Explica nossa narradora Chiquinha que, bem antes do governo local se instalar administrativamente e assumir os serviços de educação pública, ainda no início da década de oitenta, algo muito importante na história das lutas da comunidade vai se dar: o Centro Comunitário Monsenhor Diomedes vem a ser construído, num trabalho em mutirão com o objetivo de concretizar o sonho de haver uma escola na comunidade, “onde as crianças pudessem estudar e os adultos viessem a se reunir”.
Por essa época, o vigário era o padre Diomedes de Carvalho, conhecido como Monsenhor Diomedes, o qual apoiou a luta e nela se engajou, motivo pelo qual a comunidade homenageou-lhe dando seu nome ao centro comunitário. Vejamos:
Nós construímos um salão porque não tinha onde ensinar, a escola era na minha casa, numa casinha, no salãozinho atrás da igreja ou nalguma bodegazinha. Quando o pessoal precisava do canto, eu ia pra outro e a gente ficava assim, mudando de canto.
Quando foi pra construir nós já tinha grupo formado de homens e senhoras, que o padre Diomedes ajudava demais nessa questão da organização (...) e a gente foi começar. Até uma noite ele mesmo carregou pedra, o Monsenhor Diomedes. Era uma noite de lua. Ele veio me pedir uma toalha pra fazer uma rodilha e carregar pedra.
Aí a gente botou umas pedras, a primeira vez, e parava. (...) Depois o Monsenhor Diomedes disse que arranjou uma verba num país aí, Alemanha parece, ou foi Itália, pra gente arrumar o grupo. O alicerce ficou muito alto. Precisou então carregar areia pra planar. E agora foi as mulheres, carregando areia. E foi problema também quando chegou os tijolos, porque tinha de descarregar de repente, mas ninguém se acomodava, podia ser a hora que fosse, a gente largava tudo e ia ajudar. Foi um movimento danado.
“O grupo” – era assim que todos em Redonda chamavam – e muitos ainda chamam – o centro comunitário Monsenhor Diomedes: “grupo Monsenhor
Diomedes”, “grupo escolar”, ou simplesmente, “grupo”.
Na percepção de Luísa, “essa foi a luta maior que a comunidade já enfrentou, que foi a luta pela educação”. E assim ela também descreve a construção da escola: Padre Diomedes quando chegou por aqui achou que tinha muito menino sem estudar. Aí ele fez uma reunião e botou essa proposta de nós lutar com ele pra fazer um canto de escola e ele ia trabalhar junto com nós. Agora tinha uma coisa, se for preciso vender as alianças, tinha que vender, pra obra não parar (...)
Então, comecemo a trabalhar (...) Dia de domingo, eu e compadre Bastião tirava uma comissãozinha pra arrecadar dinheiro, de casa em casa. Tinha
casa que num tinha não. Outra já tinha... Lá em comadre Caçula, todo dia de domingo tinha um forró, de Paulo; eu era madrinha dele, eu chegava e pedia: - ‘Meu fi, para aí tua raidiola, meu fi’. Aí ele parava a raidiola e eu saía pedindo aos rapaz. Um dava cinquenta, outro dava vinte, outro dava dez... Nós sempre voltava com alguma coisa, que era pra ajudar (...)
Nós trabalhemo muito pra limpar aquilo ali [o local da construção]. Trabalhemo demais. Nós ia pra Ponta Grossa buscar areia, aquela areia grossa, nós carregava na cabeça, pedra nós carregava de noite, mais ele [padre Diomedes], quando ele tava aqui ele carregava mais nós, pedra lá da ponte, e tudo foi carregado. Era mais mulher que ajudava.
FIGURA 11 - Desenho do Centro Comunitário Monsenhor Diomedes e a Redonda feliz
FONTE: Material da pesquisa
A participação do padre Diomedes nessas lutas comunitárias, nos trabalhos em mutirão - traços do movimento das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), fez com que a comunidade de Redonda lhe abraçasse não só como um líder, mas também como um educador em saúde, como vemos pelas palavras de Luísa:
E esse negócio de higiene, ninguém sabia o que era higiene. Aí onde eu, minha pessoa mesmo, os porcos era aí por dentro de casa, entrava e saia, dava de comer os porcos na cozinha. Agora em 76 nós já fumo sabendo um pedacinho de, que importância, que valor tinha a saúde, que valor tinha a Escola. Aí nós já fumo sabendo através do Pe. Diomedes, que ele trouxe muitos ensinamentos.
Foi aonde que ele declarou que importância tinha um banheiro, que nós não tinha banheiro. Fazia o trabalho nas grota, posso dizer isso? Trabalho nas grotas ou em riba do morro nos velame, que aqui os morro de primeiro era muito grande e aí tinha muito velame. Sim, tinha muito velame lá em riba dos morro aí o pessoal fazia o trabalho lá, tanto homem como mulher. Aí quando Pe. Diomedes inventou uma inventação aqui de trazer uns banheiro pra Redonda, vixe como o pessoal se admiraram: “vou se abaixar
naquela porquera, vou nada”. Do meio por fim só doze pessoa foi quem quis
assumir. Aí quando eles viram a importância, a beleza dos banheiros, aí os pessoal foram, quem podia ia comprando por conta própria e quem não podia iam comprando a prestação, mas iam fazendo seus banheirinhos. De primeiro, os porcos eram criados com as crianças, nós só comia no chão, comia com as mãos, nós num tinha colher, só de pau pra mexer, mas pra comer era com as mãos. O padre Diomedes pedia para gente comer na mesa, se fosse comer lavasse as mãos. Ele também pedia pra nós ter uma alimentação com verdura, com fruta, porque ninguém sabia que era pra botar verdura no comer, nós não sabia (...) Ele ensinava essas coisas tão simples e, o que é mais importante, ensinou nós a se organizar, a lutar pelos nossos direitos, a batalhar pelas coisas pro nosso bem.
A fala da narradora, ao mesmo tempo em que valoriza as prescrições de caráter higienista, também as considera como “coisas simples”. Ela termina dizendo que o mais importante foi o empoderamento31 dos sujeitos – “ensinou nós a se
organizar, a lutar pelos nossos direitos, a batalhar pelas coisas pro nosso bem”.
Esse reconhecimento da moradora, da importância do trabalho desenvolvido pelo padre tem estrita relação com aquilo que Brandão (1982) disse sobre a educação popular na década de setenta. Para ele, a mesma veio somar forças junto às lutas dos sujeitos subalternos, “para a organização do trabalho político que, passo a passo, abra caminho para a conquista de sua liberdade e de seus direitos” (VASCONCELOS, 1998, p.71). Era a perspectiva também das Comunidades Eclesiais de Base.
Rosado-Nunes (2008) toma de empréstimo de Dagnino (2002) a expressão
“cultura de direitos” para reconhecer, em seus estudos, que as Comunidades
Eclesiais de Base foram, no contexto brasileiro, uma das principais contribuidoras para construção de tal cultura. Tal fato tem a ver com o engajamento proeminente de um segmento significativo da Igreja Católica, a partir dos anos sessenta, no enfrentamento ao Estado Autoritário, na luta pela democratização e na incorporação da noção de direitos em seus discursos e proposições de ação pastoral, dando ênfase aos direitos sociais, relacionados com a ideia de justiça social, e aos direitos individuais. Algo totalmente diferente do que se deu no passado (e que ainda se dá em outros matizes, como a questão da sexualidade), quando a Igreja, predominantemente, se opunha violentamente ao conceito de direitos humanos pautados na liberdade e na autonomia da pessoa individual.
Mostra essa autora que a história política do Brasil contemporâneo revela que, diferentemente do que ocorreu em outros países da região, a Igreja Católica
31 Estaremos a desenvolver esse conceito no capítulo seguinte, quando aprofundaremos a perspectiva da promoção à saúde e, dentro dela, a noção de empowerment.
aqui se destacou como uma das instituições da sociedade civil que integraram as forças de resistência ao regime autoritário militar, desenvolvendo um discurso e uma prática caracterizados como “de esquerda” – a Teologia da Libertação e as
Comunidades Eclesiais de Base. Recorda, por exemplo, a atuação de dom Paulo
Evaristo Arns, então cardeal de São Paulo, na luta pela restauração dos direitos civis e pelo respeito aos direitos humanos, denunciando as práticas de tortura e os assassinatos cometidos nos porões da ditadura. Expõe a autora que “essa atuação da Igreja foi tanto mais importante quanto era ela uma das únicas – senão a única – instituições da sociedade civil que podia ‘dar voz pública’ à resistência ao regime militar” (ROSADO-NUNES, 2008, p.68).
Sobre este mesmo aspecto, assim também discorre Souza (2004, p.81, grifo nosso):
Nos vinte anos seguintes do regime militar (1964-1985), quando se fecharam no país lugares de articulação política, sindical e social, a Igreja foi um espaço de relativa liberdade de organização e de ação. A CNBB e alguns bispos foram, o que se chamou depois, “a voz dos sem voz”. Nesses anos surgiram a Comissão da Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e se desenvolveram a pastoral operária e as pastorais de juventude. Mas a presença decisiva foi das Comunidades Eclesiais de Base (as CEBs), que foram brotando em diferentes igrejas locais (Vitória, Goiás, Crateús e, logo depois, na periferia de São Paulo). Eram pequenos grupos de cristãos de setores populares que se reuniam para momentos de oração e de celebração de sua fé, mas também de
reflexão sobre seus problemas concretos de trabalho, saúde, educação, direitos humanos etc. Havia uma ligação muito profunda entre
fé e vida concreta, que estaria na base da reflexão latino-americana desses anos, em torno à Teologia da Libertação.
É essa ligação profunda entre fé e vida concreta, a que se refere o autor acima, que vai caracterizar a experiência de CEBs em Redonda e em vários outros lugares do país. Assim se refere Vasconcelos (2009, p.281):
A questão da saúde é assumida direta ou indiretamente nos trabalhos das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e em suas inúmeras pastorais (da criança, saúde, sobriedade, terra, dos índios, portadores de deficiência física, presídios e direitos humanos etc.). Em qualquer recanto da nação, há grupos dessas distintas pastorais organizando práticas solidárias de enfrentamento de problemas relacionados à saúde ou investindo na promoção da saúde.
Em um artigo em que analisa os efeitos da atuação de agentes de pastoral da Igreja Católica influenciados pela chamada Teologia da Libertação na implantação de Comunidades Eclesiais de Base entre populações rurais e de origem rural em duas áreas da Amazônia Oriental, Maues (2010) enfoca as situações de ameaça de
morte por que passam os líderes desses trabalhos que, segundo ele, se dão em razão de:
Atuação comprometida com os interesses sociais de suas populações, especialmente índios e camponeses, bem como com a denúncia de abusos e atos ilegais ali cometidos (grilagem de terras, contrabando, tráfico de drogas e de mulheres, assim como outras ações criminosas) e — no caso mais específico de um deles, Dom Erwin Krautler —, na luta contra a implantação da hidrelétrica de Belo Monte (MAEUS, 2010, p.16).
Relata o autor que essa atuação da CEBs entre camponeses e quilombolas se deu, entre outras coisas, na abertura para a relação entre a Igreja Católica e os diversos movimentos sociais e associações, que surgiram desde os anos 1960 e resistem até os dias atuais, com atuação religiosa e política, contribuindo para a implantação de novas formas de cidadania (MAEUS, 2010).
Maeus (2010) pincela histórias de líderes camponesas, mulheres que se tornaram mártires, abandonaram a limitação à esfera privada e morreram defendendo seus povoados da ganância dos latifundiários. Retrata também a trajetória de estudiosas locais que vivenciaram as lutas e refletiram sobre elas, como o exemplo da antropóloga Rita da Costa, que acompanhou a transformação de seu povoado ao assumir sua identidade quilombola por influência das CEBs, onde os camponeses locais renunciaram a seus títulos de terra individuais para que todas as terras se transformassem em um coletivo. Acompanhemos a descrição do autor:
Talvez um dos exemplos mais úteis para o entendimento desse processo seja o da constituição de uma “comunidade quilombola”, como foi examinado acima, a partir da dissertação de mestrado da antropóloga e quilombola Rita da Costa. Ela afirma: “Era o ano de 1999, eu acabava de passar no vestibular [para cursar a graduação em Ciências Sociais na UFPA] e viajei para casa dos meus pais no povoado de Santo Antônio” (Costa 2008:194). Era o momento da transformação de seu povoado natal em comunidade quilombola. Pelo que ela informa em sua dissertação, isso ocorreu pela ação e influência de agentes de pastoral da Igreja Católica e de outros agentes políticos que tiveram impacto no processo que levou os membros do povoado a se assumir como quilombolas,
renunciando a seus títulos de terra individuais para que todas as terras se transformassem em um coletivo, constituindo assim o que aquele camponês, acima referido, pôde designar de “comunidade no sentido social da evangelização” (MAUES, 2010, p.32).
Repara o autor que esse fato fortaleceu politicamente os membros do povoado, que, “ao assumirem a nova identidade, passaram a ter elementos para obter maior eficiência na reivindicação de seus direitos, como camponeses e quilombolas” (MAUES, 2010, p.32).
Vasconcelos (2009, p.272-273) atesta que o Movimento Sanitário Brasileiro, que se delineou na década de 1970, tinha, além da face caracterizada pelo engajamento de profissionais e estudantes, uma outra face, popular, “constituída por movimentos organizados, e inicialmente bastante integrados às igrejas cristãs, com suas inúmeras experiências de saúde comunitária”. Assegura o autor que essas duas faces sempre estiveram muito integradas.
Muitos profissionais que lideraram a luta pela Reforma Sanitária se formaram nessas experiências de saúde comunitária das décadas de 1970 e 1980. Muitos movimentos populares de saúde se organizaram e se expandiram pela presença de técnicos bastante integrados em sua dinâmica (VASCONCELOS, 2009, p.273).
Defende este mesmo autor que as práticas de saúde das pastorais sociais da Igreja Católica herdaram da teologia da libertação a ênfase na dimensão política. E assim se coloca:
Toda a experiência de luta social de seus grupos tem mostrado a possibilidade e a importância de integrar a dimensão espiritual no enfrentamento das dimensões sociais do processo de adoecimento e cura. Tem mostrado, também, que há uma espiritualidade da luta social capaz
de gerar maior potência às mobilizações e enfrentamentos políticos
(VASCONCELOS, 2006, p. 95-111 apud VASCONCELOS, 2009, p.281 grifo nosso).
Uma das agentes de pastoral da comunidade, líder do processo de implantação das CEBs em Redonda, recorda esses momentos de efervescência do chamado “novo jeito de ser Igreja”. Para ela, foi ressaltante o trabalho de formação
de grupos para atuar na comunidade, o que levou a ação concreta de construção do Centro Comunitário Monsenhor Diomedes. Ela explica:
Fizemos um grupo de homens que chegou a ter cento e oitenta homens, todos trabalhando num só sentido. As mulheres deixavam de fazer as coisas em casa pra participar dos trabalhos comunitários. A gente viu que tava tão forte, em um só sentido, que a gente construiu o Centro Monsenhor Diomedes com nossos próprios esforços, foi do nosso suor aquele grupo ali. Teve Jesus Cristo e teve a ajuda do monsenhor Diomedes, quando a gente ia desanimar, ele incentivava. Era como diz mesmo aquele cântico: “novo jeito de sermos igreja”, igualzinho, igualzinho, num tem né? Pois é. Aquele
outro que diz também assim “Igreja é povo que se organiza, gente oprimida buscando a libertação, em Jesus Cristo, a ressurreição” (...) Era uma fé viva
(...)
Olha, antes deu vir morar aqui em Redonda, não tinha domingo de mãe, não se comemorava aniversário, num tinha nada disso. Aí eu comecei: vamos fazer o Domingo de Ramos? Vamos fazer a festa das mães esses ano? A primeira coroação de nossa senhora foi uma das festas mais linda que já fizemos.
Ao ressaltar que, na época que chegou a Redonda, algumas datas comemorativas não faziam parte das tradições do lugar, a narradora esforça-se para mostrar que a chegada das CEBs não só propiciou uma espiritualidade comprometida socialmente, mas também de festividades, alegria, confraternização da vida, ou, a relação profunda entre fé e vida concreta a que se reportou Souza (2004), anteriormente.
Quanto ao trabalho de construção do grupo Monsenhor Diomedes, ele foi iniciado na década de setenta e concluído no início da década de oitenta e sua inauguração ainda é uma das melhores lembranças das pessoas que viveram esse momento, como bem expressa uma participante, ao lembrar-se da confecção coletiva de uma “coberta de todas as cores”:
Na inauguração foi uma festa tão bonita, todo mundo animado, querendo ajudar. Num tinha acomodação; nós juntemos as toalhas de cama, as mulheres trabalhando, costuremos aquela empanada grande, toda colorida para dar sombra e fizemos também tapete para o palanque. Ficou muito linda aquela coberta de todas as cores... (Chiquinha)
Além de ser a escola da comunidade, o prédio construído em mutirão, nos finais de semana servia de sede para as reuniões da recém-formada associação de moradores que, como nos conta o nosso informante, foi decisiva nos processos de mobilização para transformação do lugar:
A associação de moradores – no período de oitenta em diante, quando ela foi articulada pelo movimento de CEBs – era uma associação de uma comunidade que estava abandonada, nisso de organização e políticas públicas. Não tinha estrada, energia, educação, saúde... A associação veio para dar uma força maior. Através da associação então teve alguns avanços. A gente penetrou nas CEBs; a gente fez a conscientização política. Antes o povo ficava satisfeito com o que tinha, sem noção do mundo. Os políticos nem ligavam pra nós daqui e ninguém daqui se tocava que não podia ser assim. A comunidade não sabia os seus direitos. Foi através da associação que a gente entrou na luta para a transformação de Redonda.
As experiências de saúde comunitária, como bem assinalou Vasconcelos (2009, p.273), cresceram muito em integração a essas práticas pastorais, em que “a educação popular é a principal referência teórica para a orientação do trabalho social. Assim, muitas orientações metodológicas da educação popular passaram a estar fortemente presentes em seu cotidiano”.
Hoje, o Centro Comunitário Monsenhor Diomedes é, acima de tudo, um lugar de memória. Não tem a mesma funcionalidade dos primeiros tempos. A escola de
hoje se chama Horizonte da Cidadania e, desde 2000, funciona em um prédio construído pelo governo do estado, atendendo, 537 alunos em 2013, dividido em 20 turmas, do primeiro ao nono ano do ensino fundamental. A escola Horizonte da Cidadania possui dez salas de aula, biblioteca, sala de informática e quadra de esportes e nela trabalham 24 professores. No Centro Comunitário Monsenhor Diomedes, ainda acontecem reuniões da associação de moradores, mas não com a mesma participação de outrora. Realizam-se, também, cursos esporádicos ou projetos pontuais. Atualmente, lá tem uma sala de informática para servir aos participantes desses cursos.
A esfera pública ampliou-se; a politização das necessidades de Redonda gerou mais serviços públicos e deixou de ser uma categoria abstrata, distante da vida das pessoas. O grupo Monsenhor Diomedes, sendo um espaço de reflexão sobre necessidades, não deixava de ser um espaço de organização identitária, que unia os de Redonda contra desigualdades estruturais e, mais adiante, como se vai ver, contra um turismo predatório.