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Devletin Sürdürülebilir Turizm Politikaları

BÖLÜM 2: SÜRDÜRÜLEBİLİRLİK VE TURİZM

2.2. Turizmde Sürdürülebilirlik Politikala rı

2.2.1. Devletin Sürdürülebilir Turizm Politikaları

a) O início da coleta de dados: caracterização das famílias

Num primeiro momento, procedeu-se à realização de entrevistas semi-estruturadas com os adultos que encontravam na posição de maior responsabilidade pelos cuidados com as crianças (servindo-se dos roteiros “Caracterização da Família” e “História da Infância). Isso se deu, em geral, nos dois primeiros encontros na família.

Nos encontros subsequentes, também nas residências das famílias, aplicaram-se junto ao cuidador principal, instrumentos de avaliação psicológica/psicossocial padronizados, com vistas à obtenção de informações sobre o nível de estresse vivido pelo cuidador, associado ao exercício da parentalidade (ISP - Índice de Estresse Parental), nível e qualidade de apoio social percebido pelo cuidador (QAS - Questionário de Apoio Social) e presença de problemas de comportamento – internalizados e/ou externalizados – na criança (CBCL). Em seguida, procedeu-se à aplicação do HOME, com vista à obtenção de informações padronizadas com relação à organização do ambiente, considerando as necessidades infantis.

A aplicação de todos esses instrumentos implicou 4 visitas domiciliares, em média, com a duração em torno de uma hora e meia, que se distribuíram ao longo de 4 semanas, sendo que em cada visita aplicava-se normalmente um ou dois instrumentos.

b) Seguimento: acompanhamento das famílias

Em seguida à aplicação dos instrumentos, a pesquisadora continuou frequentando as famílias e acompanhando-lhes em determinadas situações (na rotina de suas casas e em outros contextos de interação, na comunidade), quando, então, realizavam-se as observações participantes e as entrevistas (não estruturadas), cujas informações decorrentes foram sendo anotadas em diário de campo.

É preciso frisar que, no quadro desse acompanhamento, foram oferecidos às famílias, conforme o mencionado, orientação e apoio psicossocial, tendo em vista necessidades e dificuldades detectadas, discutindo-se com os participantes possibilidades e soluções relativas a problemáticas específicas, frente às quais a pesquisadora podia prestar ajuda diretamente ou mediar a interação com outros profissionais/órgãos de ajuda pertinentes. A título de exemplo, podem-se citar ações como encaminhamento para atendimento/avaliação psicológico, orientações para a aquisição do Bolsa Família e/ou inserção em programas sociais, contatos com a polícia, defensoria pública e ministério público, juntamente com as famílias, visando ao

melhor acolhimento delas pelas instituições, mediação junto às escolas, com vistas a melhorar o relacionamento entre famílias e instituição escolar, etc.

No quadro desse seguimento, algumas atividades educativas também foram elaboradas e desenvolvidas junto às crianças, como uma oficina de promoção de desenvolvimento de habilidades sociais, no contexto de suas escolas, que aconteciam 2 vezes por semana.

É importante frisar que tais ações de intervenção de ajuda implementadas, além de cumprir um dever ético, diante de situações humanas e sociais frente às quais a pesquisadora, cuja formação em Psicologia a habilitava a oferecer apoio e orientação, concorreram para o estabelecimento de interações baseadas em um sentimento de maior confiança, nas quais informações de maior qualidade foram obtidas.

O acompanhamento das famílias deu-se ao longo do ano de 2008, quando essas eram visitadas pelo menos uma vez por semana, durante 06 meses, em média, sendo que a família com a qual se passou menos tempo foi acompanhada ao longo de apenas 1 mês e a família acompanhada por mais longo tempo, o foi durante 10 meses.

c) A coleta de dados junto a outros informantes

Ao longo do acompanhamento das famílias, foi-se tendo acesso a inúmeros outros informantes passíveis de oferecer dados relevantes sobre determinados aspectos relativos à criança e/ou à própria família. Alguns eram pessoas da convivência comunitária da família, geralmente vizinhos, e outros eram profissionais que mantinham algum contato com as famílias e/ou com as crianças: diretoras, coordenadoras pedagógicas, professoras e funcionárias dos estabelecimentos educacionais frequentados pelas crianças; assistentes sociais de programas da área da assistência social do município; profissionais da saúde (médico pediatra/clínico geral e psicóloga); Promotor de Justiça e advogados da defensoria pública e policiais militares.

Junto a esses informantes, procedeu-se, de modo geral, a entrevistas não estruturadas, cujas informações decorrentes foram também anotadas em diário de campo.

Especificamente com relação aos professores, após em média, 4 meses do início do ano letivo, foi-lhes solicitado que respondessem ao TRF (6-18 anos).

2.5. Procedimento de análise dos dados

Para a análise dos dados, primeiramente as informações coletadas a partir das observações e entrevistas realizadas com todos os participantes foram transcritas a posteriori em um diário de campo.

Os instrumentos padronizados foram corrigidos de acordo com as normas e critérios especificados nos manuais dos mesmos.

Assim, todas as informações coletadas por meio das diferentes estratégias, família por família, foram reagrupadas de modo compor um conjunto único de dados, referente a cada caso, seguindo as indicações propostas por Yin (2009), para quem todos os tipos de evidência devem ser analisados juntos, para que os resultados do estudo sejam baseados em uma convergência de informação de diferentes fontes.

Em um segundo momento, com os relatórios individuais de cada caso em mãos, iniciou-se o processo de análise dos dados, observando-se a pertinência das informações a cada unidade de análise proposta no estudo, sendo que, dentro disso, o material foi separado em categorias descritivas correspondentes. A partir dos resultados descritos buscou-se verificar se as proposições teóricas fixadas a priori podiam ou não ser demonstradas naquele caso. Para cada categoria procurou-se fazer uma descrição sistemática dos indicadores positivos ou negativos para aquela proposição teórica, como também dos fatores contextuais presentes que davam pistas sobre como e por que a negligência se manifestava ou não naquele contexto.

Em um terceiro momento, passou-se à etapa de comparação dos casos de modo a visualizar semelhanças e diferenças entre eles, principalmente no que diz respeito à confirmação ou não das proposições teóricas investigadas. Segundo Yin (2009), a análise de comparação dos dados em delineamentos múltiplos, não se deve dar a partir da convergência dos resultados de todos os casos como se fossem uma amostra única e sim a partir dos resultados de cada caso individual (como experimentos separados) seguindo uma lógica de replicação.

Para tal, cada caso individual e os resultados obtidos segundo as cinco categorias descritivas (proposições teóricas) foram transpostos para tabelas e comparados uns com os outros, de modo a se buscar conclusões para além dos resultados individuais. Procurou-se por prováveis padrões ou tipos dentre os casos individuais.

No que se refere à comparação, buscou-se em um primeiro momento, comparar entre os casos a confirmação ou não de cada preposição teórica (ou critérios da negligência) para em seguida, comparar-se o conjunto de critérios, formando-se, desta forma, os subgrupos com

características semelhantes e que apresentavam diferenças dos outros, seguindo uma lógica de engrandecimento progressivo do campo de comparação, tal como proposto por Laperrière (1997).

Ao final da análise de comparação dos casos, buscou-se apontar até que ponto a replicação literal pôde ser demonstrada e por que alguns casos tiveram alguns resultados esperados e outros, ao contrário, não.

Como já foi assinalado, as unidades de análise, retiradas de um quadro teórico mais amplo, específico sobre negligência (Lacharité et al., 2006), deram origem às categorias descritivas. Como os parâmetros fornecidos pela definição teórica adotada, segundo os autores, são amplos e não fixam critérios que operacionalizam as diversas formas de manifestação da negligência, foi preciso definir parâmetros e fazer-se uso de critérios operacionais específicos, levando-se em conta as idades das crianças estudadas. Por exemplo, para a primeira e segunda categorias (1- Respostas às necessidades infantis; 2- (In) Capacidade parental e/ou do entorno social para responder às necessidades) foi necessário, para efetivação da análise, estabelecer subcategorias referentes a cada uma das necessidades infantis preconizadas – físicas, educativas e psicológicas/emocionais –, associadas a indicadores segundo as faixas etárias, de modo a verificar se essas estariam ou não encontrando respostas no ambiente. Para o estabelecimento dessas categorias secundárias lançou-se mão, como parâmetro básico, do referencial proposto no Cadre d’Analyse des Besoins de l’Enfant (CABE), para crianças de 5 a 10 anos (Lessard,Chamberland & Lacharité,2007)8. Pode-se dizer que esse instrumento caracteriza-se como um crivo de análise para ser aplicado em situações concretas, no sentido de avaliar as necessidades de desenvolvimento de uma criança, as capacidades das figuras parentais de satisfazer essas necessidades e os fatores familiares e ambientais suscetíveis de influenciar as respostas às necessidades.

Embora as dimensões do CABE “Necessidades de desenvolvimento da criança” e “Capacidade Parental” especifiquem diversas sub-dimensões de necessidades infantis (saúde, educação, desenvolvimento comportamental e afetivo, identidade, apresentação da criança, relações familiares e sociais, habilidades de tomar conta de si), para a presente análise as necessidades foram reagrupadas em classes mais amplas, ou seja, em termos de necessidades físicas, educativas e psicológicas.

Vale frisar que o termo (conceito) “necessidade”, aqui utilizado, não se relaciona a um estado subjetivo, referente a um desejo, vontade ou insatisfação devido a um sentimento de

8 Versão quebequense produzida a partir do original, em inglês, The Assessment Framework, desenvolvido pelo

falta. Refere-se, primordialmente, àquilo que é necessário ou indispensável para atender um objetivo. O termo “necessidade fundamental” é utilizado, dessa forma, para sublinhar o caráter incontornável da satisfação de algumas necessidades para o que o desenvolvimento da criança se processe sem maiores prejuízos (Lacharité et al., 2006).

Em relação ao conceito “Capacidade Parental”, esse refere-se às habilidades dos cuidadores para cumprirem com as responsabilidades relativas a funções parentais de um modo suficientemente bom, a longo termo, e não apenas em um ou outro episódio. Ter capacidade de responder às necessidades das crianças é diferente de ter habilidade para tanto, quando, por exemplo, pode-se realizar uma tarefa, uma ou outra vez, mas não demonstrar a capacidade de realizá-la a longo prazo (NSW,Departament of Community Service, 2006).

A título de exemplo, apresentam-se alguns indicadores propostos no CABE e empregados no presente estudo, que permitiram realizar a análise do material:

1-Indicadores de necessidades infantis (não atendidas)

Necessidades físicas: -Incluem aspectos da saúde e alimentação da criança, por exemplo:

- aparência muito magra e pequena para sua idade; - aparência sempre desleixada;

- presença de ferimentos não curados, doenças não tratadas; - falta de vacinação;

- criança já teve uma doença grave que comprometeu seu desenvolvimento e saúde; - oferta à criança de alimentação inadequada / não nutritiva;

Necessidades educativas: compreende aspectos do desenvolvimento de um comportamento social adequado, associados à disciplina adequada, escolarização, relacionamento social e estimulação da criança. Por exemplo:

- criança respeita sua vez, sabe o que é do outro; - criança não tem amigos na escola;

- criança não possui uma boa relação com os adultos da escola; - dificuldades na aprendizagem;

- tem problemas de comportamento (comportamento provocador e perturbador da criança, criança suspensa ou expulsa da escola, por exemplo);

- criança sabe seu nome completo, data de nascença e endereço, apresenta capacidade de pedir ajuda e falar o que pensa,etc.

Necessidades psicológicas: compreendem as necessidades de afeto, conforto, admiração, carinho, paciência, companhia e aprovação por parte do adulto. Indicadores na criança seriam, por exemplo:

- não parece uma criança habitualmente alegre;

- parece não ter boa auto-estima (criança segura dela mesma, orgulhosa das suas conquistas);

- não se acalma na presença das figuras parentais; - parece não ligada aos pais;

- criança passa muito tempo sozinha (solidão);

- é exposta a violência (violência preocupa a criança), etc.