias de impostos e a competência tributária de cada nível de governo estão determinadas na Constituição de 1949.
Segundo Föttinger e Span (120), o arranjo federalista alemão apresenta as
seguintes características:
A cursory analysis of intergovernmental arrangements in Germany points to many features that characterize unitary states: a strong central government with an extensive area of influence, uniformity in legislation on almost all important issues, and a uniform tax system. For the provision of public goods, the German Constitution emphasizes uniformity of living conditions for the whole nation (rater than the minimum standers). A further characteristic of German federalism is the strong coordination of police among of different layers of government. To be sure, other elements of the arrangements vindicate the official title of federation: the existence of intermediate levels of governments, 16 Länders (or states), and local government sector the importance of which cannot be overemphasized. Nevertheless, the impression of a “unitary German federation” remains strong.
Outra característica específica do sistema tributário alemão é a existência de “impostos conjuntos”, ou seja, a maioria dos impostos arrecadados em cada