• Sonuç bulunamadı

KUTU OLUŞUM FABRİKASI A)Tapu Kaydı

C) İpotek Bilgisi

21. DİĞER VARLIK VE YÜKÜMLÜLÜKLER a) Diğer Dönen Varlıklar

Para Baehler (2007), a maioria das pessoas, provavelmente, tem alguma compreensão do que significa sustentabilidade no campo ambiental - ou seja, não extrair recursos naturais mais rapidamente do que eles podem se regenerar e não produzir mais lixo do que o planeta está preparado para absorver; sustentabilidade econômica também é relativamente clara, ou seja, não tomar o caminho fácil para um nível elevado de emprego e baixos salários, proporcionando à economia apenas oportunidades de curto prazo e não para investir em inovação e conhecimento futuro crescimento liderado; porém, mais misteriosos são os conceitos de sustentabilidade social e de nacionalidade sustentável.

Em particular, pode-se argumentar que a dimensão social não pode ser analisada através do mesmo quadro analítico e mesmas ferramentas como os ecológicos e econômicos devido ao que seu caráter multidimensional, reflexivo e relacional dos fenômenos sociais (LEHTONEN, 2004).

Littig e GrieBler (2005); Boström (2012) relatam que, em parte, devido ao seu caráter controvertido do conceito publicado pelo Relatório Brundtland, uma série de estudiosos argumentam que a atenção para a dimensão social é pouco valorizada ou é rejeitada completamente, esquecendo-se de que a fusão das dimensões ambientais e econômicas tendem a criar sinergias e potencialidades para as políticas e reformas ambientais, porém, pouca atenção tem sido dada para as ligações e integração das dimensões social e ambiental na tentativa de repensar e reorganizar as políticas sociais e de bem-estar, sendo assim, a sustentabilidade social é, portanto, tanto uma tarefa crucial quanto um desafio muito grande (BOSTRÖM, 2012).

Lehtonen (2004) destaca que a dimensão social tem sido comumente reconhecida como o mais frágil pilar do desenvolvimento sustentável, nomeadamente quando se trata de suas bases teóricas e analíticas, pois, até recentemente, o desenvolvimento sustentável foi percebido como um problema essencialmente ambiental, sob a integração das preocupações ambientais na tomada de decisões econômicas e, no entanto, pode-se argumentar que os principais desafios do desenvolvimento sustentável residem nas interfaces e sinergias entre as suas várias dimensões. Segundo Mauerhofer (2008), muitas relações dentro da sociedade não dependem somente da economia, mas de outras motivações, como a amizade ou o altruísmo e, por isso, relata que uma economia sem sociedade é impossível.

Rattner (1999) descreve que a qualidade de sustentabilidade do desenvolvimento reside nas formas sociais de apropriação e uso de todo o meio ambiente – não apenas dos recursos naturais, mas, também, das muitas formas socioculturais de apropriação não capitalistas do meio ambiente que se tornaram ―insustentáveis‖ quando eram invadidas e desenvolvidas pelas práticas de capital intensivas dominantes. Percebe-se, então, que a busca da sustentabilidade, portanto, leva a tensões e conflitos sociais.

Acrescenta-se que Foladori (2002:631) destaca que

talvez la participación social es la temática más interesante em la discusión sobre sustentabilidad social. La participación es un indicador de libertades democráticas, de equidad en las decisiones, y también un elemento decisivo en la potenciación de esfuerzos productivos. Ya desde la década de los ochenta del siglo XX, el concepto de participación fue planteado por las agencias internacionales, organizaciones no gubernamentales (ONG), y instituciones internacionales, como un objetivo necesario de los programas de desarrollo y de sustentabilidad.

Para McKenzie (2005), o discurso da sustentabilidade social se aproxima do termo de uma forma totalmente diferente: não se trata de manter uma situação natural e não pode, portanto, avançar com a intenção de limitar a ação humana, porque a ação humana é a base da sociedade. Sendo assim, o discurso da sustentabilidade social começa com a premissa básica de que o nosso modo de ação social atual é falho, testemunhado por grandes desequilíbrios na distribuição da riqueza e do poder e pela dimensão da exclusão social.

Rattner (1999) considera que os atores sociais e suas ações adquirem legitimidade política e autoridade para comandar comportamentos sociais e políticas de desenvolvimento por meio de prática concreta. A discussão teórica, portanto, revela uma luta disfarçada pelo poder entre diferentes atores sociais, competindo por uma posição hegemônica, para ditar diretrizes e endossar representações simbólicas de sustentabilidade, seja em termos de biodiversidade, sobrevivência do planeta ou de comunidades autossuficientes e autônomas.

Cavalcante (2004) relata que existe um olhar para as evidentes interconexões do sistema econômico com o ecológico, sem isolar um do outro, permite perceber de que modo é possível chegar-se a um mundo (sustentável) onde a vida não se veja ameaçada de extinção (nem considerada como uma externalidade).

Para Sen (2000), o desenvolvimento é visto a partir de liberdades substantivas das pessoas, tem implicações muito abrangentes para nossa compreensão do processo de desenvolvimento e também para os modos e meios de promovê-lo e, na perspectiva avaliatória, isso envolve a necessidade de aquilatar os requisitos de desenvolvimento com base na remoção das privações de liberdade que podem afligir os membros da sociedade. O processo de desenvolvimento, nessa visão, não difere em essência da história do triunfo sobre essas privações de liberdade, embora essa história não seja de modo algum desvinculada do processo de crescimento econômico e de acumulação de capital físico e humano, seu alcance e abrangência vão muito além dessas variáveis.

Para Rattner (1999), a premissa dos sociólogos de que os pobres são as principais vítimas da degradação ambiental é subjacente à ligação entre equidade e sustentabilidade. Presumindo que as raízes da degradação ambiental são também responsáveis pela iniquidade social, este discurso postula a inseparabilidade analítica entre ecologia e justiça em um mundo caracterizado por fragmentação social, apesar de seus problemas ambientais comuns. A pressão sobre os recursos naturais tem que ser relacionada a práticas de distribuição injustas, dependência financeira e falta de controle sobre tecnologia, comércio e fluxos de investimentos. Dessa forma, uma análise sistêmica deste processo de retroalimentação circular revela o relacionamento político e social conflituoso que destrói a base de reprodução da natureza e dos grupos sociais que dela dependem. Esta é a tarefa para um modelo de desenvolvimento novo – o sustentável – que muitas vezes é considerado utópico e que se tornou a tarefa para a ciência da economia de fundamentos ecológicos e, por perceber cada vez mais essa verdade indiscutível, é diante especialmente da degradação ambiental, que se vê em toda parte que o discurso social tende a aceitar a sugestão do desenvolvimento sustentável apesar do tema sobre sustentabilidade, muitas vezes, proporcionar um significado que contradiz sua própria essência, transformando-o em autêntico paradoxo (CAVALCANTI, 2004).

Diante do exposto e em comum acordo com Foladori (2002), a sustentabilidade social é a dimensão que possui mais controvérsias, provavelmente, por ter sido definida com base em conceitos nem sempre claros, no entanto, nos últimos anos, o conceito de

sustentabilidade social evoluiu para destacar a importância da participação no social e, assim, aumentando o potencial e as qualidades das pessoas na construção de um futuro mais justo.

2.5 A dimensão jurídica do Desenvolvimento Sustentável: do direito econômico ao

Benzer Belgeler