II. BÖLÜM
3. MUHİTTİN BİRGEN'İN ESKİ EDEBİYATA YÖNELİK ELEŞTİRİLERİ
3.6. DİLDE SADELİK
Maslach e Leiter (1999) constataram nas suas investigações que quando um indivíduo percepciona um ambiente de trabalho hostil e excessivamente exigente pode evidenciar sinais de exaustão emocional e física, podem surgir sentimentos de distanciamento e cinismo na relação com os outros, falta de energia e entusiasmo nas exigências diárias e no ambiente envolvente. As consequências do burnout nos colaboradores, numa primeira reacção do burnout são o afastamento. As reacções do afastamento incluem dispor do menor tempo possível para o ambiente laboral, longos intervalos de descanso, distanciando-se o mais possível da função. Este afastamento pode ser físico ou psicológico em que apesar de presente, mentalmente encontra-se ausente, aumentando o declínio na produtividade e eficácia laboral, absentismo, turnover, despedimento voluntário, reforma, entre outros.
O burnout não só afecta negativamente a organização e o indivíduo, como também tem um impacto negativo na qualidade de vida do trabalho e na deterioração da qualidade de vida pessoal.
No cômputo geral, a síndrome de burnout constitui-se num dos grandes problemas psicossociais actuais, que estão a afectar profissionais de diversas áreas, despertando interesse e preocupação, não só por parte da comunidade científica internacional, mas também pelas entidades governamentais e empresariais, educacionais e sindicais. Estas preocupações devem- se ao facto do sofrimento do indivíduo acarretar consequências para o seu estado de saúde e desempenho, visto que passam a existir alterações pessoais e organizacionais que causam problemas sociais e económicos (Ferenhof et al. 2002).
Neste sentido, o Burnout implica um desgaste, tanto físico como mental, que pode conduzir o indivíduo a exaustão, como resultado de um excessivo esforço que faz para responder às constantes solicitações, afectando directamente a sua qualidade de vida do e o seu trabalho.
Analisaremos seguidamente algumas consequências do burnout.
O absentismo e o turnover têm sido estudados por vários autores devido às consequências que tem para a organização.
A relação das variáveis do burnout com o absentismo e o turnover foram investigadas por Maslach e Jackson (1981), que constataram a existência de uma forte relação do burnout com o absentismo, sendo preditor da subescala de despersonalização do MBI.
Num estudo com profissionais do ensino, Jackson, Schwab e Schuler (1986) referem associações entre a exaustão emocional e o turnover. Estas investigações permitiram concluir que as pessoas que experimentam altos níveis de exaustão emocional são mais propensas a deixar o ambiente laboral e a ausentar-se.
Os factores negativos do burnout mais evidenciados são a insatisfação no trabalho e o cinismo. O burnout manifesta-se em todas as organizações, tendo custos muito elevados para a produtividade. O Burnout é considerado um custo organizacional, devido à rotatividade de pessoal, absentismo, problemas de produtividade e qualidade do serviço prestado (Rush, 2003; Lacktriz, 2004).
Uma importante conclusão das investigações de Maslach e Jackson (1981) defende que um trabalho que não apresenta desafios, nem recompensas e em que a comunicação é ineficiente ou nula, não havendo reconhecimento, pode potenciar nos seus colaboradores sentimentos de burnout. Pelo contrário, dar aos empregados oportunidades para usar capacidades aprendidas aumenta o desafio do trabalho e estimula a satisfação.
A literatura sobre as causas e as consequências do burnout apresenta muitas e diferentes hipóteses sobre os antecedentes e consequências deste fenómeno. As dificuldades no trabalho, por si só, não causam burnout. Pelo contrário, é a falta de controlo do trabalhador sobre a sua situação de trabalho que leva a uma incerteza, frustração, motivação reduzida e eventualmente burnout.
Maslach e Leiter (1999), nas diversas investigações que realizaram, defendem que as variáveis do ambiente social da organização onde o indivíduo desenvolve o seu trabalho, apontam para uma forte relação entre o burnout e clima organizacional.
Schwab, Jackson e Schuler (1986) verificaram que as variáveis organizacionais e individuais na sua relação com o burnout, não eram avaliadas em conjunto para determinar quais seriam os maiores preditores de burnout. No seu estudo pretenderam examinar a combinação
destas variáveis, para perceber as causas do burnout e analisar as consequências em 249 profissionais do ensino, utilizando o Maslach Burnout Inventory. O modelo de Burnout que testaram no ensino para determinar os preditores do burnout e as suas consequências está ilustrado na seguinte figura.
Figura 1 – Modelo de Burnout no Ensino para Determinar os Preditores do Burnout e as suas Consequências.
Causas de Burnout Reacções Psicológicas
(Aspectos de Burnout) Consequências
Factores Organizacionais
Conflito de papéis Ambiguidade
Participação na tomada de decisão Redes de suporte social
Autonomia
Factores Pessoais
Expectativas para a função Variáveis demográficas: sexo, idade,
Exaustão Emocional
Despersonalização
Realização Pessoal
Intenção de deixar o trabalho
Ausência do trabalho
Esforço exercido no trabalho
Menor qualidade de vida pessoal
Fonte: Educator Burnout: Sources and Consequences”, Schwab, Jackson & Schuler (1986), Educational Research Quartely, 10 (3), p. 19.
Os resultados obtidos por estes autores estão de acordo com os resultados de estudos efectuados anteriormente, que atestaram que diferentes preditores do burnout, têm diferentes efeitos nos aspectos de exaustão emocional, despersonalização e realização pessoal (Maslach e Jackson, 1981). Nestes estudos concluiu-se que inadequadas expectativas sobre o trabalho não são preditoras de burnout. Por outro lado, constataram que o conflito de papéis é preditor da exaustão emocional e da despersonalização e que a autonomia é preditora da realização pessoal, sendo o suporte dos colegas um importante preditor de todos os aspectos. No que concerne às consequências do burnout, estes autores verificaram que a escala de exaustão emocional, do Maslach Burnout Inventory, prevê o absentismo e o turnover.
Schwab, Jackson e Schuler (1986) defendem, no seu estudo, que os factores organizacionais, individuais e sócio-demográficos representam um papel importante. As investigações realizadas junto de docentes permitiram concluir que os factores organizacionais e pessoais como o conflito dos papéis, ambiguidade de tarefas, apoio social dos colegas, recompensas e castigos, participação na tomada de decisões, autonomia e expectativas individuais para o trabalho estão correlacionadas significativamente com as dimensões do Burnout.