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Diğer Teknoloji Kabul Teorilerini Temel Alan ve Yazarların Geliştirdikleri

BÖLÜM 2: TEKNOLOJİ KABULÜYLE İLGİLİ BAŞLICA TEORİK

2.2. Mobil Bankacılık Uygulamalarının Kabulüne Yönelik Çalışmalar

2.2.3. Diğer Teknoloji Kabul Teorilerini Temel Alan ve Yazarların Geliştirdikleri

O desenvolvimento das forças produtivas produz mudanças constantes e, com essas, a modificação do espaço urbano. Essas mudanças são hoje cada vez mais rápidas e profundas, gerando novas formas de configuração espacial, novo ritmo de vida, novo relacionamento entre as pessoas, novos valores e alternativas de deslocamentos. (CARLOS, Ana Fani A. 1997: 69).

O plano de melhoramento da ruas do Município de São Paulo era alçada da Prefeitura Municipal de São Paulo. Aquele determinava a diretriz da formação do crescimento do espaço urbano, de acordo com uma configuração concêntrica (sucessões de anéis com escala diferenciada de urbanidade) dividindo o território em perímetros central, urbano, suburbano e rural a partir de um levantamento do cadastro e topografia do perímetros.

O centro da cidade era o referencial urbano. Por décadas a identificação simbólica da cidade era sinônimo de dois fatores principais: (a) de comodidade, dada a infra-estrutura moderna, principalmente no que dizia respeito a higiene. Ou seja, bairros higiênicos eram o que se situavam no centro e (b) um mercado de trabalho dinâmico com pontos de venda e compra de produtos manufaturados e industrializados. Além de ampla oferta de serviços, era também passagem obrigatória para centenas de trabalhadores que se deslocavam de suas residências para o trabalho e vise-versa.

O perímetro urbano, segundo Simoni58,

58 SIMONI, Lúcia Noemia. O arruamento de terras e o processo de formação do espaço urbano do Município de São Paulo: 1840 – 1930. Tese de Doutorado – FAU/USP – São Paulo, 2002.pag. 216 a 218.

(...) então abrigava a porção de maior interesse imobiliário, anteriormente franquiada e inclusive com isenção de impostos municipais. Não se tratava de uma proibição à construção de novas moradias de baixo custo, denominadas “habitações coletivas” mas de abolir o tipo de implantação e aproveitamento de terrenos que implicava na abertura de vias de acesso às fileiras de casas e que proliferava na área mais consolidada da cidade. As vilas operárias, por sua vez, era toleradas, desde que construídas nas proximidades de fábricas com mais de 50 operários. No perímetro urbano o aumento da densidade de ocupação não mais ocorria através da subdivisão de terrenos com acesso por vias públicas.

(...) Quanto ao perímetro suburbano, cujos limites alcança: do Belemzínho, Perdizes, Higienópolis e no arruamento ainda em projeto do Jardim América, dentre outros. A maior porção de vazios situa-se ao longo do Tiête, e também chamam a atenção a atenção as terras desocupadas adjacentes do ribeirão do Pacaembú, no Bexiga, no Paraíso, Cambucy e Aclimação, a várzea do Tamanduatei, no Hipódromo e no Tatuapé. Tais áreas contém arruamentos mais recentes. A edificações é esparsa ou grande parte das ruas encontra-se sem demarcação ou delimitadas por cercas. (...) O perímetro rural consistia da maior parte do território municipal. É onde se localizavam diversos arruamentos de grande extensão, tais como, Vila Gomes Cardim, Vila Prudente, Ipiranga, Vila Deodoro, Saúde, Vila Clementino, Vila Mariana, Pompéia, Água Branca, Lapa e Vila Leopoldina, Vila Tietê. (...).

O cenário descritos nos parágrafos acima se fez presente na primeira metade do século XX, todavia, algumas áreas somente adquiriram o estatuto de bairros urbanizados somente ao longo da segunda metade do século XX graças a expansão do mercado de trabalho favorecido pela instalação de indústrias e novos comércios.

Desse modo, as plantas de arruamento e viação pública foram reconfiguradas e com elas os itinerários de ônibus e de seus usuários principalmente a partir da década de 60, como pode ser lido, por exemplo no Guia de Ruas Levi referente a linha Penha-Lapa.

Observa-se que em 1979, havia três linhas Penha-Lapa, a saber: 208 A – Penha-Lapa (via Radial Leste).

208 C – Penha-Lapa (via Avenida Celso Garcia).

Guia de Ruas Levi 1960 1973 1977 1979 1982 Itinerário dos Bondes Linha 60. Pça 8 Setembro com Rua Bresser, Rua Silva teles, Rua Maria Marcolina, Rua Oriente Médio, Rua Andrade, Rua São Caetano, Pça da Luz, Rua Maua, Rua Duque de Caxias, Rua Barão de Piracicaba, Rua Rib. Silva, Rua Ed. Prado, Rua Barra Funda, Rua Lopes Oliveira, Rua General Olímpio da Silveira, Av. Fco Matarazzo, Rua Carlos Vicari, Rua Guaicurus, Rua Cinc. Pomponet, Rua 12 de Outubro. Penha- Lapa Linha 987 Ida: Rua Cap.

Avelino Carneiro, Rua Henrique S. Queiroz, Pça Ben. Camargo, Rua Aricanduva, Av. Celso Garcia. Rua Rangel pestana, Rua do Gasômetro, Rua mercúrio, Rua Senador Queiroz, Pça. Alfredo Isa, Rua Timbiras, Av. São João, Rua Marechal Deodoro, Av. Gen. Olímpio da Silveira, Rua Cardoso de Almeida, Rua Turiaçu, Rua Caraíbas, Rua Venâncio Aires, Rua Coriolano, Rua Crasso, Rua Faustolo, Rua Catão, Rua Guaicurus, Rua Cons. Moreschi, Rua Jonh Harrison, Rua Dom. Rodrigues, Rua Clem. Alvares, Rua Sheton.

Volta: Rua N. Sra da

Lapa, Rua Mont. Melo, Rua Barão Jundiaí, Rua Clélia, Rua Fco. Matarazzo, Rua Card. Almeida, Rua Gen. O. Oliveira, Rua das Palmeiras, Rua Sebastião Pereira, Rua do Arouche, Rua Barão Itapetininga, Viaduto do Chá, Rua Líbero Badaró, Lg. São Fco., Rua B. Constant, Rua Quintino Bocaiuva, Pça João mendes, Pça Clovis, Rua

R.Pestana, Av. C. Garcia, Rua Cel. Rodovalho, Rua Com. Cantinho, Rua Cap. Avel. Carneiro.

Penha-Lapa Linha 986

Ida: Rua Jaborandi,

Amador Bueno da Veiga, Av. Penha de França, Rua Gabriel Mistral, Pe. Ben. Camargo, Rua Aricanduva, Av. Celso Garcia, rua Catumbi, Rua Jequitinhonha, Rua Coroa, Av. Cruzeiro do Sul, Estrada Tietê, Pe. Idelfonso, Av. Voluntário da Pátria, Rua Olavo Fontoura (Marg. Direita), Rua Ordem e Progresso, Rua Turiaçu, Rua Guaicurus, Rua Jonh Harrison, Rua G. Smith, Rua Clem. Alvares, Av. N. S. Da Lapa, Rua Monteiro de Melo, Rua Clélia, Rua Venâncio Aires, Rua Cayowa.

Volta: Rua Ordem e

Progresso (Marg. Esquerda), Av. Do Estado, Rua Pedro Vicente, Estrada Ponte pequena, Av. Cruzeiro do Sul (Marg. Esquerda), Rua Ariston Azevedo, Rua Marcos Arruda, Av. Celso Garcia, Rua Cor. Rodovalho, Av. Penha de França, Rua Caquito, Rua Maj. Rudge, rua Macauba, Rua Jaborandi.

Penha-Lapa Linha 208 C Ida: Pça. Rui

Barbosa, Av. Tarumã, Rua Odete, Rua S. Florêncio, Rua Faustino Paganini, rua Amador Bueno da Veiga, Rua Pe. Jõao, Rua Cerquilho, Av. Penha de França, Rua Rangel Pestana, Rua do Gasômetro, Rua Vasco da Gama, Rua Bittencourt Rodrigues, Rua 25 de Março, Rua Sen Queiroz, Av. Prestes Maia, Av. São João, Rua Gen. O.da Silveira, Rua Perdizes, Rua Ad. Pinto, Rua Lincon Albuquerque, Rua C. Espinheiro, Rua Min. De Godoy, Rua Turiaçu, Rua Pompéia, Rua V. Ayres, Rua Claudio, Pça Cornelia, Rua Guaicurus, Rua John Harrison, Rua C. Alvares, Rua Shelton.

Volta: Pça da

Repúblca, Rua Sete de Abril, Rua Xavier de Toledo, Rua Líbero Badaró, Rua B. Constant, Pça da Sé, Pça João Mendes, Rua R. Pestana, Av. Celso Garcia, et.

Penha-Lapa Linha 208C (via Av.Celso Garcia). Ida: Pça Fco da Gama,

Tarumã, Odete, Cruzeiro do Sul, Faustino Paganini, Pça Micaela Vieira, Pe João, Caquito, Av. Penha de França, Pça 8 de Setembro, Com. Cantinho, Cel. Rodovalho, Celso Garcia, Lgo Concórdia, Gasômetro, Pq. D.Pedro II, Rangel Pestana, Bittencourt Rodrigues, Rua 25 de Março, sem. Queiroz, Dona Fça de Souza, Av.Prestes Maia, Pça do Correio, Av.São João, Lgo Paissandú, Pça Julio Mesquita, Av. Gen. O. da Silveira, perdizes, lgo. Pe Péricles, Tagipurú, Adolfo Pinto, C.Espinheiro, Min. Godoy, Turiassu, Av.Pompéia, Venâncio Aires, Coriolano, Claudio, Pça.Cornelia, Guaicurus, Pça. Melvim Jones, Conr.Moreschi, J.Harrison, Dom.Morae, Clem.Alvares, Shelton.

Volta: N.Sra.Lapa,

Monteiro Melo, Faustolo, Crasso, Pça Cornelia, Cayowa, Traipu, Pça Marechal Deodoro,

C.Crispiniano, Pça Ramos.Azevedo, Viaduto do Chá, Pça Patriarca, L.Badaró, Lgo. São Fco.,Benj. Constant, Pça. Sé, Rangel Pestana, Av. Celso Garcia, João Ribeiro, até Pça. Fco. Da Gama.

Como pode ser observado no quadro acima, paralelo ao espraiamento das ruas se fizeram presentes os itinerários. Ambos em função das necessidades criadas pela crescimento demográfico e da camada operária. Em outros termos, os arruamentos expandiram-se, não de acordo com o planejamento do Departamento de Obras e Viação da Prefeitura Município de São Paulo, mas sim em virtude das necessidades de moradias e postos de trabalho. Isso pode ser lido, por exemplo nas plantas de arruamentos dos Guias de Ruas que se seguem. Nelas, por exemplo, a zona leste. As ruas e as quadras são demarcadas de forma irregular, não obedecendo as normas técnicas (orientação da fixação de marcos no terreno para assinalar os níveis e alinhamentos que uma logradouro deve ter, para edificações no terreno, etc).

A execução das normas técnico impunha a demarcação das linhas divisórias entre as ruas e as quadras, cuja finalidade era a “perenidade” dos logradouros e a separação entre terrenos privados e públicos. Porém, essas normas não ocorriam nos bairros periféricos onde seus moradores abriam e (re)modelavam os arruamento de acordo a localização e o tipo de habitaram que era possível construir com salários de operário.

Por muitos anos os traçados (ruas, vielas, etc) das plantas de arruamentos ocultavam a extensão real da ocupação urbana dos bairros periféricos do município. Contudo, com a ocupação e expansão de tais bairros, comunidades se formavam, solicitando infra-estrutura. Assim ruas e bairros foram oficializadas e com eles determinadas linhas de ônibus que não tinham número e frota, somente alguns veículos. Dependendo do horário não completavam o percurso dado a distância, que muitas vezes atingia outros municípios. Por exemplo, no Guia Levi de 1973, pg. 334. Linha Água Podre: Itinerário – Rua Butantã, Av. Euzébio Matozzo, Av. Vital Brasil, Av. Corifeu de Azevedo Marques, Estrada de Cotia.

Os arruamentos e viação pública construídos longe do perímetro central e de áreas urbanizadas (com infra-estrutura) reconfigurou o espaço urbano e geográfico do município. Ambos caracterizando uma ocupação irregular (a não utilização de normas técnicas que define áreas de terras reservadas para vias, praças, edifícios, etc) do solo, expansão não centrífuga, abandono do traçado viário retilíneo e aglomerações urbanas fragmentadas, estas constituído quase guetos culturais.

4.1 – Espaço urbano e Transportes Públicos: registros de memórias dos