• Sonuç bulunamadı

78 82 Örnek olarak, 271 a 33 ve 336 b 32.

B. Devlet Kurulduktan Sonra: a Asabiye varsa:

estamos lidando. Tal definição é necessária ao começo de toda a discussão. É um passo que os mais sábios escritores sempre tomaram. Cícero cita Marco Antônio, dizendo: “o que está em disputa deve ser esclarecido. Se as duas partes que disputam não compreenderem bem qual é o assunto em discussão, esta pode se extraviar e perder o rumo”76.

Portanto, o prazer é um bem que, não importa de onde venha, consiste77 no deleite78 da alma e do corpo. Isso é aproximadamente o que Epicuro quis dizer e o que os gregos chamavam de edoné [ ο ή ]. Como Cícero dizia: “nenhuma palavra melhor do que prazer pode ser encontrada para expressar em latim a força do termo grego edoné

75 Lucano, Bellum civile, VIII, 486-87. 76 Cícero, De oratore, I, 48, 209.

77 Ver in … positum in L&SLD: Cic. Fl. 1, 3: “ut salutem praesentium, spem reliquorum in vestris sententiis

positam esse et defixam putetis”; id. Att. 16, 16, F, 2: “omnia posita putamus in Planci tui liberalitate”; id.

Att. 16, 16, B, § 8: “in te positum est, ut, etc”; id. Att. 16, 16, B, § 8.

78 Ver oblectatio in L&SLD: Cic. Ac. 2, 41, 127: “indagatio ipsa habet oblectationem”; id. De Or. 1, 26, 118: “animi”; id. Off. 2, 6: “curarum”; id. Fin. 5, 19, 53: “vitae”; id. Lael. 27, 103: “requies plena oblectationis

92 [ἠδονή]. Todas as pessoas, em todos os lugares, atribuem dois significados a esta palavra: alegria e comoção suave na alma, e satisfação do corpo”79.

(2) A honestidade é definida como um bem que deriva da virtude; isto é, desejável

por si própria e não por conta de nenhum outro bem. Essa é a formulação com que Sêneca e outros estóicos concordaram80. Ou, como Cícero diz: “(...) entendemos por correto aquilo que, à parte toda e qualquer utilidade, sem nenhum prêmio nem interesse, mereça por si mesmo ser louvado”81. O honesto é chamado em grego de kalón [χα ]. Eu não acredito, Catone, que tu possas acrescentar qualquer coisa à esta definição, uma vez que cada um de nós dirá, conforme sua própria definição, que nosso bem não é apenas o mais alto, como também o único. Tu te fundamentas pela autoridade de Zenão e eu, na de Aristipo, quem eu acredito estar, entre todos os filósofos, mais próximo da verdade.

XVI. (1) Eu prosseguirei como um orador; quero dizer, de modo legítimo. Portanto,

começarei com a comprovação de minha tese, para só então passar à refutação de seu oposto. Que o prazer seja um bem, eu vejo não apenas ter sido aceito por muitos autores eminentes, mas também o atesta o consenso geral, o qual comumente fala dos bens da nossa alma, do nosso corpo e da sorte. Os estóicos, aqueles homens solenes, pretendem que estes dois últimos não contenham nada em si de bom; quase como se eles fossem um mal. Como os estóicos não podem negar que estas coisas foram geradas pela Natureza e deixadas ao arbítrio dos homens, eu não entendo por que, se nós as utilizamos bem, elas não podem ser agrupadas entre os bens; a menos que não queiramos de qualquer parte culpar a Natureza e difamá-la por ser insensata e injusta. (2) Chamar a Natureza de insensata é uma tendência de homens tolos. A possibilidade da Natureza produzir um erro não me pareceria um assunto propício à discussão, se Catone não tivesse levantado dúvidas sobre isso com um discurso, como sempre, muito exato e veemente. Estou ansioso pelo vosso julgamento e temo que possais terem sido persuadidos, tanto pela autoridade deste homem, como eu disse, como pela sua eloqüência. Agora é meu dever, honrosos senhores, pela vossa benevolência para comigo e da minha para cada convosco, pedir em primeiro lugar que esta disputa, com certeza muito importante, seja galgada por seus próprios

79 Cícero, De finibus, II, 13, 9.

80 Sêneca, De beneficiis (Dos favores), IV 25, 3,3; Epistulae, 76. 81 Cícero, De finibus, II, 14, 45.

93 méritos e não pelos papéis encenados pelos disputadores. E em segundo lugar, gostaria de vos solicitar que, nos vossos silenciosos pensamentos, não favoreceis o partido das coisas honestas ou prazerosas. Mas, permitis que a discussão siga o seu próprio curso. Eu mostrarei, quando for necessário, que a palavra “honestidade” em si é superficial, trivial e completamente prejudicial; ao passo que nada é mais amável e bom do que o prazer. (3) Finalmente, eu vos peço e imploro para que não vos comoveis pela multidão daqueles que discordam de minha visão e não vos deixeis apanhar pela rede daqueles homens que introduziram um tipo de falsa honestidade; mas, segui vós, a lei da Natureza. Essas pessoas enaltecem repetidamente em voz alta as dificuldades como sendo desejáveis - uma noção que à Natureza certamente desagrada. Nós, ao contrário, atendo-nos às leis próprias da Natureza, declaramos que o prazer deve ser perseguido. Aqueles recomendam trabalhos sem propósito, nós recomendamos diversão; aqueles propõem tormentos, nós propomos prazer; finalmente, aqueles defendem a morte, nós defendemos a vida. Vede claramente o que está em disputa. Enquanto eu falo estas coisas, vos peço para que me escutais diligentemente e esperais, não apenas que eu possa provar o meu caso, mas que eu deixe bem claro que os meus adversários nunca agiram segundo suas próprias asserções; e, sempre mentindo, por imprudência ou desaforo (um grande argumento em ajuda ao meu caso), serviram ao prazer, uma ação que eu louvo altamente. De fato, nada além do prazer deve ser perseguido, mas a sua astúcia em dissimular, ou melhor, em reprimir o que praticam, deve ser em si censurado.

(4) Neste ponto, Lorenzo disse:

- Tu nos fazes uma promessa esplêndida, Vegio, porque assim tu encorajas não apenas a nossa atenção, mas também, até certo ponto, a nossa predileção. De fato, os deuses me amam na mesma proporção que a minha alma se inclina tacitamente na tua direção, e, pedindo perdão a Catone, eu gostaria que tu provasses o que prometeras. Tal seria-me muito prazeroso e espero que o seja também para o resto de vós. Não tenhas medo, portanto, de que te faltem apoiadores nesta discussão. De fato, embora temamos que tu não consigas provar o teu caso, esperamos que tu assim o faças, o que iria te gratificar ainda mais.

94 - Vede, ocorreu aqui como naquele antigo provérbio: “O rato foi traído pelo seu próprio testemunho”. Quão abertamente Lorenzo revelou o seu próprio segredo, para não dizer a doença de sua alma! Se conheceres apenas um desses homens, conhecerás a ambos. Percebe-se que eles estão ligados mutuamente pela benevolência, pelo amor, pela poesia, pela idade e também pela perversidade de suas opiniões. Mas, Lorenzo, o que tu farás se Vegio não provar o que ele prometeu? Poderás tu espalhar um véu em cima do teu pecado depois de tê-lo confessado voluntariamente e, por assim dizer, vangloriado-te? Negarás tu ter dito tais palavras, ou dirás que elas te escaparam inadvertidamente? Para que saibas o que tu fizeste ao falares assim licenciosamente, eu te digo que, desse modo, não só não provarás a tese sobre o prazer, mas também terás revelado-te um malvado.

(6) E Vegio respondeu:

- Não temas as palavras de Catone, Lorenzo. Se te acharem perverso, muito pior eu me tornarei. Eu convido a ti e a todos os outros presentes a terem esperança. Para que eu pudesse desfrutar sempre do vosso amor, eu concordei em defender esta posição; e não porque eu desejasse que o prazer fosse o maior bem, mas porque eu assim acredito.

Mas voltemos ao assunto. Tendo já discutido o trabalho da Natureza e da sua justiça, e como não podemos duvidar da sua sabedoria - geralmente reconhecida também pelos estóicos -, vejamos se existem bens do corpo e das coisas externas a ele.

Benzer Belgeler