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The Detective Fiction: Forensic Literature in Turkey and The World with Its Implacable Historical Background

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As modalidades de apresentações dos artigos sobre assessoria nos CBAS e nos ENPESS foram sistematizadas a partir das seguintes categorias: relatos de experiências, reflexões, pesquisas e síntese de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre assessoria.

73 Importa ressaltar que foram preservados os termos conforme coletados nos trabalhos. Porém, observa-se que atualmente utiliza-se o termo educação infantil para denominar a fase escolar compreendida de 0 a 5 anos. 74 Nos CBAS foram publicados 2944 trabalhos e nos ENPESS 3371.

RELATOS DE EXPERIÊNCIAS

No relato de experiência de assessoria aos Conselhos de Política e de Direitos, Bravo, Cruzeiro e Araújo (2001) problematizam que a assessoria surge como uma “nova demanda [...] na luta pela defesa e pelo aprofundamento dos direitos de cidadania e da democracia” (p.1). Os autores destacam que a assessoria ao Conselho Municipal de Saúde foi solicitada pela Secretaria de Saúde, e realizada pela equipe de assistentes sociais do Projeto de Pesquisa e Extensão da Faculdade de Serviço Social da UERJ, no âmbito do controle social.

Bravo, Cruzeiro e Araújo (2001) explicitam que “as experiências de exercício de controle social têm demonstrado a necessidade da capacitação e da assessoria aos conselhos para sua maior efetividade” (p. 6). A experiência vivenciada em Paraty evidencia que quando existe “interesse por parte do poder público em levar adiante o Controle Social, este pode ser um instrumento poderoso de democratização da esfera pública, de aprofundamento e consolidação de direitos de cidadania” (p. 6).

Dentre os procedimentos realizados no processo de assessoria salientam-se a “negociação [do trabalho]; capacitação de conselheiros; [...] estudo do perfil socioeconômico e da saúde do município; elaboração do Plano Municipal de Saúde; devolução dos dados para a aprovação do Plano em plenária municipal de saúde” (BRAVO; CRUZEIRO; ARAÚJO, 2001, p. 2). Como produtos do trabalho os autores citam: a capacitação dos conselheiros de saúde, elaboração e devolução para a população e profissionais de saúde do perfil socioeconômico e de saúde do município, e a construção coletiva de uma proposta de Plano Municipal de Saúde envolvendo população, profissionais de saúde e gestores do sistema municipal de saúde.

O trabalho de Lopes et al (2001) explicita que a assessoria no campo das políticas sociais tem “[...] relevância [...] a partir da promulgação da CF/88. Com a composição do tripé da seguridade social houve uma diversificação de demandas para o trabalho dos assistentes sociais: implantação de conselhos de políticas públicas” (p. 1) nos procedimentos de capacitação dos “conselheiros, elaboração de planos (assistência social, saúde), organização e mobilização popular, fóruns, [...] assessoria na elaboração e gestão de políticas sociais, assessoria a movimentos sociais, pesquisas e planejamentos sociais” (p. 1).

A partir dessa compreensão Lopes et al (2001) afirmam que a assessoria “é uma atividade meio e [...] pode alcançar níveis mais elevados de eficiência, de qualidade e participação na sociedade e na gestão da política pública de assistência social” (p. 1). Para

isso, inicialmente “é necessário que o assessor faça um levantamento da realidade para posteriormente apresentar propostas de atuação” (p. 7), embasadas no conhecimento aprofundado da Política de Assistência Social, bem como das legislações pertinentes à área. Dessa forma, a assessoria ao “CMAS e entidades [promove] um significativo grau de qualificação à rede municipal de assistência social, provocando a constante atualização dos atores envolvidos” (p. 7).

Para Lavoratti, Holzmann e Wlodarski (2001) a assessoria, ao Programa de Capacitação Permanente na Área da Infância e da Adolescência, deve ser entendida a partir da “cooperação, engajamento, troca de conhecimentos, parceria, problematização conjunta, construção coletiva de estratégias para o enfrentamento das problemáticas decorrentes do processo de Capacitação” (p. 3). Assim, assessoria possibilita

acompanhamento direto às equipes municipais, [no levantamento de] dados sobre a Infância e Adolescência na sua realidade específica visando a elaboração de um Diagnóstico Socioeconômico para subsidiar o trabalho dos Conselhos, e de entidades de atendimento e secretarias municipais e Estaduais. [...] tendo em vista a importância de se conhecer os problemas locais (para direcionar os recursos de forma eficiente e eficaz), o que se está atendendo e o que ainda é preciso atender (p. 7).

O artigo de Gonçalves, Faria e Custódio (2001) relata a experiência de assessoria no âmbito do Serviço Social aos profissionais da equipe do Conselho Consultivo do Programa de Descentralização do Hospital de São Paulo na “implantação, organização e supervisão dos núcleos regionais de atendimento aos portadores de malformações craniofaciais e deficiência auditiva, bem como no atendimento social direto aos usuários” (p. 3). Os autores buscam demonstrar a “importância da atuação interdisciplinar entre a equipe para o sucesso e a continuidade do programa. [...] perspectiva assumida durante os módulos/etapas realizados [...] por meio de encontros e reuniões com a equipe” (p. 7), na busca da qualificação profissional.

Silva e Silva (2002) discutem a “[...] relação entre assessores e trabalhadores (as) rurais [e] a questão da capacitação [enquanto] meio de habilitar os (as) trabalhadores (as) rurais para a gestão [democrática das Associações e Cooperativas]” (p. 2). Os autores destacam que o trabalho dos assessores foi direcionado para o “fortalecimento da organização política dos trabalhadores, desvelamento das relações de subordinação existentes na sociedade e afirmação da disputa entre classes sociais e seus distintos projetos societários” (p. 2).

O trabalho dos assessores no processo de capacitação contribuiu para o “exercício de relações mais democráticas e com o fortalecimento da organização política dos trabalhadores [...] para garantir seus interesses junto ao governo na esfera federal, estadual

ou municipal, bem como junto aos bancos” (SILVA; SILVA, 2002,p. 3). No trabalho realizado foi constatado que a

relação entre assessores e trabalhadores é uma relação de poder de caráter contraditório e que durante o processo de capacitação podem ser constituídas tanto relações democráticas como relações autoritárias. Nesse sentido, a prática dos assessores pode contribuir tanto para encobrir as relações de dominação e exploração vigentes na sociedade ou pode ainda contribuir com a afirmação e fortalecimento do projeto da classe subalterna através da negação da sociabilidade vigente e do desmascaramento das relações antagônicas existentes na sociedade (SILVA; SILVA, 2002, p. 5).

Lavoratti, Silva e Severino (2004) relatam a experiência de assessoria aos Conselhos Tutelares e Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada pelo Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG. A equipe de trabalho através da assessoria busca “alternativas de trabalhos com famílias e com crianças e adolescentes e na elaboração de projetos/programas e políticas que visem à melhoria de atendimento a este segmento social” (p. 1). A metodologia de trabalho é “participativa e interdisciplinar, [...] visando identificar os entraves da Política de Atendimento à Criança e ao Adolescente e os avanços que o Estatuto da Criança e do Adolescente trouxe para o cenário brasileiro” (p. 1).

Ruiz (2004) problematiza sua experiência de assessoria política realizada ao Conselho Regional de Serviço Social – RJ, a partir de reflexões sobre as atribuições, perfil, concepções e questões relevantes para o efetivo exercício da assessoria. O autor por “similaridade tende a provocar reflexões sobre a assessoria prestada por assistentes sociais que também exercem essa função” (p. 1).

Rocha e Gil (2004) a partir de suas experiências de assessoria aos Sindicatos de trabalhadores petroleiros refletem sobre a “atuação do assistente social em assessoria sindical, na área da saúde do trabalhador [e descrevem] as intervenções realizadas nos desdobramentos do acidente que envolveu a plataforma de petróleo, em Campos – RJ, em março de 2001” (p. 1).

Pestano e Viccari (2004) relatam uma experiência de assessoria desenvolvida através de “cursos e supervisões com profissionais que atuam em diferentes Políticas Sociais. Como conteúdo é proposto, discutido e operacionalizado um instrumental que abrange planejamento execução e avaliação da gestão e da rede de atendimento das políticas sociais setoriais” (p. 1). Para as autoras a atividade de assessoria tem a “[...] perspectiva de contribuir com o avanço das discussões, bem como de novas possibilidades de qualificação dos processos de trabalho destes profissionais” (p. 1).

Para Santos e Santos (2004) o trabalho na Extensão Comunitária tem se consolidado, fortalecendo o tripé da Universidade (ensino, pesquisa e extensão) “com o compromisso social de disponibilizar o seu saber para o bem comum da sociedade, de forma coletiva com todos os atores sociais que se imbricam numa prática cotidiana nas comunidades” (p. 1). Através da “assessoria sistemática apoiando as atividades com as famílias [com] respaldo teórico-metodológico sócio histórico e respeito aos valores culturais das pessoas da comunidade” (p. 1).

Ortiz e Lima (2004) apresentam as reflexões e os resultados de um processo de consultoria em Serviço Social, prestado por assistentes sociais docentes, à equipe de Serviço Social de um hospital universitário, durante o ano de 2003, bem como as dificuldades impostas ao processo como um todo. Neste trabalho os autores constatam que a consultoria em Serviço Social expressa fértil terreno para o exercício profissional e a prática investigativa.

Miranda, Alves e Araújo (2007) refletem sobre a experiência de assessoria técnica, prestada pelo Serviço Social, ao Conselho Tutelar. Os autores explicitam que suporte “teórico, técnico e investigativo, possibilita indicar e fornecer subsídios para a aplicação de medidas protetivas. Acrescenta-se que a inserção direta neste cotidiano requisita, por vezes, uma dimensão interventiva deste fazer” (p. 3) que pode resultar em propostas de “encaminhamentos à Política de Atendimento e acompanhamento até que a criança e o adolescente tenham seu direito restituído. Vale ressaltar que no processo de assessoria, existe complementaridade onde saberes e práticas se articulam” (p. 3). Ademais, ressalta-se que o “Conselheiro Tutelar traz a bagagem de suas experiências em trabalhos comunitários que se acumulam ao conhecimento específico e ao embasamento teórico acerca da política da Infância e da Juventude que o assessor detém” (p. 3).

Os autores também problematizam que antes de iniciar o processo de assessoria

[...] houve a necessidade de reuniões sistemáticas entre técnicos e conselheiros visando o esclarecimento sobre as atribuições da equipe técnica do conselho tutelar, bem como do entendimento da atividade de assessoria. A partir desses encontros, foi possível a construção de instrumentos de trabalho que objetivassem a sistematização da [intervenção] profissional (livro de ocorrência, formulários para mapeamento diário dos atendimentos, visitas domiciliares e estudos de casos, caderno de recursos comunitários e de rede, entre outros) e a estruturação de um fluxograma de atendimento que otimizasse e ofertasse maior qualidade à população atendida (MIRANDA; ALVES; ARAÚJO, 2007, p. 4).

Para Miranda, Alves e Araújo (2007) o “caminho percorrido na construção de um novo entendimento sobre assessoria técnica fundamentado nos direitos da criança e do

adolescente e no Código de Ética profissional permite afirmar que existe uma gama de possibilidades de intervenção nesse espaço” (p. 6). Pois,

a visão abrangente do campo da criança e adolescente potencializa a assessoria não só no que tange as indicações para aplicação de medidas protetivas, como também, no aprimoramento e qualificação de instrumentos utilizados no cotidiano profissional. Nesse sentido, assessorar o conselho tutelar significa intervir sobremaneira, na qualidade do atendimento prestado à criança e ao adolescente. Considerando o compromisso ético-político do assistente social, podemos sinalizar que a prática de assessoria no conselho tutelar aponta para defesa intransigente dos direitos de cidadania deste segmento que é destinatário enquanto sujeitos de direitos da legislação em vigor (MIRANDA; ALVES; ARAÚJO, 2007, p. 6).

No relato de experiência, Pequeno (2007), explicita que o assistente social na trajetória profissional “sempre esteve inserido no âmbito das políticas sociais, mas fundamentalmente em sua etapa de execução final, na prestação de assistência à população” (p. 8). A partir da ótica da assessoria implica em situar a atuação profissional “em outro lugar, não mais na etapa final de execução, no cumprimento de ordens e determinações judiciais expressas em cada processo que individualiza a vida dos sujeitos e que é encaminhado ao assistente social para a realização da perícia” (p. 9). Para a autora as possibilidades de trabalho na área da assessoria dependem dos “interesses da instituição, mas também, do movimento dos assistentes sociais que são sujeitos, que constroem o processo de trabalho institucional e a história da assistência à infância e juventude brasileira, ainda que em condições adversas” (p. 8-9).

Nesse viés, a perspectiva da assessoria realoca o assistente social em uma concepção de atuação coletiva à medida que não lhe cabe mais ficar a espera da determinação institucional. A assessoria exige do assistente social uma postura crítica e propositiva que pode vir a se expressar em inúmeras frentes de intervenções. Assim, os benefícios de um trabalho nesta vertente tende a impactar o universo jurídico contribuindo com a efetivação dos direitos e, possivelmente, com um novo entendimento das questões de natureza judicial (PEQUENO, 2007).

Sandra de Oliveira (2007) apresenta a experiência de assessoria aos gerentes

na construção do plano de ação de melhoria da ambiência organizacional, como boa pratica na gestão de pessoas e espaço de atuação do assistente social. [...] seja qual for à maneira que o profissional esteja atuando, ele precisa estar imbuído de uma qualificação profissional atualizada e de uma postura ética. Sendo assim, a assessoria [...] possibilita a otimização do enfrentamento das requisições que surgem na organização (p. 1-5).

Para a autora a assessoria deve ser considerada como “o carro chefe da atuação do assistente social que atua na promoção da ambiência, pois esta atividade contribui para a

gestão de pessoas e com os resultados da gerencia” (OLIVEIRA S, 2007, p. 1-5). Os autores Brisola, Torres e Moreira (2008) apresentam a experiência de assessoria articulada a um projeto de extensão para a implementação do SUAS. O projeto insere-se na perspectiva da Política Nacional de Extensão, a qual prima pela atuação da Universidade junto à comunidade, visando à emancipação dos indivíduos e grupos sociais, com a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. “A realização do projeto é por meio de quatro modalidades: assessoria aos gestores; capacitação da equipe técnica; supervisão técnica e mapeamento sócio territorial nos municípios que estabelecem convênios com a Universidade” (p. 1)

Valença e Pezoti (2008) relatam a experiência de assessoria a um

Programa de Educação Inclusiva de uma rede pública de educação. A partir da construção de um estudo de realidade que subsidiasse o planejamento do referido programa, foi possível construir ações visando o acesso e a garantia de direitos a esta população. O uso da pesquisa como instrumento para o conhecimento da realidade imediata e a sua relação dialética com os fatores conjunturais e estruturais, além de promover ações para além do imediatismo da prática, possibilitam a construção do conhecimento e da relação teoria e prática (p. 1).

Lobato et al (2010) apresentam o processo de assessoria desenvolvido como projeto de extensão, vinculado ao ensino e coordenado pelo Serviço Social de um programa de universidade aberta de terceira idade” (p. 2). O trabalho foi efetuado através de “Oficinas de Direitos Sociais, pela equipe do projeto (duas assistentes sociais e alunos de graduação) [,,,] e dimensionado em duas direções: para os idosos e para os jovens estagiários (p. 2).

Os autores, Lobato et al (2010), destacam que a assessoria foi “desenvolvida por meio da grupalização e tem por objetivo capacitar, qualificar e atualizar os conhecimentos dos idosos e dos estagiários nas questões do processo de envelhecimento e dos direitos sociais” (p. 2). A relevância da assessoria “[...] compreende uma forma de capacitação sobre o processo de envelhecimento e dos direitos sociais para a geração idosa assegurados nas políticas sociais” (p. 1). Além disso, o processo em si “propicia aos idosos vivenciarem melhor o seu processo de envelhecimento e uma participação social mais qualificada, uma vez que possibilita a luta pela realização dos direitos sociais garantidos nas políticas sociais para os idosos para assim ampliar a sua cidadania” (p. 3).

Para os estagiários, a assessoria propicia a visibilidade do trabalho na defesa e ampliação dos direitos sociais, e análise crítica da realidade social. Nesse “contexto, possibilita o compromisso dos estagiários com os objetivos do Projeto Ético-Político do Serviço Social, no qual a equipe se pauta para desenvolver o processo de assessoria com os idosos e viabilizar os seus direitos sociais” (LOBATO et al, 2010, p. 3).

Gabriela da Silveira Oliveira (2010) apresenta “uma sistematização do trabalho profissional baseado na contribuição teórica da monografia da graduação de Serviço Social, tendo como tema a assessoria a comunidade” (p. 1). A partir da compreensão que a assessoria pode ser identificada “como uma forma de acompanhamento e monitoramento de uma determinada demanda, junto a um grupo ou vários grupos que a executam, em que o assessor, normalmente, não tem vínculo permanente com o local da prestação” (p. 4) de assessoria. Em geral, essa atividade é solicitada pela equipe institucional, que atua diretamente na organização, ou pelos representantes da gestão.

Assim, o assistente social diante de sua formação e trajetória de trabalho contribui “na medida em que estabelece uma relação dialógica de troca, de reconhecimento, de valorização de cada participante, estimulando o conhecimento crítico, a socialização das informações, o enfrentamento coletivo das dificuldades e a construção de estratégias” (OLIVEIRA G, 2010, p. 7).

Miranda (2010) explicita uma experiência vivenciada pelo Serviço Social na área da saúde pública revelando os desafios ético-políticos com a utilização da ferramenta “planejamento estratégico” no trabalho profissional. A autora afirma que o planejamento estratégico, utilizado tradicionalmente pela gestão das organizações, vem se configurando em um importante instrumento do Serviço Social, com a participação dos vários atores sociais que estão inseridos no campo das políticas públicas.

Os autores Farage et al (2010) apresentam o projeto de extensão do curso de Serviço Social na área da assessoria, com o objetivo de formular e contribuir com a implementação de experiências de formação política e humana para militantes de movimentos sociais e populares, a partir de articulação no âmbito da UFF e de outras universidades públicas ou centros de formação, na perspectiva da defesa dos direitos humanos e de cidadania. No âmbito local, tem como perspectiva a articulação com movimentos sociais e populares na região da baixada litorânea e entorno com o objetivo de criar espaços de formação cidadã.

Vasconcelos et al (2010) busca através de seu estudo identificar a existência e a relevância da assessoria no âmbito dos Hospitais Universitários (HU’s) e na efetivação dos princípios do SUS. No âmbito do Serviço Social, o debate sobre assessoria ganha maior relevância com a maturidade do Projeto Ético-Politico da profissão. Para Vasconcelos et al (2010) a assessoria é um instrumento que pode ser utilizado para o aperfeiçoamento da prática profissional na direção deste projeto de profissão. E uma alternativa de viabilização da qualidade da intervenção profissional direcionada para o enfrentamento da questão social.

REFLEXÕES, PESQUISAS E SÍNTESE DE TCC SOBRE ASSESSORIA

Rodrigues (2002) apresenta a síntese dos resultados obtidos através do Projeto de Pesquisa Movimentos Sociais Rurais e Urbanos (Re) construindo um projeto de Assessoria, desenvolvido no âmbito do Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão. Nesse projeto a assessoria objetiva a “formação via informação e instrumentalização das organizações comunitárias por meio de discussões de temas ligados à problemática específica nas áreas (políticas agrária/agrícola, direitos de cidadania, aposentadoria, dentre outros) através da realização de palestras, seminários encontros, minicursos” (p. 1), em conjunto com as entidades locais. O trabalho realizado contribui

em nível acadêmico, em duas direções: primeiro a aquisição de um conhecimento mais detalhado da realidade concreta, onde se processa a

assessoria aos movimentos rurais, tornando possível qualificar a equipe do

curso de Serviço Social. Em segundo lugar possibilitando articular ensino, pesquisa e extensão, especialmente através das atividades desenvolvidas na extensão e por outro, a inserção de alunos neste triplo movimento, onde se discute questões teóricas metodológicas, referentes aos conteúdos específicos, bem como técnicas de pesquisa, no âmbito acadêmico de ensino, mais precisamente em sala de aula (RODRIGUES, 2002, p. 6).

Andréa Gonzaga de Oliveira (2004) aborda o debate teórico sobre a assessoria no Serviço Social, aprofundando sua relação com a Universidade e o projeto de formação profissional. A autora também tece algumas considerações sobre a “relação entre o projeto de profissão e de formação, e a estratégia da assessoria na articulação entre ensino, pesquisa e extensão”.

Edson Marques Oliveira (2004) também reflete sobre o trabalho do assistente social em consultoria. Para o autor devido à falta de estudos empíricos e teóricos sobre a temática, identificam-se muitos mitos e falácias sobre o assunto. Em vista disso, o autor buscou fazer um breve resgate histórico sobre o tema e apresentar alguns aspectos da atualidade, para desmistificar alguns aspectos desta atividade e apresentar dados concretos pautados em estudo empírico, teórico e prático-vivencial nesta área. E apresentar algumas sugestões e estratégias possíveis para atuação do assistente social nesta área.

Santos e Moura (2007) apresentam “algumas concepções teóricas que norteiam os trabalhos realizados pela equipe do programa de Assessoria e Capacitação às Organizações Comunitárias” (p. 01). Segundo os autores nas comunidades são visíveis à desmobilização e a falta de reivindicações da maioria das Associações de Moradores. A partir dessa realidade, o Serviço Social buscou através da assessoria “instrumentalizar os

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