• Sonuç bulunamadı

2. IP ADRESİ DÖNÜŞÜM PROTOKOLLERİ

2.6. DHCP

O contexto deve preceder o texto. Como dito anteriormente, a LAD é um projeto de extensão criado em 2006. E a forma de trabalho no ambulatório reflete a maneira como o projeto foi edificado. A ideia de construção da LAD veio de discentes de graduação de medicina que decidiram se unir para o atendimento do paciente portador de diabetes com a visão da demanda social existente.

“Quem nos procurou foram os alunos que criaram a liga [...]. Foram alunos procurando alunos e, lógico, o professor veio junto, porque eles precisavam de um preceptor. Eles precisavam do professor que orientasse os alunos, mas o trabalho, isso é o legal nas ligas, ele é estruturado por alunos e os alunos tem menos esse empoderamento, essa questão da dificuldade da conversa com o outro, né? Porque eles estão formando, e à medida que eles estão em processo de formação, tudo que é novo pra eles, é interessante. Então, ouvir o outro, saber como a nutrição atende, como a enfermagem atende, é de interesse, é de extremo interesse. E um grupo de alunos que topa montar uma liga, são alunos super interessados, engajados nas questões das políticas sociais de atenção a saúde, das questões prioritárias para a saúde pública, inclusive. São pessoas com uma energia, digamos, além do normal no sentido de buscar mais, né? E com esse buscar mais, aprender mais, eles são como esponjas, tudo que você fala pra eles de novidade, eles querem saber, eles querem, estão entusiasmados, empolgados.” Trompetista

Após 10 anos de existência da LAD, o protagonismo dos acadêmicos se mantém, o que transforma o ambulatório em um cenário de ensino-serviço, onde o atendimento à população e o ensino dos profissionais em formação são os pilares que sustentam o

Para compreender melhor o cenário de estudo, ele será descrito com base na observação do cenário de prática e notas registradas em diário de campo da pesquisadora:

“O ambulatório está localizado em um anexo do hospital, talvez um dos prédios mais bonitos, uma construção tombada pelo patrimônio. Mas nesse local há um grande constraste: de um lado o prédio com toda sua inércia e impossibilidade de transformação, do outro, todas aquelas pessoas movimentando, lutando pela vida...” “Por ele ser tombado, não se pode fazer nenhuma modificação na estrutura local. Isso significa que se temos apenas 4 salas disponíveis, dificilmente esse número irá aumentar, para isso seria necessário ir para outro local e na universidade não é fácil conquistar espaço.” “As salas são muito amplas, até maiores que o necessário. Mas, ainda assim, são abafadas e sem ventilação adequada. O mesmo vale para os corredores, local de espera dos pacientes. Há bancos, mas não são confortáveis; as janelas não são suficientes para tornar a temperatura agradável. Em dias abafados, é realmente desconfortável permanecer no corredor aguardando atendimento.”

“A liga não é o único ambulatório que funciona às quartas-feiras a tarde. Há também o ambulatório de obesidade. Isso resulta em mais pacientes, menos espaço, mais calor, mais barulho... Enfim, é compreensível que o paciente se sinta desconfortável e incomodado com as falhas no sitema, porém esse atendimento ‘desumano’ já é a realidade da maioria deles. Pra falar a verdade, acredito que a maioria deles considera o atendimento e infraestrutura do local muito acima da média.” “...fico imaginando como o paciente se sente ao ser atendido na Liga. O Hospital das Clínicas é referência no atendimento da rede pública, mas para alguns o atendimento no ambulatório é a alternativa que existe, talvez não é nem mesmo sua preferência.”

“Para ser atendido na LAD, o paciente pode passar por diferentes caminhos. Pode ser encaminhado pela atenção primária, referenciado pelo serviço de endocrinologia pediátrica do hospital, ser encaminhado de outros ambulatórios quando se busca um atendimento mais amplo, devido ao caráter interprofissional...” “quando o paciente chega na liga, alguns dos acadêmicos ou preceptores passam para o paciente as regras do ambulatório e, caso o paciente aceite, ele passa a fazer parte do ambulatório após frequentar alguns mapas de conversação para demonstrar assiduidade e empenho no seu autocuidado.”

“São muitas regras, muito comprometimento necessário. Mas nem todos os pacientes estão empenhados, prontos para assumir o seu próprio tratamento. São esses os pacientes que costumam faltar, que não querem frequentar as reuniões... Como devemos lidar com essa situação?”

Para evoluir nessa questão e saber lidar com o paciente nas diversas fases de aceitação que ele apresenta, é importante compreender as relações interprofissionais existentes no local, já que o cuidado prestado é reflexo direto dessas relações. “Quando entramos na liga, foi bastante intimidador. Todos já se conheciam, já trabalhavam juntos e chegamos lá um pouco deslocadas. Foi fundamental a presença da preceptora de farmácia, afinal a insegurança típica de alunos de graduação transbordava.”

“A medida que íamos trabalhando juntos, foi ficando mais fácil. Algo que sempre ajudou foi a confiança que o preceptor de medicina e líder da equipe depositava no serviço de GTM. Acredito que isso facilitou a aceitação pelos acadêmicos e residentes de medicina. Com a nutrição sempre foi tranquilo. Desde o início houve uma abertura, um convite ao diálogo, à decisão compartilhada.” “Discutíamos os casos e nossas obsrvações, ainda que mínimas, sempre eram solicitadas. Isso nos impulsionava a opinar mais.”

“Com o passar do tempo e as trocas de acadêmicos e residentes, pude observar um padrão na receptividade. Inicialmente, há um estranhamento com o serviço de GTM, a medida que a convivência está mais estabelecida, o serviço é mais solicitado e valorizado.” “...enquanto o serviço não for bem conhecido, isso vai acontecer. Mas não vejo isso como problema, é uma oportunidade de difundir o trabalho, de mostrar o papel através do próprio serviço e não apenas na teoria.”

“Nos últimos tempos, consigo perceber melhor a integração dos profissionais e serviços, é mais fluido, há mais diálogo e ele acontece de forma natural.” “Sem dúvida a convivência constante com o serviço e o comprometimento dos profissionais envolvidos contribuíram para a utilzação e valorização do serviço dentro do ambulatório.”

Benzer Belgeler