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DİBS kontratları Nisan 2006’da işlem görmeye

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VADELİ İŞLEMLER

G- DİBS kontratları Nisan 2006’da işlem görmeye

O primeiro tratamento eficaz contra a hanseníase foi através da utilização da sulfona em meados da década de 40. Essa descorberta foi marcante, pois não se fazia mais necessário o isolamento compulsório dos doentes, procedimento realizado por séculos na história (CABRAL, 2013). No entanto, com o surgimento da resistência à dapsona no início da década de 60 percebeu-se a fragilidade da utilização desta ferramenta na luta contra o bacilo. Desde então, a resistência aos medicamentos é uma preocupação e uma ameaça a muitos programas de intervenção para as doenças infecciosas, especialmente aqueles que utilizam o tratamento farmacológico (prevenção secundária) como principal componente de sua estrátegia de controle (WHO, 2017a).

Para transpor essa barreira da resistência bacteriana, instituiu-se a poliquimioterapia (PQT) no fim da década de 1980, sendo um importante fator para reduzir drasticamente o impacto negativo da doença até o ano de 2005, e após esse período foi observado uma estabilidade no número de casos tratados e uma redução muito mais lenta na notificação de casos novos (WHO, 2017a).

Como a rifampicina é a droga mais importante do regime de PQT, é importante monitorar o surgimento de cepas resistentes à esta droga, já que foi comprovada recentemente a existência da resistência à rifampicina em várias áreas endêmicas (CAMBAU et al., 2012). Em caso de resistência à rifampicina, as fluoroquinolonas passam a ser a categoria preferida dos medicamentos de segunda linha. Infelizmente, cepas de M. leprae resistentes às quinolonas também foram relatadas em vários países, provavelmente devido ao uso extensivo de quinolonas para tratar vários tipos de infecções. A resistência à clofazimina ainda é rara, mas este antimicrobiano não pode ser administrado isoladamente. Para enfrentar o desafio de conter a doença e ser capaz de responder a um aumento na circulação de cepas resistentes aos medicamentos, é essencial avaliar os padrões de sensibilidade aos medicamentos em todo o mundo, bem como monitorar a resistência entre os casos novos e de retratamento (WHO, 2017a).

No Brasil, a PQT foi instituída em 1993 e é gratuito. Os esquemas terapêuticos são padronizados de acordo com sua classificação operacional e seguem normas restritas obedecendo à portaria de número 3.125, de 07 de outubro de 2010, elaborado pelo Ministério da saúde (BRASIL, 2010). O tratamento é conduzido em regime ambulatorial, independente da forma clínica, nos serviços de atenção básica, e em casos de intercorrências clínicas ou cirúrgicas, o paciente deverá ser atendido em serviço especializado ou de referência para os portadores de hanseníase.

O esquema terapêutico é prescrito de acordo com a classificação operacional do paciente, ou seja regime de seis meses para paciente PB [são 6 cartelas contendo Rifampicina com dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg)] com sua administração supervisionada pelo profissional de saúde (enfermeiro); a dapsona com dose mensal de 100 mg supervisionada e a dose diária de 100 mg auto-administrada (Figura 16). Para os pacientes MB, o período de tratamento é de um anos e tem a adição de mais um fármaco, a clofazimina. Assim como a dose de rifampicina, ela é administrada com dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) supervisionada e uma dose diária de 50 mg auto-administrada (Figura 17) (BRASIL, 2017).

Em caso de intolerância ou impossibilidade do uso do tratamento padrão da PQT os pacientes deverão ser encaminhados para os Serviços de Referência onde serão prescritos esquemas substitutivos que utilizam medicamentos de segunda linha como a ofloxacina e a minociclina (BRASIL, 2017). Todo caso de hanseníase deve ser tratado compulsoriamente, pois um doente multibacilar não tratado de maneira adequada, embora infectando muitas

pessoas, cerca de cinco delas manifestaram a doença por ano (MARGARIDO & RIVITTI et

al. 2009). Após a completude do tratamento, o Ministério da Saúde prevê a alta por cura dos

pacientes portadores da enfermidade.

Figura 18 - Esquema terapêutico para tratamento da hanseníase paucibacilar (indeterminada e tuberculoíde).

Fonte: (BRASIL, 2014).

Figura 19 - Esquema terapêutico para tratamento da hanseníase multibacilar (dimorfa e virchowiana).

1.1.7 Medidas de prevenção e controle

A prevenção de incapacidades inclui um conjunto de medidas que visam evitar a ocorrência de danos físicos, emocionais e socioeconômicos. A principal forma de prevenir as incapacidades é através do diagnóstico precoce. A prevenção das incapacidades sejam elas transitórias ou permanentes não devem ter relação com o início do tratamento da PQT. Para tanto o acompanhamento do paciente é fundamental, por isso a cada dose supervisionada o paciente realiza a prevenção de incapacidade com o preenchimento da ficha de Avaliação Neurológica Simplificada. A prevenção e o tratamento das incapacidades físicas são realizadas pelas unidades de saúde, mediante a utilização de técnicas simples (educação em saúde, exercícios físicos, uso de calçados adaptados, férulas e cuidados com os olhos e narinas. Os pacientes com grau de incapacidade 2 e perda de membros devem ser encaminhados a unidades especializadas para uma reabilitação (BRASIL, 2017).

Outra forma importante de controle da doença é o exame de contatos. O exame de todos os contatos (independente da classificação operacional) deve ser conduzido com o objetivo de se obter o diagnóstico na fase inicial da doença, visando quebrar a cadeia de transmissão e evitar a ocorrência de incapacidades. Atenção especial deve ser dadas às crianças e idosos, pois são mais susceptíveis a manifestar mais rapidamente a doença e fazer parte da cadeia de transmissão.

Portanto, devem ser convocados todos os contatos do doente que ainda convivem ou conviveram nos últimos 5 anos, de forma prolongada com o caso novo diagnosticado. Além disso, visa descobrir a possível fonte de infecção (caso índice) no domicílio (ambiente familiar) ou fora dele (social). Ou seja, contato familiar é toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido, conviva ou tenha convivido, no âmbito domiciliar, nos últimos 5 anos, podendo ser familiar ou não. Além disso, os familiares devem ser examinados, pois como trata-se de uma doença de um período de incabação muito longo algum familiar pode ser o caso índice que transmitiu para o paciente ou vice versa. Já o contato social corresponde a toda e qualquer pessoa que conviva ou tenha conviviso em relações sociais de forma próxima e prolongada com o caso notificado, incluem os vizinhos, colegas de trabalho e de escola (BRASIL, 2017).

Belgede TÜRK‹YE SERMAYE P‹YASASI (sayfa 37-44)

Benzer Belgeler